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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A última caminhada!

Durante os 18 dias que estive de férias percorri a pé as praias que me levavam da Praia da Sereia à Fonte da Telha. São cerca de 3 quilómetros e que me fazia gastar mais de uma hora da manhã.

Que, no entanto, foi sempre bem empregue.

Contudo no último dia achei que seria importante guardar uma recordação visual e sonora destas minhas caminhadas.

Nesta manhã a maré estava vazia, mas com tendência já para subir. Mas no areal estendia-se um outro mar de aves, geralmente conhecidas por gaivotas, que procuravam nos caranguejos trazidos pela maré a refeição do dia.

Foi já bem perto da Praia da Nova Vaga que parei e deixei que o telemóvel registasse, durante apenas um breve minuto, o mar com as suas ondas mansas sempre vigiadas pelas tais gaivotas que sobrevoavam o anil salgado. 

Somente para mais tarde recordar!

De regresso!

O pior do regresso das férias prende-se com as arrumações. Mas não só!

Chegámos no pino do calor de forma a evitar as longas filas de trânsito na Ponte 25 de Abril. Mesmo assim ainda andámos num pára-arranca durante alguns minutos. Mas nada de alarmante.

Chegádos dois carros, foi o momento de retirar toda a tralha das malas dos ditos para logo a seguir os levar a lavar!

Na rua mora um dos meus filhos, que ficou de férias na minha casa que hoje larguei. Na garagem há um poço velho que se enche diariamente de água. Não serve para beber, mas para lavagens é óptima.

Assim dois de nós lá fomos de balde e esfregão na mão lavar as duas viaturas. Obviamente que estavam bem necessitadas tal fora o pó acumulado nas últimas semanas nas idas à praia.

Finalmente a aspiradela ao interior sempre necessária.

E pronto sáo nove da noite e já estou cansado.

Isto de regressar de férias deveria ser proibido.

Regressar!

Pois é, o tempo passa demasiado depressa. Ainda agora parece que cheguei e já vou voltar ao trabalho.

Mas a vida é mesmo assim, tal qual as marés que o mar vai levando e trazendo. Sem interrupção.

Há quem sofra horrores com o stress de voltar de férias. Curiosamente nunca sofri disso, mesmo quando o meu ambiente de trabalho não era o melhor.

Afirmo sem rodeios que me sinto um privilegiado: por ser minimamente equilibrado, por ter família, amigos, por poder escrever mesmo que mal, por ter doenças e ter coragem para as enfrentar. Por ter fé que alimenta a minha alma e acima de tudo porque tenho trabalho.

Segunda-feira entrarei naturalmente no meu gabinete de cara alegre. A alegria de quem se contenta com muito pouco, mas essencialmente por ter alegria no regresso...

Porque constato que cada vez mais há gente que não sabe regressar...

O melhor das minhas férias...

As férias são sempre um momento alto das nossas vidas. Especialmente nestes dias saborosos de Verão. Assim por esta altura não temos:

- despertador a acordar-nos demasiado cedo;

- a correria para chegar a horas;

- obrigações laborais;

- trânsito a perturbar-nos o caminho.

Mas temos:

- dias serenos para serem vividos;

- passeios para serem dados;

- reuniões familiares sempre inolvidáveis;

- livros para serem lidos;

- repastos para serem apreciados.

Todavia o melhor que tem as minhas férias é algo tão simples como isto:

- acordar às 7 da manhã e ficar na cama meio acordado meio a dormir até à hora que me apetecer.

Há quem chame a isto… ronha. Eu diria que é simplesmente… preguiçar.

Seja uma coisa, seja outra, repito que é, sem margem para dúvidas, o melhor das minhas férias.

Experiências gastronómicas... em tempo de férias!

Gosto de cozinhar.

Faço quase de tudo um pouco, mas reconheço que não aprecio meter-me em aventuras no que concerne à gastronomia. Essencialmente porque as coisas podem correr mal e eu detesto, repito detesto, deitar comida fora, quando há por esse mundo tanta gente a morrer à míngua por umas migalhas.

Posto isto ainda assim aventurei-me um destes dias a cozinhar atum fresco. O mestre J. do mercado tinha lá um lombo valente e como sei que a minha mulher adora bifes de atum... apostei neles todas as minhas fichas, sem realmente saber como o iria fazer.

Como não tenho receio de dizer que não sei, perguntei ao Mestre qual seria a melhor maneira de o fazer. Respondeu que poderia grelhá-lo ou fritá-lo e lá me deu umas indicações de como temperá-lo que eu interiromente gravei.

Cheguei a casa fui à rede e fiz uma pesquisa e vi sugestões contraditórias.

Bom só haveria uma solução: cortar nas pontas e deixar o meio. Isto é tentei perceber qual das opções me faria mais sentido

Então fiz assim:

3 bifes de atum fresco. Temperei-os com sal (não muito), alho picado, louro e pimenta. Deixei-os neste preparo durante umas horas (calculo que duas horas poderá ser o tempo ideal).

atum_bife.jpg

Depois numa frigideira coloco uma cebola grande contada às rodelas finas e inundadas com azeite.

Quando a cebola ficar corada, desviá-la para um lado e colocar no seu lugar o bife. Cobrir o atum com a cebola e deixar fritar. Quando perceber a cor mais branca do atum é a hora de virá-lo de forma a fritar o outro lado.

bife_atum_v2.jpg

Deve-se servir com batata cozida ou frita e uma salada. Acompanhei este repasto com um branco "bien frappé".

Segundo os comensais estava óptimo. Não sei se o disseram por simpatia ou por convicção!

Seja como for não correu mal esta aventura. Sorte de principiante?

Férias? Só em casa…

(Ou um postal para esclarecer devidamente a amiga Luísa!)

Quando casei, já no longínquo ano de 1985, fui viver para uma casa que os meus sogros haviam oferecido à filha nos arredores de Lisboa. E ainda hoje lá vivemos a maior parte do nosso tempo.

No entanto em 1997 eu e a minha mulher decidimos comprar um terreno para lá construirmos um barraco. As taxas de juro convidavam ao investimento e deste modo lançámo-nos durante muito tempo numa espécie de demanda de pedaços de terra, mas só em Dezembro de 1997 encontrámos algo interessante.
Após rápidas negociações com o vendedor (bem embirrante, por sinal!) adquiri o terreno naquele mesmo dia e onde, dois anos depois, se ergueria uma modesta casa de dois pisos, um mui pequeno jardim e a respectiva garagem.

Ora bem, devido ao empréstimo contraído esta casa foi considerada a nossa morada principal. Aqui está oficialmente sediada a minha família...

Todavia falta acrescentar que durante os últimos 20 anos só a usamos nalguns fins de semana e definitivamente em tempo de férias. Daí confirmar sem rodeios o título deste postal.

Ah… pois… esqueci-me de um breve pormenor…

É que esta casa fica a quatro quilómetros, por estrada, do mar. Dez minutos são normalmente suficientes para chegar à praia, de carro.

Odeceixe - Costa Vicentina no seu melhor!

Na passada quinta-feira pus-me a caminho até Odeceixe em pleno Algarve. Porquê esta praia ainda estou para saber...

Um diua escutei alguém dizer que a melhoir praia da Costa Vicentina seria esta e fiquei curioso. Ora como a curiosidade é a mãe de muitos males (e bens!!!) eis-me no carro a caminho da costa atlantica.

Optei por seguir em auto-estrada até Alcácer depois saí para Grandola e apanhei um IP qualquer que me levou até perto de Sines.

Aqui entre«i numa estrada nacional e após muitos quilómetros e depois de ter passado Vila Nova de Milfontes e Zambujeira lá encontrei a primeira referência a Odeceixe. Creio mesmo que já estaria em S. Teotónio, mas não sei precisar.

Após uma ponte lá estava a indicação da povoação e logo a seguir a seta a apontar Praia de Odeceixe. Deixei o carro fora da povoação, que me parece demasiado pequena para o enorme movimento de veraneantes.

Primeiro uma volta para ver as paisagens e tirar umas fotos,

DSC_0041 (1).JPG

DSC_0037.JPG

escolher o restaurante para almoçar e finalmente a praia.

Neste local desagua o Rio Mira que não obstante o ano seco ainda trazia algum caudal.

DSC_0043.JPG

A foz do rio na junção com o mar é serena e apresenta uma calma sadia e convidativa a banhos. O mar neste dia estava escrespado, de tal maneira que colocaram a bandeira vermelha. Afoitavam-se  somente alguns surfistas, mas sempre com o olhar atento dos Nadadores-salvadores.

Sinceramente gostei do local, da pria, da paisagem e essencialmente da praia. Falta, quiçá, uma maior oferta na área da restauração. No entanto realço que comi rapidamente sem grandes demoras. O preço foi dentro da normalidade para o local e época.

Um local a revisitar numa outra altura menos movimentada.

Já sexta-feira!

Quando se está no gozo de apetecidas férias temos a natural tendência para perdermos o sentido do tempo que passa.

Das horas, dos dias da semana e até do mês.

Dei conta que hoje é… sexta-feira! Véspera de mais um fim de semana.

Ora para quem está a trabalhar este dia é quase sempre o mais desejado, apetecido. Mas para quem está de férias este pode ser por assim dizer só mais um dia.

Mas será mesmo?

Sinceramente mentiria se dissesse que este dia seria só mais um. Não foi! Nem houve nenhuma razão especial. Somente porque me lembrei que hoje é sexta-feira…

 - Finalmente - assumirão alguns.

- Já?

Noite de Verão!

Falta pouco para a meia-noite. A noite aqui está serena.

Ao invés de outros dias (e noites!!!) em que o vento sacudiu tudo e todos, justamente agora não bule uma aragem.

A temperatura tépida mesmo a parecer aqueles serões tropicais que não conheço, mas que sempre ouvi falar. Especialmente ao meu pai.

São estas noites de paz e serenidade, de silêncio e pensamento que irei levar para o trabalho no meu espírito.

Passamos tantos dias do resto do ano em busca de qualquer coisa que depois nem sabemos avaliar a quietude e a brandura de uma noite de verdadeiro Verão.

Isto sim... sabe realmente a férias!

Quem cuida... descansa!

Estamos em tempo de férias. O país pára e não é só por causa das greves... Parece normal. Deste modo compreende-se que as famílias também queiram estar de férias... delas próprias.

E dos filhos, por exemplo... 

Deste modo entendo que na praia se dê liberdade às crianças deixando os pais por breves e austeros momentos gozar do sol retemperador. No entanto para que os acontecimentos não apresentem resultados nefastos será sempre bom ter, como dizia o velho comerciante: olho no burro e olho no cigano.

Esta manhã na praia que frequento uma mãe surgiu aflita porque o filho pequeno desaparecera. Corrida para um lado e para o outro, a suposta tragédia foi relativa porque a criança apareceu rapidamente. Perdera o norte do chapéu familiar.

Mas este breve caso acordou-me para a realidade que todos os dias me deparo na praia. Enquanto há pais que não largam as crianças à beira-mar mesmo que já tenham uma idade razoável, a maioria das crianças estão sozinhas e sem qualquer supervisão.

Nem sequer imagino se estão devidamente sensibilizadas para não se aventurarem na água. Porém o mar é quase sempre pouco simpático e uma onda mais forte pode originar um terror familiar.

Durante muitos anos passei férias com quatro crianças. Dois filhos e dois sobrinhos. Mas nunca deixei de os supervisionar mesmo que fosse somente à distância. 

Gozei menos férias? Não fez mal... Dormi muito mais descansado!

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