Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Vacinas: as picas de um estranho negócio!

Ainda não percebi bem o que se tem passado com as vacinas. Li que um Presidente de Câmara chegou-se à frente para a vacina antes dos prioritários e pouco mais. Também já ouvi falar em demissões, acidentes de viação com perda de vacinas... isto é um ror de acontecimentos à boa moda lusa.

Todos neste país acham que têm mais direitos que os outros para serem vacinados o que se deduz que há gente que sente que é mais importante que o vizinho, independentemente do que cada um faça da vida!

Entretanto a União Europeia mantém um braço de ferro com uma das empresas fornecedoras da vacina. Sinceramente já esperava isto. Com tantas doses a serem necessárias não estava a ver a tal empresa disponibilizar o número suficiente de vacinas em tempo útil.

Demandas, bravatas, litígios, desacordos, guerrilhas palacianas tudo junto não dará uma melhor vacina, mas um conflito de impensáveis contornos e do qual as populações irão ser as principais vítimas.

Como li hoje: se a vacina fosse mesmo, mas mesmo eficaz todos os ricos do mundo já a haviam tomado. Assim está-se a usar a população para testes em massa e gratuitos... ou quase!

“BESame mucho”

Estão a ver aqueles novelos de fios tão emaranhados donde querem apanhar uma ponta e não conseguem? Ou se conseguem mais à frente está partido e volta tudo ao início? Conhecem essa sensação?

Pois bem… esta é a ideia de que tenho sobre o caso BES/Novo Banco.

Com os novelos quando desistimos vamos à loja e compramos um novo. Este caso parece semelhante… Quando não se consegue perceber onde está o dinheiro… injectam-se mais uns milhões.

Na realidade creio que o caso BES é bem mais complicado do que se  julga e terá muita gente envolvida, cujo nome não pode ser denunciado.

Quem diz pessoas individuais, diz empresas, partidos, Associações e demais entidades que, a exemplo das pessoas singulares, não podem ser divulgadas.

Enquanto houver uma mínima escapatória legal nos nossos códigos de direito, nenhum dos culpados do que aconteceu ao Grupo GES será formalmente acusado.

Entretanto até lá o país vai enterrando dinheiro num Banco completamente falido e que nunca deveria ter sido salvo.

Era sistémico e com a sua queda caíra o país” pensarão alguns que lerem estas linhas. Poderia cair sim, mas não andaríamos agora a entregar rios de dinheiro a uma instituição que há muito deixou de ter credibilidade.

A TAP dos pequeninos!

Sei que não vale de nada, mas umas horas antes da partida da minha viagem de férias para os Açores era este o aspecto exterior do aeroporto de Lisboa. Um autêntico parque de estacionamento aeronáutico!

Contem lá quantos aviões se encontram pousados.

Talvez esta pobre foto explique algumas coisas naquela transportadora.

E não apanhei todo o aeroporto...

20200716_103500 (1).jpg

Esquecer vamos...

Alguém se lembra da greve dos motoristas de matérias perigosas? Estávamos em Agosto de 2019... Havia quem já estivesse de férias e queria regressar e quem quisesse ir de férias sem o poder fazer.

Lembro-me que por essa altura o país esteve quase totalmente parado. E recordo uma frase que li à época: "Uma crise na económica portuguesa de repercussões drásticas".

Quase um ano passado sobre a tal greve, que imobilizou o país, aquela crise foi um singelo ensaio daquilo que se passa neste momento. Mesmo com algum desconfinamento certo é que a economia lusa levou uma surra valente. Que ninguém conseguiu adivinhar mesmo nos piores cenários.

Mas antes do Verão de 2019 e das anormais consequências com as ditas greves, já Portugal passara por um outro desafio económico aquando da presença da tróica.

O que acho interessante é que raras foram as empresas que aprenderam com aquelas crises. Aquelas continuaram a gastar à tripa-forra e a não olhar a despesas. O mundo estava em alta... portanto. Havia que usar a lei de "Gastar Vamos!"

Também tenho a perfeita noção que jamais se imaginaria uma pandemia deste cariz.

Porém quando esta situação abrandar, com ou sem vacina, as empresas voltarão ao fulgor de antigamente, olvidando o passado recente.

Ou como diria alguém: o melhor do ser humano é saber esquecer!

A cozinhar-se nova crise?

Fez no passado dia 15 de Setembro onze anos que um dos maiores Bancos americanos caiu. Falo obviamente do Lehman Brothers que com a sua queda criou um efeito dominó nos restantes bancos mundiais, originando uma crise nas economias de quase todos os países. As consequências são sobejamente conhecidas e pagámos muito caro (e continuaremos a pagar!!!) pelos desmandos que políticos corruptos, banqueiros sem escrúpulos e investidores patetas fizeram durante muitos anos.

Desde essa altura a segurança e legislação financeira apertou em todo mundo e hoje parece ser mais difícil que a história se venha a repetir. Mas será mesmo verdade?

Ontem o gigante turístico Thomas Cook abriu falência atirando 22 mil trabalhadores em todo o mundo para o desemprego, para além da falha de contratos com os operadores turísticos que depressa decidiram não dar mais crédito aos desgraçados dos turistas que previamente haviam confiado numa empresa com perto de 180 anos.

À primeira vista parece não haver quaisquer semelhanças entre o problema de Lehman Brothers e Thomas Cook.

Todavia o turismo tem sido uma indústria que tem crescido exponencialmente. Então em Portugal a coisa parece ter contornos de uma epidemia. Basta saber, por exemplo, quantos hotéis tem hoje a baixa Pombalina de Lisboa?

Ora se decalcarmos o caso de 2008 em cima do que que ontem foi amplamente noticiado, temos que muito brevemente poderá haver uma novel crise…

Esquecem-se os historiadores de economia, e não só, que a história tem, mais ou menos, tendência a repetir-se.

Portanto e antes que tudo falhe, está na hora dos nossos políticos e governantes se precaverem contra o cozinhado que se anda a preparar nas suas/nossas costas. Depois terão ainda menos desculpas que em 2008.

E agora Portugal?

Catrapuz... Os juros da dívida portuguesa a dez anos ultrapassaram os 4 por cento.

Segundo os analistas e não só, aquela percentagem será o limite para evitar um retrocesso financeiro nas contas públicas. Mas parece que as coisas neste momento não estão a correr bem para a dita geringonça!

Não imagino sequer o que se seguirá. Se a tal empresa de rating canadiana irá descer o nosso já pobre nível para lixo, se o BCE deixará de comprar dívida portuguesa... se outra situação qualquer. Demasiados "ses" para um país sempre dependente dos outros.

Aconteça o que acontecer parece-me cada vez mais difícil este governo manter as tais promesssas de aumentos para Agosto, especialmente nas reformas.

Falta somente saber, e que não é de somenos, o que segue após a venda do Novo Banco. Tenho a sensação de que os portugueses ainda vão arcar com a responsabilidade de pagar os desmandos da família Salgado.

Começa mal o ano de 2017 para Portugal.

A renegociação da dívida

Oiço demasiadas vozes a falar da renegociação da nossa dívida. Especialmente alguns partidos associados à geringonça. Dito de uma maneira mais simples pretendem claramente um perdão.

Certamente que cada um dos partidos tem o direito de dizer e pedir o que bem lhe der na gana, mas isso não os iliba da irresponsabilidade que será não cumprir com os compromissos assumidos.

O problema não é só uma questão de renegociar a dívida mas tão somente perceber que, ao assumir estas negociações, estaremos a condenar que futuramente alguém se disponha novamente a emprestar-nos mais dinheiro. E percebe-se porquê...

Imaginemos:Chego a um amigo e peço-lhe x dinheiro emprestado. Ele apresenta as condições e eu aceito. Passados alguns tempos chego novamente à sua beira e proponho reformular a dívida contendo aquela uma perdão de dívida e juros.

Se ele aceitar, porque prefere perder 50% a perdê-lo todo, acabamos por afastar alguém que nunca mais nos emprestará um "tusto".

O mesmo se passa com Portugal!

Em vez de se pensar em fazer crescer o país de forma a pagarmos o que devemos anda a geringonça, mais preocupada com as futuras eleições autárquicas, a gastar à "tripa-forra".

Daqui a uns anos quando não houver dinheiro nem para pagar as reformas mais pequenas, provavelmente nessa altura alguém falará da tal renegociação de dívida que nunca deveria ter acontecido.

Mas enquanto esse dia não chega há que gastar.

Desmesuradamente!

Paremos para reflectir!

O melhor da política portuguesa é que ninguém é culpado de nada do que acontece, especialmente se for mau. Dito de outra forma os governos dizem sempre que a culpa foi do anterior executivo.

O povo vai imbecilmente acreditando (ou não!!!) nestas patranhas.

Portugal está de novo à beira de um colapso financeiro estrondoso e ninguém diz nada. A economia não cresce o suficiente para pagar a despesa. Esta não diminui porque há juros e mais juros dos empréstimos. O Estado continua gordo e anafado.

Imaginemos dois homens um ao lado do outro munidos de pás e enxadas. Só que no chão está um buraco enorme. Um deles retira terra desse buraco e espalha em seu redor. O outro homem começa a fazer um buraco ao lado e atira terra para dentro do outro buraco tentando-o tapar. Em vão!

Assim é a nossa dívida. Enquanto um não parar de espalhar a terra ao redor de 30 metros o segundo jamais conseguirá tapar o primeiro buraco.

Não sou economista mas aprendi na escola a fazer contas. Certamente que não posso ou não devo gastar mais do que ganho, mesmo que alguém cá em casa fique aborrecido por não poder comer bife do lombo, trocado por dois bifes de perú.

Mas a vida é mesmo assim. Nem sempre temos o que queremos mas somente o que podemos.

No entanto a impunidade criminal que recai sobre os nossos governantes – sejam eles de que partido forem – é uma das melhores benesses de se ser político.

Daqui a muito tempo, quando se escrever a história destes últimos anos e à distância segura da idade poder-se-á dizer quem foram realmente os verdadeiros culpados por chegarmos a este (triste) fado.

Até lá andemos de cara alegre, porque tristezas não pagam as nossas dívidas!

O mundo num bolso!

Chegou-me às mãos a 25ª edição do “Pocket World in Figures” publicado pela centenária revista “The Economist”.

Os dados apresentados neste livro de bolso referem-se quase na sua totalidade a ano de 2014, ou seja, numa altura em que a crise mundial parecia (digo parecia porque creio que ela ainda não terminou…) querer abrandar.

Para quem gosta de estatísticas, este manual é deveras interessante. Certamente não cabe neste espaço analisar os dados ali apresentados, mas para quem aprecie e se sinta à vontade, aquela publicação é um manancial de informação e acima de tudo de comparação.

Nele podemos perceber quais os reais dados económicos do nosso país e de muitos outros países e outrossim informação à escala mundial compilada por diferentes temas que vão desde a saúde à natalidade, das dívidas aos desportos, da cultura à esperança de vida. Temas tão diversos como criminalidade e custo de vida, transportes e turismo são apresentados de forma simples e assertiva.

Um verdadeiro tratado informativo e estatístico que muitos países provavelmente não gostarão de ver (leia-se analisar)!

 

pw_figures.jpg

 

Pré-época de Natal!

Durante muitos anos olhei para a época do Natal no mínimo com… desdém. Um acontecimento na minha meninice tirara a esta quadra toda a magia e encanto. E assim os Natais foram passando sem grandes comemorações.

Acabei por mais tarde aceitar o Natal e até comemora-lo com pompa e circunstância. A principal razão para esta inflexão prendeu-se obviamente com o nascimento do meus dois filhos.

Há no entanto uma fase que continuo a não mostrar grande interesse e prende-se com esta pré-época Natalícia. Mesmo com a actual crise (ou provavelmente por causa disso!!!) a primeira referência ao Natal deste ano, que me foi dado observar, aconteceu em pleno Outubro. A dois meses de distância.

Compreendo que para a nossa já muito debilitada economia esta altura poderá ser uma espécie de balão de oxigénio. Mas daí ao que se pode constatar hoje vai uma relativa distância. Para além das lojas já profusamente enfeitadas também as televisões e a Internet divulgam o que têm de melhor para a época que se aproxima.

Regressando uma vez mais à minha meninice direi que naquele tempo não havia Pai Natal, nem a Coca-Cola patrocinava a viagem com origem na Lapónia de um ancião e das suas renas. Ou se o fazia, em Portugal isso não era conhecido. Naquele tempo o principal responsável pelas prendas era o “Menino Jesus”. O Tal que nunca entendi como podia estar em todo o lado ao mesmo tempo.

Um poeta disse uma vez que o Natal é quando o homem quiser. Mas a pré-época ao invés devia ser só em Dezembro profundo.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D