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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Entrevista à distância

Por vezes também me dá para a parvoíce. Ou será a maioria das vezes? Não interessa. O que conta é que um destes dias esgalhei umas questões que achei pertinentes e depois necessitava de uma vítima.

Após muito pensar e pesquisar encontrei alguém que se disponibilizou a responder. O único senão prendia-se com o anonimato. Sem grandes hipóteses de escolha acabei por aceitar.

Portanto seguem as questões e as respostas:

Se pudesses fazer uma só pergunta a alguém qual farias e a quem? (pode ser alguém vivo ou morto).

Essa é fácil… Perguntaria a Salazar porque não deixou Portugal entrar na Segunda Guerra?

Pode-se saber porquê?

Claro! Se tivéssemos entrado na II Guerra Mundial provavelmente muitos dos antecessores dos nossos políticos teriam entrado e teriam perecido por lá. Deste modo a nossa classe política seria certamente muito diferente da que é hoje.

O livro que demoraste mais tempo a ler?

Humm! Ulisses de James Joyce. Confesso que ainda não o acabei!

Um escritor do qual não tenhas lido nenhum?

Essa é fácil: José Saramago. Mas há mais…

Um escritor premiado…

Não sei porquê, mas sempre o achei um tanto petulante… O mais certo é estar enganado, mas realmente nunca li Saramago.

Quem é para ti o melhor escritor português?

Eça… Mas na poesia Camões…

Um cantor(a) de quem nunca comprarias um disco?

Um só? Há tantos… Provavelmente qualquer um de música pimba.

O teu pintor preferido?

Português ou estrangeiro?

Preferido…

Noronha da Costa.

Carros eléctricos ou a combustíveis fósseis?

Por enquanto a gasóleo.

Achas que há vida para além da morte?

Há… para as agências funerárias. Mas não sei. Nunca pensei muito nisso…

Campo ou praia?

Praia no campo… pode ser?

Por fim qual o país que ainda não visitaste e adorarias visitar?

O Japão.

E agora Jerónimo?

Assisti esta noite à entrevista que o líder do PCP deu a Judite de Sousa. De tudo retive uma ideia central: o PCP está entalado...

Tentarei então explicar a minha ideia:

1 - desde o famoso PREC (Período Revolucionário em curso) que adveu após o 25 de Abril e em que o PCP, muito mais organizado que o PS, tomou conta do País e comandou os destinos de Portugal até Mário Soares e Ramalho Eanes retirarem à força (25 de Novembro de 1975) o poder que o PCP havia conquistado sem eleições.

2 - Desde essa altura o Partido liderado na altura pelo carismático Álvaro Cunhal jamais perdoou ao PS a suposta traição e passou a ser seu inimigo fidagal. Mesmo que, por ironia do destino, anos mais tarde tivesse de dar o voto numa segunda volta a MS evitando que Freitas do Amaral (na altura mais centrista e democrático cristão) viesse a conquistar Belém.

3 - Pelos anos fora o Partido, actualmente liderado por Jerónimo de Sousa, sempre apontou as bateriasi ao seu inimigo número um. Fosse porque havia feito, fosse porque não havia feito... Daí a ideia de que o PCP existe como partido unicamente de protesto e sempre muito longe do arco da Governação.

4 - Porém os últimos resultados eleitorais trouxeram uma nova realidade política. E o PS encontra-se formalmente com o PCP no tal célebre dia 7 de Outubro. Não imagino o que terá sido dito nessa reunião mas não deverá ser dificil de adivinhar o seu conteúdo.

5 - Nesta entrevista Jerómino mostrou-se pouco à-vontade na eventual posição de acesso ao poder, deixando muitas perguntas que lhe foram formuladas sem resposta ou tentou derivar sempre para o mesmo tema que abrange a queda do actual governo

6 - Finalmente Jerónimo encontra-se barricado entre a posição de ter de dar apoio ao PS (que sempre atacou) mesmo que tenha de "esquecer" algumas das suas ideias centrais, ou faz parte do governo assumindo os respectivos custos políticos que lhe estão associados.

Nunca vi o lider do PCP fugir às questões como esta noite. Mais... A determinada altura quase deu a entender que estava a pedir desculpas ao PS pelos constantes ataques durante a campanha.

Temos assim um PS que negoceia de forma independente um acordo com os dois partidos da esquerda e um PCP muito desconfortável na posição de fiador de um futuro governo PS/BE.

O Dr. Álvaro Cunhal se fosse vivo não ficaria nada feliz, disso tenho acerteza!

José Mourinho - a entrevista

Perecerá reduntante dizer que aprecio e muito José Mpourinho.

 

Acabei de ouvir a entrevista que deu a um canal de televisão e o mínimo que posso dizer é que gostei muito.

JM surge mais calmo, mais sereno e com um discurso claramente pouco luso e muito britânico.

 

Falou de tudo (ou quase!) sem rodeios nem medos. Chamou as coisas pelos nomes e assumiu aquilo que considerava que podia dizer.

Talvez o momento menos feliz terá sido a referência ao treinador encarnado e à troca de galhardetes entre ambos envolvendo jogadores, capa e espada e gramática.

 

Mourinho tem vindo a melhorar a sua dialéctica. Percebe que a truculência linguística (já) não o favorece, optando por um depoimento mais pensado e realista.

Sinceramente apreciava muito mais aquele JM de dedo em riste ou de comemorações assaz efusivas. Mas percebo que os anos são outros e a postura vai-se alterando.

 

Finalmente deu para entender que Mourinho quer vir a ser o "Ferguson" do Chelsea. Manter-se no clube por muuuuuuuuitos anos, dando estabilidade e valor acrescentado.

 

Uma grande entrevista onde a selecção também foi referida e para a qual JM tem um discurso coerente.

Mourinho no seu melhor!

 

 

 

Falar claro

Li hoje com a atenção devida a entrevista que Marinho Pinto deu ao “Diário Económico”. Já aqui referi das formas populista e trauliteira como o antigo Bastonário da OA gosta de falar e explanar as suas ideias e com as quais não concordo.

 

No entanto nesta longa entrevista, o eurodeputado eleito pelo MPT, pareceu mais comedido nas palavras não fugindo, todavia, às questões por mais pertinentes que fossem.

 

Gostei por isso do que disse. Já percebeu que o mundo da política não é como ele acha que devia ser, mas como está (mal) organizado. Lançou diversos ataques, nomeadamente ao PS, ensaboou PPC mas ainda assim mostrou-se distante dos actuais maiores partidos “do arco da governação”.

 

Falou de ética, da corrupção, de justiça e da forma como não trabalha o Parlamento Europeu. Quer ter lugar na Assembleia da República pois considera que é lá o seu lugar.

 

Com estas declarações o Doutor António Marinho Pinto não vai ter mais amigos, bem pelo contrário. Mas pelo menos vive de consciência tranquila.

 

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