Morrer longe!
As notícias repetem-se a toda a hora: mais um naufrágio no Mediterrâneo com um número incalculável de vítimas.
Adormecemos e acordamos com este flagelo humano. Até quando? Pergunto eu.
Parece que alguém nessa Europa, tão social e tão defensora dos direitos humanos, acordou para este problema que não sendo directamente europeu nos envolve até à medula.Todavia não será já tarde demais?
Não posso admitir que, em pleno século XXI, se morra desta forma tão vil e tão pouco digna, só porque se pretende obter uma vida melhor. Mas o pior de todos este horríveis episódios está na forma como estes desgraçados negoceiam a sua travessia para a Europa com tipos sem quaisquer escrúpulos.
Vivemos tempos tristes. Não posso de maneira nenhuma aceitar que homens, mulheres e crianças sejam abandonadas ao seu destino no meio do mar. É tempo de as autoridades europeias, sejam elas quais forem, porem cobro a esta espécie de genocídio.
É certo que a Europa não tem lugares para todos mas com alguma razoabilidade poder-se-ía negociar com alguns países do Norte de África a inserção de alguns grupos na actual sociedade europeia.
Há por essa Europa fora quem olhe para este problema e assobie para o lado. Quiçá, na esperança de que tudo se resolva sozinho.