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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O meu certificado de habilitações!

Hoje estive com o meu mais recente certificado de habilitações, passado por uma escola secundária de Lisboa onde nunca andei.

Também curioso é que este certificado está datado de 2009, numa altura em que a Ministra da Educação era a Dra. Maria de Lurdes Rodrigues.

Ora bem... nesse tempo era Primeiro Ministro um senhor chamado José Sócrates, hoje a contas com a justiça, e ao que se sabe (dizem as más línguas|) até acabou um curso de engenharia num sábado chuvoso em que o professor da faculdade nem apareceu.

Terá sido com base neste exemplo prático do antigo primeiro ministro, que mais tarde por despacho da Senhora Ministra, todos que em 1979 ou antes tivessem terminado 2º ano do Curso Complementar dos Liceus (antiquíssimo 7º ano, hoje 11º!!!) poderiam requerer a actualização para o 12º ano actual.

Fui isso que fiz naquele ano de 2009. Hoje sou dono de um 12º ano de escolaridade de papel passado sem sequer ter posto os calcantes numa escola com essa valência.

À boa moda socrática!

Desencadeou-se!

Valho-me da expressão que entitula este texto para falar da entrada da minha neta no Mundo da escola pública. Depois de um ano num colégio privado este ano conseguiu entrar num estabelecimento de ensino oficial.

Se tudo correr bem, a cachopita ficará nesta escola cerca de 10 anos. Isto é, sairá para o secundário já com 15 anos. Segundo informações esta será uma das melhores escolas básicas da região, estando em alguns aspectos ao nível dos melhores colégios particulares. Curiosamente a primeira directora desta escola foi a professora do meu filho mais novo que tinha sempre muitas ideias e milhentas iniciativas. Todavia reformou-se, mas pelo que sei deixou uma boa herança.

Vivemos tempos esquisitos, para não dizer absurdos. Os professores são vítimas de alunos e encarregados de educação, acusados de maltrarem os miúdos, quando na maioria as crianças entram já na escola carregada de vícios e dos quais não se querem libertar. Os telemóveis são um destes exemplos, como os "tablets" e demais periféricos. Tudo em prol de uma criança que se quer sossegada, amorfa e consequentemente pouco inteligente.

Os encarregados de educação, na sua maioria, também não estão muito preocupados com as posturas dos filhos. O que é preciso é que eles os deixem ver "os biguesbraderes" em paz e sossego.

No entanto não venho dizer que no meu tempo é que era bom! Não era! Ou melhor, não foi! Tive uma professora primária que batia primeiro e perguntava depois. O que fez com que eu ao fim do primeiro ano odiasse a escola... até hoje!

Felizmente já não haverá professores assim. Muito por força de uma teoria que dá a presunção de inocência a todas as crianças. Quando sabemos que algumas delas são um verdadeiro veneno dentro da escola e perante as quais raramente os professores têm razão e força.

Por tudo isto que agora corre tenho medo da minha menina, do que lhe possam fazer, nomeadamente em termos sociais. E obviamente das consequências dessas acções sempre inocentadas pelos pais que consideram os seus filhos os "meninos Jesus" lá de casa. Quando, na realidade, são pequenos diabretes.

Sempre que os meus filhos vinham para casa com notas menos simpáticas eu acusava-os sempre de não trabalharem o suficiente. E nunca acusei os professores.

Por fim que este passo, dado pela pequena luz dos meus olhos, em relação ao futuro não se torne uma estranha, longa e triste caminhada, como foi a minha.

Que seja sempre feliz é o que eu mais lhe desejo!

Ser pai ou mãe é...

Hoje alguém me colocou uma questão à qual não consegui, em termos lógicos, responder a preceito, até porque foi feita assim de supetão e não estava nada à espera. A pergunta foi esta:

- Como se consegue ser um bom pai?

Para além de ficar atarantado com a questão, andei todo o dia a magicar uma resposta. E quer queiram quer não esta não consegue ser preto ou branco, já que na educação dos filhos são mais as cores cinzentas e com diferentíssimos tons que os brancos e os pretos.

Já por diversas vezes por aqui fui escrevendo que as crianças vêm ao Mundo sem manual. Mais... não há internet nem livros temáticos de pedagogia que consigam dar respostas e conselhos a todos os casos com os quais os antecessores têm de lidar.

Todavia uma coisa tenho a certeza: não há bom pai sem uma boa mãe nem uma boa mãe sem um bom pai. Ambos têm de pensar o mesmo para os filhos e acima de tudo nunca haver desautorização do outro, mesmo que pareça injusta.

Quando as crianças são pequenas nenhum pai ou mãe deve ser bom, porque a primeira coisa que se deve ensinar e habituar os filhos é a palavra não. Mas um não veemente, seguro e ouso mesmo assumir em alguns casos autoritário (que é muito diferente de tirano!!!) de forma que os pequenos percebam na disciplina algo a respeitar. Certamente que nenhum petiz gosta de ser travado na sua vontade. Exemplos práticos e comuns:

- ver televisão em vez de comer;

ou

- brincar em vez de ir para o banho.

Caberá assim aos pais perceber até onde pode ir a teimosia infantil. Para mim sou apologista do cortar cerce logo no início da demanda. Assim as crianças vão entendendo que a palavra tem peso.

Um bom pai ou mãe nunca pactuará com erros sucesssivos dos filhos. Um erro aceita-se, mais é criar uma margem demasiado flexível que um dia mais tarde jamais se conseguirá reverter.

Não sou a favor da tirania. Nada mesmo. Nem do estalo como castigo à mão (de dar!!!) se bem que tenha sido vítima dessa filosofia. Por vezes o diálogo também não conquista corações e muito menos vontades. Aqui basta fazer doer (no sentido figurativo, obviamente!) onde dói mais.

Lembro-me a este propósito que a minha madrinha quando os filhos eram pequenos e no fim do dia os mandava arrumar os brinquedos ameaçava-os com:

- Se não arrumarem os brinquedos irão para o lixo.

A verdade é que por diversas vezes o fez. E as crianças rapidamente perceberam que teriam de arrumar o que desarrumaram.

Os bons pais devem amar os filhos. Mas amar não significa liberdade sem qualquer preço. A flexibilidade parental deverá ser sempre de acordo de ambos (pai e mãe).

Finalmente e em tom mais de brincadeira diria:

- o pai não grita, faz-se ouvir;

- o pai não ordena, aconselha;

- o pai não impõe. ensina;

- o pai não ralha, explica!

Remato com uma ideia muito pessoal. Uma mãe e um pai só serão avaliados com justiça após a sua partida deste mundo.

Ler, ler, ler!

Escutei hoje de manhã no rádio do meu carro a notícia que cerca de 50% dos alunos do secundário tinham faltado ao exame de Português.

Se para mim é uma novidade haver tantos alunos a faltarem aos exames nacionais, já não me parece absurdo quando se trata da nossa língua.

A verdade é que em Portugal a educação do Português está cada vez mais debilitada, muito por culpa das redes sociais e do código muito específico ali usado para comunicar, mas acima de tudo pela falta de empenhamento do Ministério da Educação em ensinar convenientemente a língua de Camões aos alunos.

Pego num singelo exemplo e pergunto: quantos dos actuais alunos do secundário já pegaram num verdadeiro dicionário? Sim daqueles calhamaços com milhares de páginas e palavras com o respectivo significado! Servem-se de alguns dicionários "on-line" e fica tudo resolvido. Nem ponho de parte a hipótese dos alunos não saberem que há este tipo de informação disponível.

No meu tempo de aluno tive de ler obrigatoriamente um conjunto pré-definido de obras literárias, que me trouxeram novas visões de escrita e do Mundo. Desde Bernardim Ribeiro e o seu Menina e Moça até aos "Esteiros" de Soeiro Pereira Gomes, passando por Camões, Garrett, Camilo, Eça, Cesário Verde, Camilo Pessanha e obviamente Pessoa.

Tive de ler muitos livros e diferentes autores ao que acrescentei autores estrangeiros e mais portugueses de forma voluntária.

Ler tornou-se hoje em dia num exercício louco e supostamente sem qualquer benefício para o leittor a não ser estar horas parado. Triste engano!

A continuar por esta via daqui a uns anos o português arrisca-se a ser uma língua secundária... Em Portugal.

Avós e netos: um amor para sempre?

Para quem como eu já tem alguma idade, para não dizer muita, os netos são um património humano fantástico. Mesmo que no meu caso tenha algum trabalho para os manter felizes.

Durante muitos anos vi filmes e li livros onde a relação entre avós e netos era, por vezes, até mais forte do que com os pais. No fundo, no fundo os pais deveriam ser os primeiros da lista nos afectos (seja dar ou receber!). Digo eu...

Entretanto o povo diz que "os pais educam e os avôs deseducam". Uma máxima com a qual estou completamente em desacordo, tanto mais que sou incapaz de fazer algo contra as vontades dos pais. Da mesma maneira que quando os meus sogros tomavam conta dos meus filhos eu dei sempre a entender o que queria para os meus miúdos.

Quando a semana passada estive fora em férias, calculei que quando regressasse ao convívio das crianças, estas ficassem mais frias, especialmente o rapaz mais novo de apenas 14 meses.

O curioso é que no dia seguinte à minha chegada quando o pequeno nos viu a sua face iluminou-se num sorriso transbordante de alegria. Ainda sem andar (o puto parece ser preguiçoso!!!) estava ao colo de um dos pais e pretendeu saltar logo para o colo dos avós. Mas o maior problema dele é que não sabia se me escolhia ou preferia a avó. Foram uns momentos fantásticos que eu não olvidarei.

Finalmente é isto que eu gostaria de acreditar, daqui a uns anos, quando eles já forem crescidos: que eu fui genuinamente importante nas suas vidas.

Ser avô ou avó sem deixar marca nos pequenos é como comer uma comida sem sentir o sabor desta.

A gente lê-se por aí!

Hoje não brinco!

As sociedades actuais são pródigas em desperdício. Mas isto não é novidade nenhuma para (quase) ninguém.

Daí muitas pessoas em diversos locais se juntarem para recolherem nos restaurante sobras de refeições não servidas, indo depois entregá-las a pessoas necessitadas, maioritariamente gente sem-abrigo.

Durante muito tempo guardei caixas de plástico que depois entregava a uma colega que fazia parte de uma associação de recolha desses alimentos, para que ela usasse para distribuir a comida em doses familiares ou unitárias, conforme os destinatários

Gestos fantásticos de gente ainda mais fantástica.

Só que o desperdício não é exclusivo dos alimentos. Roupas, mobílias, livros e até brinquedos são depositados no lixo sem que ninguém aproveite.

Hoje fui despejar o meu lixo reciclável nos contentores específicos, que ficam a uns meros 30 metros da minha porta. Desta vez não havia vidros apenas embalagens e papel.

Tudo despejado e já de regresso a casa deparo-me com três boas mochilas e mais um saco repletas de... brinquedos encostados ao contentor do lixo orgânico. Doeu-me o coração.

Há uns anos valentes quando os miúdos cá de casa deixaram de ser miúdos pedi-lhes para fazerem uma escolha do que queriam e não queriam dos brinquedos. O resultado deu uma quantidade de caixas cheias e muito mais espaço em casa.

Os brinquedos sem interesse foram entregues num hospital público à ala pediátrica onde havia muitas crianças internadas. O restante ficou num pequeno baú que a minha neta hoje adora desarrumar.

Tudo isto para tentar perceber como se deitam brinquedos no lixo e ninguém pensa nas crianças que não sabem o que é um boneco, um carrinho, quiçá um jogo! Com tanta associação, tantos centros, tantas escolas não há um telefone para perguntar se querem os brinquedos?

Desilude-me esta gente pouco altruísta e nada humana.

Há muito, mas muito para educar nesta sociedade demasiado preocupada com o faz de conta, mas nada ralada com quem devia contar!

A brincar não nos entendemos!

Quando era miúdo os pouquíssimos brinquedos que tive tinham a função de me manter sossegado. Eu e todas as crianças na altura a quem eram oferecidos objectos para brincar fosse nos anos ou no Natal.

Já era alguém crescido quando me apercebi de diversas iniciativas, oriundas de grupos chamados pacifistas, contra a ideia de darem às crianças pistolas, arcos e flechas e mais uma panóplia de artefactos bélicos, mesmo que fossem todos falsos e feitos de plástico.

Quando alguns anos mais tarde fui pai de dois rapazes nunca lhes ofereci aquele género de brinquedos. Acima de tudo porque o brinquedo deve ter, repito deve ter, uma função pedagógica. Apenas!

Hoje o meu varão de nove meses foi deixado no chão da cozinha onde gosta de estar e gatinhar a alta velocidade. A determinada altura a avó entregou-lhe uma pequena peça de plástico sem arestas perigosas, mas com a qual o miúdo adora estar entretido. Pergunta então a avó à laia de desabafo:

- Brinquedos para quê?

Naturalmente percebi a ideia, mas duvido que o cachopito aprenda alguma coisa com aquele pedaço de plástico.

Isto leva-me a opinar sobre o que vamos dando às nossas crianças. Cá por casa há uma certa "legodependência" derivado dos pais que sempre gostaram da arte de construir as coisas, mas a Lego acaba por ser um brinquedo mais ou menos caro. Depois muitas crianças, estando já viciadas nos pequenos ecrans de casa, acabam por retirar dali os seus próprios desejos que os pais e restante família facilmentem satisfazem.

Assim que tive filhos considerei que os brinquedos são ferramentas para entretenimento, mas outrossim formas muitos básicas para as crianças aprenderem e obterem algumas valências.

Todavia há nesta minha filosofia uma falha enorme e que se prende com a ideia de que as actuais crianças já sabem muito bem o que querem e desde muito cedo. Como já observei acima as televisões são um enorme fomentar de vontades, mas os coleguinhas de escola não são menos, para não dizer que serão mais.

Dito isto... tento que o petiz agora se vai desenvolvendo por aqui se interesse mais pelos meus livros que pelos periféricos que eu reconheço assaz aliciantes, mas pouco inteligentes.

O primeiro fim de semana!

A minha neta entrou esta semana na pré-primária, num infanário com essa valência. Vivaça e extrovertida a cachopita ambientou-se muito bem mostrando uma postura educativa muito acima dos seus coleguinhas.

Portanto hoje iniciou o primeiro fim de semana... sem escola, mas que ela não desejava! Pudera... brincadeira até mais não, muitas crianças para conviver e outros tantos desafios, após mais de quatro anos a lidar com gente mais velha, será certamente muito mais tentador!

Espero que continue assim! Que prefira sempre os bancos da escola para aprender e não siga o péssimo exemplo do avô que nunca gostou de estudar!

Como o tempo passa!

Amanhã a minha neta entrará na pré-primária, porém numa escola particular porque as públicas não têm vagas. Creio que falei há tempos deste tema, mas foco-me nesta conclusão: os governos decidem sem perceber se o país tem estruturas físicas e humanas para acomodar tais decisões.

Os meus filhos nunca andaram na pré-primária, nem sequer em colégios já que ficaram em casa aos cuidados dos avós maternos até ao dia primeiro da escola. Estes favores nunca ficaram devidamente pagos aos meus sogros. Da básica seguiram para as escolas secundárias sempre públicas. Apenas na universidade tiveram opções e escolhas diferentes.

Portanto a partir desta segunda feira a minha neta mais velha entrará nesse mundo estranho, ao mesmo tempo fantástico da educação, ainda sem qualquer vício ou defesas, como provavelmente terão algumas das suas coleguinhas que desde pequeninas foram entregues aos cuidados de outrem.

Voltando ao início deste tema e à falta de lugares nas pré-primárias reforço a minha ideia de que o Ministério da tutela não poderia nem deveria lançar uma regra sem perceber se esta pode ser oferecida a todas as crianças. A capacidade financeira dos pais parece ser um dos filtros para as crianças terem acesso ás escolas públicas em detrimento daqueles com maiores rendimentos. Em paralelismo as pessoas com maiores rendimentos também não deveriam usar os hospitais públicos, certo? Errado, digo eu!

Mais uma vez o Estado a tentar substituir-se à família! A ceder a algumas ideologias para ganhar votos sem ter realmente consciência do impacto das suas regras.

Para no fim pagarem sempre os mesmos: os educadores e em última instância os educandos.

Quando educar rima com... amar!

Em termos meramente teóricos os filhos serão a obra perfeita do amor dos pais. Amor puro e incondicional, muitas vezes de uma só via e quase sem retorno.

Não há filhos perfeitos. Da mesma maneira que não há pais perfeitos. Mas é nesta imperfeição permanente que todos têm de viver e conviver! Se souberem e quiserem, claro!

Hoje, por mera concidência, dei conta de duas famílias com filhos, todavia com relações assaz diferentes com os mesmos. A primeiroa é de um velho amigo que tendo dois rapazes mais ou menos da idade dos meus nunca conseguiu educá-los de forma segura e competente no sentido de lhes municiar com lastro para lidar com a vida. A outra assenta num casal que há um quarto de século decidiu adoptar uma criança pequena. Foi um processo moroso, mas conseguiram assumir a seu cargo a responsabilidade de criarem um rapaz.

Se no segundo caso o jovem ainda anda em busca do seu caminho, no primeiro as coisas estão completamente desconfiguradas. Ociosos e sem rumo vivem quase das esmolas dos pais. Mas preferem isso a ter de trabalhar. A verdade é que nenhum deles foi ao esmeril da educação e nunca sentiram o peso de uma verdadeira responsabilidade.

Com estes exemplos fico com a certeza de que há muitos pais que nunca tiveram competência nem discernimento para imporem regras básicas, enquanto outros que aceitaram de livre vontade uma responsabilidade mostraram muito mais sabedoria e acima de tudo valeram-se de uma boa pedagogia.

Ser mãe ou pai não é ser somente procriador, mas formador e educador que curiosamente ou talvez não, até rima com amor!

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