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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Dez anos!

Hoje estamos de parabéns. Falo no plural porque este blogue, por vezes, tem vida própria para além da minha. Ainda gostaria de perceber como…

Abrir um blogue foi e é fácil. Muito fácil mesmo. A dificuldade está essencialmente em mantê-lo vivo, apelativo, atraente. Que não é coisa de somenos.

Em 2008 começámos dois nesta aventura, mas apenas eu resisti a ficar.

Ora nesta dezena de anos assisti à queda de um governo de José Sócrates, à ascensão e queda de Pedro Passos Coelho, fui brindado com uma troica, surgiu a Geringonça, Marcelo foi eleito Presidente à primeira volta quase sem fazer campanha e publiquei 2172 postais que corresponderam a 6611 comentários.

Nesta série de anos, o LadosAB foi ainda destacado nas principais páginas da Sapo 69 vezes o que me obrigou e obriga a ser mais competente na escrita. Parece-me que nem sempre tem sido totalmente conseguido.

Depois… bom depois há o intercâmbio ou a relação entre quem escreve, quem lê e quem comenta. Nem sempre conseguimos agradar a todos e ainda bem, acrescento.

De outra forma este mundo seria um marasmo.

Já o disse num outro postal que escrever é o meu desígnio, a minha verdadeira paixão que arranca de mim coisas que nem sabia que tinha para dizer.

Numa década o Mundo mudou muito. Como é normal numa sociedade que se quer moderna. Todavia este blogue continua fiel à sua frase inicial: “... não sabemos para onde vamos. Mas sabemos o que não queremos!”

E sinceramente não quero arrastar-me por aqui indefinidamente só porque sim. Tem de haver uma razão, um foco, um ensejo para que este espaço permaneça activo e pujante.

Os leitores são a razão primeira (e provavelmente única!) da minha escrita. Sem eles escrever seria semelhante a estar no Estádio de Alvalade a comemorar o golo… completamente sozinho. As outras razões não interessam nada...

Finalizo com um bem hajam a todos que aqui vêm. São o meu orgulho!

A gente lê-se por aí!

"Sed fugit interea fugit irreparabile tempus"*

Ainda sobre este dia que hoje comemoro, quero aqui recordar e agradecer a alguns dos meus amigos com quem naquela altura partilhei esta aventura e que sempre me apoiaram.

Começo obviamente pelo Pedro Correia do Delito de Opinião e do Sporting - És a nossa fé e com escrevi no Jornal de Almada durante oito anos, assim como o Joaquim Lopes, professor em Setúbal e de quem não oiça falar há algum tempo, também ele escritor e por fim a Manuela Rute outra companheira e amiga da escrita, professora de História e com quem vou de vez em quando trocando mensagens.

Falo unicamente destes porque, não obstante alguma distância, vamo-nos contactando e falando.

O tempo foge...

Quatro dezenas de anos a correr atrás de um sonho e este desesperadamente a esvair-se à minha frente, tal qual o tempo.

Mas não desisto... de perseguir, nem o tempo desiste... de fugir.

 

* Expressão usada por Vírgilio na obra "Geórgicas"

 

40 anos!

Faz hoje precisamente 40 anos que foi publicado o meu primeiro texto totalmente gerado e criado por este que se assina no, já extinto, Jornal de Almada.

Desde esse dia até hoje o Mundo mudou. Caiu o Muro de Berlim, a Europa uniu-se à volta de uma só moeda, o terrorismo é a nova forma de guerra e finalmente existe a geringonça… e o Professor Marcelo,obviamente.

Quarenta longos anos. Um número quase redondo e que é tão bíblico. Como se pode observar neste breve apanhado:

40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn 7,4.12);

40 dias e 40 noites Moisés passa no Monte (Ex 24,18; 34,26; Dt 9,9-11; 10,10);

40 anos foi o tempo da peregrinação pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4,);

40 dias que Jesus jejuou antes de começar seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2);

40 dias depois da Ressurreição acontece a ascensão de Jesus (At 1,3).

40 chicotadas eram dadas a alguém que errava como forma de correção (Dt 25,3)

40 chicotadas Paulo recebeu, pelo menos cinco vezes menos uma (2Cor 11,24)

 

Durante todo este tempo escrevi e publiquei mais de 2500 textos. E nem imagino quantos mais terei escrito e que guardei sem nunca terem visto a luz da publicação.

Quatro décadas de vida, durante as quais estudei, trabalhei, escrevi, casei, fui pai… fui tanta coisa. E não fui nada! Nem sou…

Ora… todos os anos por esta altura publico sobre o corrente aniversário (que me diz muito!!!) e desse modo já pouco me resta acrescentar ao que escrevi aquiaqui e aqui.

Todavia é sempre uma alegria reler o que escrevo mesmo que não reconheça naquela amálgama de palavras a qualidade que desejaria.

Não viverei certamente outros 40 anos. Nem é coisa que me preocupe ou tire o sono. Desejo somente que Deus me dê tino e discernimento para continuar a escrever, como até aqui.

Mesmo que as mãos me doam!

Eu fui...

... e adorei!

Pois... o convite foi-me lançado por duas bloggers quase em simultâneo, faz algum tempo.

Primeiro pensei que fosse somente simpatia. Bom, depois senti que era sentido e acabei por aceitar o convite para o 6º Encontro de bloggers, que se realizou na belíssima Casa do Alentejo, no coração da Baixa lisboeta.

6_bloggers.jpg

Ir para um encontro sem conhecer rigorosamente ninguém, a não ser de forma virtual, poderia ser um risco. Para mim e essencialmente para a organização.

Porém desde logo percebi que estava num grupo assaz divertido, amigo e solidário. Boas conversas e muitas gargalhadas o que é sinónimo de muito boa disposição animaram, e de que maneira, o repasto.

Gostei do local, do ambiente, da comida e essencialmente destas pessoas. Muito bem organizado, senti-me bem. Em paz.

Ai como andava a precisar de um encontro assim! Tagarela como sou... imaginem!

Obrigado MariaLina (mesmo que não tenha estado presente) pelo convite.

Obrigado a todos os outros presentes pela forma carinhosa e tão simpática como me receberam no vosso seio e de braços abertos.

Finalmente... a gente lê-se por aí!

 

Eis-me de regresso!

Ah pois é... julgaram que se livravam de mim assim tão rapidamente? Pois... se tiveram esse julgamento erraram.

Bom a história deste meu afastamento conta-se mais ou menos assim:

Desde o passado Sábado e até hoje às 17 horas andei pela aldeia dos meus pais na apanha da azeitona. Sei por experiência própria que a rede naquele lugarejo é quase nula, ao mesmo tempo não me parece bem o meu pai estar a pagar por um serviço que só eu ou os meus filhos usamos quando lá vamos.

Ora vai daí escrevi este texto, antecipadameente, para ser publicado no Sábado, já andava eu no meio das azeitonas.

Por outro lado tentei perceber como seria a minha vida sem a escrita. E mui humildemente confesso: não foi vida.

Apenas sobrevivi!

Por isso, hoje de regresso à civilização de internet (mesmo que seja a mais de 200 quilómetros de Lisboa), estou aqui para vos comunicar que estou de volta.

Com as mesmas parvoíces de sempre.

Mas isso já vocês sabem!

Comemorações

Quando em 1977 publiquei o meu primeiro texto num jornal regional, criei a errada espectativa de um dia poder vir a ser jornalista ou até escritor.

Só que a vida não se compadece com quem não luta afincadamente pelas coisas e rapidamente retirei do jornalismo o sentido e acabei por enveredar por outros caminhos. Faltou-me coragem ou competência. Ou ambas!

No entanto continuei a escrever e hoje, quarenta anos volvidos, tenho uma quantidade de blogues e participo numa Revista, o que significa que me relaciono bem com o que escrevo. Os meus escritos não terão a qualidade que eu próprio gostaria, mas como não obrigo ninguém a ler-me, pouco me preocupo.

Andei com a ideia de escrever algo diferente neste ano das minhas comemorações, mas não sabia realmente o quê. Até que num destes dias fui ao Aeroporto buscar um familiar próximo e de repente fez-se luz.

Ora o primeiro naco de prosa que escrevi e publiquei intitulou-se Aeroporto numa série chamada “Crónicas de Lisboa”. Deste modo não vou obviamente reescrever aquela crónica, mas escrever uma como se fosse a primeira. Depois desta seguirão provavelmente as outras. Logo veremos!

Poderão lê-la aqui.

E vão nove!

Pois é... Nove números da Revista mais "in" do Mundo e arredores (não se esqueçam que o número 0 também conta!!!).

Ah pois é... Parece que foi ontem e já lá vão quase dois anos da "Inominável".

Fica aqui então a foto de capa, acabadinha de ser publicada.

rev_8 (1).jpg

 

E meninas e meninos... façam lá a vossa parte de divulgar esta publicação, está bem?

Não custa nada!

Quando escrever... dói!

Se fosse dado a depressões diria que estou num dia desses. Mas como não sou daquele género eis-me aqui a escrever.

Há uns anos decidi que deveria aqui colocar todos os dias um texto.

Não imaginam sequer o esforço que tenho feito para seguir aquela ideia. Que tenho conseguido com algum (leia-se muito!) empenho, é certo!

Por exemplo hoje... não tenho tema concreto e nem me apetece deambular por algumas ideias antigos ainda não colocadas no papel.

Hoje escrever dói... porque não sei o que dizer. Ainda por cima com tanto que há para contar.

Pequeno Delito!

Delito de Opinião foi o primeiro blogue que visitei. Desde esse dia até hoje, já passaram alguns anos, nunca deixei de o seguir, ler e até comentar o que por lá se vai escrevendo.

Tenho com um dos autores uma relação de grande amizade que (quase) se perde no tempo e na memória. Com outros, que conheço há menos tempo, uma afinidade clubística.

Posto isto, foi com uma alegria imensa e, porque não dizê-lo orgulho, que recebi um convite para escrever um texto para o Delito. Andei dias a matutar na coisa sem saber muito bem o que escrever. Finalmente acabou por sair isto.

Não é grande prosa é certo, mas foi o melhor que a minha competência soube escrever.

Deixo aqui no entanto o meu profundo agradecimento pelo convite e espero que os autores daquele blogue me perdoem este pequeno delito.

A gente lê-se por aí!

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