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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Governo de gola apertada!

Mais uma demissão no governo socialista. Após as declarações do Secretário de Estado da Protecção Civil há uns meses, afirmando que não tinha nada a esconder, eis que abandona o barco a breves semanas das eleições.

Obviamente que este governante há muito que perdera toda a confiança política do parte do ministro. Todavia o Verão quente e os seus inerentes incêndios obrigou aquele Secretário de Estado a manter-se em funções.

Agora que a chuva está para surgir foi o momento de sair, tentando não estragar ainda mais a (má) imagem que este governo foi deixando nesta legislatura.

Uma gola demasiado apertada que AC tenta a todo o custo folgar.

Só um breve pormenor. Este governo não tinha maioria absoluta da AR e fez o que fez... Imagine-se com maioria...

Será bom que o povo reflicta nesta ideia!

Definitivamente a gerigonça... já era!

Nunca fui muito sensível às sondagens, Todavia reconheço que algumas até são mais ou menos fiáveis.

Se algumas dão maioria absoluta ao PS, há algumas, no entanto, que apresentam alguma distância dessa maioria. 

Mas do que li fiquei com uma certeza: a direita vai cair num fosso do qual não sei se conseguirá alguma vez mais sair. O eleitorado laranja mais básico não aprecia, de todo, Rui Rio. Pode até ter um discurso coerente, mas falta-lhe carisma. Por outro lado a forma como se tentou colar ao governo apontando eventuais futuras coligações com António Costa não agradou ao eleitorado do PSD. O CDS entretanto continua igual a si próprio e irá cair para números estranhamente (ou talvez não) baixos.

Resta a esquerda que vive momentos de quase euforia (PS) e depressão (PCP e BE). Tudo por causa da tal maioria absoluta que o PS se arrisca a obter. E sem ter feito assim uma fantástica governação.

Usando uma personagem de BD diria que AC é o Gastão, enquando o PCP será o Donald. Tudo porque ao PM as coisas correram sempre bem, mesmo que não esqueçamos alguns graves problemas que todos conhecemos.

Com a perspectiva de deixar de influenciar o governo, o PCP desdobra-se em atacar o governo. Os professores servem de tropa de combate, mas os estivadores parecem querer regressar à luta.

Obviamente que nada disto me parece inocente por parte de alguns sindicatos, mas o PS continua bem lançado para a maioria absoluta. O que equilivaria a que a geringonça deixasse de fazer sentido.

Os dados começam agora a ser lançados. Veremos a quem sairá o póquer...

Prognósticos políticos!

Já me apercebi que tem havido alguns debates em diversos canais televisivos. Decidi desta vez não escutar nem ver nenhum deles. Porque é uma perda de tempo e este é uma coisa cada vez mais cara e que tenho cada vez menos.

Digo perda de tempo porque adivinho o que cada partido irá dizer. Uns irão assumir enormes virtudes, grandes decisões, fantásticas opções. Outros irão contrapor com números e estados de alma numa tentativa de descolar o PS da quase certa maioria absoluta.

Deste modo o PCP e os seus peões de brega (leia-se FENPROF) agendaram greves para muito próximo do dia das eleições de forma a que as pessoas não se esqueçam da luta em que aqueles estão envolvidos. O BE anda ainda em busca da melhor estratégia para enfernizar a vida aos eleitores do PS. Pode ser que até ao início da campanha haja novidades.

Por sua vez o PSD anda tão envolvido em guerras intestinas que quase nem tem tempo para atacar o governo. Aparece Rui Rio num discurso quase monocórdico que não convence ninguém. A mesma ideia se vive no Largo do Caldas, onde a simpática Assunção Cristas já viveu dias melhores. A sua continuação à frente do CDS dependerá em muito dos (bons?) resultados de Outubro.

Sobra o PS que não tem que fazer rigorosamente nada. Basta gerir o país sem grandes sobressaltos e tem a maioria conquistada.

Teoricamente já fui mais a favor de maioria absolutas. Hoje reconheço que as maiorias absolutas são uma espécie de ditadura temporária. Com os inerentes e elevados custos políticos mas também com muitas vantagens internas.

No meio deste fogo brando que vai queimando o país, o PR vai fugindo placidamente ao choque e confronto político, de forma a não estragar antecipadamente a sua imagem de candidato a uma reeleição. Como só ele sabe fazer...

Portanto neste rectângulo o povo já nem quer saber da política. Ainda por cima com um tempo destes... a convidar a banhos de praia.

Uma análise breve... às eleições

Há muitos anos quando se falava de uma abstenção de trinta por cento dizia-se que os abstencionistas eram quase todos da direita já que a esquerda estava maioritariamente mobilizada, mormente dentro do PCP.

Estas eleições para o Parlamento Europeu vieram contradizer esta última ideia já que o próprio Partido Comunista perdeu umas largas dezenas de milhar de votos mais de 190 mil votantes enquanto o BE recebeu mais 175.000 votantes. Entre os que deixaram de votar no PCP e os que votaram no BE há uma diferença de 15 mil votantes que deixaram de votar no partido de Jerónimo de Sousa.

Desconheço se esta transferencia foi directa ou se os eleitores comunistas já não se revêem nesta liderança, enquanto o BE foi à abstenção buscar votos. Tanto uma coisa como outra pode significar um cartão alaranjado a uma postura demasiado ortodoxa dos comunistas.

O primeiro-ministro entretanto canta de galo. Com mais votantes que nas eleições europeias de 2014, o PS tem sobre o segundo partido uma tal diferença percentual que o coloca a cobro de algumas asneiras governativas. Mesmo que para as legislativas a campanha possa ser mais aguerrida, o Partido Socialista dificilmente perderá as próximas eleições.

Tudo porque Rui Rio continua a tentar mostrar-se ao PS para um eventual acordo ao centro. Algo que AC não quer nem deseja.

O CDS continua em queda, essencialmente por muitas contradições entre aquilo que deseja para o país e o que fez enquanto governo. Eu sei que são épocas diferentes, porém seria aconselhável que a líder do partido não esquecesse a sua aventura governativa.

O Bloco continua igual a si mesmo e vai vivendo numa zona confortável. Por um lado critica Costa, para depois assinar por baixo as políticas do governo. Assim também eu ganhava votos.

Entretanto o PAN só existe porque a abstensão é enorme. Provavelmente com mais votantes o PAN não passaria de um grupinho, tal como são o MRPP ou a recente Aliança.

Agora vamos correr para as legislativas. Os partidos não vão ter férias, especialmente os da oposição se não quiserem oferecer ao PS uma maioria absoluta. Que o PCP e o BE também não desejam.

Com 5 perguntas apenas...

Não sou sociólogo, todavia interessam-me alguns fenómenos que surgem na nossa bizarra sociedade, como por exemplo a fixação das pessoas pelos telemóveis em detrimento dos livros, o estranho gosto pelos "reality shows", a cegueira pelas telenovelas, a paixão clubística (da qual também sofro!!!), etc.

Junto a tudo isto o recente fenómeno para a enormíssima abstenção eleitoral que nos foi oferecido observar nas eleições do passado fim de semana. A Sarin apresentou uma série de propostas muito válidas para tentar diminuir a abstenção. No entanto creio que o problema deve ser visto a montante, isto é, perceber porque as pessoas deixaram de votar. Sem saber a origem do problema, dificilmente conseguiremos um tratamento eficaz.

Deste modo achei que seria interessante entender o que pensa realmente um abstencionista. Das minhas relações conheço vários, mas de todos escolhi um por me parecer claramente o mais coerente.

Assim à pessoa coloquei apenas cinco questões que tentei que fossem o mais assertivas possível. As respostas são deveras interessantes e lanço daqui um desafio a todos quantos têm blogues a colocarem estas (ou outras que considerem mais válidas) perguntas a alguém que não tenha votado. E a publicá-las nos seus espaços com os respectivos resultados. Pode ser que alguém leia isto, pegue na informação e a consiga estudar e retirar algumas conclusões.

Vamos às perguntos e respostas:

Consideras-te politicamente esclarecido?

  • Sim, no sentido de saber que tipo de Governo é que eu aprovaria, a nível ideológico e económico. Não, no sentido de não conhecer a realidade política portuguesa e europeia: não sei que partidos existem e não sei que personagens políticas existem e qual a sua relevância individual.

Há quantos anos deixaste de votar?

  • Uns 6 ou 7.

Lembras-te para qual eleição votaste a última vez?

  • De certeza que votei nas legislativas de 2011. Depois disso não tenho recordação.

Razão principal porque deixaste de votar?

  • Na altura, perdi confiança na classe política. TInha votado no CDS, e pensei estar bem informado ao fazê-lo (não estava). Relembro que foi neste Governo que o Paulo Portas fez birra até o deixarem ser Vice-Primeiro-Ministro. Abriu-me os olhos.

Condição ou condições mínimas para voltares a votar?

  • Fim da subvenção anual aos partidos consoante o número de votos. Tanto quanto sei o valor de um voto em branco é repartido proporcionalmente pelos partidos e prefiro não fazer parte desse processo (não consegui encontrar a lei que especifica isto, não sei se já mudou). Os deputados e tal devem ter salários, mas os partidos devem auto-financiar-se. Dito isto, descobri recentemente que se calhar o voto nulo não conta para tal subvenção anual, e isso talvez seja suficiente para voltar a votar por si só.
  • Fim da impunidade da classe política em relação à sua incompetência e à de subordinados.
  • Testes de aferição de competência dos ministros e afins, devidamente controlados por especialistas independentes (e talvez anónimos) nas áreas respectivas. Toda a gente tem de provar a sua competência antes de entrar num emprego, porque não os políticos também?

 

Ficha  (mais ou menos) técnica:

Português com formação académica superior e trabalhador por conta de outrém.

Ainda a tempo!

O tema português da actualidade é a enorme abstenção oriunda destas recentes eleições europeias. Este é sem sombra de dúvidas um problema, que sejamos sérios… não é de agora.

Há muito que os nossos políticos têm vindo a reparar no enorme incremento da abstenção, mas como os seus lugares estão mais ou menos assegurados, assobiam para o lado.

Não obstante o PR vir publicamente incentivar a votar, os portugueses não o escutaram ou então não o levaram a sério… Apostaria na segunda hipótese.

Certo é que quase 70 por cento dos eleitores deixaram de exercer o seu direito de voto. Isto é, a democracia só é exercida na sua plenitude por menos de um terço da população. O que para mim é alarmante pois pode tornar num campo minado à própria democracia.

Essencialmente porque não se prevê alteração do paradigma num futuro mais ou menos breve. Ou se existir será sempre para pior…

A Sarin neste seu postal levantou uma série de possíveis soluções, todas elas muito válidas, mas que obrigaria a uma mudança radical da lei eleitoral, algo que os actuais partidos não querem nem desejam. Pudera!

Tal como numa qualquer doença é necessário identificar onde está o mal ou de forma mais profunda o que originou a maleita. Neste caso a origem está unbicalmente ligada com uma classe política pouco ou nada credível, recheada de mordomias e, salvo algumas excepções, impunes aos seus próprios actos de gestão.

É esta falta de credibilização que leva, ou melhor, não leva as pessoas a votar. Mesmo que seja em branco.

A melhor solução passaria por educar as crianças desde a primária para a necessidade de um dia poderem ser chamados a decidir o futuro do país através do voto. Mas para tal será sempre necessário ter gente associada à política valorosa e competente, sem “rabos-de-palha” ou reféns de organizações de todo o género e espécie, o que me parece de todo quase impossível. E pior demoraria mais de uma década… Então até lá?

Até lá deveríamos, cada um à sua maneira, tentar esclarecer as pessoas, tentar acordá-las do marasmo em que se envolveram. A partir de agora…

É que amanhã pode ser tarde demais.

Si(m)dicatos!

Desde ontem que o meu sindicato está em eleições para a sua direcção e para a secção sindical que existe na empresa onde trabalho.

Fiz parte de uma lista, obviamente num lugar não elegível, tendo andado pelos diversos edifícios a fazer a propaganda devida, a falar com as pessoas, a escutar as queixas, a tomar consciência dos diversos problemas.

Agora que estou quase na porta da saída para abraçar a reforma, olho para os meus colegas mais jovens e percebo o distanciamento que eles apresentam perante um sindicato.

Friamente até percebo os seus pontos de vista, já que o sindicalismo, em Portugal, está intimamente associado à prática política e menos à defesa real de trabalhadores. Veja-se o caso da AutoEuropa, onde a luta entre os partidos de esquerda quase ia estragando uma fábrica que é responsável por uma quantidade de pontos no nosso PIB.

Ser trabalhador sindicalizado é para a juventude um ser estranho, bizarro. Porém quando algo corre mal nas suas vidas profissionais vêm logo a correr ao Sindicato em busca de apoio para as suas demandas. Agora imagine-se quando se fala de um sindicalista… Ui é o Diabo na Terra, alguém de quem muitos se afastam…

Fui sindicalizado há muitos anos por um colega afecto à extrema esquerda. Todavia o mais integro sindicalista que conheci, onde as palavras e os actos eram coerentes nem era ligado à esquerda. Vi-o a fazer greve, a lutar pelos direitos dos trabalhadores que defendia com unhas e dentes, enquanto os outros, sempre demasiado trauliteiros, fingiam férias em dias de greve e fugiam dos problemas dos colegas como o Diabo foge da Cruz.

É certo que os tempos de hoje não se compadecem com uma coisa estranha aos ouvidos dos jovens e que em tempos foi palavra de ordem: luta de classes.

Não obstante tudo o que escrevi acima espero manter-me sindicalizado. A minha cidadania passa também por isto!

(Re)Presidente Marcelo!

Foi abertura dos noticiários no rádio desta manhã a quase certeza da recandidatura do actual PR a Belém. Julgo que esta informação é uma não-notícia porque acredito que ninguém neste país acreditaria que MRS não se candidataria a um novo mandato.

Goste-se ou não da sua postura (eu de todo não aprecio!!!), certo é que o povo adora deste PR. E este de forma real ou até teatral gosta de ser idolatrado. Como li algures Marcelo é, neste momento, uma espécie de Rei republicano, com todas as contradições que esta ideia acarreta.

Dizem também que Marcelo é genuíno. Até pode ser, mas deixem-me ser céptico e aguardar pelo segundo mandato. Geralmente os presidentes assumem novas posturas após reeleição. Foi assim com Soares, Sampaio ou Cavavo. Marcelo será a excepção? Veremos!

Assiste-me nesta próxima conjuntura uma dúvida e que se prende com os eventuais candidatos a Belém. Será que, tirando o PCP que teimosamente apresenta sempre um candidato próprio, haverá alguém com coragem e estaleca para bater o actual PR nas urnas?

Eu não creio, mas a história política está recheada de impossibilidades que se tornaram possíveis.

Prometido é (in)devido!

Ainda sobre a mensagem de Natal do Primeiro Ministro António Costa, ressalto uma promessa eleitoralista que ele lançou e que se prende com os médicos de família para todos os portugueses.

Em face desta promessa fico sempre com a ideia de que o PM fala demais.

- Primeiro porque, sinceramente, o médico de família deveria existir para aqueles que têm menos recursos (reformados, desempregados, pensionistas de baixos rendimentos, trabalhadores com ordenado mínimo) e não para todos, independentemente do que diz a constituição. Até porque no meu caso específico não necessito do tal médico porque sou beneficiário de um sistema de saúde próprio. Se usar o SNS nessa valência sou mais um utente para as filas madrugadoras para ter direito a uma consulta. E como eu há muita gente;

- Segundo porque uma consulta com um médico de família não nos dará automaticamente saúde. Desengane-se quem assim pensa;

- Terceiro porque os próprios médicos devem estar superiormente instruídos para evitarem passar exames ou medicamentos a pedido, a não ser nos casos crónicos.

E para o último caso dou um exemplo: o meu pai está internado com uma anemia grave. A médica de família que viu as análises há uns tempos largos chamou à atenção para a alimentação porque parecia que os valores de sangue estavam no limite mínimo. Mas não mandou repetir os exames. Nunca mais!

Deste episódio posso inferir que não o fez por incompetência, mas somente para evitar custos ao SNS, julgando, quiçá erradamente, que com alguma alteração alimentar as coisas se resolveriam.

Não resolveram. E pior… O Estado irá agora pagar mais do que umas simples análises.

Portanto seria bom que o senhor Primeiro Ministro cuidasse mais com o que promete. A conversa eleitoralista nem sempre dá votos!

Em jeito de comentário!

Ainda aqui não havia falado sobre o que se passa ou passará no Brasil. De uma forma assertiva conheço pouco da realidade brasileira para além do que me é oferecido pelas televisões ou pela escrita sejam jornais ou redes sociais.

Todavia ao ler esta brilhante análise do Robinson achei que, em vez de lhe responder através de um longo comentário, vou aqui tentar explanar outrossim a minha ideia sobre a situação do outro lado do Atlântico.

A primeira ideia que retenho é que a democracia tal como está instituída no Brasil poderá estar em perigo. Todavia ao mesmo tempo que reconheço este receio, também aceito o conceito já por aí escrito de que a culpa desta situação é da esquerda, nomeadamente do PT.

Tivessem os dirigentes do partido de Lula da Silva, incluindo o próprio, pautado por uma gestão séria, virada para o povo sim, mas cuidadosa na segurança interna e não no laxismo a que submeteu, talvez agora não estivessem em tão maus lençóis para conquistarem o Palácio do Planalto.

Não me venham com a teoria que o povo ao votar em Bolsonaro é burro e estúpido, pois foi o mesmo povo que votou em Lula anteriormente e portanto aos olhos dos que hoje o criticam, inteligente. Donde retiro a conclusão de que foi mesmo a esquerda que desbaratou o capital angariado em antigas eleições.

Insisto também na ideia de que uma campanha feita somente contra alguém estará destinada ao insucesso. Pois quanto mais falarem, mesmo que seja só para dizer mal do candidato da direita mais força ele terá.

A esquerda seja no Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa terá forçosamente de mudar de postura e de alvos a atacar. De outra forma correrá o risco de volatilizar-se como já aconteceu em muitos países da Europa.

 

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