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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Desorganizar as Organizações

Há uns anos uma colega minha que esteve muito ligada à Representação Portuguesa em Bruxelas dizia-me que era óptimo o Presidente da Comissão Europeia ser português. Obviamente que se referia a Durão Barroso.

Hoje e à distância que o tempo nos impõe ainda não percebi muito bem quais as vantagens que obtivemos daquele lugar ocupado em dois mandatos pelo antigo líder do PSD.

Da mesma maneira também não entendi que melhorias teve Portugal com a Presidência da Assembleia das Nações Unidas em 1995-1996 liderada pelo antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral.

Actualmente não reconheço nenhuma melhoria só porque António Guterres é o Secretário Geral na ONU.

Recentemente o nome do Ministro das Finanças. Mário Centeno. surgiu como possível Presidente do FMI. Mais uma figura lusa que pode subir ao palanque mundial, mas sem qualquer benefício para os interesses deste rectângulo.

Remato com esta questão: se temos tanta gente tão boa capaz de chegar ao topo de Organizações Internacionais como foi possível que chegássemos tão baixo de forma a pedinchar umas migalhas  à velha Europa?

Nesta história há algo de dificil explicação.

Imaginação ou realidade?

No dia 25 de Abril, enquanto fazia “zapping” em busca do canal do meu clube, acabei por parar num canal que raramente vejo, mas onde naquele instante se debatia o feriado.

Para além do moderador, estavam presentes uma deputada do PCP – Rita Rato, um antigo bastonário da Ordem dos Advogados – José Miguel Júdice e um conhecidíssimo politólogo que o ano passado esteve no centro de uma idiota contestação universitária – Jaime Nogueira Pinto.

Nada disto teria muita importância se a determinada altura não tivesse escutado esta frase dito por um dos oradores:

Prefiro ser governado por comunistas portugueses a ser governado por direitistas belgas”.

Agora se não viram o debate imaginem quem terá dito esta frase…

Uma geringonça Alemã?

Ora bem... após as eleições deste último fim de semana temos então uma Alemanha a tentar virar à direita e uma Europa toda encolhida, qual cachorro maltratado, e ainda longe de perceber o que irá acontecer na maior economia da Europa.

Angela Merkel tem um grande problema entre mãos. O SPD, companheiro de coligação da chanceler, diz que não pretende fazer parte de um próximo governo passando para a oposição. A verdade é que a extrema-direita, que valorizou publicamente os soldados do terceiro Reich, passou a ter assento no parlamento. Esta postura vai criar um enorme desafio no Reichtag.

Face a esta nova ordem política interna Merkel vê-se obrigada a negociar com o SPD ou com os Liberais, ou até com os Verdes que têm assento parlamentar, de forma a evitar coligações com a AfD. O mais grave desta situação é que alguns destess partidos têm visões opostas às da Chanceler.

Portanto a Europa está obviamente espectante aguardando com alguma ansiedade que geringonça sairá desta nova Alemanha.

 

Que trunfo iremos ter?

É certo a candidatura de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Daqui deste lado do Atlântico e ainda à distância de uns meses, nada desta história parece incomodar Portugal. O nosso governo tem nesta altura outras batalhas bem mais estimulantes com Bruxelas.

No entanto o Mundo parece andar em bolandas. De um lado os Estados Unidos preparam-se para ter uma eleição mui renhida sem vencedor antecipado. No Oriente andam ali umas espécies de “mosquitos por cordas” por causa de uns mares. A Europa que anda (quase) sempre na crista da onda tem um Brexit para resolver com alguma celeridade, uns bancos à beira de ruir, umas ameaças de sanções a Portugal e Espanha e uma espécie de golpe teatral na Turquia. Portanto… tudo normal!

Ah falta o terrorismo!

Pois é… os últimos eventos deste flagelo, para além da mortandade que originam, têm vindo a criar uma ideia imbecil de que só se param estes acontecimentos com mais violência. Daí começaram a nascerem por essa Europa fora pequenas células de gente radical que paulatinamente vão crescendo em apoiantes.

A estúpida frase de Trump após o ataque em Nice é sinónimo de alguém que fala em demasia, não medindo o alcance das suas palavras, acrescentando petróleo numa fogueira já demasiadamente crepitante.

De forma directa não receio os Estados Unidos governados seja por Trump ou Hillary. Todavia temo os efeitos colaterais das decisões que qualquer um daqueles candidatos, possam vir a tomar.

Portugal é realmente um país pequeno, insignificante… Mas não estamos sós.

Dificilmente passaremos pelos intervalos da chuva dos futuros maus acontecimentos.

O fracasso da Paz europeia

O triste atentado de ontem à noite em Nice leva-me a colocar uma questão e para a qual não obtenho qualquer resposta: até quando estes constantes morticínios?

Cada vez mais começamos a perceber (e a temer!) que o nosso inimigo pode ser aquela pessoa que está sentada ao nosso lado no metro e vai brincando com o telemóvel ou simplesmente vai lendo um livro. Ou o jovem que passou por nós a correr devidamente equipado com roupagem de atleta e de repente se transforma numa bomba humana... só porque sim!

Este problema que vai alastrando pela Europa é assim responsabilidade de quem?

Curiosamente e regressando por breves instantes à Final do Euro2016 dei por mim a rever algumas imagens de sofredores por Portugal em alguns países lusófonos. Isto quer dizer que, não obstante a nossa passagem como colonializadores, restou todavia um factor de ligação a este rectângulo por parte desses povos. Algo que não vejo nas antigas colónias Francesas, por exemplo.

É mais ou menos sabido que o Estado Islâmico convive mal com a liberdade e com a democracia ocidental. Basta perceber o estatuto das mulheres de lá e cá... quão diferentes! Depois há todo aquele fanatismo religioso que lhes retira qualquer discernimento humano. Sei que a nível dos católicos também há gente adepta do radicalismo religioso... mas jamais capazes duma barbárie como a que aconteceu ontem em Nice.

Não sei que solução se deverá dar para este gravíssimo problema. O que sei é que as sociedades modernas conforme estão montadas, fracassaram. E este fracasso vai naturalmente fazer crescer radicalismos ainda mais extremistas.

Portanto e de uma forma velada a Europa está em guerra. E se noutras batalhas conhecíamos o inimigo no campo de batalha... hoje ele almoça a nosso lado sem que realmente o saibamos!

 

Voltámos a 2011

Paira sobre Portugal, uma vez mais, as nuvens negras da austeridade.

Tudo porque uns partidoszecos de meia tigela ludibriaram a Constituição.Portuguesa. Foi óbvio a aceitação de António Costa a estas condições porque de outra forma seria rapidamente corrido como líder do PS.

Todavia o problema verdadeiro é que, com estas atitudes e teimosias perante uma Europa já com pouca paciência para birras de meninos, Portugal está a escorregar de forma (quase) alucinante para nova bancarrota.

Ora se os Bancos portugueses receiam cada decisão vinda de Bruxelas, já o mesmo não se passa com os partidos chamados de esquerda, que esfregam as mãos de contentes com a possibilidade de haver uma nova ordem Europeia (que sinceramente ainda não percebi bem o que poderá vir a ser!).

Em Portugal continua-se a acreditar que com novas políticas pode-se inverter o rumo destes (maus) acontecimentos! Olvidam que este rectângulo é pobre, sem recursos de qualquer espécie (a não ser o Sol) e que gasta como não houvesse amanhã!

Não aguro grande futuro a esta pobre nação. Pode ser até que me engane mas detesto ter razão!

A Europa a arder

A última semana foi de loucos.

Com o referendo inglês e a votação da saída da União Europeia abriu-se uma espécie de caixa de Pandora com consequências ainda imprevisíveis. Muitos outros países vão agora lançar mão dessa prerrogativa de forma a libertarem-se da UE.

Entretanto o fim de semana passado trouxe-nos um Portugal finalmente vencedor com a passagem aos quartos de final de um campeonato europeu muito pobre em futebol.

Depois surgiram os atentados na Turquia que acabaram por retirar ao Brexit algum relevo.

Por fim as declarações de ontem do Ministro das Finanças alemão, no que se refere ao nosso país e a um eventual resgate mas que ofendeu uns senhores que ainda acreditam no Pai Natal.

Ou dito de outra maneira esta Europa tem, neste momento, demasiados fogos entre mãos e não tem bombeiros suficientes para os apagar.

Somente incendiários!

 

Deixem cair a Grécia!

Será fácil chegar aqui escrever e dizer mal de toda a Europa. Uns patifes, estes europeus que querem tramar a Grécia. Uns malandros, egoístas, capitalistas sem coração.

Pois é fácil dizer isto não é?

Mas eu que sou do contra concordo que a Grécia deve sair do Euro (para mim nunca devia ter entrado, mas isso são outros 500 paus!!!). Considero injusto que os portugueses tenham sofrido as agruras duma austeridade e agora vem aquele país "azulinho" dizer que não aceita as condições que o Eurogrupo lhe propõe. Pelo visto Portugal é um burro de carga e eles gregos é que são os espertos...

A Grécia vive há muito, não dos rendimentos que não tem, mas das esmolas dos outros países. Não lhes interessa como o dinheiro aparece, desde que venha! Isto é... os Gregos andam a comer à custa dos outros. Não me parece de todo justo!

É sabido que a situação geo-estratégica da Grécia pode-lhe valer como um grande trunfo. Todavia não vale para sempre. E se acusam o Eurogrupo de chantagem, da mesma forma se pode acusar o governo helénico de usar a sua posição no Mediterrâneo como moeda de troca.

Não calculo nem imagino o que será da Europa no dia seguinte à saída da Grécia. Mas duma coisa estou certo: os gregos, se votaram contra o euro vão-se arrepender amargamente. Mesmo que os Russos lhes dêem a mão.

 

Costa - uma longa caminhada até ao poder

O PS anda eufórico. Pudera! As últimas sondagens dão a vitória a Costa numas próximas eleições.

O problema é que as eleições não são no próximo domingo nem no outro, mas daqui a um ano, mais coisa menos coisa! E até lá tudo pode mudar, naturalmente.

Se olharmos o passado recente percebemos que o ainda Presidente da edilidade ulissiponense nos debates que manteve com Seguro não apresentou verdadeiras propostas de alteração de filosofias governativas para um país a necesssitar de uma verdadeira lufada de ar fresco.

Falou em termos muito genéricos de assuntos diversos sem apresentar renovadas ideias. É tudo prevísivel, muito demagogico, raramente inovador. O que equivale dizer que após Pedro Passos Coelho virá eventualmente António Costa mas sem reais alterações de política e governação.

Portugal tem urgência de políticas diferentes, visões enfunadas de esperança, acções libertadoras deste colete de forças em que nos eenfiaram e a que chamamos União Europeia. Já fui mais apologista desta UE. Todavia não assino por baixo da palavra de ordem: "Portugal fora do Euro!" Se o país se desenvolve e cresceu foi à custa duma Europa gorda, anafada e demasiada preocupada com o seu próprio umbigo, deixando que Portugal esbanjasse os dinheiros ganho por outros... Sem nunca pedir contas! Até há poucos anos...

António Costa tal como Passos Coelho não tem postura nem visão de estadista. Ambos encontram-se demasiado reféns dos aparelhos partidários que os promovem até ao poder mas acabam sempre por cobrar.

E com juros altos!

O senhor alemão!

 

Li com muita atenção a entrevista que o Ministro das Finanças alemão deu ao Jornal de Negócios e que foi publicado no passado dia 27. Lúcido e coerente q.b., tendo em conta os óbvios interesses do povo alemão, Wolfgang Schäulble deixou uma mensagem que deveria ser lida por todos os governantes, especialmente os lusos.

Diz então, o braço direito de Angela Merkel, a determinada altura o seguinte: “As pessoas querem saber a verdade, e a verdade tem de ser dita de forma adequada. Isso quer dizer que as pessoas têm de conseguir entender o que lhes está a ser dito. E há muita gente na classe política a falar de uma maneira que realmente ninguém pode entender”.

Em três linhas o actual ministro do governo germânico definiu a classe política europeia. A verdade jamais é divulgada em toda a sua extensão e apenas são divulgadas meias verdades. É compreensível que o responsável máximo pelas Finanças da maior economia europeia possa serenamente fazer estas declarações. Jamais em Portugal um qualquer Ministro teria esta coragem de assumir que a classe política explica (muito) mal as suas ideias.

Algo que aqui deixo para todos reflectirem…

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