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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Passadeiras e passeios ou a cidadania ausente!

Já escrevi por diversas vezes que sou contra as passadeiras de peões. Essencialmente aquelas que não têm sinalização luminosa e somente indicação horizontal no chão, vulgo zebras.

Considero que estas passadeiras não fazem parte da solução para a segurança rodoviária, bem pelo contrário, já que grande parte dos atropelamentos surgem naqueles lugares. E se a culpa destes acidentes são geralmente atribuídas aos condutores também é certo que os peões são pouco cuidadosos pois não se coibem de entrar numa passadeira sem sequer preocuparem com os carros que possam aparecer. 

Quem conduz tem que ter sempre mil olhos para o que rodeia. Mas nas passadeiras a atenção tem de redobrar. Um destes dias estava perto de casa e ia devagar. De súbito sai de um prédio uma senhora que acto contínuo entrou na passadeira que se estendia à sua frente sem sequer olhar para qualquer dos lados tentando minimizar o perigo.

Sei que é uma guerra perdida e portanto basta-me aqui desabafar.

Mas há também o inverso: o condutor que acha que só tem direitos e os peões que se tramem. Então se falarmos em estacionamento...

O passeio à frente da minha casa e de todo aquele bairro não medirá mais que um metro a um metro e vinte de largura. A calçada está amplamente danificada e assaz irregular. Se juntar a isto os carros estacionados tenho que ir para a estrada se quiser andar. Ora ultimamente tenho andado a passear a minha neta no seu transporte indicado. Todavia a maioria do tempo ando na estrada pela impossibilidade que o fazer no passeio.  Essencialmente pelas tais viaturas estacionadas e que me inibem de andar onde deveria.

Apetece-me tantas vezes passar com objectos fortes que amolgassem as viaturas indevidamente estacionadas. Talvez começassem a perceber que o seu lugar não é ali. Porém se o fizesse seria tão imbecil e mal formado como eles.

Entretanto a polícia passa na rua e nada faz. Fecha os olhos a tudo isto como tudo estivesse impecável.

À boa e estúpida maneira lusa...

Ainda sobre o racismo!

Uma ideia muuuuuito pessoal

Nota introdutória

Nunca me assumi racista, bem pelo contrário, já que desde muito novo, praí com cinco ou seis anos, tinha todas as semanas o Augusto e o Seninho, dois guineenses, à mesa para almoçar.

Adorava estar com eles e aprendi com aqueles e outros guineenses a gostar, por exemplo, de piri-piri. Daquele bem forte!

Vamos então ao que aqui me trouxe… e o que vou contar é uma estória verdadeira.

Há muitos anos um antigo colega correu para a maternidade para que a mulher tivesse o filho. Um rapagão.

Já em casa o casal começou a perceber que a criança não era branca, branca como o pai e a mãe. Isto é, uma troca de crianças havia acontecido na maternidade já que um outro casal acabara de receber uma criança loira e de olhos profundamente azuis.

Após muitas batalhas jurídicas e buscas pelo Mundo fora, o meu colega descobriu o verdadeiro filho fora do país. Curiosa e culturalmente… muito africano!

Esta foi a estória, agora a minha ideia.

Continuo a achar que os portugueses, normalmente, repito normalmente não são racistas. Pois se o fossem provavelmente os chineses e os indianos sentiriam essa força e nunca ouvi uma queixa deles…

Entretanto na casa ao lado da minha vive uma comunidade de gente vinda de Cabo Verde. São muitos… O que é curioso é que mal disponta o Sol, o som da música africana ouve-se a… quilómetros de distância.

Ora bem… se eu for lá pedir para colocarem a música mais baixa porque me está a incomodar chamam-me logo de racista por que eu não quero que eles escutem a música deles, quando o problema reside somente na vontade de não ouvir a música aos berros. Creio que terei o direito de estar em minha casa isento de barulhos incómodos.

Pois é, mas eles gostam e eu tenho de me calar…

Resumindo: o racismo, quer queiram quer não, estará ligado à educação ou à falta dela! Tal como o filho genuíno do meu colega que viveu toda a vida no meio de gente africana e pensava tal como eles, o inverso aconteceu com o rapaz que lhe calhou em destino.

Portanto é necessário educar, educar e educar!

Para que sejamos bem diferentes e bem aceites!

Por todos!

Ser avô é ser pai a dobrar!

Hoje tive a felicidade de ter a minha neta comigo quase toda a tarde. 

Os pais precisaram de sair e deste modo deixaram-na aqui comigo e com a avó, que ficou encantada.

A menina é sossegada, simpática e nada de fazer birras. Deu-se biberon, mudou-se fralda, dormiu, brincou-se, enfim uma alegria...

Hora e meia depois de ter cá ficado telefona-me o pai:

- Estão vivos?

- Âhhhh! Vivo? Porquê vivo?

Não obstante estarmos no século XXI a verdade é que crianças são crianças. E sê-lo-ão sempre até crescerem. Ainda por cima uma criança de meses... não difere do que foi o pai, tio e primos.

Esquece-se esta minha malta que fui pai de dois rapazes e tio de uma menina e um rapaz e que também ajudei a criar. No fim de contas eduquei quatro. E com trabalho em cima das costas e noites muuuuuuuuuuito mal dormidas à "pala" das crianças.

Perguntar-me se estava vivo só por ter aquele inocente, que é uma paz de alma, comigo quase me ofende.

Quiçá daqui a uns anos as coias sejam diferentes, todavia até lá... serei sempre um avô sereno e sem sobressaltos.

Finalmente será bom não esquecer que avô é pai duas vezes e a nossa paciência é ilimitada!

37a9m25d - #5

Educar os mais novos

Uma saudação ou cumprimento não é nada que custe assim tanto a dar. Bom dia, boa tarde ou até boa noite parecem-me expressões simples de soletrar e não fica mal a quem as profere.

Mas desde que a empresa passou a receber no seu seio jovens acabadinhos de sair das faculdades com médias altíssimas, mas deficiente educação cívica, os casos de alguma má educação sucederam.

Fui “vítima” de um desses momentos já que certa manhã fui o último a entrar num elevador quase cheio. Quando o fiz dei obviamente os bons dias num tom de voz normal. Todavia os jovens doutores que me acompanhavam nesse transporte nem se dignaram responder.

Ora como tenho mau feitio e detesto ficar a remoer, olhei ao meu redor confirmando que estava rodeado dos jovens, puxei do meu vozeirão e:

- BOM DIA. Desculpem-me se vos acordei!

Quiçá assustados pelo timbre e potência da minha voz lá me responderam:

- Bom dia, bom dia, bom dia…

Contudo não foi este episódio que hoje aqui me trouxe, mas um outro protagonizado pela minha colega de gabinete.

Sempre tive o hábito de chegar cedo ao trabalho. Assim a meio da manhã decidi ir tomar um café. A máquina encontrava-se no pátio dos elevadores e deste espaço seguia-se para os gabinetes ou… para as casas de banho.

Quando cheguei estava uma jovem menina, jurista por formação, à espera que a máquina lhe fornecesse o café. Dei os bons dias, que ela não devolveu. Desta vez não estava virado para a educação e deste modo nada disse. Coincidentemente a minha colega de gabinete saiu logo atrás de mim e dirigiu-se para a casa de banho das senhoras. Passando por detrás de mim e da jurista cumprimentou com um sonoro:

- Bom dia!

A menina voltou a não dizer nada. Esperou que o copo enchesse de café. Entretanto a minha companheira de gabinete percebendo que a outra nem se dignara responder e antes de chegar à casa de banho deu meia volta e voltando-se então para mim comentou:

- Ou é surda ou é muda!

E regressou ao gabinete.

Eu nada acrescentei, mas percebi um evidente rubor em alguém!

Crónica real... noutro lugar!

Prometi... eu sei que prometi, mas por vezes os factos são mais importantes que a razão e daí...

Saí de casa para ir ao mercado comprar uns carapaus e umas sardinhas para o meu almoço. Por ser sábado sei de antemão que o estacionamento do mercado está quase sempre cheio e por isso procurei um outro onde pudesse parar o carro convenientemente.

Estacionado o veículo eis-me a caminho do mercado. No sentido contrário ao meu aproxima-se um homem ainda relativamente jovem, quarenta anos talvez. A uns cinco metros de mim mete a mão ao bolso e retira a chave do seu carro. Só que também sai uma máscara que cai no chão sem que o dono se aperceber. No meu jeito disse:

- Deixou cair a sua máscara...

Ele olha para trás vê-a no chão e devolve:

- Não ptreciso dela, já foi muito usada.

Azar dele pois bateu comigo...

- Por isso mesmo deve apanhá-la do chão e colocá-la no lixo. Deixá-la no chão pode ser um atentado à saúde pública.

- "Olhameste"... queres ver que sou o único?

- Infelizmente não é o único, mas o mundo não é só seu... vive neste planeta mais gente.

- Só me faltava esta...

- Se eu fosse um polícia seria assim que responderia?

- Mas não é...

Nesse mesmo instante passa uma senhora que assistira a tudo e dirigindo-se para mim, declara:

- Este tipo de gente deveria ser presa sem direito a julgamento e pagar uma enorme multa. Só assim é que aprenderiam.

Larguei o meu antagonista e fui em busca do peixe. No entanto não evitei olhar para trás e perceber que o homem fora apanhar a máscara.

Conduzir na cidade: a luta continua!

São cinco e meia da tarde e estou de regresso a casa. O trânsito nesta altura do ano e do dia, após as férias de Natal, deixou de ser fluído e ralo.

Entro numa IC que me levará para o epicentro de uma série de acessos complicados já que há vias cortadas.

Quando chego ao primeiro estreitamento de via tenho de me chegar à direita, perdendo deste modo a prioridade. Geralmente ali usa-se o sistema de roda dentada que normalmente resulta desde que à frente não haja acidentes ou outros transtornos.

Estava prestes a chegar quando vejo pelo espelho retrovisor alguém a fazer-me sinais de luzes. A primeira coisa que pensei foi que seria alguém conhecido, mas logo percebi que não era, já que o condutor colara-se à traseira do meu carro sempre com a pressa estampada nos sinais de luzes.

Faço sempre uma condução muito defensiva, por via das coisas.  E jamais me enervo. Portanto quando pude passei para a faixa ao lado deixando-o passar.

Só que o carro que ficou à minha frente não estava pelos ajustes e deixou-se ficar na sua faixa enquanto o apressado - uma carrinha pickup – tentava apertar com o outro condutor que manteve o sangue frio e não o deixou passar.

O desembaraçado teve de travar profundamente, caso contrário ficaria entalado. Eu fiquei agora atrás do apressado que logo que teve oportunidade passou o carro à sua frente demonstrando depois o seu visível e irracional desagrado.

Ambos seguiram por outros desvios e nem sei quais foram as consequências destes comportamentos pouco cívicos.

Mas de uma coisa estarei certo: nenhuma escola da especialidade ensinará os novos alunos a conduzir assim.

Então onde será que se aprende a ser mau condutor?

Lusos e loucos condutores!

Sempre que estou de férias reservo um dia para dar um passeio mais longo com a família. Juromenha, Serpa, Évora, Castelo de Vide são alguns exemplos de visitas.
Este ano a escolha recaiu na Praia de Odeceixe. Há muito que andava com o fito de a visitar.
Um local muito bonito onde desagua o Rio Mira, com diversas praias, recatadas umas, mais expostas outras, mas ainda assim a merecerem todas a nossa especial atenção.
O caminho até lá é relativamente bom com natural movimento tendo em conta a época do ano em que estamos, mas faz-se bem. Faltará, contudo, algumas indicações bem antes do lugar, já que só perto da povoação se percebe onde estamos. Valeu-me o GPS.
Fiz por isso hoje 446 quilómetros entre auto-estradas, vias rápidas, IC’s, estradas nacionais e outras regionais.
Constatei infelizmente que continuamos a ser um país de condutores pouco cuidadosos. As ultrapassagens que fizeram quando eu rodava à velocidade de 90 quilómetros por hora e com riscos contínuos arrepiaram os meus locais mais recônditos.
Não me preocupo se colocam a vida deles em perigo… O que eu não pretendo é que coloquem a minha e a dos meus também no risco vermelho. A enormíssima falta de civismo e educação na estrada é óbvia e visível.
Definitivamente a paciência não é, de todo, uma qualidade dos lusos condutores. Talvez assim se explique a enorme mortalidade nas estradas portuguesas.

Educação familiar: amar é preciso!

Um dos subtemas da educação das crianças chama-se disciplina. Se bem que a linha que separa disciplina do autoritarismo seja muito ténue certo é que, em bom rigor, a falta de fronteiras entre aquilo que se pode ou não deixar fazer aos miúdos e jovens, poderá descambar em situações irreversíveis.

Há uma série televisiva francesa, que vejo quando me lembro, que fala do problema dos menores (rapto, abuso sexual, violência doméstica). Não sei se aquela tem como base casos verídicos, mas dá para constatar que grande parte dos desvios das crianças começa na família e nos amigos mais próximos.

Reconheço por isso que infelizmente muitos pais… nunca o deveriam ter sido. Se não têm capacidade para gerirem os seus próprios conflitos internos como podem lidar com os problemas dos filhos?

Esta é uma triste realidade que todos os dias vamos dando conta através dos mais estranhos episódios.

Ser criança ou adolescente hoje em dia não parece fácil. Nada mesmo! Os milhentos estímulos que entram nas vidas das crianças, seja através da televisão mas essencialmente através da internet, tornam aquelas reféns e vítimas. O acesso absolutamente livre a conteúdos bizarros e estranhos pode levar às mais diversas atitudes, na maioria a copiar o que vêem.

Cabe por isso aos pais… disciplinar. Com critério, serenidade e acima de tudo com muito acompanhamento, carinho, atenção e amor (sentimento essencial!).

A (má) concepção do Sérgio!

Gosto de gente rebelde, de malta que não se verga a uma circunstância menos favorável, gente que luta por algo melhor. Mas gosto também de gente educada e acima de tudo bem formada.

Então no desporto todas estas razões fazem ainda muito mais sentido.

Sérgio Conceição como jogador foi um campeão, mas foi outrossim o tal rebelde que falei acima. Sempre pronto para uma demanda desportiva. Fundamentos que acabou por trazer para a sua função de treinador.

Todavia custa-me perceber que os anos não lhe tenham dado calo e experiência suficiente para enfrentar com estoicismo e alguma naturalidade as vicissitudes da sua vida desportiva. Porque se hoje perde, amanhã ganhará. Ou vice versa.

Pois bem, no passado final de jogo nas Antas, em que o Sporting perdeu, o treinador portista agrediu o guarda-redes leonino. Entretanto hoje Sérgio Conceição na tribuna presidencial não cumprimentou de propósito o Presidente do Sporting, numa atitude anti-desportiva que condeno olimpicamente.

Obviamente que nestas relações desportivas não temos de ter “em cada cliente um amigo” como soe dizer-se, mas um pingo de educação e formação é o mínimo que se exige. Especialmente a um treinador de futebol, líder de muitos homens que poderão ver nele um exemplo.

Neste caso um mau exemplo!

Educar os desconhecidos

Ontem desloquei-me de Metropolitano. Sentei-me e logo nos bancos do outro lado do corredor sentaram-se dois jovens imberbes.

Um deles com a mania de ser mais esperto colocou os pés no banco da frente, sem qualquer respeito. Pensei abordá-lo naquele momento mas decerto ficaria mal visto até porque era capaz de perder as estribeiras.

Todavia quando o Metro parou na minha paragem, levantei-me e antes de sair perguntei-lhe:

- Fazes isso em tua casa?

- Faço!

- Então estás a ser mal educado pelos teus pais.

Saí.

Falei em tom alto como é meu timbre, de forma a deixá-lo envergonhado perante os restantes passageiros. Não imagino se terá aprendido a lição, mas por vezes também nos cabe educar estranhos!

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