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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Hoje vi o debate...

Não tenho ligado um caroço à campanha eleitoral, debates televisivos incluídos. E pelo que tenho lido por aí não perdi nada.

Percebi entretanto que esta noite haveria um debate entre o actual Primeiro Ministro e lider do PS, Doutor António Costa, e o líder do maior partido da oposição, Doutor Rui Rio.

Picou-me a curiosidade para perceber como o Presidente do PSD lidaria com alguma fanfarronice de António Costa. Fazia muito tempo que não assistia a estes debates, até porque já sei o que cada um diz e quer. Mas vi porque poderia haver surpresas. Que houve!

Gostei do debate e se AC começou até relativamente bem, com o caminhar do debate e com a chamada para cima da mesa de temas mais polémicos o senhor Primeiro-Ministro foi perdendo fulgor e estaleca enquanto RR foi sempre em crescendo.

Achei mesmo corajoso que o lider do PSD assumisse uma posição, por exemplo no que se refere ao salário mínimo, pouco popular. Poderia ter evitado, mas preferiu ser menos demagógico e mais realista.

Sinceramente gostei!

Os temas sucederam-se, mas Rio conseguiu (quase) sempre ficar por cima de AC (salvo seja!).

O tempo passou rápido, sinal evidente de que ambos se empenharam em responder tão bem quanto podiam ou sabiam.

Não imagino se este debate irá porventura influenciar algum eleitorado, mas tivessse eu dúvidas sobre em quem votaria, certamente que esta noite ficaria esclarecido.

Abstencionista empedernido!

Como aqui já assumi fui dos quase quarenta e muito por cento de abstencionistas. Todavia num postal lá atrás expliquei porquê. Vale o que vale!

Entretanto, no fim de semana prolongado no início deste mês, fui mais uma vez à Beira--Baixa. Ao fim do dia, princípio de noite passava quase sempre no café, mais que não fosse para rever alguns amigos e por vezes escutar umas estória que alimentam o meu espírito para outros desafios.

Bom... naquele dealbar de noite encontrei-me ao balcão pedi uma mini e fiquei ali a ver o futebol que passava da televisão. Como sou surdo, o barulho assim em conjunto incomada-me. Assim escontei-me o mais possível para o fundo da pequena sala. Porém já lá estava o Tó, um antigo GNR aposentado e agora meio alcoólico.

- Boa noite Tó.

- Boa noite - respondeu-me educadamente.

Entre futebol e umas minis lá fomos dizendo umas larachas. Ou melhor ele falava eu abanava com a cabeça concordando, mas noventa por cento das coisas que ele foi debitando eu não as ouvi. Até que acabou a bola na televisão e a sala do café ficou quase deserta.

Finalmente consegui ouvi-lo, para a determinada altura perguntar:

- Como foram as aleições cá na aldeia, Tó?

- Ganhou o que lá estava... Agora como independente! - respondeu.

- O que interessa é que trabalhe em prol da aldeia...

Ui o que eu disse. De um momento para o outro o Tó abre a bocarra e começa a disparar impropérios  a torto e a direito contra os políticos locais e não só. Creio mesmo que deve ter decorado um compêndio de calão, daquele mais requintado, tal foi a abundância de asneiras.

Senti-me atrapalhado por ter desbloqueado aquela alma para depois conseguir dizer:

- Tó, tem calma. Não vale a pena enfureceres-te contra eles. Da próxima vez votas noutros candidatos.

Resposta rápida mais ébria que sóbria:

- Eu não votei neles...

Para depois rematar assim:

- Eu nunca votei na minha vida, nem sei como isso se faz.

Trabalhar para a promoção... ou será eleição?

Quando estava a trabalhar, o final do ano era assaz atípico, porque decorriam as "avaliações de desempenho", das quais poderiam sair melhoramentos salariais tendo em conta eventuais promoções.

Escrevi atípico porque era justamente por esta altura que alguns colegas apresentavam a sua maior hiprocisia, já que durante aproximadamente dois meses gostavam de se mostrar à chefia. Decorrido esta época, com ou sem promoção, regressavam à costumada calãzice.

Fazendo a ponte com a actualidade, note-se que estamos a pouco mais de um mês das próximas eleições autárquicas, o que equivale dizer que, de um momento para o outro, todas as edilidades acharam pertinentes as queixas dos seus habitantes. Vai daí toca a fazer as obras que todos querem e desejam.

Aquela cratera na estrada, um buraco no passeio, as guias nos arruamentos, as recolhas permanentes do lixo reciclável e mais um sem número de pequenas obras que neste tempo pré-eleitoral surgem feitas como de magia se tratassem. E agora nesta época pandémica não há almoços nem passeios para a terceira idade...

Decorridas as eleições autárquicas de Setembro regressamos ao marasmo de sempre, justificado com a estafada desculpa de não haver dinheiro. Todavia o povo adora isto, gosta que haja, de vez em quando, umas eleições para que surjam alguns melhoramentos citadinos.

A hipocrisia política no seu melhor. A exemplo de muitos dos meus antigos colegas.

Um virus americano!

Os últimos e trágicos acontecimentos no Capitólio norte-americano advêm de um vírus que se foi instalando nos últimos anos no país do Tio Sam. E parece que não terá cura!

De uma forma mais assertiva diria que os americanos viveram numa realidade política e social paralela. A democracia tal como foi implementada na América esteve sempre em perigo.

Não fossem algumas instituições internas, provavelmente os Estados Unidos viveriam hoje à beira de uma impensável ditadura.

Donald Trump fez vir ao de cima o pior dos seus concidadãos. A violência urbana, o racismo, as demandas com a China e não só, a fuga dos acordos ambientais, a saída da OMS e tantas e tantas acções ignóbeis que só prejudicaram os Estados Unidos. Já para não falar da não aceitação da pandemia…

O real problema vem agora quando Biden tomar posse, já que os apaniguados de Trump não irão deixar a sociedade recuperar das feridas causadas pelo presidente derrotado. Será bom que os Estados Unidos se preparem para uma guerra. Não contra o covid-19, não contra uma qualquer Jihad islâmica, mas contra um vírus que se instalou em muitos (demasiados) americanos: o virustrump!

Um herói (ainda) desconhecido!

Conhecemo-nos há uns anos através de um blogue onde ambos escrevemos. Aliás eu ainda lá vou escrevendo... pouco! Chama-se Pedro Azevedo e já há tempos falei dele. Aqui e aqui!

O Pedro assumiu há uns tempos ser candidato à Presidência do nosso Sporting. A vida ensinou-me a não acreditar em heróis. Mas este meu amigo de boa cepa não é um herói. Ainda...

Todavia sê-lo-á se conseguir subir ao mais elevado grau na hierarquia leonina.

Pelo meio continuo a ler as suas ideias sobre o que pretende para o nosso Sporting. Gosto sinceramente do que leio.

O Pedro Azevedo será mesmo um herói porque acredito que, genuinamemnte, tentará servir o clube e não servir-se dele.

E de mim terá sempre o meu apoio. Incondicional!

Pelo Sporting!

Não imagino se o título deste breve texto se transformará numa palavra de ordem. Mas tenho a certeza que intrinsecamente será o mote.

Quando em Janeiro passado o trouxe a este espaço teci alguns elogios e aos quais não retiro uma palavra... Provavelmente, para ser mais justo, acrescentaria outras.

Como já havia referido no tal meu texto o Pedro Azevedo surgiu no meu caminho assim como por acaso. Jantar para aqui, jantar para ali sob a batuta de um blogue leonino, depressa percebi que este leão teria muito a dar ao Sporting. Bastava que ele estivesse disponível...

Curiosamente hoje, através do seu blogue, o Pedro apresenta-se como candidato quando as eleições ocorrerem.

Assim sendo e confirmando o que já havia escrito, estarei e lutarei a seu lado para o engrandecimento de um clube que não é meu nem dele, mas tão-somente de TODOS os sócios do Sporting.

Foi colocada a primeira pedra para (re)construir o clube.

Mas para isso precisamos de TODOS os sportinguistas! Sem excepção!

Lixo eleitoral!

Durante as semanas que antecedem qualquer eleição as ruas das nossas cidades ficam repletas de publicidade eleitoral. Antigamente usavam-se os cartazes colados nas paredes quase sempre na calada da noite por militantes e simpatizantes.

Com o evoluir da publicidade os cartazes foram naturalmente substituídos pelos tão conhecidos "outdoors" ou por tarjas de plástico e de pano penduradas nas árvores ou em postes de electricidade.

Até aqui parece-me tudo normal e sem grandes alternativas.

O problema reside que após as eleições nenhum partido, movimento ou organização política retira da paisagem urbana as tarjas ou os tais "outdoors".

Pois bem parece-me que seria de todo avisado obrigar os partidos, que tiveram a sua campanha pespegada de toda a forma e feitio na rua, a retirar todos as tarjas e demais cartazes de campanha  no sentido de que as cidades não sejam unicamente um mero local de lixo eleitoral.

Questões à direita

Com a futura constituição da AR vai surgir um novo receio na sociedade e que se prende com o eventual crescimento de grupos políticos muito radicais e associados a uma direita “trumpista”.

Hoje em conversa com alguém, esta confessou ter votado num desses partidos  de direita e apresentou as suas razões para a sua escolha.

Começo assim a perceber duas coisas simples: a primeira é que os votantes nos tais partidos mais radicais fazem-no já com o intuito de nas próximas  eleições conseguirem eleger mais deputados; a segunda é que não viram, nem no PSD nem no CDS, discursos apelativos ou programas políticos que os convencessem a votar neles.

Mas é também aqui que assentam alguns dos meus temores. O que pretendem estes eleitores? Qual o foco e as suas reais preocupações? E como poderão os partidos menos radicais responder às questões dos eleitores que agora votaram à direita?

Domingo foram pouco milhares... noutro Domingo podem vir a ser muitos milhares.

Seria bom que os políticos percebessem isto.

Geringonça "au Madeira"?

Se as coisas para Rui Rio já se encontravam mal encaminhadas nas próximas eleições, ora nada pior que uma derrota nas eleições da Madeira, que foi sempre um baluarte laranja. Não foi bem uma derrota mas perder a maioria... induz a isso.

Ora bem... a culpa deste resultado terá sido somente de Rio? Quero crer que não. A saída de Alberto João Jardim e a sua substituição por alguém menos frenético terá certamente contribuído para este mau resultado do PSD. Mas não só... acrescento!

O PS, entretanto, continua em alta. Lá como cá! E ontem à noite uma dirigente socialista cghegou-se logo à frente tentando lançar a escada a uma nova geringonça. Desta vez "au Madeira", isto é com outros partidos diferentes dos do Continente. E provavelmente com outro sabor...

Seja como o for o futuro da "Pérola do Atlântico" jamais será o mesmo. Seja através da constituição de um governo do género Bloco Central ou através de outros acordos, a verdade é que Miguel Albuquerque vai ter que saber negociar muito bem o novo elenco e programa de governo. Tudo apontará provavelmente para uma coligação entre PSD e CDS, mas ainda deverá correr muita água debaixo das pontes até se achar uma solução governativa.

Mas como se sabe, em política, tudo se transforma. E de um momento para o outro!

Governo de gola apertada!

Mais uma demissão no governo socialista. Após as declarações do Secretário de Estado da Protecção Civil há uns meses, afirmando que não tinha nada a esconder, eis que abandona o barco a breves semanas das eleições.

Obviamente que este governante há muito que perdera toda a confiança política do parte do ministro. Todavia o Verão quente e os seus inerentes incêndios obrigou aquele Secretário de Estado a manter-se em funções.

Agora que a chuva está para surgir foi o momento de sair, tentando não estragar ainda mais a (má) imagem que este governo foi deixando nesta legislatura.

Uma gola demasiado apertada que AC tenta a todo o custo folgar.

Só um breve pormenor. Este governo não tinha maioria absoluta da AR e fez o que fez... Imagine-se com maioria...

Será bom que o povo reflicta nesta ideia!

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