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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A luz dos ausentes!

Na Cova da Iria, neste dia tão santo para os católicos, os peregrinos não estiveram, mais uma vez, presentes. Nem ontem à noite na célebre Procissão das Velas.

Um recinto vazio de pessoas, mas repleto de profunda fé.

Foi na casa de cada um de nós, que peregrinamos muitas vezes até Fátima e na vida, que ontem a luz se tornou realidade. À janela, nos nossos corações, no espirito cristão que nos acolhe em cada passo.

Aqui morou e ainda mora a esperança de um novo dia… mesmo sem ninguém!

Fatima_s_peregrinos.jpg

 

Uma Semana Santa diferente...

... para nos obrigar a pensar!

Com o Domingo de Ramos celebrado ontem, iniciou-se a semana maior dos católicos a que eu orgulhosamente pertenço.

Se o vírus não tivesse entrado pelo país adentro, parte deste tempo Pascal seria passado a caminhar até Fátima, num encontro sempre renovado com a Mãe de todos nós.

Porém Deus propôs-me e  propõe-nos este ano outros desafios, diferentes alternativas.

O confinamento, quarentena, clausura, o que quiserem chamar, a que estamos actualmente sujeitos, obriga-nos a repensar a nossa vida neste mundo terreno, a finalmente perceber que somos demasiado frágeis, a inventar dentro de nós novas formas de percebermos este universo que nos rodeia.

Esta semana maior deverá assim servir para acordarmos para uma realidade que será certamente muito diferente daquela que até agora estávamos habituados. Deus através do seu filho Jesus Cristo deu-nos em exemplo de entrega e de sacrifício. É este então o tempo de Lhe seguirmos o exemplo de renovação dos nossos corações, de diferenciarmos o que é importante do que é acessório.

Sei que muita gente não crê neste renascimento Pascal. Não importa… Acredito eu!

E é por isso que rezo todos os dias pelos meus familiares, por todos os meus amigos mesmo aqueles que não crêem (essencialmente estes!!!) e, acima de tudo, por todos aqueles que nos hospitais vão lutando pelas vidas dos outros. São eles as verdadeiras testemunhas da Redenção e Ressurreição de Cristo.

Santa Páscoa para todos!

Em modo peregrino! - versão Convid19

No passado Domingo estive numa reunião preparatória da próxima Peregrinação a Fátima a pé.

Todavia e com a precipitação dos recentes acontecimentos com o alastrar do virus da gripe, a organização decidiu adiar a caminhada para Setembro.

Uma decisão recheada de bom-senso.

Portanto o meu modo peregrino ficará naturalmente adiado por uns meses.

Como costumo dizer nem sempre a vida me dá o que eu desejo, pois dá-me somente aquilo que necessito.

A gente lê-se por aí!

Já em modo peregrino!

De hoje a um mês estarei a chegar de mais uma peregrinação. Entretanto realizou-se esta tarde a reunião habitual de apresentação de toda a equipa da organização.

Seremos ao todo 110 peregrinos, contando obvimente com os elementos de apoio.

Por aquilo que me foi dado costactar irão muitos jovens (ainda bem, é necessário dinamizar a juventude para estas experiências), muita gente pela primeira vez e também muitos peregrinos já conhecidos de anteriores peregrinaçães e porque não dizê-lo se tornaram bons amigos.

É uma dádiva enorme estar inserido num grupo destes, dispostos a "orar com os pés", como descreveu um dia um amigo do cardeal Tolentino de Mendonça, ao referir-se a uma peregrinação em que participara.

Começa hoje, assim, uma espécie de contagem decrescente até chegar à madrugada do dia 4 de Abril.

É que há muita coisa para preparar.

Acima de tudo o espírito. É que isto de nos pormos a caminho tem muito que se lhe diga!!!

A gente lê-se por aí!

Um dia memorável!

Este dia ficará marcado no meu coração a ferro e fogo. Pelos melhores e maiores motivos!

Há mais de 40 anos que a freguesia urbana onde resido habitualmente desejava ter uma igreja. O templo que se usava era uma cave disponibilizada graciosamente pela Câmara Municipal com infimas condições.

Diversos projectos estiveram em cima da mesa, alguns deles, diria, impossíveis de se realizarem. Mas a persistência do mesmo povo que fugiu do Egipto e vagueou durante 40 anos antes de chegar à Terra Santa é o mesmo que abraçou e colocou no terreno um novo templo que hoje se dedicou a S. Brás!

D. Manuel Clemente, o digníssimo Cardeal Patriarca de Lisboa dirigiu as cerimónias para a Santa Dedicação. Muitos padres presentes, a maioria deles que passarram pela paróquia, muitos acólitos, muitas individualidades regionais donde se destacou a senhora Presidente da Câmara.

Durante anos lutou-se contra tudo e todos para se conseguir erguer aquele templo. Uma Comissão, à qual tive o grato previlégio de pertencr, foi o orgão principal onde tudo se decidiu. Muitas reuniões, muita discordância, muita aprovação, muito empenho, muita carolice.

Como escreveu um dos maiores poetas de Portugal: Deus quer, o homem pensa, a obra nasce.

Ora se Deus quis, a verdade é que foi o homem que pensou, imaginou, lutou para que obra finalmente nascesse.  E nasceu na sua forma mais pura: da simplicidade de um povo eleito!

Depois foi a festa com centenas de pessoas a comerem e a beberem.

Um dia simples para jamais esquecer!

Uma igreja que não se abre!

Quem por aqui passa amiúde sabe que sou católico, professo uma fé, que peregrino, vou à missa sempre que o meu espírito manda. Mas nada desta minha postura me tolda o discernimento no que respeita à postura da instituição Igreja em face dos seus crentes e dos seus padres.

Sempre achei que ser-se padre não é para todos. É necessário sentir o tal “chamamento” do Espírito Santo. Mas como tudo na vida há momentos de dúvidas, incertezas, que podem originar dilemas pertinentes.

O celibato dos padres é uma das mais importantes questões que se levantam actualmente. Será que faz sentido os padres não poderem constituir a sua própria família?

Sinceramente e por aquilo que tenho observado sinto que os padres poderiam perfeitamente casar. Aceito que aquele que o fizesse ficaria sujeito a ser pároco toda a vida sem poder ascender a outro patamar dentro da igreja. Mas provavelmente seria muito melhor padre que seria como Bispo…

Na minha vida conheci, pelo menos, três exemplos de homens que abandonaram a vida eclesiástica para assumirem uma relação fora do contexto da igreja. São hoje homens felizes, realizados e não perderam, ao contrário do que muitas vezes se faz constar, não perderam repito, a fé!

A sociedade “civil” ganhou homens e pais fantásticos, exemplos únicos.

A igreja perdeu padres fabulosos, exemplos perfeitos de como a igreja não deve proceder.

Depois não se queixem de não haver vocações ou da população se afastar da fé católica apostólica romana e optando por vezes por congregações muito duvidosas!

Caberá futuramente ao Vaticano rever os seus dogmas. Assim queira o Papa Francisco e a Curia Romana!

Porque peregrinas?

A pergunta que titula este texto foi-me formulada há muitos anos por um colega, assumidamente ateu, após uma das primeiras peregrinações que fiz a Fátima. Na altura não encontrei resposta devida.

Entretanto nestes próximos dias as estradas portuguesas enchem-se de peregrinos de coletes amarelos e fluorescentes vestidos, com o único intuito de chegar ao Altar do Mundo, onde encontrarão a sua fé personalizada em Nossa Senhora.

Vêm de todo o lado, arrastando-se muitas vezes por estradas assaz perigosas e caminhos sinuosos. E tudo para estarem presentes naquela noite de 12 para 13 de Maio na Cova da Iria.

Muitos caminharão por promessa, outros como meros acompanhantes de outros peregrinos e haverá mesmo os que andarão por puro turismo religioso, que ainda estou a tentar perceber o que é…

Peregrinar é pôr-se a caminho. Num caminho que é obviamente de fé, mas também de esperança e alegria. Fé num mundo melhor, numa sociedade mais justa, numa vida com maior sentido. Esperança na aceitação dos nossos próprios temores e das nossas dúvidas. Alegria por encontrar no regaço de Mãe Santíssima o local perfeito para ali colocar os nossos ensejos e as nossas dedicações.

Regresso à pergunta inicial: porque peregrinas? A resposta é fácil agora… Porque enquanto caminho encontro Deus nos mais singelos pormenores ou nas mais belas paisagens campestres.

20190427_101645.jpg

Sou Peregrino – Sentimentos finais!

Um peregrino não é aquele que caminha para um qualquer lugar santo tão-somente para acrescentar à sua história de vida mais um objectivo alcançado.

Peregrino é essencialmente aquele que deixa que o Espírito Santo caminhe dentro de si. Que se alegra com a pegada que Cristo vai deixando no seu coração enquanto caminha para a sua alma. Que se deixa envolver pelos braços envolventes e ternurentos de Mãe Santíssima.

A Peregrinação deste ano a Fátima foi, quiçá, a mais marcante de todas quantas fiz. Contam-se, com a deste ano, uma dúzia delas… Todas claramente diferentes, todas assertivas mas a deste ano…

Sou certamente um pobre peregrino que tentou encontrar nos trilhos que percorreu nestes últimos dias um renovado sentido para os seus dias.

Rezei, ouvi, chorei, partilhei muito, muito, muito… E tudo isto fez parte da longa caminhada.

Cada minuto, hora, quilómetro que palmilhei foi uma bênção. Ou como se reza mas laudes: bendigo ao Senhor todos os momentos da minha vida.

A catequese sobre a eucaristia, as questões que Jesus me foi formulando, os desejos que deixei no colo da nossa Mãe fizeram outrossim parte desta alegria para a qual uma só palavra consegue traduzir e à qual chamamos fé.

A fé que nos salva, que nos ilumina, que transforma tristeza em alegria, o desespero em esperança, o amor incondicional de Cristo em força permanente.

O verdadeiro peregrino não conta bolhas, nem unhas caídas, nem dores sentidas, mas fala somente da felicidade que é ter o dom de acreditar.

Sem ver!

Sou peregrino! - 5

Terminou a Peregrinação deste ano de 2019-

Cinco extenuantes dias e quatro longuíssimas noites que me/nos puseram a reflectir em coisas tão simples mas ao mesmo tempo tão marcantes e essenciais na nossas vidas quotidianas.

Coisas essas que variaram, na sua essência, de pessoa para pessoa. Como não podia deixar de ser já que cada um tem o seu próprio mundo. E a sua cruz...

cruz_cristo.jpg

Há por isso que sabê-la carregar até ao Calvário, que são os nossos dias comuns.

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