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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Hoje tal como no passado!

De vez em quando recuo no tempo e vou em busca do que escrevi há trinta/quarenta anos. Pedaços de papel amarrotados, recortes de jornais ou simplesmente cadernos mal estimados. Encontro em todos eles textos geralmente pobres, tristes e acima de tudo ansiosos por viver uma vida que nunca chegaria a viver.

Casei-me e logo que surgiram os filhos senti-me na obrigação de parar. E assim fiquei uma série de anos... inactivo e quase amorfo.

Muito mais tarde e de um dia para o outro a "coisa" acendeu e recomecei a escrever. Até hoje. Regressei aos jornais, essencialmente regionais, para aterrar naturalmente aqui na blogosfera. Por cá fiquei.

No entanto sempre que releio o que escrevi há muitos anos e o que escrevo agora noto quiçá uma diferença. Essencialmente nos temas, por que a escrita... esta continua sofrível.

Por mais livros que leia e por mais textos que escreva não levanto... vôo.

Concluo que quem dá o que tem a mais não é obrigado, não é?

Dor - a quanto (des)obrigas!

Neste meu outro blogue defino-o com a seguinte frase "Escrever mesmo que a mão me doa".

Desde ontem de manhã que esta definição passou a fazer mais sentido. É que, de súbito, o dedo indicador da mão direito inchou e passou a doer. Com força!

Nem comprimidos, nem gelo têm feito a sua parte. Aguentocaína tem sido o melhor que se pode arranjar.

Não me lembro de ter batido em algum lugar e portanto parto do princípio que o problema tem a ver com uma herança.

Ah pois é... não se herdam somente riquezas. Herdam-se também doenças e outras maleitas dos antecessores. E uma delas é o ácido úrico ou mais vulgarmente denomidado "gota". Este exemplar de doença dá dores atrozes especialmente nas articulações.

Comigo começaram nos pés, mas parece que agora veio até à mão. Sei que parte desta doença advém da tal herança paternal mas é outrossim literalmente alimentada pela boca já que há diversos alimentos que devo evitar (e que não evito!).

Portanto eis um belo de um fim de semana a tentar enganar as dores na mão. Na escrita teimo... no resto nem tanto.

Telenovelas – a TV no seu pior!

Portugal sempre teve grandes escritores. Ou pelo menos bons contadores de histórias. De boas histórias. E já nem falo de Luís de Camões com os seus celebérrimos “Lusíadas”.

No entanto poucos destes romances foram adaptados para a televisão ou cinema. Lembro-me talvez do “Crime do Padre Amaro”, “Os Maias” , o “Amor de Perdição”e mais recentemente o "Ensaio sobre a cegueira" no cinema e para a televisão dos “Retalhos da vida de um Médico” de Fernando Namora.

Faltarão provavelmente mais alguns exemplos, mas é do que me recordo neste instante.

Apresentei este tema por causa das telenovelas que invadem literalmente os ecrãs das nossas televisões, principalmente em horário nobre. Nenhuma das estórias que por ali vão desenrolando tem graça ou evocam casos reais. Amores e desamores, traições e crimes são o tabuleiro principal de um jogo que vai mudando conforme as audiências vão surgindo.

Por isso no Brasil recentemente foi retransmitida a Tieta de Jorge Amado conseguindo liderar as audiências. O que mais uma vez vem provar que uma história bem escrita dará sempre uma boa telenovela.

Não estas coisas que desfilam nas nossas televisões onde gritos estridentes tentam captar as atenções dos telespectadores.

Não me perguntem isto

Um destes dias numa consulta de Medicina no meu trabalho, a determinada altura o médico que eu conheço bem, mas que nunca me auscultara, viu o meu processo já antigo e a páginas tantas declarou:

- Já li aqui que tens como hobbies as caminhadas, a leitura e... a escrita.

- É verdade Doutor...

- E escreves sobre o quê?

Fiquei atónito com a questão. Não é que me custe dizer sobre o que escrevo. Todavia acho uma parvoíce perguntarem-me sobre o que escrevo. Como se esta declaração me rotulasse qual marca ou mera chancela.

Escrevo porque gosto, porque quero, porque me sinto bem, porque essencialmente escrever faz de mim alguém mais completo.

Finalmente escrevo sobre tudo e nada! Foi a resposta que dei ao médico, naquele dia.

 

Prenda de Natal antecipada

Após o jantar de consoada e num breve intervalo antes de espalhar as prendas pelos sapatinhos de cada ser vivente cá de casa, numa tentativa mui reles de Pai Natal, acabei por passar pelo Delito de Opinião um blogue que admiro e que leio diariamente.

Fui passando textos, lendo-os sem comentar até que encontrei este postal que a imagem representa,

comentario_semana_delito (2).jpg

 

Palavras para quê?

Esta foi sem qualquer dúvida a minha melhor prenda de Natal.

Ainda por cima antecipada!

O vício de escrever!

Hoje alguém me perguntou como conseguia eu escrever todos os dias neste blog? Onde arranjava temas e assuntos para aqui apresentar.

Bem como já referi num texto mais antigo o país anónimo, político, conhecido, bizarro ou sereno é sempre um manancial de casos. Depois basta também estar atento ao que nos rodeia. 

Todavia é necessário alguma disciplina pessoal. Abdicar de fazer muitas coisas para que estes textos existam. mas tudo na vida é assim: uma questão de opção.

Há quem opte por ver televisão, eu opto por escrever.

Há quem prefira ir às compras, eu prefiro ler um livro.

Há que adore uma boa noitada com muitos amigos, eu prefiro um serão com muitos blogues para ler.

Não tenho uma varinha mágica que me faça aparecer as palavras e os textos. Tenho muito trabalho em manter este espaço (ainda) vivo.

Assim continuarei mesmo que as mãos de doam!

A gente lê-se por aí!

Nunca um dia é igual ao outro!

Gosto especialmente deste dia de Novembro.

Porque faz hoje 41 anos que esta data viu um texto meu surgir impresso em folha de jornal. Uma alegria só comparável a ser pai. Uma felicidade que não quero esquecer e que todos os anos repetidamente vou realçando por aqui.

Numa pequena base de dados está (quase) toda a informação referente à minha escrita. Só aqui neste espaço levo quase 2500 postais. Se somar outros dois blogues e o que já havia escrito durante anos em jornais, diria que a contabilidade passará para cima dos 3500 textos.

Não será muito se dividirmos por 41 anos. Mas é um património que fica para os vindouros.

Se eles ligarem alguma vez a isso.

Falta agradecer de forma calorosa e amiga a quem simpática e teimosamente aqui me visita. Bem-hajam.

Quando atrás de à, há!

A nossa língua é malvada. Reconheço que se fosse estrangeiro teria imensas dificuldades em aprender o português. São tantas as variáveis e tantas as excepções que dificilmente alguém que não seja luso percebe as reais diferenças. Também no inglês há o “th”, aquele sopro tão característico dos britânicos, que ninguém, por muito bom inglês que fale, o pronunciará como os súbditos de Sua Majestade.

Mas voltando à língua de Camões diria que cada vez se escreve pior em Portugal. Não imagino se será do N.A.O. ou desconhecimento puro da nossa língua ou até da falta de leitura de obras mais antigas onde a lusa língua era bem tratada.

O problema é que a aplicação de determinadas palavras, mesmo que de forma errada são já um (quase) património linguístico. Os políticos, jornalistas e até escritores usam estas expressões de forma tão normal que um destes dias ninguém diz que é um erro.

O exemplo mais flagrante está no advérbio “atrás” quando usado com o verbo haver. É tão comum escutarmos “… há anos atrás…” dito por todos e mais alguns que já ninguém considera erro. Neste caso basta dizer “… há anos…” que já se percebe que é no passado. Portanto um erro que já vem de há anos!

O verbo haver acarreta outras dúvidas e muitos mais enganos. Pelo que vou lendo por aí, há quem não perceba a diferença entre o “à”, contração da preposição “a” com o artigo “a” originando com a sua duplicação o respectivo acento grave abrindo a vogal, com a forma verbal do presento do indicativo do verbo haver “há”.

É tão recorrente este erro que até eu, por vezes, fico confuso para não dizer com dúvidas, quanto à correcta aplicação das diferentes formas.

Ninguém tome este postal como uma crítica, até porque eu próprio dou imensos erros. Mas erros deste género custa-me aceitar-

A gente lê-se por aí!

Aviso à navegação

A partir de hoje à noite vou estar ausente. Passarei a estar em modo "azeitona" que é, para quem não conhece, o meu estado normal por esta altura do ano. Vão ser duas longas semanas a levantar muito cedo de forma a aproveitar o dia na apanha da azeitona.

Pelos menos até dia 31 deve ser difícil que apareça aqui alguma coisa escrita. Tentarei deixar uns textos agendados mas não sei se hoje ainda terei tempo para isso. Quanto a respostas a eventuais comentários só mesmo a partir do dia 31.

Tudo se prende com a questão de na aldeia onde vou estar a rede de telemóvel ser muuuuuuuuuuuito fraquinha. Resultado... dificilmente terei rede.

Portanto para quem fica por aqui desejo bom trabalho, férias, feriado, fins-de-semana. reforma... seja o que for!

A gente lê-se por aí!

 

De parabéns!

Está a decana dos escritores portugueses Agustina Bessa-Luís com os seus 96 anos, feitos hoje

Curiosamente ando a ler "os Meninos de Oiro" desta mesma autora.

Escritora maior da nossa literatura, nunca foi bem aceite no meio cultural pelas suas tendências políticas mais conservadores e menos progressivas.

Seja como for Agustina, que desde 2006 deixou de aparecer e escrever, segundo li devido a doença, tem na sua escrita fina, quase filigrana literária, o seu enorme legado.

Não sei se alguma vez conseguiremos dar verdadeiro valor à especial escrita de Agustina.

Que viva um dia de cada vez na serenidade da família e dos amigos.

Wook.pt - Os Meninos de Oiro

 

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