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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A (má) concepção do Sérgio!

Gosto de gente rebelde, de malta que não se verga a uma circunstância menos favorável, gente que luta por algo melhor. Mas gosto também de gente educada e acima de tudo bem formada.

Então no desporto todas estas razões fazem ainda muito mais sentido.

Sérgio Conceição como jogador foi um campeão, mas foi outrossim o tal rebelde que falei acima. Sempre pronto para uma demanda desportiva. Fundamentos que acabou por trazer para a sua função de treinador.

Todavia custa-me perceber que os anos não lhe tenham dado calo e experiência suficiente para enfrentar com estoicismo e alguma naturalidade as vicissitudes da sua vida desportiva. Porque se hoje perde, amanhã ganhará. Ou vice versa.

Pois bem, no passado final de jogo nas Antas, em que o Sporting perdeu, o treinador portista agrediu o guarda-redes leonino. Entretanto hoje Sérgio Conceição na tribuna presidencial não cumprimentou de propósito o Presidente do Sporting, numa atitude anti-desportiva que condeno olimpicamente.

Obviamente que nestas relações desportivas não temos de ter “em cada cliente um amigo” como soe dizer-se, mas um pingo de educação e formação é o mínimo que se exige. Especialmente a um treinador de futebol, líder de muitos homens que poderão ver nele um exemplo.

Neste caso um mau exemplo!

Educar os desconhecidos

Ontem desloquei-me de Metropolitano. Sentei-me e logo nos bancos do outro lado do corredor sentaram-se dois jovens imberbes.

Um deles com a mania de ser mais esperto colocou os pés no banco da frente, sem qualquer respeito. Pensei abordá-lo naquele momento mas decerto ficaria mal visto até porque era capaz de perder as estribeiras.

Todavia quando o Metro parou na minha paragem, levantei-me e antes de sair perguntei-lhe:

- Fazes isso em tua casa?

- Faço!

- Então estás a ser mal educado pelos teus pais.

Saí.

Falei em tom alto como é meu timbre, de forma a deixá-lo envergonhado perante os restantes passageiros. Não imagino se terá aprendido a lição, mas por vezes também nos cabe educar estranhos!

Candidatos a quê?

Vai iniciar-se mais um processo de candidaturas ao ensino superior. Uma etapa obrigatória para quem deseja entrar numa faculdade e obter um curso superior.

No meu tempo de juventude poucos foram os que seguiram para as faculdades. A maioria, assim que terminou o ensino secundário, ingressou no mercado de trabalho.

Sei também, por experiência própria, que naquela altura a exigência de grandes estudos por parte das entidades patronais era bem menor. Actualmente aquela visão seria impensável.

Há no entanto, neste processo, algo que me faz pensar alto e que se prende com a quantidade de vagas e de cursos disponíveis. É que bem feitas as contas são mais de 50 mil vagas para o ensino superior. Terá Portugal mercado laborar para acomodar estes futuros licenciados, daqui a uma mão cheia de anos?

Sei que muitos deles desistirão pelo caminho, mas seja como for ainda assim acredito que alguns milhares passarão a estar disponíveis para trabalhar daqui a pouco tempo. Sem qualquer experiência de vida, sem perceberem muito bem o que irão fazer, sem consciência do que é o mercado laboral.

Deste modo muitas empresas irão aproveitar-se de uma série de jovens, ávidos de ganharem uns tostões, sem todavia perceberem muito bem onde se meteram.

Resumindo, estes estudantes que amanhã se irão apresentar a concurso, serão verdadeiramente candidatos a quê?

Educação: um pilar da sociedade.

A má educação é quiçá dos piores defeitos de um ser humano.

E o pior é que cada vez há mais gente assim.

A pergunta impõe-se, por isso: quem educou as pessoas para se tornaram umas bestas assentes em duas varas?

Ninguém assume qualquer resposta porque em Portugal a culpa morre sempre solteira.

E pior... Geralmente é na malta academicamente mais formada que a educação é um mito!

Esta educação de que falo tem a ver somente com a urbanidade e cidadania. Aquela com a qual temos de viver e conviver diariamente.

Se a má-educação pagasse imposto a receita do Estado aumentava e de que maneira.

Há acontecimentos...

... que se eu não presenciasse não acreditaria.

 

Seis e meia da tarde em Lisboa. O trânsito flui lento. Algumas motorizadas tricoteiam por entre os automóveis e autocarros da Carris.

 

De um parque infantil sai uma criança acompanhada da mãe e do avô. Serenamente os três afoitam-se sem receios a atravessar a rua larga e movimentada, fora da passadeira.

 

 

A meio da passagem a criança, uma menina entre os quatro e os cinco anos, resolve fazer uma birra, sabe-se lá porquê. Param a mãe e o avô no centro da via.

 

A mãe entretanto puxa a criança que continua teimosamente a gritar. Depois, da mesma que havia começado o berreiro decide atravessar o resto da estrada acompanhando os antecessores.


Em pleno século XXi jamais pensei ver uma cena destas no centro de Lisboa, em hora de ponta.. 

 

Resta-me somente uma questão: o que vai ser aquela criança quando crescer?

Praxes "negras"!

Todos os anos se repete.

Todos os anos há casos que acabam mal.

Todos os anos há quem fique claramente traumatizado.

 

Falo obviamente das praxes académicas.

 

No entanto para este ano lectivo o governo lançou uma campanha defendendo o estudante que não pretende participar nos actos das praxes. Ou como diz o povo "depois de casa roubada, trancas à porta".

 

Vai para muuuuuuitos anos que os portugueses vão recebendo notícias de acções menos próprias e menos correctas nas praxes académicas, já para não chamar a algumas delas violência pura (física e intelectual). Os grandes defensores destes actos, todavia, consideram esta tradição uma forma dos caloiros serem melhor aceites nas respectivas faculdades. Tudo muito bem, desde que o limite do razoável jamais seja ultrapassado. Mas é aqui precisamente que está o busílis da questão: o que é razoável para mim pode não ser para o outro e vice versa.

 

Vou mais longe... Pelo que sei há caloiros que aceitam todas as acções sobre eles, subordinados a uma ameaça, de durante a futura vida académica não serem ajudados por outros colegas. Chantagem ignóbil!

 

Por isso não acredito que esta recente campanha, lançada pelo actual governo e unanimemente apoiada pela AR, consiga de alguma forma controlar esta (nova) forma de violência juvenil, devidamente encapotada por "Capas Negras".

Professores... chumbados!

Fiquei profundamente espantado com os (maus) resultados ontem divulgados, sobre a prova de avaliação dos professores. Perto de 1500 candidatos não tiveram nota positiva ficando, desta forma, fora de futuras colocações.

Para piorar estes dados mais de 60% dos avaliados deram erros de português. De português? Como é possível?

As desculpas de Mário Nogueira, que eu pude ver na televisão, não convenceram ninguém. Mas também não considero que o Ministro Nuno Crato tenha tido uma vitória, como já li na blogosfera.

Ninguém sai vitorioso quando se percebe que a maioria dos professores não apresentam as competências necessárias para ensinarem os mais novos. Ser professor é ou devia ser uma profissão feita por gente (muito) especial.

Quantos de nós não sentem que algo nas suas vidas foi influência de um professor? Muitos com certeza!

Esta nova realidade é filha de anos de desmandos na educação. Não há um rumo, uma estratégia, uma ideia que prevaleça por mais que um ou dois anos. Basta mudar de governo ou simplesmente de Ministro e tudo o que foi feito para trás é atirado para o lixo. Com os inerentes custos, não só orçamentatis mas essencialmente educacionais.

A escola é um local de aprendizagem... para a vida!

Que raio de vida!

 

Que sentimentos perpassam pelo espírito daqueles pais que acusados, quiçá de prepotentes e ditadores, não deixam os filhos passar um fim-de-semana com amigos junto à praia?

 

Que sentimentos povoam o coração daqueles pais que, de olhos no mar, aguardam ansiosamente que a mancha azul devolva a terra os corpos dos seus jovens infantes?

A praia que é de todos!

Inicia-se hoje oficialmente a época balnear.

 

Mas já nas últimas semanas pudemos ver as praias repletas de gente. Os dias meio soalheiros - que este ano a Primavera tem sido assaz fresquinha – ainda assim proporcionavam umas tardes bem saborosas.

 

Eu, para não fugir à regra, também por lá passei e passeei. E pude observar com natural tristeza quanto lixo se espalhava pela beira-mar. Acredito que algum venha ali parar trazido pelas intempéries, mas há muito que assim não parece…

 

Já aqui escrevi a forma como cada um de nós pode reciclar a praia. Pelo que vejo não bastam os caixotes para o lixo espalhados pelo areal. Aquele não se desloca para lá de modo próprio. Portanto cabe a cada um de nós preservar as nossas praias.

 

Percebo que há leitores que pensarão ao ler o que atrás escrevi: já faço a minha parte, não tenho que fazer o que os outros não querem, nem limpar o que os outros sujam.

 

Acredito, e em termos meramente teóricos, isso é uma verdade… Porém cada ano que passa vejo as praias daca vez mais sujas. E custa-me que os concessionários, que espalham as cadeiras e as camas quase até ao mar, não tenham o cuidado de preservar a limpeza do areal que exploram.

 

A mim, como educador, cabe a obrigação de ensinar os meus descendentes a não sujarem o ambiente. Mas como cidadão posso tentar sensibilizá-los para ajudarem na limpeza de um património que é de todos.

 

E do qual (ainda) não pagamos imposto!

Passadeiras de peões: direito ou dever?

 

Uma destas noites vi a espaços uma reportagem sobre os atropelamentos de ciclistas e peões.

 

Surgiu na rua uma quantidade de gente a manifestar-se pela forma como a maioria dos condutores lida com as passadeiras e os ciclistas.

Creio que terão razão, na maioria dos casos, mas… A chatice é que este mas me vai dar!

 

Eu sou condutor. E já aqui escrevi que sou contra a forma como os peões usam e abusam das passadeiras. Obviamente que quem quer atravessar uma rua deve-o fazer no local adequado e não em qualquer ponto duma via pública, acima de tudo para sua segurança e dos automobilistas.

 

O problema é que os peões não entendem que conduzir um automóvel não é a mesma coisa que andar a pé. E parar um veículo não é simplesmente travar. Um conjunto de factores estranhos, até ao próprio condutor, pode originar atropelamentos muitas vezes de consequências dramáticas.

 

O peão por sua vez não pode pensar que, só por ter ali à sua frente um conjunto de linhas brancas, se pode atirar para o alcatrão sem tomar mais nenhuma precaução. Há quem se atire para a estrada sem se preocupar em olhar o trânsito. Parece que só os peões têm direitos e os condutores apenas deveres.

 

Quantas vezes paro na passadeira para dar passagem a um peão e este diz para eu avançar porque está ali apenas a…

 

A educação cívica e o respeito na estrada, ao existirem, deve serem apresentadas por ambas as partes, não exclusivamente por uma. E neste caso os automobilistas.

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