É que a campanha ainda nem principiou e eu já estou deveras cansado de tanta, mas tanta demagogia.
Olhemos o que fez o Professor Marcelo refém das suas promessas... Diria que nada. E se Portugal melhorou ou piorou durante os seus mandatos não foi a mãozinha marcelista que o fez. Nem bem nem mal. à moda do antigo remédio Melhoral.
Todos os candidatos falaram nos diversos debates numa ideia chamada "magistério de influência" como se este dado fosse algo com alguma pujança. Portanto um qualquer PR não concorda com uma específica situação, chama o PM para lhe comunicar que tem de resolver o problema e o chefe do governo vai certamente escudar-se na AR e na minoria que tem.
O resultado final será aquele que todos sabemos e tem acontecido desde que somos democracia: nada se muda nem mudará!
Recordam-se dos incêndios de Pedrogão em 2017? Pois... Tanta vontade, tantas iniciativas, até na altura caiu uma Ministra para, no fundo, no fundo tudo se manter no mesmíssimo estado.
Este é um exemplo breve do muito pouco fará um PR hoje e num futuro próximo. Ainda assim gostaria de acreditar nas boas intenções dos candidatos, mas sinceramente esta platitude eleitoral... aborrece-me!
Cada dia que corre neste pobre país eis que surge mais um candidato a Belém!
Parece que o Palácio quase ribeirinho é assaz apelativo para muita gente. Enfim cada um dos candidatos que se coloca a votos é que entende as razões da sua decisão.
Equivale dizer que quantos mais candidatos houver maior será a dificuldade dos eleitores em escolherem alguém que os represente condignamente.
Posto isto prevejo um acto eleitoral deveras indefinido. Mas arrisco um prognóstico:
- vitória de Marques Mendes com António José Seguro em segundo.
Depois uma segunda volta com a esquerda e a direita a arregimentar os apoios possíveis, mas acredito que a vitória cairá para o lado do antigo líder socialista.
É certo que estamos ainda longe de Janeiro de 2026, todavia o surgimento de tantas figuras a pretenderem substituir Marcelo Rebelo de Sousa não augura nada de bom!
Porque há quem se candidate pelos melhores motivos e outros pelos piores.
As eleições autárquicas realizar-se-ão no próximo Domingo, como todos sabemos, mas eu assumo já que votarei no partido da abstenção.
Mas há razões para tal! Diversas.
A primeira é que não estarei por cá, pela urbe, mas sim pela aldeia onde andarei na primeira campanha da azeitona deste ano. Não tenho culpa que o Senhor Presidente da República não me tivesse perguntado se este dia seria bom para mim. Como também não me sinto culpado pelo atraso no amadurecimento da azeitona.
A segunda razão é que não conheço nenhum dos candidatos à Junta de Freguesia onde deveria votar. Primeiro porque a freguesia é demasiado grande e depois nem sempre lá estou. Deste modo se algum candidato bateu à minha porta ficou sem resposta.
Sendo estas as minhas razões primeiras de votar na abstenção também acredito que se alguém neste país realmente quisesse mudar a lei eleitoral, provavelmente que os números da abstenção diminuiriam de maneira drástica.
Passo a exemplificar com o eleitor que assina este postal. Façamos um exercício imaginativo onde qualquer português poderia votar onde quisesse, obviamente só uma vez! No meu caso presente e estando eu na aldeia poderia através de um sítio da internet votar à distância na minha freguesia de residencia ou em outra qualquer.
Tudo bem suportado por um sistema informático muito avançado e fiel em toda a linha. Estando eu no Algarve bastaria aceder a uma página de internet, validando-me, escolheria concelho e freguesia e votaria normalmente.
Com um sistema destes, muitos votos seriam entregues nas urnas online para esta ou aquela Câmara ou junta de freguesia sem ter que estar presente fisicamente em qualquer mesa de voto.
Há que evoluir no sentido da modernização. Porém fica aqui uma questão em aberto: a quem não interessa mudar a actual lei eleitoral?
Sinceramente nunca entendi para que servem as sondagens.
Umas dizem que ganha o A, outras afirmam (quase) categoricamente que ganhará o B e há quem aposte que o resultado eleitoral poderá rematar num empate técnico.
Com estes dados como se alinhavam as estratégias futuras? De quem está à frente e especialmente de quem está em risco de perder.
Releembro que na primeira vitória com maioria absoluta de Cavaco Silva os estudiosos desta espécie de ciência mal parida, quase que deram em loucos porque nenhuma das sondagens dava uma vitória esmagadora ao Professor, como acabou por acontecer.
E outra questão: será que as pessoas inquiridas responderão com seriedade? Num país em que o povo adora e pela-se por enganar o Estado fugindo aos impostos não me admiraria nada que alguém questionado numa sondagem respondesse ao invés do que vota...
Na minha singela óptica as sondagens têm como função entreter o pessoal. Enquanto, por exemplo, se discute se sai Moedas e entra Leitão em Lisboa, o povo vai esquecendo as inúmeras bravatas com que se depara diariamente!
E agora veio-me à ideia um cavalheiro de uma empresa de sondagens muito solicitada pelas TV's, mas creio nunca tal empresa acertou num resultado eleitoral... Nem sequer se aproximaõu. Não sei se ainda axiste, mas fiz uma busca rápida e parece que sim... que ainda é viva!
Aproximam-se a passos largos as eleições autárquicas que nos darão novos ou os mesmos Presidentes de Câmara ou de Freguesia.
É vê-los (os candidatos, claro!) a desfazerem-se em amabilidades e promessas sem saberem com exatidão se alguma vez as cumprirão. Mas isso não interessa nada pois o povo ao invés do que muitos afirmam não é totalmente burro, aproveita este tempo pré-eleitoral para pedir qualquer coisa aos (ainda) Presidentes. Claro que nesta altura há dinheiro para tudo e mais um par de botas.
Aquele caminho endireitado, aquele matagal que alastra para a estrada e risca os carros, o alcatroar daquele acesso a casa, a lampada de um poste fundida e substituída, os caixores do lixo quase imaculados, os passeios a parecerem blocos operatórios de tão limpos.
Ui... tantas e tantas coisas que as edilidades durante as próximas semanas irão fazer.
Porque como disse um antigo governante: por um voto se ganha, por um voto se perde! E ninguém gosta de perder, especialmente se estiver já sentado.
Resumindo nada como as eleições para termos alguns melhoramentos na nossa terra!
Falta pouco mais de um mês para as próximas eleições autárquicas que se realizarão a 12 de Outubro. Portanto é tempo das autarquias principiarem a fazer alguma coisa pelos munícipes.
Durante as próximas semanas (não sei qual o milagre!), as câmaras e Juntas de Freguesia conseguem dinheiro para mostrarem obra que durante os quatro anos anteriores não fizeram. E não me venham dizer que são só os de esquerda ou de direita que o fazem, porque ... são todos.
Esta postura remete-me para os tempos em que trabalhava e por altura das classificações alguns colegas (deveriam ser vítimas do mesmo milagre!) davam "ao caneto" como se não houvesse amanhã. Para depois de promoção nas unhas, regressarem à antiga e saborosa vida de mandrião.
Tenho uma opinião muito pessoal sobre o poder autárquico. Um poder necessário, supostamente mais próximo das pessoas, mas ao mesmo tempo muito tentador quanto a favores recebidos e pagos. Basta perceber a quantidade de visitas do MP a diversas Câmaras.
Felizmente nunca fui tentado a entrar nesta política de proximidade, mas de uma coisa tenho (quase) a certeza: se alguma vez fosse eleito para presidente de um edilidade, certamente só estaria no poder um mandato.
Dizem que o Poder ou no mínimo a tentativa de a ele chegar é uma droga pujante. Não o posso afirmar por experiência própria porque nunca tentei chegar a tal destino, apenas falo daquilo que já escutei e li.
Quando falo de Poder não me refiro exclusivamente ao político plasmado nas guerras, tantas vezes intestinas, para se lograr um lugar ao Sol. Na escola, no trabalho e até em casa há diferentes formas de alcançar ou exercer o Poder e ao qual poderão estar associadas muitas convulsões e aguerridas bravatas.
Porém é no trilho político que reconheço as maiores demandas para se chegar a um qualquer Poder. Mas aquele caminho pode começar pelo autárquicao quase sempre o parente pobre da política (mas nem sempre o menos influente!).
Ontem estive na aldeia beirã para tratar de alguns assuntos pendentes. Andei para trás e para a frente até que um primo me apanhou e convidou-me a ir a uma patuscada. Lá entrei e cumprimentei a maioria do pessoal presente que conhecia bem.
Estava eu de naco de borrego assado na braza na mão quando chegou ao convívio o Presidente da Junta de Freguesia. Passou junto a mim e nem me cumprimentou. Percebi-lhe a manha e acima de tudo alguma animosidade para comigo, especialmente por já o ter afrontado diversas vezes.
Senti nele a soberba do pequeno Poder e acabei por lhe pregar uma rasteira verbal que o denunciou. Disse então ao meu primo que estava a pensar em mudar a minha morada definitiva para a aldeia, porque os subsídios que peço ao Estado para poder tratar das terras seriam melhores se vivesse permenetemente na aldeia (mentira!).
Contudo esta minha frase teve o condão de acordar de uma certa letargia, o senhor presidente da Junta de Freguesia, e passados poucos minutos estava ao pé de mim, tentando "tirar nabos da Púcara". Ou no mínimo valer-me de alguma coisa.
Teve azar pois eu nada lhe disse (na verdade nada havia para dizer!). E nem troquei quaisquer palavras com ele.
Compreendo que as campanhas autárquicas principiem muito cedo, por vezes cedo demais! Mas eu não sou parvo nem imbecil.
O antigo lider do PSD Marques Mendes foi o primeiro a dar a cara numa candidatura para substituir o Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Todavia não me cheira que consiga tal desiderato não obstante ter mais ou menos seguido a cartilha do ainda PR. Falta-lhe um certo carisma.
Temos agora o senhor Ex-Almirante que depois de ter gerido com competência o grave problema da pandemia do Covid-19, caiu em desgraça no caso do navio Mondego. Outro teria resolvido esta situação de uma forma mais justa e menos explosiva. Eu sei que os militares têm um regime disciplinar próprio, mas a segurança dos militares nunca deve ser colocada em causa.
Parece que António José Seguro se quer também chegar à frente empurrado, quiçá, pelo próprio aparelho do partido, já que neste momento o PS é uma manta de retalhos e sem uma figura senatorial para chamar a si os eleitores que nas últimas eleições abandonaram o barco socialista. Conseguirá o antigo líder socialista tamanha epopeia?
Entretanto o PCP apresentará um candidato próprio, provavelmente um ilustre desconhecido e não imagino qual será a opção de BE ou do LIvre.
Posto isto assumo que nesta altura do campeonato não estou pendente para nenhum dos candidatos ou proto-candidatos. Provavelmente saudaria o regresso de Maria de Belém. Sempre me pareceu uma mulher com mais fibra e competência que outros que andaram pelo palácio com o seu próprio nome.
Por este andar votarei em branco.
E só o farei porque o Frederico Varandas não entra nestas contas!
Sem necessidade de fazer muitos exercícios políticos, toda a gente percebeu, com a hecatombe eleitoral do PS, que Pedro Nuno Santos jamais deveria ter liderado o partido.
Agora o PS irá fazer a sua travessia do deserto até encontrar alguém que consiga fazer renascer o partido fundado por Mário Soares que, quer se queira quer não, foi o pai da actual democracia.
Se alguém perdeu é porque há vencedores. Aqui diria que não há verdadeiros vencedores, mas beneficiados. Na última legislatura o PS viu-se entalado entre o PSD, com quem não desejava relações e uma esquerda com quem gostaria de estar mais ligado, mas com poucos deputados. Depois havia a tal associação de malfeitores que não sabendo as regras do jogo político, jogava conforme lhe apetecia.
Mas dos resultados de ontem uma coisa ficou esclarecida: o povo continua a ser soberano e sabe bem quem são os lideres partidários.
Há quem diga que o país virou à direita. Talvez! Mas será bom a esquerda não se esquecer o que aconteceu em 2015 com a "geringonça". Tenho quase a certeza que foi com a criação desse acordo à esquerda, esta perdeu o fôlego plasmada nos resultados da noite passada.
De vez em quando vou olhando para as notícias escritas e leio que no debate entre o x e o y ganhou este ou aquele. Como se isso fosse mesmo importante.
Será bom relembrar a muitos que o povo (que só é sábio quando vota à esquerda, estranhamente!) sabe muito bem quem são os nossos políticos. De um lado ao outro, isto é, da esquerda à direita. Portanto as eventuais vitórias em debates não valem rigorosamente nada, nada mesmo! É só publicidade e daquela enganosa!
Entretanto hoje decidi ver o debate entre o lider do PSD e o do Chega. Se eu não percebesse nada de política ficaria na mesma, pois não entendi nada do que falaram. O senhor Primeiro Ministro tentou construir desculpas para algumas acções menos conseguidas na sua governação, o líder do Chega apresentou diversas propostas perfeitamente irrealistas.
Posto isto diria que ninguém ganhou o debate até porque não são os debates que fazem abrir urgências hospitalares nem conectam um médico de família a um utente (eu, por exemplo, não tenho médico de família, mas se o tivesse também não o iria aborrecer!!!).
Os debates servem quase só para lavar alguma roupa suja que cada um tem em cima das costas, mas, repito, não resolve qualquer problema aos eleitores.
Assim vi um debate e assumo que não verei mais nenhum!