Conforme vou avançando na idade mais consciente fico de que a vida é um segundo. Mais, estou cada vez mais ciente que não vale comprar bravatas, zangas, guerras para chegarmos mais longe pois no dia seguinte à nossa morte será o primeiro dia em que seremos esquecidos.
Dito isto não entendo esta "foçanguice" (como se dizia no meu tempo de escola), pelo poder e pelo dinheiro! Talvez seja tempo de explicar a alguns que: 1 - ninguém é eterno: 2 - ficar na história deverá ser sempre pelos melhores motivos.
Portanto reconheço que estou nos antípodas deste Mundo e desta sociedade onde o poder gera dinheiro e o dinheiro gera poder numa mistura demasiado explosiva e em que o menos apto, o mais pobre, o menos capaz irá pagar sempre a factura desta mistura.
Trump, Putin, Netanyahu, Kim Jong-un só para dar uns exemplos serão as figuras proeminentes de um Mundo à beira de um colapso grandioso e com consequências terríveis para todos nós.
Provavelmente cada um destes péssimos chefes mundiais julgarão que basta a demonstração de força para que os seus adversários se subjuguem á vontade deles. Porém não esqueçamos que a Mãe Natureza é muito rica em lições para o ser humano e basta perceber porque o leão é considerado o rei da selva para temermos o pior.
Cuidemos então de nós e dos nossos e deixemos o dinheiro e o poder que aquele acarreta e que transforma qualquer ser humano num qualquer esgoto.
Cuidemos do ambiente, e da nossa Natureza. Cuidemos de quem nos cuidou e acima de tudo cuidemos daqueles que um dia poderão cuidar de nós.
Rico não é ter mais que todos os outros, mas apenas ser mais que muitos!
Pois... como escutei um deste dias a alguém os cisnes negros desta nova era podem ser improváveis, mas não são impossíveis.
Ainda não percebi porque um país que não consegue dar um médico de família a cada português quer manter uma companhia de aviação onde já se investiram a troco de nada milhões e milhões de euros. Fortunas!
Definitamente é preciso dizê-lo com todas as palavras: não necessitamos de uma TAP.
Precisamos de médicos! Muuuuuuuuuuuuuuuitos! Precisamos de enfermeiros! Muuuuuuuuuuuuuitos! Precisamos de trabalhadores na agrícultura! Muuuuuuuuuuuuuuuuuuitos! Precisamos de pastores! Muuuuuuuuuuuuuuuuuitos.
Precisamos de tanta coisa bem mais importante que uma companhia de aviação que só dá prejuízo.
Ainda por cima quando cada vez mais os portugueses recorrem às companhias de baixo-custo para viajarem. Os bilhetes de viajar na TAP são geralmente extremamente caros. E não é de agora.
Há 25 anos tive de viajar diversas vezes para Barcelona e o meu primeiro bilhete na TAP custou-me numa viagem apenas de ida 400 euros por pessoa. Meses mais tarde fiz essa mesma viagem numa companhia americana e custou 120 euros.
Ainda não consegui perceber o porquê da TAP, mas pelas notícias recentes "a porca entrou nas couves"!
A Suiça que é muito mais rica que Portugal deixou cair há uns anos a Swiss Air! E outros países seguiram o exemplo.
Sejamos sérios e a vaidade de termos uma companhia de aviação com dinheiros públicos custa caro, muito caro. E a verdade é que não suficientementee ricos para este luxo.
Não obstante estar já reformado e distante da vida bancária, ainda assim, fico sempre atento para saber quem irá tomar conta das rédeas do BdP, minha antiga entidade patronal.
Quando comecei a trabalhar no Banco era Governador o Senhor Professar Manuel Jacinto Nunes, que tive o privilégio de conhecer pessoalmente. Depois lembro-me de Vitor Constâncio, creio que por duas vezes e em anos diferentes, António de Sousa, Tavares Moreira, Luís Miguel Beleza e finalmente Carlos Costa.
De todos o que mais me marcou de forma positiva foi obviamente o Professor Manuel Jacinto Nunes pelos diversos contactos que acabámos por ter. Ouso mesmo confessar que certo dia, pela hora do almoço, subia eu a rua do Ouiro para ir até ao refeitório e cruzei-me com o Professsor, que fez questão de parar e cumprimentar-me, dado que já me conhecia. Anos mais tarde já estava ele aposentado surgiu-me à frente, ainda era um mero caixa da tesouraria dizendo que era um reformado e que vinha levantar as moedas comemorativas a que tinha direito.
Outras gentes, outras ideias!
Mas foi com o mais controverso governador, o Doutor Carlos Costa, que tive, certa vez, uma longa conversa. Do que falámos nunca o revelei, mas naquela altura o BdP era um saco de pancada de todos os sectores da sociedade portuguesa.
Do Doutor Mário Centeno não faço quaisquer observações pois só o conheci como técnico e director-adjunto de um Departamento.
Finalmente estou assaz curioso com a chegada do Professor Álvaro Santos Pereira ao Banco de Portugal, numa altura em que, mais um vez, o legislador do sector bancário está sob forte escrutíno externo, não só por diversas e sabidas convulsões internas envolvendo o Ministério Público, mas também pela recente aprovação pela actual administração da construção da nova sede.
Desejo que o Professor, de uma vez por todas, consiga trabalhar para recuperar a imagem de prestígio do BdP. Para bem do País, das instituições e de todos os portugueses.
Desde que Trump assumiu os comandos dos Estados Unidos todos os dias vimos mais uma norma a reverter outras assinadas por pretéritos presidentes.
São ordens legislativas oriundas da Casa Branca para logo serem contestadas por diversos tribunais. E em cada dia há um ou mais casos controversos e ambíguos.
Já se sabia que Trump iria dar vazão às suas ideias imbecis e retrógradas. Obviamente que não tem a seu lado ninguém que o ajude a pensar melhor as suas decisões, até porque para Trump pensar será uma actividade deveras cansativa.
Entretanto alguns dos comparsas políticos começam a sentir na carteira o peso das suas ligações a Donald Trump. As bravatas compradas pelo actual Presidente dos Estados Unidos irão custar muuuuuuuuuuuuuuuuitos milhões aquele país.
Pelo que li algumas importantes empresas jã fecharam as suas contas na plataforma X e as encomendas de carros eléctricos caíu para números quase assustadores.
Tudo junto temos um Trump a dar cabo do conhecido "sonho americano" que advém originalmente da Constituição americana e transformá-lo num enormíssimo pesadelo.
Vivemos tempos esquisitos, temerários! Não sabemos como será o nosso futuro, tendo em conta as inúmeras ameaças que pairam sobre todos nós.
Uma guerra à escala Mundial parece já não ser uma mera utopia. Creio mesmo que depois da segunda Guerra Mundial esta será a crise mais grave. Não me refiro exclusivamente à guerra na Ucrânia, nem na Faixa de Gaza, mas numa guerra à escala planetária com demasiados países, muito armados, envolvidos.
Se tal acontecer surgirá uma enormíssima crise alimentar, já que poucos países produzem produtos em enormíssimas quantidades, controlando produções e preços. Com um eventual litígio armado à escala Mundial restariam os pequenos países com ínfimas produções para as necessidades mundiais, o que parece ser demasiado pouco.
Portugal teve durante séculos a base da sua economia assente no secto primário onde se destacava a agricultura. Foi já no século XX que se descobriu no sector terciário a fonte de incremento da nossa economia. Obviamente muito à conta do Turismo e derivados.
Com um conflito bélico este sector ficaria quase parado (recordo a este propósito o que aconteceu e das queixas que se escutaram durante a pandemia!). Com o sector da indústria quase inutilizado restará novamente o sector primário para alimentar as bocas lusas e provavelmente de mais gente.
Hoje olha-se para a agricultura como um sector pobre e de pouco valor e no qual poucos são os trabalhadores portugueses. Optou-se por estrangeiros (em condições, muitos deles, profundamente deploráveis) que trabalham longas horas por uns míseros euros.
Conhecendo eu bem esta vida da terra, sei o que custa andar de sol a sol a sachar batatas, a mondar milho, a escardar oliveiras. Para depois num golpe de azar uma trovoada, um frio atípico estragar a produção de um ano. Sei que muitos agricultores sobrevivem à custa de uns parcos subsídios que por veses mal dá para pagar uma alfaia estragada.
A título de exemplo posso afirmar que já gastei 1000 euros este ano para podar as oliveiras para a próxima colheita. Todavia não sei, como ninguém sabe se terei um, dois ou centenas de quilos de azeitona para fazer azeite.
Com um novo governo em funções seria óptimo que o Ministério da Agricultura olhasse para os pequeníssimos agricultores e cuidasse deles como eles merecem! Não falo para mim... mas há por aí muitos a necessitarem de uma mão governativa.
Finalmente convém não esquecer que sem agricultura não há víveres. E sem estes as pessoas não (sobre)vivem!
Hoje de manhã quando fui a pé ao pão deparei com uma quantidade anormal de pequenas moradias, que até há pouquíssimo tempo transbordavam de vida. Hoje, quase todas, apresentavam um catrapázio com a seguinte palavra em tamanho garrafal: vende-se.
Associado à palavra uma qualquer imobiliária. Tristemente óbvio!
O número de habitações à venda nesta zona cresceu exponencialmente e quase de uma dia para o outro. Ainda há pouco tempo alguém passou na rua e perguntou-me se estaria interessado em vender a minha casa. Isto é a procura parecia maior que a oferta.
Hoje leva-me a crer tudo estar relacionado com as recentes e outrossim contínuas subidas das taxas de juro emanadas pelo tal de BCE! Portanto se juntarmos a amortização, mais os juros e demais alcavalas que os empréstimos obrigam, temos que a despesa com uma habitação cresceu muito mais que os rendimentos.
Daí perceber um número anormal de habitações, em segunda mão, à venda.
Reconheço que sou um privilegiado pois pago uma taxa de juro muito abaixo daquela que é apresentada pela banca comercial. Mas mesmo assim em menos de um ano, tendo amortizado perto de 5 mil euros, o valor mensal do meu juro não parou de subir. Dos 10 euros que paguei em Agosto de 2022 passei para mais de 60 euros em Junho deste ano. E pelo que sei continuará a escalar!
Imagino então as pessoas com orçamentos muito limitados, filhos pequenos a necessitarem de infantários ou escolas. A ginástica que não devem fazer para que o orçamento não derrape.
Um problema na actual sociedade lusa e para a qual não vejo uma solução a contento de todos.
Sempre detestei os rótulos nas pessoas. Creio ser uma forma muito simplista de chamar nomes a alguém sem que esta se ofenda. Também não sei quem foi o "artista" que considerou que uma pessoa, dependendo dos rendimentos que aufere deveria ser colocada numa certa classe (alta, média, média-alta, média-baixa, baixa).
A vida que já vivi ensinou-me que a riqueza e a pobreza de uma família está directamente relacionada com a sua postura perante as diversas solicitações. Lembro a este propósito que tive colegas que ganhavam muito mais que eu mensalmente, mas que andavam sempre lisos e com calotes a outros colegas. Simplesmente porque não sabiam governar a sua vida. Do género maltês de bronze, como se dizia na aldeia: "ganha dez e gasta onze".
Mas se pegarmos na tal estatística de valores recebidos anualmente, aqueles meus colegas poderiam perfeitamente pertencer a uma classe alta. Porém... eram pobres!
O ter muito dinheiro não é sinónimo de se ser alguém rico. Tal como o pouco dinheiro não é sinal de pobreza.
A riqueza e a pobreza são factores que devem ser associados não só aos rendimentos, mas à forma como cada pessoa consegue gerir os seus infidáveis ou parcos recursos.
Dizia o meu sábio avô "dinheiro no bolso não consente misérias" numa alusão àqueles que no seu tempo tinham dinheiro no bolso mas que não era deles. Um prenúncio do que são hoje os cartões de crédito.
Parece que o negócio do imobiliário continua em alta. Hoje andava eu a lavar os terraços de minha casa e que dão para a via pública quando surgiu uma tróica de meninas a tentar angariar casa para (re)venda. Acima de tudo perguntaram-me se conhecia alguém que estivesse interessado em vender!
Uma delas pareceu-me mais simpática e acabámos por falar uns minutos sobre o negócio de compra e venda de propriedades, mais propriamente de moradias como a minha!
Sou defensor de que as coisas só ganham valor quando temos interesse em comprar ou vender. No entanto pretendi saber qual o valor médio que poderia valer uma moradia nova naquela zona e quem eram os maiores interessados.
Percebi que os estrangeiros estão na crista da onda na aquisição de imóveis, a maioria para os alugar através das plataformas turísticas digitais.
Todavia a angariadora ainda acrescentou que há também muitos portugueses a procurar casas do género da minha o que sinceramente me espantou, tomando em consideração o estado em que se encontra a nossa (pobre) economia.
Pelo que entendi em Portugal ainda há gente com muito dinheiro!
Há 20 anos entrava oficialmente em circulação o Euro (o primeiro nome da moeda esteve para ser ECU, imagine-se)!
Desde esse primeiro de Janeiro de 2002, Portugal e mais uma série de países europeus aceitaram ter uma só moeda que servisse a todos os que aceitaram perder parte da sua identidade fiduciária.
É sabido que o Reino Unido nunca pretendeu fazer parte deste aglomerado assim como a Suécia que mantém a sua coroa sueca. Não obstante estas duas negas o euro tornou-se numa forte moeda mundial quiçá neste momento a mais valorizada e desejada, a par do dólar.
Ao invés do que se pensava a sociedade lusa rapidamente se habituou à nova moeda, ao contrário do que aconteceu em França aquando da desvalorização do franco nos anos 60, pois nos anos 80 ainda havia muito francês a falar em francos novos e velhos.
Economicamente prometeram-nos o céu com a inclusão na nova moeda. Porém o que consigo perceber é que passado este tempo não estamos tão bem quanto julgaríamos e gostaríamos, nem tão mal como os negacionistas do euro apontam.
Finalmente e tendo em consideração que tenho um gosto por notafilia desde logo percebi que as notas de euro, não obstante terem ganho muitas características a nível de segurança de falsificação ainda assim perderam em beleza e qualidade quando comparadas com as notas portuguesas, mesmo as mais recentes.