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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Dois dias pelo sul! - parte 3

(Parte 2)

Acordei cedo já que queria aproveitar o dia o mais possível. Arrumei a mala, fiz ckeckout e parti para a vila para uma visita.

O dia nascera claro e não obstante a hora quase madrugadora, previa-se um dia muito quente.

Parei o carro bem perto do centro e fui tomar o pequeno almoço. Uma sandes mista e galão e que vieram assim:

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Quase um almoço...

Após o café foi o momento de visitar finalmente Alcoutim donde se destaca o seu castelo altaneiro degladiando-se com o castelo castelhano pela melhor paisagem.

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No interior alguns vestígios do que terá sido o castelo.DSC_0345.JPG

As ruas da vila floridas e alvas anunciam que o Alentejo está ali quase ao lado,

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O Guadiana separa sw forma natural um casamento entre duas povoações de países diferentes, mas que se estimam e se compreendem, desde que o negócio de contrabando animava e sustentava as famílias, enquanto enganavam a polícia fronteiriça de ambos os lados, aqui muito bem representada.

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(Parte 4)

Dois dias pelo sul! - parte 2

(Parte 1)

Após um longuíssimo almoço em Vila do Bispo, parti com destino a Alcoutim.

Apanhei a estrada 125, mas rapidamente me arrependi da escolha, tal o trânsito que apanhei. Ainda assim passei por dentro de Lagos da qual fiquei com boa impressão e obviamente com vontade de regressar mais para a Primavera.

Eis-me então na Via do Infante transformada numa A qualquer coisa para haver cobrança de portagens e saí em Tavira em busca dos doces regionais do Algarve. Há uns anos largos, aquando das minhas férias em Manta Rota, fui à cidade do ciclismo comprar uns doces fantásticos. Portanto tentei repetir a graça, que após muita volta consegui fazê-lo com exito.

Voltei à auto-estrada até encontrar o desvio para Alcoutim. A temperatura externa do carro começava a subir de forma muito gradual. Começara no Barlavento com 26 graus e agora já acusava 35 graus. Eram 7 da tarde!

Chego a Alcoutim já um pouco tarde. Faço o respectico check-in no hotel e parto em seguida para o centro da vila.

O nosso léxico é rico, mas dificilmente encontrarei palavras suficientes para descrever a vila que encontrei... De mãos dados com a povoação espanhola Sanlúcar do Guadiana e tendo o rio somente a separá-las, Alcoutim é assim uma espécie de Hallstatt austríaca.

 

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O jantar foi numa esplanada no centro da vila. Eram 21 horas e algures vi a temperatura de 38 graus... Irrespirável!

Quando a noite caiu totalmente a outra margem, isto é Espanha, via-se assim.

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Um Rei… só!

Humildemente reconheço que nunca pensei na questão de ser republicano ou ser monárquico. Realmente jamais foi uma preocupação premente até porque sempre vivi numa República.

Trabalhei com alguns defensores da causa monárquica que sempre me pareceram gente de bem e sensata. Defendiam naturalmente a existência de um rei em vez de um PR eleito, algo que não me parece impensável em Portugal, desde que a restante democracia parlamentar funcionasse de forma livre.

Depois olho para alguns países europeus que são monarquias e vejo-os sempre na linha da frente do desenvolvimento, o que quererá significar também alguma coisa. Digo eu!

Entretanto aqui ao lado, no país vizinho o Rei emérito Juan Carlos parece que se eclipsou após a descoberta de recebimentos indevidos de um monarca saudita no valor de 100 milhões de dólares. Nada que muitos políticos republicanos não tenham feito já e que continuam a fazer.

Todavia percebo a tristeza de alguns defensores da causa monárquica. Ainda por cima por um Rei e não um súbdito… Se acrescentarmos a este caso as estórias envolvendo saias, fico com a sensação que a causa monárquica não conviverá bem com esta situação.

Entretanto já se pretende a queda do actual Rei Filipe VI como se ele fosse culpado dos actos irresponsáveis do pai. Nem imagino como se sentirá o monarca Castelhano com a catadupa de notícias sobre a Casa Real.

Provavelmente só!

Convergência Ibérica?

Quando em 2015 a coligação PAF ganhou as eleições, sem maioria absoluta, e foi criada uma plataforma de entendimento entre diversos partidos de centro esquerda (vulgo geringonça) abriu-se uma espécie de caixa de pandora que agora Espanha tenta imitar envolvendo o PSOE como partido maioritário e mais uns acordos com diferentes organizações.

Tudo em nome de um poder que se diz democrático.

Este novo tabuleiro político só é possível porque a esquerda considera que tudo o que faz é bem feito desde que chegue ao poder.

Os Louçãs desta vida não percebem que ao jogarem o jogo político com estas novas regras estão, pura a simplesmente, a subverter o desejo popular expresso através do voto?

O próximo ano vai trazer mais eleições. Perfilam-se por isso novas demandas contra este governo de forma a fragilizá-lo e retirar a força que ainda tem. O PCP e o BE farão de tudo para que isso aconteça. A tal paz social que reinou desde que a geringonça assaltou o poder vai deixar de existir.

Exemplo disto foi a greve de hoje nos comboios que prejudicou milhares de passageiros. Virão de seguida as greves de professores e provavelmente daqui a uns tempos a FP por causa de um decreto qualquer.

Aproximam-se novos e estranhos tempos. O PSD tarda em encontrar um rumo num Rio repleto de incertezas. Cristas contradiz-se entre aquilo que propaga e o que fez enquanto governante. O AC, bem à moda de Trump americano desfaz o que PPC fez, não medindo as consequências nos seus futuros acordos. Enquanto a esquerda vai lançando algumas armadilhas já sobejamente conhecidas.

Se a inveja soez é o nosso pior defeito, a brandura da aceitação será, quiçá, a nossa maior virtude.

A questão da Catalunha

É mais ou mais conhecido a eterna rivalidade entre Barcelona e a capital espanhola, Madrid. Começa no futebol e termina nos eventos mais ínfimos.

Conheço bem aquela cidade condal e daí talvez entender o amuo entre as duas cidades que, até há pouco tempo era bem conhecido, mas quase sempre apaziguado.

Porém esta espécie de vulcão político teria de eclodir e a questão do referendo para a independência da Catalunha foi o percussor dessa implosão.

O problema é que se Espanha aceitasse a independência da Catalunha, logo a seguir teria o País Basco ou a Galiza (que há muuuuuuuito tempo gostaria de estar ligada a Portugal) a baterem à porta do PM castelhano com a mesma proposta de Independência para as suas regiões. Uma verdadeira caixa de Pandora dos tempos modernos que se abriria…

No entanto a forma mais ou menos violenta como o governo de Rajoy está a lidar com esta causa, não me parece que seja a mais apropriada. Utilizar a força para proibir um referendo só irá criar mais antagonismo contra o Palácio da Moncloa.

E parece ser já uma vitória dos independentistas.

Depois há a questão dos outros países da União Europeia que poderiam ser vítimas de convulsões semelhantes. O caso da Valónia ou mesmo da Escócia poderia ser um desses casos.

Finalmente creio ser tempo do Rei de Espanha, Filipe VI, pegar neste assunto com as suas próprias mãos e levá-lo para uma mesa de negociações onde todas as partes envolvidas estivessem presentes.

Espanha teria muito mais a ganhar e a Catalunha também.

Xeque-mate ao novo Rei?

 

Com a abdicação do Rei Juan Carlos a favor de seu filho varão Felipe de Bourbon, abriu-se uma caixa de Pandora. De um momento para o outro a nossa vizinha Espanha viu-se a braços com um problema político que não imaginava: a dúvida sobre a “real” razão de existência da monarquia.

 

Milhares de pessoas têm vindo para a rua exigir a convocação de um referendo, a questionar se os espanhóis preferem manter uma monarquia mesmo numa versão do século XXI ou bem pelo contrário desejam a implantação de uma 3ª República, a exemplo de Portugal.

 

Se me perguntarem se sou republicano ou monárquico, responderei com a primeira opção, tomando em consideração que jamais vivi numa monarquia. No entanto a figura de um Presidente da República num sistema parlamentar como o nosso, cinge-se a dar posse a ministros e secretários de estado, ou a condecorar individualidades no dia 10 de Junho.

 

Tirando isso o PR é apenas e apenas uma figura de retórica, quiçá com algum peso institucional, mas muito pouco poder. E é esta noção da realidade republicana que os nossos vizinhos espanhóis ainda não têm.

 

Enquanto qualquer candidato a presidente sai do arco dos políticos da governação, provavelmente refém de muitos apoios recebidos para a sua eleição, o futuro rei de Espanha, Felipe VI, conseguiu para já o feito invulgar de casar por amor com uma jornalista já anteriormente casada e mais tarde divorciada e tem vindo toda a sua vida a preparar-se para ser Rei de Espanha.

 

A minha reflexão final vai para a ideia de que, no actual contexto europeu, não sei se a manutenção de uma monarquia não seria o mais sensato.

 

Entretanto os xeques-mates ao novo Rei continuam!

Aqui ao lado – mais um clássico!

 

Nos próximos dias 30 de Janeiro e 27 de Fevereiro os eternos rivais espanhóis vão-se encontrar, uma vez mais esta época, para decidir um dos finalistas da Taça do Rei.

 

Três dias após uma vitória concludente no Estádio Mestalla por 5 a zero, o Real voltou a sofrer esta quarta-feira, acabando por empatar a uma bola, carimbando o acesso à meia-final.

 

O Barcelona foi mais feliz e ganhou fora por 4 a 2, mesmo depois de se deixar empatar a dois golos. Todavia os “criminosos” do costume – Iniesta e Messi – mataram o jogo, colocando a equipa Catalã no Santiago Barnabéu no dia 30 para disputar a 1ª mão da meia-final.

 

Começa bem em Espanha, futebolisticamente falando, o ano de 2013. Quem realmente gosta de (bom!) futebol olha para estes jogos com um natural e sempre excitante entusiasmo. De novo Ronaldo e Messi, frente a frente.

 

E nada melhor que este tira-teimas para dissipar algumas dúvidas quanto ao melhor jogador de 2012. E José Mourinho sabe isso, melhor que ninguém. Mas antes…

 

… O Real joga em casa, neste Domingo, contra o Getafe (12º classificado), num desafio que se prevê difícil (não nos esqueçamos que esta equipa foi a primeira a bater o Real neste campeonato, logo à 2ª jornada), mas perante o qual os merengues tem obrigação e dever de ganhar.

 

O Barcelona por sua vez recebe o aflito Osasuna, que luta desesperadamente por se manter entre os da primeira divisão espanhola. Ainda assim nada que faça tremer Messi e os seus companheiros.

 

Ficamos à espera do dia 30.

 

Por mim preferia a vitória do Real e claro está de José Mourinho!

Democracia, um conceito em vias de extinção

A nossa vizinha Espanha foi ontem "condecorada" com mais uma descida do rating pela agência Standard & Poor's. E desta vez foram dois níveis.

 

Com uma taxa de desemprego a rondar os 25% e com evidente tendência para subir, a Espanha arrisca-se a ser o terceiro país da zona Euro a ser intervencionado pela tão célebre "troika".

 

Portugal vive economicamente muito daquilo que exporta para Espanha. E os cortes que se adivinham no país vizinho não trazem obviamente boas notícias para o nosso país.

 

O novo governo espanhol vai apresentar novas medidas de austridade e de aumento de impostos, contradizendo aquilo que apresentou durante a campanha eleitoral.

 

Lá, tal como cá, os poíticos não são sérios. Mentem ao povo descaradamente.

 

Assim, cada vez as pessoas acreditam menos na política e nos políticos...

 

Ou não será esta a forma mais subtil de acabar com a democracia no Mundo?

 

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