Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

De almofada me vesti...

Resposta ao desafio da Mel e da Mula

Um diálogo improvável!

Pego na minha almofada e ando com ela às voltas entre as mãos. Não sei o que dizer ou escrever. Porém, no instante seguinte:

- Olha lá e se me pousasses na cabeceira da cama?

Atónito respondo:

- Tenho de escrever sobre uma almofada…

- Finalmente alguém me dá valor…

- O que é que estás pra’í a dizer?

- Que finalmente alguém me dá o real valor.

- Valor? Tu és uma almofada como há milhões por esse mundo fora.

- Enganas-te! Redondamente!

- Ai sim? E sabes dizer-me qual o teu valor?

- Depende…

- Depende de quê?

- Daquilo que posso dizer…

Atirei a almofada para cima da cama, mas esta acabou por rebolar para o chão. Voltei para trás e apanhei-a.

- Fazes o favor de não me maltratar… Pois não é assim que lido contigo…

- Ai que cada vez percebo menos…

- Companheiro, por muito que te custe admitir eu não sou um objecto… sou um conceito.

- Conceito? Como assim?

- A minha função não é unicamente dar conforto no teu sono, mas descobrir novos caminhos para as tuas dúvidas, dilemas e ensejos.

- Andas a ver muitos filmes…

- Pois ando… mas são longas metragens do quotidiano.

- Oh pá… dramas a esta hora não… por favor!

Um silêncio cresceu entre nós. Só que a minha curiosidade parecia crescer. Desculpei-me:

- Sabes, se alguém estivesse a ler isto diria que estou louco.

- Não temos todos um pouco de loucura?

- Mas falar com uma almofada é, no mínimo, caricato…

- Ai é? E quando te apaixonaste pela aquela miúda da escola e ela te deu uma nega, onde foste chorar? E quando perdeste o torneio de xadrez, com quem desabafaste a raiva?

- Mas não eras tu…

- Pois não… mas era outra… Daí dizer-te que sou um conceito… e não um singelo objecto.

- Tive tantas almofadas na minha vida…

- Eu sei disso, mas a todas elas recorreste para te ajudar na resolução dos teus problemas.

Desta vez o silêncio foi meu.

- Ficaste calado?

- Sim estou a pensar… és capaz de ter razão… Olha... já tenho ideias para escrever.

- Mais uma vez vais dormir sobre este assunto… e em cima de mim!

- É mesmo. – sorri!

- Então fica bem e verás que amanhã já tens o texto escrito.

Não é que tinha!

Um singelo agradecimento!

Nunca a minha vida profissional esteve ligada às estatísticas. No entanto isso não invalida que eu não tenha interessa pelos dados estatísticos que se vão cruzando na minha vida.

A blogosfera não fugiu à regra e talvez por isso olhe para os dados que a plataforma SAPO disponibiliza para tomar o pulso à minha vida de bloguer sem importância.

As reacções vão-se somando. Assim como as ligações e outros eventos semelhantes, de tal forma que hoje dei conta de um número redondo: 2000.

reaccoes_estt.jpg

Coube à Ana essa simpática situação, sem que o soubesse, e por isso até fiz uma pequena quadra como brincadeira.

Posto isto venho mais uma vez humildemente agradecer, a quem por aqui passa e vai deixando a sua pégada… digital!

Bem-hajam!

A gente lê-se por aí.

De vento me vesti...

Sob a égide da Mula e da Mel eis a resposta ao desafio desta semana.

 

Escalei ao cimo da serra onde diziam que o vento tinha forma. Chegado ao cume lembrei-me curiosamente deste poema.

Sentei-me numa pedra cinza presa ao chão, nem imagino há quantos séculos, e observei ao meu redor toda aquela distância… de quase tudo!

Lá em baixo as casas eram ínfimos pontos alvos e as árvores, mesmo que enormes perto delas, dali pareciam quase nada, um mero borrão verde. Uns singelos traços na paisagem longínqua traduzi como fossem as estradas e os caminhos. Tudo tão distante…

Inspirei o ar frio da manhã, não obstante sentir estar mais perto do Sol. Mera ilusão…

Eólo circundava por ali com uma pujança invulgar. Até o falcão de asas a abraçar a paisagem parecia parado no ar. As poucas árvores que por ali resistiam eram arduamente sacudidas quais leques sevilhanos.

A ideia que ali me trouxera prevalecia: o vento naquele cimo tem forma! Haviam-me dito…

Forma, forma como?

Ao longe o Sol elevou-se num horizonte anilado, por vezes escondido aqui e ali por uma almofada alva. O rosmaninho crestado pelo frio matinal e pelo vento agitava-se com fervor, assim como um pequeno arbusto de alecrim que odorava o local numa fresquidão selvagem.

Esperei serenamente que a forma do vento surgisse algures. Tinha essa esperança… de ver… de perceber… de descobrir.

Um nano pensamento, entretanto, introduziu-se no meu espírito e foi crescendo, crescendo até tomar… forma!

Pois... num instante percebera tudo!

Com um sorriso ergui-me do meu lugar pronto para partir, repeti o olhar em redor e descobri que ali o vento tinha mesmo forma...

Mais um desafio da...

... Ana.

A mulher mais desafiadora dpo charco pediu para escolhermos uma palavra dos dias 1 a 7 de Outubro. Pois bem... não me sentindo atraído por aquilo que aí virá, também não pretendi faltar ao encontro.

Assim sendo eis as palavras que escolhi para cada dia:

1 de Outubro - Acreditar

2 de Outubro - Mercê

3 de Outubro - Rebaixo

4 de Outubro - Molar

5 de Outubro - Estopada

6 de Outubro - Leptologia

7 de Outubro - Desarme

Estas palavras foram escolhidas totalmente ao acaso. Aguardemos serenamente o próximo capítulo.

Quatro quadras para a ANA...

Todas as belas quadras da Ana

Têm graça, competência e candura

São momentos que lhe dá na gana

Sempre com uma perfeita doçura.

 

Ser poeta é ser mais alto

Lá dizia a poetisa Espanca

Se ser poeta é dar um salto

Leiam então na sua banca.

 

Poeta não sou nem nunca serei

Apenas sonhador de palavras

Todas juntas, que não serei rei

Não são estas as minhas lavras.

 

Este é o meu verdadeiro fim

Ser amigo de quem merece

Espalhar alegria, ternura, enfim

 Dar amizade a quem carece.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D