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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Porque há dias assim...

Há uns anos decidi que teria que me disciplinar no que à escrita diz respeito. Vai daí tomei a decisáo de publicar todos os dias um postal. Não interessaria o tema nem o tamanho... bastaria que escrevesse qualquer coisa.

Mas hoje foi mais um Domingo activo com muita coisa para fazer.

Almoço, bricolage, futebol, encher os carros de combustível, uma série de coisas. De tal forma que não dei pelo tempo passar, nem para pensar no que escrever mais tarde.

Por isso o tema de hoje deste postal é... nada. Rigorosamente nada!

Porque, simplesmente,  há dias assim!

Números redondos!

Iniciei-me em 2008 nestas andanças da blogosfera. Desde logo criei uma pequena base de dados com as respectivas ligações aos textos e ao mesmo tempo outras referências que considerei importantes como o número de comentários, favoritos, gostos e até indicações dos destaques.

Mas nada me preparou para estes números redondos e que hoje dei conta.

10mil_comentarios.jpg

Dez mil comentários (é verdade que muuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos serão meus, mas sempre como respostas) e mil e quinhentas reacções, pode parecer pouco neste universo imenso em que se tornou a blogosfera.

No entanto é curioso que estes números apareçam ao mesmo tempo, sem que eu tenha feito por isso. É daquelas coincidências… felizes. Diria eu!

Porém nenhum destes valores teria sido possível sem os leitores. São estes que comentam, que concordam e discordam, que simpaticamente adicionam como favorito um texto meu sempre pobre ou adicionam um gosto “feicebuquiano”.

Portanto é tempo de, mais uma vez, agradecer a todos quantos por aqui passam pela paciência que têm comigo, pela simpatia demonstrada e acima de tudo pela amizade que vão espalhando neste espaço e que diariamente aquece o meu espirito.

Bem hajam a todos!

Não sabem, não escrevam!

Custa-me ver plataformas de informação entregues a redactores que cometem erros de ortografia do mais básico que há. Não aceito...

Tenho perfeita consciência que o português de hoje, escrito e falado, está a anos-luz do tempo em que eu aprendi a ler e essencialmente a escrever. Tudo por culpa de programas escolares facilitistas, de acordos ortográficos horríveis e, principalmente, pelas novas tecnologias que criaram um léxico muito próprio.

No entanto nada disto invalida que um redactor, jornalista ou seja lá o que lhe queiram chamar, não consiga distinguir entre as formas verbais  "desenvolve-se" e "desenvolvesse".

Como podemos constatar no exemplo infra.

erro_portugues.jpg

Pior... Não haverá na plataforma um chefe de redacção ou um revisor que leia o texto antes de este ser publicado? Ou será que o próprio responsável não sabe ver a diferença?

Finalizo com o sentimento de que se não sabem escrever... não escrevam.

Desafio: bloguers improváveis!

Andava com a ideia na cabeça há muito tempo. Muuuuuuuuuuuuuito mesmo...

Agora consegui colocá-la em prática e resume-se num desafio que vou propondo a pessoas que eu conheço (algumas delas apenas virtualmente!!!), sem qualquer ligação à blogosfera, para que escrevam um texto sem tema obrigatório nem tamanho mínimo e que publicarei neste espaço, sob o próprio nome ou pseudónimo.

Curiosamente já começaram a chegar os textos.

Que mui brevemente começarei a publicar.

Darei a esta série o título de "Bloguers Improváveis".

Portanto fica desde já aqui o meu profundo e reconhecido agradecimento a quem aceitou esta minha louca ideia. Decididamente há gente por aí que unicamente necessita de um pequeno empurrão para escrever.

Ideias... necessito ideias!

Tenho andado com vontade de mudar o aspecto gráfico deste blogue. Se bem que a actual imagem signifique muito para mim, já que me remete sempre para os primórdios da  minha escrita, creio já ser tempo de fazer algumas alterações, toná-lo mais apelativo.

De modo muito sincero tenho total consciência de que a minha noção pictórica está ao nível de uma criança de três anos ou menos. Nunca gostei de desenhar nem de pintar e até na escola as notas a esta disciplina só eram positivas por muita boa vontade dos professores.

Aceitam-se então ideias sobre como poderá vir a ser o cabeçalho deste pobre blogue. Vá lá ajudem-me...

O(s) dono(s) da verdade

Ficou prometido à Sarin escrever um texto, em forma de resposta, às questões formuladas por esta bloguer. As perguntas são pertinentes, mas reconheço que as respostas podem ser diversas. E provavelmente todas elas a roçar a verdade.

Este postal é meramente uma opinião, claramente assente na minha visão de e para que serve o jornalismo nas suas diversas e actuais formas.

No actual momento ser director de um jornal, de programas de televisão ou até de uma rádio não é de todo fácil. O escrutínio é muito grande e demasiado assertivo. Tudo é colocado em causa e todas as palavras escritas ou ditas devem ser medidas sob determinadas matrizes.

Nunca gostei de jornalismo sensacionalista. Vender desgraça alheia parece-me do mais vil jornalismo (ou será jornalixo???). No entanto há jornais (sê-lo-ão???) que primam por noticiar “… o horror, a tragédia, a ignomínia”, como diria um antigo repórter televisivo. O pior é que continuam a vender…

Depois as televisões que entram pelas nossas casas, que retiram às nossas refeições de família o direito ao diálogo, têm outrossim uma força que ninguém consegue combater… Talvez a internet consiga desviar as atenções das desgraças televisivas.

Com esta panóplia de opções um Director de informação televisiva terá de lutar a cada segundo, minuto, hora para que a sua opção de notícia seja mais relevante que a do canal da concorrência. Da mesma forma os jornais (especialmente os diários) vivem o mesmíssimo dilema.

Paralelamente os jornalistas, que cada vez ganham menos, concorrem uns contra os outros, não para fazerem bom jornalismo para unicamente para mostrarem o tal “… o horror, a tragédia, a ignomínia” de que falei acima. E quanto mais sangue houver para mostrar… melhor. Quantas vezes leio títulos de primeira página em letras garrafais que enganosamente corresponde a uma brevíssima notícia de meia dúzia de linhas? Entretanto alguém comprou o jornal… O culpado, sinceramente, nem é o jornalista que é quase sempre um prestador de serviços a ganhar menos que o ordenado mínimo. Mas os gestores que continuam a gerir um jornal como se fosse uma simples fábrica de conservas.

Entremos agora num Admirável Novo Mundo, que não sendo o de Aldous Huxley, é já considerado um novo poder. Falo justamente deste universo da blogosfera.

Aqui cada um pode ser o que quiser. Falar do que bem lhe convier, analisar, criticar e acima de tudo comentar o que se lê. Constato todavia a quantidade de comentários que se escrevem sob a capa de anónimos, como se quem comenta tivesse receio das suas próprias palavras os das consequências delas. Muitos não terão contas nas plataformas, mas poderiam, se assim o entendessem assinar no final do escrito com um mero nome.

Esta estranha troca de galhardetes entre bloguers e comentadores anónimos parece-me muito pouco salutar já que jamais imaginamos se diversos comentadores anónimos não serão apenas o mesmo, numa bizarra tentativa de fazer “jogo duplo”. Já acredito em tudo…

Criticar o que está mal, opinar sobre um tema, denunciar algo menos bom será sempre salutar e necessário. Mas no fundo, no fundo o problema não está no que se escreve, mas como ele é entendido.

Ou como diz o ditado: “sou responsável pelo que digo não sou pelo que tu pensas”.

Hoje tal como no passado!

De vez em quando recuo no tempo e vou em busca do que escrevi há trinta/quarenta anos. Pedaços de papel amarrotados, recortes de jornais ou simplesmente cadernos mal estimados. Encontro em todos eles textos geralmente pobres, tristes e acima de tudo ansiosos por viver uma vida que nunca chegaria a viver.

Casei-me e logo que surgiram os filhos senti-me na obrigação de parar. E assim fiquei uma série de anos... inactivo e quase amorfo.

Muito mais tarde e de um dia para o outro a "coisa" acendeu e recomecei a escrever. Até hoje. Regressei aos jornais, essencialmente regionais, para aterrar naturalmente aqui na blogosfera. Por cá fiquei.

No entanto sempre que releio o que escrevi há muitos anos e o que escrevo agora noto quiçá uma diferença. Essencialmente nos temas, por que a escrita... esta continua sofrível.

Por mais livros que leia e por mais textos que escreva não levanto... vôo.

Concluo que quem dá o que tem a mais não é obrigado, não é?

Dor - a quanto (des)obrigas!

Neste meu outro blogue defino-o com a seguinte frase "Escrever mesmo que a mão me doa".

Desde ontem de manhã que esta definição passou a fazer mais sentido. É que, de súbito, o dedo indicador da mão direito inchou e passou a doer. Com força!

Nem comprimidos, nem gelo têm feito a sua parte. Aguentocaína tem sido o melhor que se pode arranjar.

Não me lembro de ter batido em algum lugar e portanto parto do princípio que o problema tem a ver com uma herança.

Ah pois é... não se herdam somente riquezas. Herdam-se também doenças e outras maleitas dos antecessores. E uma delas é o ácido úrico ou mais vulgarmente denomidado "gota". Este exemplar de doença dá dores atrozes especialmente nas articulações.

Comigo começaram nos pés, mas parece que agora veio até à mão. Sei que parte desta doença advém da tal herança paternal mas é outrossim literalmente alimentada pela boca já que há diversos alimentos que devo evitar (e que não evito!).

Portanto eis um belo de um fim de semana a tentar enganar as dores na mão. Na escrita teimo... no resto nem tanto.

Telenovelas – a TV no seu pior!

Portugal sempre teve grandes escritores. Ou pelo menos bons contadores de histórias. De boas histórias. E já nem falo de Luís de Camões com os seus celebérrimos “Lusíadas”.

No entanto poucos destes romances foram adaptados para a televisão ou cinema. Lembro-me talvez do “Crime do Padre Amaro”, “Os Maias” , o “Amor de Perdição”e mais recentemente o "Ensaio sobre a cegueira" no cinema e para a televisão dos “Retalhos da vida de um Médico” de Fernando Namora.

Faltarão provavelmente mais alguns exemplos, mas é do que me recordo neste instante.

Apresentei este tema por causa das telenovelas que invadem literalmente os ecrãs das nossas televisões, principalmente em horário nobre. Nenhuma das estórias que por ali vão desenrolando tem graça ou evocam casos reais. Amores e desamores, traições e crimes são o tabuleiro principal de um jogo que vai mudando conforme as audiências vão surgindo.

Por isso no Brasil recentemente foi retransmitida a Tieta de Jorge Amado conseguindo liderar as audiências. O que mais uma vez vem provar que uma história bem escrita dará sempre uma boa telenovela.

Não estas coisas que desfilam nas nossas televisões onde gritos estridentes tentam captar as atenções dos telespectadores.

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