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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Eutanásia - morrer dignamente

Espero que ela não me leve a mal!

É uma amiga de há pouco tempo mas daquelas firmes que sabemos estarem sempre prontas para (nos) ajudar.

Passa agora por momentos menos bons com um pai senil e incapaz. Todos os dias é mais um mal que surge e uma corrida para o hospital onde certamente tentam amenizar a coisa e pouco mais.

O tema está na ordem do dia e de todos os lados há defensores e atacantes. Falo claro está da eutanásia e a forma digna de se morrer, pois é este o nosso mais certo destino.

Como católico diria que a vida é a base de tudo em que creio. Daí a Páscoa que todos os anos se renova e nos renova. Todavia a sociedade está hoje diferente e os conceitos são também outros. Por isso é necessário os dogmas religiosos apontarem as baterias para outros alvos que não os mesmos que durante séculos pautaram a igreja e a fé.

A eutanásia é uma forma digna de morrer. Obviamente bem suportada por relatórios e opiniões médicas. Ora se Deus deu-nos a capacidade de desenvolver remédios que faz o homem durar mais anos, porque não aceitar que a eutanásia é uma forma de cura?

Para quem parte mas essencialmente para quem fica é por assim dizer uma certa cura.

Sei que muita gente tem dificuldade em aceitar mas serei melhor filho por deixar o meu pai definhar dia a dia para o fim inevitável?

Resposta difícil, eu sei.

Sim ou não à eutanásia?

Revi hoje, mas na televisão este filme

Não irei falar novamente dele, apenas relembrar o tema central: eutanásia.

Mais uma vez assumo que devemos viver e morrer com dignidade devida. Não obstante ser católico reconheço que a eutanásia, em alguns casos, trata-se de uma benção. Não religiosa obviamente, mas ainda assim uma benção.

Na minha vida já vi muita coisa e olhar para um ser humano preso a uma cama e ou ligado a uma máquina até que a morte seja natural parece-me de alguma violência, especialmente para a família mais próxima e amigos  que diariamente têm de lidar com a situação.

Ora se ainda por cima for vontade do próprio o suícidio assistido...

Sei que o tema é controverso e anda actualmente nas bocas do mundo político, mas sería deveras importante que a sociedade civil desse a sua opinião, quiçá através de um referendo nacional.

Fica aqui a minha modesta sugestão.

Cinema - "Viver depois de ti"

Quando a Mula escreveu sobre este filme, pensei: Hum! Cheira-me a romance cor-de-rosa com "happy ends" e tal!

Mas falei à minha mulher do filme que pretendeu vê-lo nestas férias.

Pronto hoje foi o tal dia de ver o "Viver depois de ti". Até ao intervalo a história desenrolou-se com alguma normalidade, já que eu lidei muito tempo com alguém deveras dependente duma cadeira de rodas e claramente dos outros e portanto nada daquilo me pareceu estranho.

O pior veio depois. Não é que tenha chorado mas houve partes em que coloquei mesmo em questão algumas certezas que tinha até agora. Especialmente relacionadas com a eutanásia... da qual sou (serei?) defensor.

Um bom filme com (muitas) boas representações e um tema sempre polémico observado (e sentido) do lado de quem cá fica!

Só uma nota: li algures comparações com o filme francês "Amigos improvávéis". A personagem central pode parecer semelhante todavia há grandes e óbvias diferenças e nada comparáveis.

Eutanásia - um debate profundo que se impõe

É o grande tema do momento: a eutanásia!

Ora como católico deveria assumir aqui e agora e de uma forma peremptória e sem qualquer receio o meu não. Porque a vida é uma bênção… Mas será mesmo?

Eis então a questão fulcral. A vida é uma dádiva ou pode tornar-se num suplício?

A resposta para um positivista como eu é que a vida é sempre o bem primeiro a preservar. No entanto entendo que a sociedade actual está hipersensível às diferentes visões deste problema. E curiosamente na maioria dos casos têm razão!

A eutanásia, dito de uma forma menos técnica, é um suicídio assistido. Uma opção que não aceito como válida...

Porém não posso de deixar de pensar naquele pobre que, permanentemente enfermo numa cama, se encontra dependente da vontade de outrém. Mesmo que seja família directa e disponível. O desgaste físico e psicológico do cuidador é também tido em linha de conta pelo doente quando opta pela eutanásia.

São estas premissas que inundam o meu espírito e que abalam todas as minhas convicções religiosas. Alguém merece viver uma vida dependendo exclusivamente dos outros? Terá um cuidador coragem e paciência para durante anos tratar de um enfermo? E a pior questão… se fosse eu que estivesse no outro lugar, qual seria a minha visão deste problema?

É normal e saudável que o debate sobre este assunto se abra à sociedade. Que diversas entidades digam o que pensam sem receios nem tabus. Que discutam, que concordem e discordem… mas façam alguma coisa em prol!

Porque pior que uma má decisão é não haver decisão nenhuma.

Há doenças boas e más?

Um amigo de longa data, médico cardiologista, dizia-me há tempos que actualmente existem mais doenças porque antigamente as pessoas morriam de maleitas que hoje curamos em dois dias (caso das contipações e ligeiras gripes).

Reconheço que esta teoria faz sentido! Deste modo vemos doenças tão estranhas quanto incuráveis. E face a esta realidade como reagimos?

Pois é... este é o grande dilema do ser humano. Vivemos uma vida com alguém, criamos laços, amizades, trocamos gestos de carinho e de ternura e um dia só desejamos... que ele morra! Tenebroso desejo!

O que é então pior: uma demência cada vez mais limitativa ou uma doença do foro oncológico?

A esta questão ninguém se sente seguro em responder. E muito menos com vontade de o fazer...

Todos temos consciência que a morte é algo inevitável e certa... Mas o que se pretende é saber a que custos, quer fícsicos quer psicológicos... especialmente para quem rodeia o enfermo!

A ciência médica tem ainda alguma dificuldade em evitar as doenças do foro da mente, ao mesmo tempo que consegue, com relativo exito, retardar algumas doenças do foro oncológico.

Nenhuma doença é obviamente boa mas as enfermidade do foro degenerativo parecem-me aquelas que deviam merecer da sociedade médica uma reflexão profunda no sentido de se abrirem, quiçá, à eutanásia.

O que ganha a sociedade com alguém que está enfermo com demência há anos? E que custos tem associados? E as dores provocadas aos familiares?

Demasiadas questões às quais ninguém porventura sabe ou consegue responder!

Fica aqui o registo de saber se prefiro morrer de uma doença cancerosa, consciente e lúcido ou de uma qualquer enfermidade degenerativa, que faz com que nem conheça os meus próprios filhos...

 

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