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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

"Cozido à Portuguesa" é melhor com família

Sei que é uma trabalheira organizar um almoço. Então um cozido à portuguesa ainda mais. Mas adoro estes repastos com (quase) toda a família à volta da mesa.

Nem é preciso que seja um aniversário de alguém ou a comemoração de um dia especial. Basta que haja vontade, disponibilidade e muito carinho para distribuir.... e receber!

Como escrevi aqui, ontem fui à aldeia e trouxe de lá umas centenas (não estou de todo a exagerar!!!) de quilos de citrinos. Desde laranjas, tanjeras (ou será tânjaras?) e tangerinas veio muito de tudo que vou agora distribuindo pela família. Vieram outrossim umas couves coração que ajudaram ao nosso cozido assim como uns enchidos. E neste último campo os acepites eram fantásticos pois deram um gosto especial e característico ao almoço.

Cozido para nove pessoas obriga a uma certa logística. Mas tudo correu muito bem, todavia almoçamos um pouco para o tarde.

A determinada altura durante o almoço a algazarra era imensa, mas na quele breve instante senti-me quase feliz... Faltava um dos filhos...

A vida nunca é como gostaríamos... mas sempre como necessitamos!

Boa semana.

A gente lê-se por aí!

Aproxima-se o Natal

Daqui a uma semana a azáfama nas pastelarias será enorme tendo em conta as encomendas previstas para a Consoada e dia de Natal.

Cá em casa não fugimos à regra e já se começa a tentar calendarizar a feitura de algumas coisas nomeadamente doces já que alguma comida virá também de fora.

Não sendo eu um verdadeiro apaixonado pelo Natal tenho de me render ao facto que as crianças serão o combustível preferido desta quadra festiva. São elas que nos animam e é por elas que construímos uma vida.

A minha neta está vidrada no Pai Natal. Neste momento cá em casa temos quatro figuras todas elas diferentes mas a quem ela dedica muita atenção. O "Pá" é agora palavra frequente na sua boca, quando se pretende referir ao Pai Natal.

Talvez este ano me disfarce de Pai Natal para entregar as prendas... e quiça alegrar crianças e quem sabe adultos... 

Ando a matutar na coisa!

A gente lê-se por aí!

A luz do nosso Natal!

Tendo em conta as obras cá em casa ao que se juntou há aproximadamente 2 meses uma pessoa magoada decidiu-se fazer apenas uma árvore de Natal.

Assim ficou calendarizado para ontem a montagem do pinheiro ora fictício. Logo cedo desarrumei sofás, cadeiras e mesa de forma a arranjar espaço para a dita árvore. Depois fui buscar a enorme caixa que guarda tudo o que pertence levar um pinheiro para que fique bonito e luminoso. 

Demorou algum tempo a montar: luzes, bolas estrelas, um presépio, fitas e sei lá que mais foi o que se colocou como enfeites. Finalmente ficou com este aspecto.

No entanto havia algo que esperava assistir, como assisti, com a chegada da minha neta àquela sala com uma profusão de luzes e cores.

Hoje de manhã quando chegou a minha casa e viu a árvore enorme enfeitada puxou do seu léxico muito próprio e disparaou um palavreado que não entendi. Todavia percebi que estava contente. Mas mais ficou quando acendi as luzes. Soltaram-se gargalhadas e palmas e a alegria infantil foi simplesmente contangiante!

A luz deste Natal já chegou a esta casa... Agora é aproveitar!

Na cabeceira da mesa...

Nos almoços ou jantares de famílias numerosas há sempre dois lugares mais ou menos reservados para os patriarcas da família: as cabeceiras da mesa. Cá em casa não é excepção.

Só houve um problema quando morreu o meu sogro, pois ficou-se sem saber quem deveria ocupar aquele lugar. Por fim decidiu-se pelo elemento mais novo à época. Situação que ainda hoje se mantêm exceptuando quando as pessoas são ainda mais e aquela cabeceira, antigamente para um, tem de ser partilhada.

Diz o povo que "há males que vêm por bem". Não acredito nisso, mas reconheço que uma sucessão de factos anómalos pode originar uma solução eternamente adiada.

Foi o que aconteceu recentemente com o acidente que colocou a minha mulher no estaleiro, sem mobilidade nem capacidade para fazer alguma coisa. Deste modo uma das suas responsabilidades, que foi tomar conta da mãe senil, foi transferida para a outra filha. O resultado desta situação foi a normal decisão das ambas as filhas em internar a idosa num lar.

Sinceramente tenho que concordar que não haveria outra solução.

Agora repetir-se-á a dúvida sobre quem deverá ocupar aquele lugar à mesa? Uma das filhas, um dos netos ou um dos bisnetos?

Obviamente que ninguém é insubstituível, mas reconheço que durante umas refeições vai ser estranho ver outra pessoa na cabeceira da mesa que não a matriarca da família!

Mas é a vida. Triste, amargurada, mas sem nunca parar!

A arte de saber educar!

Educar é essencialmente ensinar alguém a viver em sociedade, através do exemplo dado e nunca da regra imposta.

Contudo a aplicação e a assimilação dos ensinamentos difere de pessoa para pessoa, porque cada um de nós reage de forma diferente aos mesmos estímulos. Por isso cabe aos educadores perceber as diferenças dos educandos dando a cada um as ferramentas necessárias para que consigam apreender e aprender o que lhes será devido.

Obviamente que numa família com dois ou mais filhos terá de haver uma certa matriz, à qual será acrescentada então as tais variantes correspondentes à personalidade de cada um.

Só que hoje noto que a maioria das famílias, salvo honrosas excepções, deixam as crianças viverem numa espécie de roda livre, sem qualquer critério, regras ou disciplina. Porque o tempo gasto entre trabalho, deslocações e afazeres domésticos é demasiado, pouco sobra então para atender às necessidades de cada filho, quanto mais para impor algumas regras básicas.

Depois há aqueles que se escusam de educar porque… nunca foram devidamente educados e deste modo não sabem como fazê-lo. É só despejar ordens sem uma explicação prévia ou lógica.

Certamente haverá mais variáveis familiares e educativas, mas cada um de nós conhece-as porque muitas vezes vivem na casa ao lado da nossa e vamos dando conta.

Nos tempos que ora se desfiam à nossa frente saber educar é uma arte. Que requer sabedoria, discernimento, cautela e mais que tudo muito amor e carinho para distribuir.

De outra forma será a sociedade a sofrer mais tarde dos ímpetos, não raras vezes violentos, de quem nunca aprendeu respeitar os outros!

Dia histórico cá em casa!

Pela primeira vez uma quarta geração de crianças juntou-se toda cá em casa. Ou dito de outra maneira a média etária baixou muito duramnte umas horas.

Um aniversariante a fazer 75 anos e os filhoe e netos, sobrinhos e sobrinhos-netos a aparecerem para um almoça. Na verdade vemo-nos muitas vezes para nunca conseguimos estar juntos.

Foi hoje...

O mais engraçado é que há uns anos no lado da mesa reservada aos mais jovens as conversas variavam entre jogos e parvoíces no Youtube.

Actualmente no mesmo lado mais falava-se de fraldas e noites mal dormidas.

No fundo a vida a decorrer em toda a sua plenitude..

Mas foi tão bom ver tanta criançada... A mais nova com seis meses e o mais velho com cinco anos!

Dia histórico na família.

Noventa anos!

Hoje a decana cá de casa fez noventa anos. Nem se apercebeu de tal já que a cabeça dela, vive por esta altura e desde há uns anos, num mundo paralelo.

A minha sogra não sabia que fazia anos, mas sabíamos nós! De tal forma que se comprou um belo ramo de flores e um bolo, ajeitou-se um jantar um pouco diferente dos outros dias e comemos todos. Alguns netos incluídos. E não foram todos porque as crianças têm de se deitar cedo.

Não imagino a que idade irei chegar, mas não gostaria de chegar muito longe sem juízo. "Antes a morte que tal sorte" como me dizia em tempos alguém próximo.

Na altura achei um exagero a expressão, mas hoje percebo que esta mulher que tanto trabalhou, que tanto lutou está viva, mas não vive.

Uma tristeza!

Todavia não lhe falta nada. Rigorosamente nada! E tal como a bisneta é tratada com o mesmo esmero e carinho.

É por estas e por outras que por vezes temo o meu futuro!

Natal em tempo de pandemia – quando a melhor prenda são as pessoas!

Este ano o Natal foi diferente para todos.

Não pude fugir a este desiderato e deste modo passei a consoada com o meu filho mais velho e a minha neta, para no dia de Natal almoçar em casa. Neste almoço éramos mais alguns, mas todos sem quaisquer problemas de vírus.

À distância de muitos quilómetros ficaram os meus pais já velhotes e o meu infante mais novo na aldeia da namorada.

No entanto ontem ao fim do dia fiz-me à estrada e fui até à aldeia sem que eles soubessem. Quando a minha mãe abriu a porta estava ao telefone com o meu filho mais velho.

As lágrimas caíram pela face rasgada de anos e trabalhos enquanto dizia:

- Foi a melhor prenda de Natal que podia alguma vez ter recebido.

Hoje dia 26, pelo meio dia, voltaram a bater-lhe à porta. Eu não estava… andava por lá a ver o estado das fazendas. Nem imagino a cara da minha mãe quando viu entrar os dois netos, as respectivas caras-metades e a mais-que-tudo-de-todos-nós com quase um ano de idade.

Entretanto cheguei eu e almoçámos todos juntos. Uma verdadeira festa de Natal.

A determinada altura disse a minha mãe:

- A melhor prenda de Natal são vocês todos ao estarem aqui. Não necessito de mais nada!

(Talvez não o tenha dito com estas palavras, mas sei que era isto que pretendeu dizer!)

De pequenino...

Diz a sabedoria popular que é "de pequenino que se torce o pepino". Todos saberão o que este dito pretende dizer.

Poderia aqui enumerar uma quantidade de figuras conhecidas que iniciaram as suas actividades em idade infantil... Quiçá Mozart possa ser o expoente máximo dessas crianças precoces.

Só que nesta casa há já quem tente tornar-se também precoce. Coincidentemente todos os que foram criados neste lar seguiram a via informática. Posso mesmo acrescentar que o meu filho mais novo, com pouco mais de dois anos, já acedia a um computador. Obviamente não sabia o que fazia, mas que estragou muitos Windows foi verdade, de tal forma que formatei o computador ene vezes. Perdi-lhes o conto...

Entretanto e seguindo os passos do pai, do tio e dos primos mais velhos, a minha neta iniciou-se outrossim na informática. E certamente não foi hoje que se iniciou...

Com 10 meses!

de_pequeno.jpg

Data inesquecível!

Hoje dia 22 de Outubro já era para mim uma data curiosa. Primeiro porque era a data de aniversário do meu avô materno que se fosse vivo faria 110 anos.

Muitos anos após o nascimento do meu avô e neste mesmo dia, este que se assina comprou o seu primeiro carro. Por 1440 contos ou pouco menos de 7500 euros. Estávamos em 1987 e para mim foi um enorme desafio.

Mas este dia de hoje ficará definitivamente marcada pela vinda ao mundo de mais uma menina, destronando a minha neta para segundo lugar na juventude na família. Tendo que conta que serão vizinhas imagino que daqui a uns anos andarão juntas na escola. E espero que sejam muito amigas para além da relação familiar (são primas em terceiro grau).

O dom da vida é um sinal supremo de beleza. A família está assim mais rica, mais jovem e mais fantástica.

Daqui envio os meus sinceros votos de felicidades ao meu sobrinho, pai desta nova menina e obviamente à mãe! As mulheres na família a estarem em vantagem.

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