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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O dom da vida!

Na minha vida há eventos estranhos ou, no mínimo, curiosos. Entre muitos, que não irei agora referir, recordo um, assaz importante e que ocorreu em 1987. No Sábado de Aleluia desse ano fui a um casamento com a minha mulher que apresentava já uma volumosa barriga de fim de gravidez.

Já em casa noite dentro acorda-me dizendo que rebentaram as águas e aí vamos nós, numa fona, a caminho do Hospital da Cruz Vermelha. No dia seguinte foi Domingo de Páscoa e nessa mesma madrugada nasceu o meu primogénito.

Dêmos um salto na tábua do tempo de quase trinta e sete anos, para aterrar nesta Sexta-feira Santa da Páscoa. Ainda esta semana a minha nora fora à médica que a acompanha na sua gravidez, concluindo que o parto ainda estaria longe...

Pois é... há coisas na minha vida quase inexplicáveis já que pela manhã surgiu o meu filho apressado comunicando que a mulher entrara em trabalho de parto.

De tudo isto resultou que hoje, dia 29 de Março do Ano da Graça de 2024, fui avô pela terceira vez. Agora de um rapaz.

Portanto e com tanta coisa estranha ao nosso redor sinto-me grato em poder dizer: o dom da vida é um bem precioso que infelizmente nem todos valorizam.

Agora temos de o ajudar e aos pais a crescer e a educar!

Será por tudo isto que prefiro a Páscoa ao Natal?

Consoada!

Este ano o Natal será mais cheio... de gente! É quer as netas já contam. Se uma tem quase quatro anos e a outra ainda não comemorou o seu primeiro aniversário, é certo que a alegria é a rodos.

Entretanto veio cá uma sobrinha-neta também para brincar!

Resultado: uns partem, outros chegam e assim se completa o ciclo da vida!

Quando por vezes fecho os olhos e pergunto e se... nunca tivesse sido pai como estaria hoje?

Não consigo imaginar, mas de uma coisa tenho a certeza... não seria mais feliz do que sou hoje, porque estas minhas crianças são uma espécie de carregadores de felicidade do meu coração!

Ser feliz: será sempre uma luta!

Há uns dias ouvi alguém dizer que "só se é plenamente livre se conseguirmos, durante o dia, dedicarmos tempo àquilo para a qual nos sentimos vocacionados".

Quase concordo com esta ideia. Mas o que faz desviar da total concordância prende-se com aquela nossa dúvida em que nos perguntamos: estarei inteiramente vocacionado para isto que estou a fazer?

Somos seres inundados de dúvidas e de incertezas. Queremos por isso antecipar o futuro, preferencialmente entendê-lo e acima de tudo tentar adivinhá-lo. O cerne é que este não está na sua totalidade nas nossas mãos. Haveremos de vivê-lo, quiçá até influenciá-lo alguma coisa, mas pouco mais.

Quando trabalhava costumava dizer: não faço o que gosto, mas gosto do que faço! Parece uma parvoíce, mas está longe de ser uma imbelicidade, sendo mais uma evidência lógica. Assim no meu tempo de activo "não fazia o que gostava" porque sentia que poderia ser muito mais útil noutra função. Mas aquilo que era a minha normal actividade era algo em que me sentia bem ao fazê-lo "mas gosto do que faço"!

Viver feliz diariamente obriga-nos a uma espécie de bravata contra muita coisa que nos rodeia. Mas valerá sempre a pena lutar!

Sempre!

Resposta nº 7...

... a este desafio da Ana

Tema: escreve sobre a felicidade

Felicidade é:

- escrever muito;

- ler mais ainda;

- rir sem parar;

- chorar em silêncio;

- ver o pôr do sol;

- perceber a alvorada;

- sentir a água do mar;

- poder beijar quem gosto;

- assobiar aquela melodia;

- sentir a chuva a bater na janela;

- dormir ao sol na praia;

- amar os meus;

- sentir a fé no coração!

Os meus dias... infantis!

Durante muitos anos não houve crianças cá em casa. Mas havia juventude que em termos de (não) arrumações nem sei quem é pior!

A verdade é que desde que tenho a neta em casa, surgiu um fenómeno invulgar que consiste em aparecerem brinquedos em todos os lados, até naqueles inimagináveis.

Ao fim do dia cabe-me arrumar toda a tralha infantil que encontro... sabendo logo que no dia seguinte aquela voltará a espalhar-se pelo chão da casa.

Hoje, ao invés de há trinta e muitos anos, não estou preocupado nas desarrumações infantis, mas tão somente na alegria desta criança que diariamente me é entregue.

Repetidamente o chão atapeta-se de brinquedos, livros e demais artefactos pediatricos, para minha alegria e felicidade infantil.

Fico sempre a pensar como muitos pais com crianças deficientes adorariam ter a casa deles desarrumada.

Uma filosofia de vida

A estória da minha vida não é daquelas de fazer chorar as pedras da calçada, mas tenho quase a certeza absoluta que muita gente que tivesse passado o que eu passei estaria nesta altura dependente de muitos medicamentos.

Cada um é como é, da mesma maneira que ninguém deverá obrigar os outros a serem da maneira que acham que deveriam ser. Como fizeram comigo, por exemplo, muito tempo. Demasiado, acrescente-se!

Todavia com os anos fui-me libertando desse espécie de jugo e, usando uma lingiuagem informática, a determinada altura formatei o meu cérebro e consequentemente a minha vontade.

Deixei de me preocupar com aquilo que os outros pensavam de mim, procurei ser leal a mim mesmo em detrimento de outras opções quiçá mais apelativas, passei, no fundo, a preocupar-me em ser feliz.

Mas a felicidade não é uma poção que se compre numa farmácia nem numa ervanária... A felicidade é um estado de alma contendo duas peças fundamentais. Uma chama-se aceitar o que a vida nos dá e a segunda traduz-se numa outra palavra: coragem!

Com a primeira percebemos que aquilo que não podemos mudar é para aceitar sem qualquer rebuço já que, provavelmente, nunca dependeu de nós. Porém a segunda envolve-nos até ao fundo. A coragem não é apanágio dos heróis de filmes de aventiuras, mas envolve cada um de nós na plenitude do nosso pensamento e vontade.

Ao invés de muitos que se dizem cobardes perante a vida, assumo que essas pessoas nunca perceberam o que constitui a verdadeira coragem do ser humano.

Coragem é ter medo, mas ainda assim avançar;

Coragem é viver inseguro, mas ciente que pode ganhar;

Coragem é gritar a plenos pulmões para que possa ser ouvido;

Coragem é amar o impossível!

Olhe então cada um de vós para dentro de si mesmo e pergunte o que pode e deve aceitar e aquilo que pode e deve ter coragem para mudar.

Um dia seria bom pensar nisso! O que acha?

Uma lição que aprendi!

(Uma resposta a este postal da Mafalda!)

A vida ensinou-me muita coisa. Ensinou-me mais aquela que todos os compêndios da escola onde também, verdade seja dita, nunca estudei.

Trabalhei durante mais de 40 anos, abraçando diferentes desafios: fui vendedor de enciclopédias às portas, lavei loiça num café, trabalhei numa livraria, fui amanuense num escritório, caixa num banco para terminar a minha vida laboral como técnico de informática. Durante todo este tempo lidei, sem qualquer exagero, com milhares de pessoas. E foram estas que de forma involuntária me foram ensinando a enfrentar os desafios que me surgiram na vida.

Após muitos trambolhões percebi que viver não custa, o que custa é saber viver! Por isso não vale a pena chorar sobre o passado, mas perceber até que ponto este nos ensinou a viver o presente e o futuro.

Abdicamos tantas vezes de boas companhias, de boas leituras ou até de óptimas escritas só porque estamos focados num qualquer trabalho que requer de nós tudo e mais alguma coisa.

Mas na verdade só estamos a adiar o óbvio: somos todos descartáveis! E quanto mais depressa tivermos noção disto mais depressa puxamos das emoções do nosso coração e passamos a viver a vida de maneira mais livre e consequentemente mais feliz.

Nunca fui pessoa para no início de cada ano apresentar resoluções para o futuro. Prefiro aguardar cada dia, cada hora, cada minuto que se me apresenta com estoicismo e digo-o de alma aberta… com fé, para no final de cada ano dizer sempre o mesmo: o melhor foi chegar ao novo ano!

Portanto nunca percam uma oportunidade para serem felizes. Mesmo que os outros torçam o nariz!

Construir a felicidade!

Hoje recebi a visita de um amigo. Conhecemo-nos há mais de 40 anos, mas não obstante alguma diferença de idades (ele é mais velho do que eu 10 anos!!!), construímos uma boa e forte amizade.

Já estava a sair e a meter-se no carro quando me deseja:

- Tente ser feliz...

Devolvi:

- Mas eu sou feliz.

- É raro - responde.

- O que é raro?

- As pessoas assumirem que são felizes. Geralmente nunca o são.

- Mas eu sou, genuinamente.

Já não entrou no carro. Ficou ali a olhar para mim e a tentar entender como pude dizer aquilo. Percebi no seu olhar uma certa incerteza. Por fim conclui:

- Ainda bem...

Entrou no carro e partiu!

Certamente que a felicidade não é um estado de espírito que se compra numa qualquer farmácia e muito menos num supermercado, se bem que muita gente ache que por detrás de uma garrafa de alcool ou de uma qualquer droga encontrará o tal estado supremo. É um engano e não me canso de o afirmar.

Não tenho uma vara de condão para ficar feliz de um momento para o outro, como se tudo dependesse de um mero interruptor. Porque o ser feliz é, acima de tudo, uma construção que se faz interiormente. Como quando se constrói uma casa... inicia-se por baixo.

Reconheço que nem sempre fui assim, pois também tive os meus momentos menos simpáticos. Mas foi a própria vida que paulatinamente me foi ensinando o caminho ou no limite me mostrou as opções.

Poderia perfeitamente assumir um estado depressivo, angustiado (provavelmente teria muitos razões para isso), mas ao invés de me enfiar num pântano de tristeza tive a audácia de me agarrar aos poucos momentos bons e com eles fui construindo uma fortaleza interior que me defenderia mais tarde de algumas agruras.

Por isso hoje cheguei a este ponto da minha vida ciente de que muita da nossa felicidade está dentro de nós... Basta para isso encontrá-la.

Felicidade aos 60, quem diria?

Até aos meus vinte anos vivi uma espécie de vida alternativa. Pouco senhor dos meus actos, nada independente financeiramente, estava por isso refém de quem me sustentava.

Optei então naquela altura por trabalhar em vez de tirar um curso superior. Pretendia ficar independente o mais depressa possível.

Foi assim que entrei no mercado de trabalho. Primeiro sem contrato, depois com contrato a prazo e mais tarde efectivo na actual empresa. Depois andei uma mão cheio de anos ao Deus dará!

Lembrei-me hoje que um dia naquela altura perguntei a mim mesmo o que seria de mim aos 60 anos?

Sinceramente naquele tempo jamais imaginaria que teria dois filhos já crescidos, casa, carro e tantas outras coisas.

Mas acima de tudo nunca pensei que a minha verdadeira felicidade estaria somente nestas palavras que escrevo e que alguém lê!

Dúvida recorrente

Uma das máximas populares com menos sentido é a que diz o seguinte: "Não há morte sem desculpa!"

Não posso estar em maior desacordo.

A morte existe porque... se está vivo. E faz parte da superior lei da natureza que tudo o que nasce terá um dia de morrer.

Todavia posso chamar para aqui a forma como a morte é apresentada. E aí já considero que aquele adágio popular tem algum sentido.

A morte temo-la como certa... As condições em que acontece é que podem variar.

Ao invés, a vida, surge com algo que podemos de alguma forma controlar. Obviamente que há sempre imponderáveis, mas até estes fazem parte do nosso dia-a-dia. Há quem lhe chame azar ou sorte! Eu sei que a vida é muitas vezes (em demasia) um jogo, mas seja como for há partes nela que devemos ter algum cuidado nas apostas que vamos fazendo..

A morte recente do meu amigo, na data em que foi e estando ele nas condições que se conhecia, alertou-me uma vez mais para um tema que em mim vem sendo recorrente (acho mesmo que já escrevi algures lá para trás sobre isto!!!) e que se resume numa questão, quiçá controversa: pode a morte ser uma espécie de felicidade?

Em face do que já vi e vivi, creio que sim, mas naturalmente que custa-me a admitir tal resposta!

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