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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Ainda agora começou...

A nova legislatura foi por muitos comentadores sentenciada ao fracasso, tomando em consideração os (horríveis) resultados das eleições do passado dia 10.

Considerei um tanto pessimista aquelas previsões de alguns analistas, mas depois do que se passou e ainda estará a passar, esta noite, na Assembleia da República, sou capaz de mudar rapidamente de ideias e sentir que o futuro desta legislatura esteja ferido de morte.

A eleição do Presidente da AR está a ser uma guerra de forças políticas onde o Chega está como peixe na água ao abortar a eleição do candidato apresentado pelo PSD. Arrisca-se o partido extremista, que o grupo laranja se encoste ao PS no sentido de fazer eleger Francisco Assis, dando a Pedro Nuno Santos a sua primeira vitória, pós 10 de Março.

Com estas atitudes fica comprovado que Ventura nunca desejou qualquer acordo para a eleição do Presidente da AR, preferindo estar do lado do contra.

- Contra a democracia;

- contra os milhões de portugueses que nele não votaram;

- contra Portugal!

Ainda a procissão não saiu da capela! Veremos o que nos reservam os próximos dias.

Malhar, malhou... o pior foi o resto!

Atribuída a Shakespeare: "É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras", diria que esta frase cabe bem na maneira de ser do ainda Presidente da Assembleia da República, Artur Santos Silva.

De verbo fácil um dia, a segunda pessoa na hierarquia do Estado disse: "Eu cá gosto é de malhar na direita..." e mais uma série de disparates.

A verdade é que nas eleições do dia 10 o PS perdeu muitos deputados e um deles foi mesmo Artur Santos Silva. Mas o mais incrível é que perdeu para a Direita... a tal que o antigo Ministro de Sócrates tanto gostava, ou se calhar ainda gosta, de malhar. Tanto malhou que... se tramou!

Não gosto nem nunca gostei desta nova direita xenófoba, agressiva mas que se afirma católica. Porém foi o próprio Cardeal Patriarca a criticar publicamente a postura trauliteira e pouco sentida desta versão lusa, de muito mau gosto do "Trumpismo".

Resumindo poder-se-á afirmar que quanto mais a esquerda malhar na direita mais votos esta ganhará. Se algures no tempo este "Bolsonarismo" (outro imbecil!) bacoco e fedorento chegar ao poder a esquerda que não se esqueça das culpas que terá neste cartório!

Chega de abstenção!

As noites eleitorais são óptimas para percebermos, não as eventuais consequências dos resultados, mas como cada comentador, provavelmente pago a peso de ouro, disserta sobre os dados que tem.

Ontem à noite enchi-me de coragem e fui vendo e ouvindo o que cada um pensava sobre os mais recentes resultados eleitorais. A determinada altura percebeu-se que poderia haver um empate entre a AD e o PS, com as hostes laranjas a calmarem um pouco, imagino eu!

No entanto o tema maior da “soirée” eleitoral foi o crescimento exponencial do Chega. Um partido que se afirma como sendo de direita e visivelmente radical (eu prefiro chamar de arruaceiro!). Bastaria lembrar a forma como o seu líder transformou os debates televisivos, para percebermos que estávamos presentes um voraz demagogo, vendedor de banha da cobra sem graça e sem princípios.

Muito se especulou na noite passada sobre de que maneira o Chega conseguira o desiderato de alcançar quase meia centena de deputados.

Transferência de votos da AD para o Chega? Provável, mas não explicaria tamanho incremento. Especialmente em zonas em que outros partidos teriam mais força. O caso mais paradigmático foi no “reino” (obrigado João-Afonso!!!) dos Algarves onde o Chega conquistou o distrito.

Já era muito tarde quando me deitei, mas fiquei a pensar na coisa. Era impossível, por exemplo, o eleitorado do PCP ter passado para o Chega. Para mim não entendia essa ideia. De todo!

Não sou politólogo, sociólogo nem mero comentador. Contudo penso pela minha cabeça e a minha professora primária ensinou-me a fazer contas. Vai daqui peguei num papel, fiz umas pesquisas breves na internet e apanhei estes dados:

1 – em 2022 o número de eleitores votantes foi de 5 389 705:

2 - em 2024 votaram 6 140 289 eleitores;

3 – a diferença apurada é de 750 584 votos expressos.

Agora peguei na votação no Chega:

1 – em 2022 o partido liderado por Ventura teve 385 573 votos;

2 – na votação de ontem recebeu 1 108 764 votos:

3 – a diferença entre ambas as votações é de 723 191.

 

De súbito olho para estes resultados e tudo se fez luz! Mas daquele intensa. Percebi que o crescimento do Chega não advinha de transferência de eleitores que haviam votado noutros partidos (como nunca acreditei!!!), mas simplesmente... da abstenção.

Como se explica então isto? Fácil, muito fácil!

Retirando os doentes a maioria dos abstencionistas são gente que não acredita neste sistema eleitoral ou pior que tudo, mas provavelmente com alguma razão, não se revêem em nenhum dos actuais partidos.

Ora o Chega, desde o seu início tem um discurso truculento e disparando contra todos os políticos em actividade. Uma opção que se percebe agora que teve o seu êxito. Se juntarmos a esta postura bravia, a assumpção pública por parte dos lideres dos outros partidos de jamais de coligarem ao Chega, ficou criada a mistura propícia para os abstencionistas deixarem de o ser e mostrarem o que pensam da nossa classe política.

Se pensarmos quem voto no Chega foi como quase não votar, porque Ventura jamais fará parte de uma solução governativa, seja à esquerda ou à direita.

Quanto ao resto dos resultados continuo a lamentar apenas a queda do PCP, por contraponto ao Livre que se tem mostrado um partido bem competente.

Finalmente cabe agora a Belém resolver este imbróglio.

Dia zero!

Terminou ontem a campanha eleitoral. Que não vi nem ouvi e muito menos li!

Entretanto hoje é o tal dia de reflexão pré-voto. Ou dito de outra maneira é o momento dos eleitores ainda indecisos (e parece que são muitos!!!) escolherem finalmente quem querem ou desejam para governar este rectângulo à beira-mar plantado!

Há nisto tudo, todavia, uma certeza: nenhum dos eleitores pensa no país. Nenhum!

Pensam unicamente em si próprios e no que poderão vir a ganhar se vencer este partido em vez daqueloutro. Faz parte deste povo "que não se governa nem deixa governar" esta postura de lutar devagar, pois não quer que ninguém se magoe. Por isso ainda hoje há muita gente a agradecer a Salazar por não termos entrado na Segunda Guerra Mundial.

Eu, ao invés, afirmo sem receio que terá sido o maior erro político de Portugal do século XX, obviamente a par da Guerra Colonial.
Portanto... amanhã será o dia zero de uma nova política e de um novo governo. Ou será a repetição de algum anterior?

Estamos perto de saber...

A história pode repetir-se!

Estava eu preparado para escrever aqui mais uma parvoíce quando dei conta que activistas climáticos atacaram hoje o líder da AD, Luís Montenegro com tinta verde.

Provavelmente todos estes activistas ainda não eram nascidos quando um político, entretanto falecido, recebeu uns tabefes e uma paulada na Marinha Grande. Estávamos em plena campanha eleitoral para a presidência da República e a vítima do ataque foi Mário Soares, que nas sondagens da altura tinha apenas 6 por cento dos intenções de voto. Decorria o ano de 1986.

Na altura o empolamento ao ataque foi tão grande que Mário Soares acabou por ficar em segundo lugar obrigando a uma segunda volta e nesta levar o PCP de Álvaro Cunhal a aconselhar o voto em Soares, não obstante o ódio, quase visceral, do PCP pelo antigo fundador do PS.

Recordei-me deste bizarro episódio ocorrido há perto de 40 anos quando percebi estes ataques. Se a história se repetir o actual líder do PSD/AD tem a vitória, no próximo dia 10 de Março, garantida.

Porque sinceramente não estou a ver o Luís Montenegro com uma obra de arte!

Os debates!

Os debates entre os partidos com assento parlamentar terminaram ontem após o "duelo final" entre Pedro Nuno Santos do PS e Luís Montenegro da AD.

Finalizada esta espécie de epopeia verbal fica a triste ideia de que estes políticos continuam a exibir de uma linguagem muito política, mas pouco esclarecedora das verdadeiras necessidades do País.

Tivesse eu força e tempo de antena faria a campanha pelo maior partido da nossa sociedade, não tendo, todavia, lugar na assembleia da República e que se chama... abstenção.

Faz tenpo que defendo que os portugueses não deveriam votar ou melhor se votassem que colocassem o voto em branco. Imaginem uma votação em que os votos em branco fossem muito superiores aos votos expressos nos partidos. Como se sentiriam os actuais lideres partidários? Como constituiriam um governo em que o povo não se reveria?

Demagogia, insensatez, imbecilidade e acima de tudo demasiada má educação resume de forma sucinta, este conjunto de troca de galhardetes entre os diversos partidos. Mas o que mais me chocou foi a postura de alguns lideres partidários ao mostrarem quase uma subserviência aos partidos maiores.

Portanto agora segue-se a campanha eleitoral que eu tentarei, por todos os meios ao mdeu alcance, não ver!

Como cidadão com os direitos (ainda) intactos irei votar. Mas a única coisa que sei neste momento é em quem não irei votar!

O triste definhar do PCP

Quando há meio século se fez o 25 de Abril logo surgiu o PCP, o PS comomaiores forças políticas. Com a evolução do golpe de estado e a quase certeza da democracia rapidamente surgiram novos partidos.

Nas primeiras eleições para a Assembleia Constituinte em 1975 o PCP teve cerca de 12% dos votos correspondendo a 711 935 eleitores.

Se dermos um salto no tempo para as últimas eleições em 2022 temos o mesmo Partido Comunista que não chega aos 5% correspondendo a 238 962 votos. Isto é o partido da Soeiro Pereira Gomes perdeu meio milhão de votantes. Ora se eu fosse líder do PCP ficaria deveras preocupado.

E não me venham dizer que a culpa é da Direita. A esquerda em Portugal, especialmente através do BE e do Livre, tem crescido. Não tanto quanto muitos gostariam e desejariam, mas a verdade é que desde 2015 é a esquerda que mexe os cordelinhos do poder.

No outro dia vi e ouvi o debate entre Paulo Raimundo e Pedro Nuno Santos. Sinceramente fiquei com a nítida ideia de que o Secretário Geral do PCP estava mal preparado para o debate. Muito mal...

A verdade é que os comunistas mantêm o discurso como estivessem ainda no PREC, olvidando que o Mundo se alterou, as pessoas mudaram e o acesso à informção generalizada está ali à mão de semear.

O PCP teve no seu auge o apoio do trabalhadores das indústrias, transportes e obviamente agricultura (esta mais reflectida no Alentejo). Actualmente muitos desses antigos operários e trabalhadores rurais já não existem e os operários mais jovens não se interessam por sindicalismos nem reindivicações. O que equivale dizer que o PCP perdeu influência a nível operário e agrícola. Depois faltaram ais comunistas renovarem-se, mudarem o discurso, olharem para os problemas com visão de futuro e não como se URSS ainda existisse.

Se se confirmarem as sondagens que tenho visto, Paulo Raimundo pode ver o seu partido a perder (ainda) mais deputados.

Termino então com esta ideia: o País está envelhecido e o PCP muito mais! E é pena!

Baixar o nível... sem aumentar de interesse!

O título deste postal traduz o nível dos nossos debates televisivos.

Ontem foi mais uma noite onde o PS e o BE trocaram de argumentos, mas sem se hostilizarem muito. Pudera... PNS vê com bons olhos uma aliança com MM. Livrava-se duma penada da AD e do PCP, enquanto Mariana conseguiria quiça subir finalmente ao poder... algo que procura há demasiado tempo. Vai daqui tivemos um debate sereno sem grandes troca de galhardetes e pautado por uma postura quase amorfa.

Ao invés de muitos comentadores, sinto que o debate esclareceu muito pouco e perderam os dois. Pedro Nuno Santos porque não irá cativar, com aquele discurso, os indecisos, Mariana Mortágua porque assentou os pés num certo registo que jamais abandonou e que se repete debate após debate: habitação e SNS. Parece que o país só tem estes problemas dois problemas! Era bom era!

Interim pelas 22 horas assistiu-se a um espectáculo degradante e pouco habitual em televisão. Escuso-me de falar do nome dos intervenientes pois não merecem um segundo de atenção. Baixaram tanto o nível do debate que até senti dó das figuras tristes que nos ofereceram.

Os eleitores merecem mais e melhor!

A verdade dos comentadores!

Ontem, já noite dentro, lembrei-me das eleições para a Assembleia Regional Açoriana. Então ligueio uma televisão e abri num canal qualquer, que nem me recordo qual era.

Percebi logo pelas notícias em rodapé que a AD de 2024 tinha ganho as eleições, mas sem maioria absoluta. Que o PS voltava a cair, que o Chega subia e de que maneira, a esquerda mais radical continua no seu trambolhão! Portanto tudo normal após os sarilhos socialistas no Continente.

Entretanto no rectângulo superior dois comentadores trocavam ideias sobre estes resultados. Um dizia que sim e mais que também, outro nem por isso mesmo que o achasse...

Isto é, tentando fugir à brincadeira...  os comentadores televisivos devem pensar que o povo luso é todo ele cego ou... mouco. Porque vão repetindo por outras palavras o que na televisão está a passar.

Tudo isto não me aborrece porque já sei ao que vêem esta gentinha. Todavia sempre pensei que houvesse alguma inovação por parte dos moderadores.

Os comentadores por seu lado continuam a ser quase todos os mesmos, ligados aos partidos retirando por isso alguma clarividência.

E o pior é que se julgam os reais senhores da verdade, passando verdadeiros atestados de incapacidade ao povo português, olvidando que foi este eleitorado que votou Soares, Cavaco, Sócrates, Passos ou Costa.

Provavelmente gostariam alguns  quer o português fosse mais burro.

Felizmente não é!

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