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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A arte de saber educar!

Educar é essencialmente ensinar alguém a viver em sociedade, através do exemplo dado e nunca da regra imposta.

Contudo a aplicação e a assimilação dos ensinamentos difere de pessoa para pessoa, porque cada um de nós reage de forma diferente aos mesmos estímulos. Por isso cabe aos educadores perceber as diferenças dos educandos dando a cada um as ferramentas necessárias para que consigam apreender e aprender o que lhes será devido.

Obviamente que numa família com dois ou mais filhos terá de haver uma certa matriz, à qual será acrescentada então as tais variantes correspondentes à personalidade de cada um.

Só que hoje noto que a maioria das famílias, salvo honrosas excepções, deixam as crianças viverem numa espécie de roda livre, sem qualquer critério, regras ou disciplina. Porque o tempo gasto entre trabalho, deslocações e afazeres domésticos é demasiado, pouco sobra então para atender às necessidades de cada filho, quanto mais para impor algumas regras básicas.

Depois há aqueles que se escusam de educar porque… nunca foram devidamente educados e deste modo não sabem como fazê-lo. É só despejar ordens sem uma explicação prévia ou lógica.

Certamente haverá mais variáveis familiares e educativas, mas cada um de nós conhece-as porque muitas vezes vivem na casa ao lado da nossa e vamos dando conta.

Nos tempos que ora se desfiam à nossa frente saber educar é uma arte. Que requer sabedoria, discernimento, cautela e mais que tudo muito amor e carinho para distribuir.

De outra forma será a sociedade a sofrer mais tarde dos ímpetos, não raras vezes violentos, de quem nunca aprendeu respeitar os outros!

Dia histórico cá em casa!

Pela primeira vez uma quarta geração de crianças juntou-se toda cá em casa. Ou dito de outra maneira a média etária baixou muito duramnte umas horas.

Um aniversariante a fazer 75 anos e os filhoe e netos, sobrinhos e sobrinhos-netos a aparecerem para um almoça. Na verdade vemo-nos muitas vezes para nunca conseguimos estar juntos.

Foi hoje...

O mais engraçado é que há uns anos no lado da mesa reservada aos mais jovens as conversas variavam entre jogos e parvoíces no Youtube.

Actualmente no mesmo lado mais falava-se de fraldas e noites mal dormidas.

No fundo a vida a decorrer em toda a sua plenitude..

Mas foi tão bom ver tanta criançada... A mais nova com seis meses e o mais velho com cinco anos!

Dia histórico na família.

Noventa anos!

Hoje a decana cá de casa fez noventa anos. Nem se apercebeu de tal já que a cabeça dela, vive por esta altura e desde há uns anos, num mundo paralelo.

A minha sogra não sabia que fazia anos, mas sabíamos nós! De tal forma que se comprou um belo ramo de flores e um bolo, ajeitou-se um jantar um pouco diferente dos outros dias e comemos todos. Alguns netos incluídos. E não foram todos porque as crianças têm de se deitar cedo.

Não imagino a que idade irei chegar, mas não gostaria de chegar muito longe sem juízo. "Antes a morte que tal sorte" como me dizia em tempos alguém próximo.

Na altura achei um exagero a expressão, mas hoje percebo que esta mulher que tanto trabalhou, que tanto lutou está viva, mas não vive.

Uma tristeza!

Todavia não lhe falta nada. Rigorosamente nada! E tal como a bisneta é tratada com o mesmo esmero e carinho.

É por estas e por outras que por vezes temo o meu futuro!

Natal em tempo de pandemia – quando a melhor prenda são as pessoas!

Este ano o Natal foi diferente para todos.

Não pude fugir a este desiderato e deste modo passei a consoada com o meu filho mais velho e a minha neta, para no dia de Natal almoçar em casa. Neste almoço éramos mais alguns, mas todos sem quaisquer problemas de vírus.

À distância de muitos quilómetros ficaram os meus pais já velhotes e o meu infante mais novo na aldeia da namorada.

No entanto ontem ao fim do dia fiz-me à estrada e fui até à aldeia sem que eles soubessem. Quando a minha mãe abriu a porta estava ao telefone com o meu filho mais velho.

As lágrimas caíram pela face rasgada de anos e trabalhos enquanto dizia:

- Foi a melhor prenda de Natal que podia alguma vez ter recebido.

Hoje dia 26, pelo meio dia, voltaram a bater-lhe à porta. Eu não estava… andava por lá a ver o estado das fazendas. Nem imagino a cara da minha mãe quando viu entrar os dois netos, as respectivas caras-metades e a mais-que-tudo-de-todos-nós com quase um ano de idade.

Entretanto cheguei eu e almoçámos todos juntos. Uma verdadeira festa de Natal.

A determinada altura disse a minha mãe:

- A melhor prenda de Natal são vocês todos ao estarem aqui. Não necessito de mais nada!

(Talvez não o tenha dito com estas palavras, mas sei que era isto que pretendeu dizer!)

De pequenino...

Diz a sabedoria popular que é "de pequenino que se torce o pepino". Todos saberão o que este dito pretende dizer.

Poderia aqui enumerar uma quantidade de figuras conhecidas que iniciaram as suas actividades em idade infantil... Quiçá Mozart possa ser o expoente máximo dessas crianças precoces.

Só que nesta casa há já quem tente tornar-se também precoce. Coincidentemente todos os que foram criados neste lar seguiram a via informática. Posso mesmo acrescentar que o meu filho mais novo, com pouco mais de dois anos, já acedia a um computador. Obviamente não sabia o que fazia, mas que estragou muitos Windows foi verdade, de tal forma que formatei o computador ene vezes. Perdi-lhes o conto...

Entretanto e seguindo os passos do pai, do tio e dos primos mais velhos, a minha neta iniciou-se outrossim na informática. E certamente não foi hoje que se iniciou...

Com 10 meses!

de_pequeno.jpg

Data inesquecível!

Hoje dia 22 de Outubro já era para mim uma data curiosa. Primeiro porque era a data de aniversário do meu avô materno que se fosse vivo faria 110 anos.

Muitos anos após o nascimento do meu avô e neste mesmo dia, este que se assina comprou o seu primeiro carro. Por 1440 contos ou pouco menos de 7500 euros. Estávamos em 1987 e para mim foi um enorme desafio.

Mas este dia de hoje ficará definitivamente marcada pela vinda ao mundo de mais uma menina, destronando a minha neta para segundo lugar na juventude na família. Tendo que conta que serão vizinhas imagino que daqui a uns anos andarão juntas na escola. E espero que sejam muito amigas para além da relação familiar (são primas em terceiro grau).

O dom da vida é um sinal supremo de beleza. A família está assim mais rica, mais jovem e mais fantástica.

Daqui envio os meus sinceros votos de felicidades ao meu sobrinho, pai desta nova menina e obviamente à mãe! As mulheres na família a estarem em vantagem.

Primeira semana!

O resultado da primeira semana de avô a (quase) tempo inteiro salda-se de forma muito positiva.

Faz muitos anos que não dava comida a um bebé, que não mudava fraldas que... não brincava "às crianças".

Nem queiram saber como me sinto... Pareço um miúdo a quem ofereceram um brinquedo novo e que olha para este com devoção sem lhe tocar.

Também é verdade que a minha neta é um doce. Conhecida já na família mais próxima como "miss simpatia", o mais recente elemento do clã é um encanto de criança. Não chora, ri-se sempre e só resmunga quando tem fome ou sono... O que me parece perfeitamenteu natural.

Até quando tem "brinde" na fralda nada transparece.

Está a nascer entre nós uma relação forte. Mesmo tendo somente 9 meses já sabe quem é que este que se assina e teve hoje mesmo o desplante de perante pai e mãe requerer o colo do avô!

Agora durante três dias regressa ao seu ninho de origem. Para voltar terça-feira.

Sempre disse que me contentava com muito pouco, porém esta criança é já muito na minha vida tendo conquistado o meu singelo coração.

Seis meses depois: O reencontro!

O título deste postal parece uma sequela de um  qualquer filme de luta de titâs. Todavia não é disso que venho falar.

Há seis meses houve algures um almoço farto e bem acompanhado. À mesa estavam onze comensais mais uma pilequice de dois meses que a única coisa que desejava era barriga cheia e rabo limpo. Estávamos a 2 de Março!

Seis meses volvidos ninguém desse almoço teve qualquer problema associado ao covi19 tendo, inclusivé, eu e a minha mulher feito testes ao virus aquando da nossa viagem aos Açores.

Seja como for desde aquela data mnnca mais nos juntámos para um almoço ou jantar com todos. O receio era evidente, mas como até agora ninguém foi infectado, nada melhor que aproveitar o último fim de semana de fim de férias para organizar um repasto. Ainda por cima porque um dos comensais estará breve a regressar à faculdade onde ministra uma cadeira e um outro aposta num Mestrado.

Repetiu-se assim a dose do número de pessoas: onze. Com a adenda da pilequice ter agora oito meses e já gatinhar e uma das senhoras mais novas presentes estar já em adiantado estado interessante.

Um reencontro que me soube bem não obstante ter a responsabilidade de tratar do churrasco, o que equivale dizer que pouco comi. Mas ficaram os abraços (finalmente!), os beijos (já tinha saudades!) e os risos (não era para menos!).

Uma alegria imensa que encheu o meu coração. Estou tão grato por este dia...

Um explêndido reencontro o qual não imagino quando se poderá repetir.

Mesa acrescentada!

Diz a conhecida sabedoria popular que "parir é dor, criar é amor", numa perfeita alusão de quem cuida, cria, educa reinvidicará mais amor aos seus protegidos.

Sou filho único e por isso não tenho familiares colaterais directos. Ao invés, a minha mulher tem uma irmã com dois filhos. Resumindo... assim que cheguei à família da minha mulher percebi que a relação entre tia e sobrinhos era muito mais forte do que seria de supor. Ainda hoje é assim...

Vem este entróito ao caso para tentar explicar a alegria que tenho ao perceber que serei novamente tio-avô. Em título, porque de coração serei tão avô como os genuínos.

Durante muitos anos ajudei a criar, educar e cuidar os meus sobrinhos. Que sempre se relacionaram com os primos (os meus filhos) como de verdadeiros irmãos se tratassem.

Hoje o JP comunicou à família que irá ser pai, ainda este ano. Uma fantástica notícia, numa altura em que o número de mortes por este virus que nos confina, continua a crescer e que nos entristece.

Estou, portanto, radiante. Após uma neta no início do ano, outra criança virá para a família no Outono. Uma alegria!

Começo entretanto a fazer contas aos lugares na mesa aquando dos próximos almoços e jantares. Tenho de arranjar uns acrescentos.

Quando o Natal... é uma arma!

Tristemente há quem use esta época, que deveria ser de paz, amor e reconciliação, como uma arma de arremesso.

São gente pobre de espirito, de mente tacanha e de pouca inteligência. Indefizmente há disso na minha família... Pessoas para quem o Natal é a funda que dispara a pedra, a espada que corta e fere. a espingarda que dispara e mata.

Tenho a sensação que nunca viverão felizes com o mundo mesmo que vivam bem com elas próprias (se disso tiverem realmente noção).

A razão e a emoção serão sempre incompatíveis.

Desejo a continuação de umas Festas Felizes.

 

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