Deram-me bilhetes para ir ver o espectáculo Mamma Mia baseado no filme onde três estrelas no cinema ajudaram ao sucesso como são Maryl Strrep, Pierce Brosnan e Amanda Seyfried.
Um espectáculo musical feito à luz das canções dos suecos ABBA, que nos anos 70 e 80 invadiram as nossas casas.
As minhas espectativas para este concerto eram baixas, muito baixas. E se ainda assim subiram um pouco conforme decorreu o espectáculo, não foram o suficiente para me deixarem extasiado.
Quem como eu já viu um ror de musicais, uns muitos bons, outros nem por isso tenho alguma sensibilidade para perceber que aqueles actores, cantores e dançarinos mesmo trabalhando bem em palco provavelmente poderiam ser melhores.
O som ambiente estava demasiado alto o que por vezes dificultava a audição de algumas vozes. No final três ou quatro encores quase forçados pelos próprios cantores.
O jogo de luzes que poderia ser bem melhor.
Safaram-se as belas canções do agrupamento sueco, mesmo não sendo interpretadas pelos originais.
É uma da manhã e só agora me sentei para escrever.
Esta noite fui a um concerto/espectáculo na melhor sala para se ouvir música em Lisboa: o Coliseu dos Recreios.
O convite foi-me endereçado pelo meu filho mais novo, também ele um amante de música. Aceitei logo, tanto mais que o compositor, intérpete, músico que iríamos ver é alguém que conheço vai para muitos anos. Fui durante algum tempo seu aluno, até que percebi que não tinha nem competência nem "queda" para tocar uma guitarra.
Mas a vida dá voltas e mais de uma vintena de anos depois dos meus (maus) exercícios foi a vez do infante mais novo decidir aprender viola. Ele, ao contrário de mim, tem queda, força, compeência para a coisa.
Eis-nos três (pai, mãe e filho) à porta do Coliseu, na rua das Portas de Santo Antão a aguardar que o tempo passe até que chegue a hora do espectáculo. Que começou um quarto de hora depois do que era inicialmente previsto.
A música tem quase sempre muitos condimentos mas Silvestre Fonseca é um artista na sua arte. Da sua viola saem sempre coisas e músicas com sonoridades diferentes. E outrossim dos seus amigos que o acompanharam na aventura desta noite... mágica. Ainda por cima em dia do seu aniversário!
Este professor de guitarra consegue abarcar um conjunto de escolhas músicais que percorrem o nosso imaginário. Ouviu-se um pouco de tudo, mas gostei muito da Valsa em Paris, um tema composto pelo próprio Silvestre e que saiu muito, muito bem.
António Vivalvi, Schubert, Bizet são exemplos de compositores clássicos de quem se ouviram algumas obras. Um coro infantil, outro mais velho, um tenor, uma soprano, uma orquestra de cordas e uma banda de música popular portuguesa (lembram-se dos Terra a Terra?, eram eles!) todos ajudaram a que o Concerto da Primavera fosse um grande, grande espectáculo.
Obrigado Silvestre pela bela e grande noite que (nos) proporcionaste.