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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Si(m)dicatos!

Desde ontem que o meu sindicato está em eleições para a sua direcção e para a secção sindical que existe na empresa onde trabalho.

Fiz parte de uma lista, obviamente num lugar não elegível, tendo andado pelos diversos edifícios a fazer a propaganda devida, a falar com as pessoas, a escutar as queixas, a tomar consciência dos diversos problemas.

Agora que estou quase na porta da saída para abraçar a reforma, olho para os meus colegas mais jovens e percebo o distanciamento que eles apresentam perante um sindicato.

Friamente até percebo os seus pontos de vista, já que o sindicalismo, em Portugal, está intimamente associado à prática política e menos à defesa real de trabalhadores. Veja-se o caso da AutoEuropa, onde a luta entre os partidos de esquerda quase ia estragando uma fábrica que é responsável por uma quantidade de pontos no nosso PIB.

Ser trabalhador sindicalizado é para a juventude um ser estranho, bizarro. Porém quando algo corre mal nas suas vidas profissionais vêm logo a correr ao Sindicato em busca de apoio para as suas demandas. Agora imagine-se quando se fala de um sindicalista… Ui é o Diabo na Terra, alguém de quem muitos se afastam…

Fui sindicalizado há muitos anos por um colega afecto à extrema esquerda. Todavia o mais integro sindicalista que conheci, onde as palavras e os actos eram coerentes nem era ligado à esquerda. Vi-o a fazer greve, a lutar pelos direitos dos trabalhadores que defendia com unhas e dentes, enquanto os outros, sempre demasiado trauliteiros, fingiam férias em dias de greve e fugiam dos problemas dos colegas como o Diabo foge da Cruz.

É certo que os tempos de hoje não se compadecem com uma coisa estranha aos ouvidos dos jovens e que em tempos foi palavra de ordem: luta de classes.

Não obstante tudo o que escrevi acima espero manter-me sindicalizado. A minha cidadania passa também por isto!

(Re)Presidente Marcelo!

Foi abertura dos noticiários no rádio desta manhã a quase certeza da recandidatura do actual PR a Belém. Julgo que esta informação é uma não-notícia porque acredito que ninguém neste país acreditaria que MRS não se candidataria a um novo mandato.

Goste-se ou não da sua postura (eu de todo não aprecio!!!), certo é que o povo adora deste PR. E este de forma real ou até teatral gosta de ser idolatrado. Como li algures Marcelo é, neste momento, uma espécie de Rei republicano, com todas as contradições que esta ideia acarreta.

Dizem também que Marcelo é genuíno. Até pode ser, mas deixem-me ser céptico e aguardar pelo segundo mandato. Geralmente os presidentes assumem novas posturas após reeleição. Foi assim com Soares, Sampaio ou Cavavo. Marcelo será a excepção? Veremos!

Assiste-me nesta próxima conjuntura uma dúvida e que se prende com os eventuais candidatos a Belém. Será que, tirando o PCP que teimosamente apresenta sempre um candidato próprio, haverá alguém com coragem e estaleca para bater o actual PR nas urnas?

Eu não creio, mas a história política está recheada de impossibilidades que se tornaram possíveis.

Prometido é (in)devido!

Ainda sobre a mensagem de Natal do Primeiro Ministro António Costa, ressalto uma promessa eleitoralista que ele lançou e que se prende com os médicos de família para todos os portugueses.

Em face desta promessa fico sempre com a ideia de que o PM fala demais.

- Primeiro porque, sinceramente, o médico de família deveria existir para aqueles que têm menos recursos (reformados, desempregados, pensionistas de baixos rendimentos, trabalhadores com ordenado mínimo) e não para todos, independentemente do que diz a constituição. Até porque no meu caso específico não necessito do tal médico porque sou beneficiário de um sistema de saúde próprio. Se usar o SNS nessa valência sou mais um utente para as filas madrugadoras para ter direito a uma consulta. E como eu há muita gente;

- Segundo porque uma consulta com um médico de família não nos dará automaticamente saúde. Desengane-se quem assim pensa;

- Terceiro porque os próprios médicos devem estar superiormente instruídos para evitarem passar exames ou medicamentos a pedido, a não ser nos casos crónicos.

E para o último caso dou um exemplo: o meu pai está internado com uma anemia grave. A médica de família que viu as análises há uns tempos largos chamou à atenção para a alimentação porque parecia que os valores de sangue estavam no limite mínimo. Mas não mandou repetir os exames. Nunca mais!

Deste episódio posso inferir que não o fez por incompetência, mas somente para evitar custos ao SNS, julgando, quiçá erradamente, que com alguma alteração alimentar as coisas se resolveriam.

Não resolveram. E pior… O Estado irá agora pagar mais do que umas simples análises.

Portanto seria bom que o senhor Primeiro Ministro cuidasse mais com o que promete. A conversa eleitoralista nem sempre dá votos!

Em jeito de comentário!

Ainda aqui não havia falado sobre o que se passa ou passará no Brasil. De uma forma assertiva conheço pouco da realidade brasileira para além do que me é oferecido pelas televisões ou pela escrita sejam jornais ou redes sociais.

Todavia ao ler esta brilhante análise do Robinson achei que, em vez de lhe responder através de um longo comentário, vou aqui tentar explanar outrossim a minha ideia sobre a situação do outro lado do Atlântico.

A primeira ideia que retenho é que a democracia tal como está instituída no Brasil poderá estar em perigo. Todavia ao mesmo tempo que reconheço este receio, também aceito o conceito já por aí escrito de que a culpa desta situação é da esquerda, nomeadamente do PT.

Tivessem os dirigentes do partido de Lula da Silva, incluindo o próprio, pautado por uma gestão séria, virada para o povo sim, mas cuidadosa na segurança interna e não no laxismo a que submeteu, talvez agora não estivessem em tão maus lençóis para conquistarem o Palácio do Planalto.

Não me venham com a teoria que o povo ao votar em Bolsonaro é burro e estúpido, pois foi o mesmo povo que votou em Lula anteriormente e portanto aos olhos dos que hoje o criticam, inteligente. Donde retiro a conclusão de que foi mesmo a esquerda que desbaratou o capital angariado em antigas eleições.

Insisto também na ideia de que uma campanha feita somente contra alguém estará destinada ao insucesso. Pois quanto mais falarem, mesmo que seja só para dizer mal do candidato da direita mais força ele terá.

A esquerda seja no Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa terá forçosamente de mudar de postura e de alvos a atacar. De outra forma correrá o risco de volatilizar-se como já aconteceu em muitos países da Europa.

 

OE 2019 - Porta aberta para a maioria?

Em 2019 teremos eleições legislativas, que renovará ou não este mandato da geringonça. Com esta meta à vista compreende-se que o próximo orçamento seja muito mais despesista que os anteriores, pois como diz o adágio “com papas e bolos se enganam os tolos”.

E este nosso luso povo adora ser enganado. Os partidos mais à esquerda colados e apoiantes deste governo irão, mais perto das eleições, reclamar vitória perante a abertura dos cordões orçamentais. Todavia esquecem que quem está no Governo é o PS. Neste sentido o próximo OE será assim uma espécie de faca de dois gumes.

Por muito que o PCP e o BE reclamem méritos em algumas medidas a serem implementadas futuramente, o certo é que coube ao governo decidir este Orçamento, não foi à esquerda. Deste modo o principal beneficiado nas próximas eleições será claramente o PS. Ora isto não agradará à esquerda que pode ver a sua influência reduzida se, por exemplo, os socialistas ganharem com maioria absoluta.

Neste último cenário o PS passaria a ter força e apoio parlamentar para aplicar outras reformas que se encontram adiadas por imposição da actual geringonça.

Ao mesmo tempo a oposição vê-se a braços com um bico-de-obra por causa deste mesmo orçamento. As pessoas não esquecem quem há anos cortou pensões, quem aumentou o desemprego, quem estagnou a economia. Todos sabemos que foram imposições da troica, mas seja como for coube ao governo PPC/PP as piores decisões e a implementação das piores medidas.

Portanto o tal povo das papas e dos bolos vai continuar a querer ser tolo.

Até que rebente nova crise. E aí veremos quem é realmente António Costa!

 

Serão looooooongo!

Ontem à noite... deitei-me hoje! Tudo por causa do Sporting.

O meu clube sempre foi assim uma espécie de doença... boa!

Digo doença porque sofro muito com as vissicitudes que vai vivendo. Diariamente.

Digo boa porque no fim do sofrimento fica a alegria de pertencer a um clube, que não obstante os últimos meses tão estranhos e bizarros, mostrou ontem à sociedade desportiva, e não só, como é deveras diferente dos demais.

Daí o meu interesse em saber quem seria o futuro Presidente do Sporting.

Votei Benedito sem problemas, mesmo percebendo que é (ainda) um jovem. Mas a coragem de se apresentar a sufrágio, à presidência de um clube assoberbado de dívidas, problemas e acima de tudo de esperanças sempre adiadas, é de realçar. Depois... é um antigo atleta da casa, que não me parece ser algo de somenos.

Mas o Sporting até nas votações parece ter impensáveis chatices  As úrnas fecharam às sete da tarde e só às duas e vinte da manhã desta madrugada é que se soube da vitória do Dr. Frederico Varandas.

Durante todo o tempo que estive à espera fui escutando comentadores neste e naquele canal (foram horas a encher chouriços!!!), cochilei um bocadinho, joguei no telemóvel um jogo chato e até vi um filme aí pela 23ª vez.

Finalmente a notícia que eu desejava saber. Não foi a alegria total mas o Sporting, mais uma vez, voltou a ganhar.

Deitei-me feliz!

É tempo de paz!

Os sócios decidiram, está decidido!

Não vale a pena virem agora dizer que houve falcatrua na contagem dos votos, ou que a AG não era legal e mais uma série de desculpas. Repito... não vale a pena!

Os sócios deslocaram-se ao Altice Arena, votaram, falaram tudo de livre e espontânea vontade. E disseram de sua justiça.

Contestar resultados, formas processuais por uma virgula a menos ou a mais é tentar ganhar sem jogar. E o Sporting neste momento não necessita desta contínua guerrilha interna.

Acabou-se o tempo das bravatas, de troca de galhardetes verbais, de ofensas. É tempo de paz, de serenidade, de tocar a reunir, de remarmos todos ao mesmo tempo. De enfunar as velas desta nau tão perdida e achar um rumo.

Gostássemos ou não de BdC, gostemos ou não desta Comissão o certo é que agora há uma equipa para gerir os destinos do Clube até Setembro. E que tem que ter o nosso apoio...

Da minha parte não atacarei mais ninguém. O passado fica no museu como diz o brasileiro. E o nosso, que não deve ser olvidado de forma a evitar novos casos, também deverá morar lá nos confins da memória.

Agora quero ver os futuros candidatos, conhecer as equipas propostas e acima de tudo descodificar as ideias, de forma que em Setembro próximo eu possa votar em consciência.

 

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As eleições de ontem

Realizaram-se ontem as eleições para a Comissão de Trabalhadores, com três listas a apresentarem as suas propostas a todos os colegas.

No fim do dia o resultado não foi o mais simpático para a minha lista, que perdeu para o primeiro lugar por uma diferença de 15 votos. Em termos de mandatos a Lista A ganhou um mandato à lista C, sendo que a lista B (a minha) manteve o mesmo número de representantes.

Mais uma vez se constatou que a grande vencedora deste sufrágio foi a abstenção, a exemplo do que se passa na sociedade civil. Esta situação vai de acordo com o que penso, e que se plasma na ideia de que se o voto fosse obrigatório a esquerda jamais ganharia qualquer eleição.

Dos mais de 1700 trabalhadores que fazerm parte da casa votarem perto de 800 o que equivale a menos de 50% do universo laboral o que é manifestamente pouco.

Não obstante os fracos resultados da minha lista, adorei voltar a estas lides político-laborais.

Foi um imperativo de consciência.

Uma geringonça Alemã?

Ora bem... após as eleições deste último fim de semana temos então uma Alemanha a tentar virar à direita e uma Europa toda encolhida, qual cachorro maltratado, e ainda longe de perceber o que irá acontecer na maior economia da Europa.

Angela Merkel tem um grande problema entre mãos. O SPD, companheiro de coligação da chanceler, diz que não pretende fazer parte de um próximo governo passando para a oposição. A verdade é que a extrema-direita, que valorizou publicamente os soldados do terceiro Reich, passou a ter assento no parlamento. Esta postura vai criar um enorme desafio no Reichtag.

Face a esta nova ordem política interna Merkel vê-se obrigada a negociar com o SPD ou com os Liberais, ou até com os Verdes que têm assento parlamentar, de forma a evitar coligações com a AfD. O mais grave desta situação é que alguns destess partidos têm visões opostas às da Chanceler.

Portanto a Europa está obviamente espectante aguardando com alguma ansiedade que geringonça sairá desta nova Alemanha.

 

A vida é feita de pequenos nadas

Um sportinguista escreveu as palavras que titulam este texto e que são outrossim uma belíssima canção. Chama-se o seu autor Sérgio Godinho e lembrei-me desta frase enquanto olhava a longuíssima fila de sócios que se preparavam para votar.

Não interessa aqui fazer apologia de um ou outro candidato, mas somente dar conta daquilo que foi a grandeza de milhares de sportinguistas, que deixaram o conforto das suas casas, para aguardarem horas para exercerem o seu direito de voto.

Um exemplo de grande civismo e fervor por parte dos incontáveis sócios leoninos.

Também eu lá estive, assim como o meu filho mais velho e o meu sobrinho.

Pois... a vida é realmente feita de pequenos nadas ou dito de outra forma cada voto colocado hoje na urna será um pequeno nada que poderá mudar a vida do Sporting.

 

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