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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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As (más) estradas dos Governos

Cada governo deste país tem as suas obras “de regime”. Foi assim no tempo da monarquia com Marquês de Pombal e a sua Baixa Pombalina ou D. João V e o Palácio de Mafra, só para apresentar uns breves exemplos.

Também a República teve as suas obras com Salazar e a Ponte que teve o seu nome, Mário Soares e o porto da Nazaré, Cavaco Silva e o Centro Cultural de Belém, José Sócrates e a profusão de autoestradas.

Independentemente de concordar ou não com estas “imagens de marca” que cada líder de governo pretendeu oferecer ao país a verdade é que estamos a pagar estas obras com os nossos impostos.

Bem perto da minha casa há umas vias rápidas iguaizinhas a autoestradas e que ligam IC’s a AE’s, nomeadamente a CRIL (hoje IC17) à antiga CREL (hoje A9). Estas vias até fazem sentido retirando muito trânsito das cidades, seja ela Lisboa ou Amadora.
Todavia estas obras foram feitas a uma velocidade quase supersónica para que estivessem prontas antes de umas eleições.

Durante quatro anos as coisas funcionaram bem até que… numa noite de algum temporal, parte da estrada abateu, apanhando duas das três vias nessa derrocada. O melhpr disto é que não houve vítimas.

Durante uns dias aquele sentido ascendente esteve cortado para depois ser reaberto, mas só com uma via a circular. Resultado: ao fim do dia as filas de trânsito têm quilómetros.

Reafirmo a ideia de que esta estrada foi totalmente aberta em 2014 para depois a estrada abate sem mais nem menos. Pior… fará um ano no próximo mês de Dezembro que tal aconteceu.

Ora bem, desde essa altura até agora os automobilistas que ali passam têm ganho muuuuuuuuuuuitos cabelos brancos e enormes pilhas de nervos! Até porque as opções levariam os carros para o interior das cidades.

Como sempre o que interessa governos aos sucessivos é apresentar obra feita… para mostrar ao crédulo povo. A qualidade da mesma ficará, obviamente, para depois…

Uma questãozita de nada...

O Inverno nem tem sido assaz rigoroso. Uma chuva aqui, outra ali mas nada como o ano passado. Apenas o frio!

Então porque será que as ruas e avenidas da capital portuguesa estão uma lástima?

Consigo de vez em quando encontrar um pouco de estrada boa num buraco. Mas está cada vez mais difícil.

E passo à verdadeira questão que aqui me trouxe: será que vai ser desta mesma maneira que o Doutor António Costa vai deixar um dia o nosso país?

Tenho consciência que foi necessário poupar (e muito) nas despesas da Câmara, mas o actual estado das ruas de Lisboa é catastrófico. Isto é, corta-se no arranjo das estradas para eu gastar mais no arranjo dos pneus... e das jantes.

Como disse o Vasco Santana no celebérrimo Pátio das Cantigas: "compreenditi"

 

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