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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Olhar, mas não ver!

Tive um bom amigo, entretanto já falecido, que teve uma doença terrível: esclerose múltipla.

Devido à sua doença tinha de ir amiúde ao Hospital de Santa Maria em busca de tratamentos. Primeiro a coxear, depois de canadianas e por fim de cadeira de rodas.

Dizia-me ele no dia seguinte às consultas:

- Fui ontem a Santa Maria... o local onde olhamos, mas não vemos!

Da primeira vez que me disse esta última frase fiquei um tanto atónito. Depois ao vê-lo dia a dia a definhar entendi melhor o significado daquela máxima.

Percebi que quanto mais lidamos com algo, mesmo que não seja simpático nem bonito mais nos vamos afastando da dor ou do sentimento de angústia. Ou dito de outra forma o sentido da visão poderá ter duas interpretações: aquilo que se constata com o nosso olhar - a parte física - e a forma como o que vemos nos toca - a parte emocional.

Por fim acrescento que o pior que nos pode acontecer é misturar ambas ou não termos capacidade de nos abstrairmos da parte emocional que é geralmente a que mais nos magoa!

Otorrinolaringologia? Check!

Após muito pensar decidi (sinceramente não decidi nada, fui empurrado!) deixar-me ser observado por médicos de diversas especialidades.

Iniciei com ortopedia, cujo médico me mandou fazer exames que entretanto já me sujeitei, mas falta a consulta final.

Depois passei para o meu otorrino. Mais exames e testes, Também já realizados.

Seguiu-se a consulta de gastro e mais uma bateria de exames e análises requeridas. Que se realizarão somente em Setembro e alguns só em Novembro.

Entretanto já marquei Urologista para Setembro assim como Oftalmologia para o mesmo mês.

Finalmente só tenho conclusões de Otorrinolaringologia. Ontem o médico comunicou-me que estou mais surdo, algo que já sabia! Do ouvido direito então não oiço nada. Do esquerdo tenho um defice nos sons agudos mais ou menos na zona onde se instala a voz humana. O que equivale dizer que não oiço a voz da minha mulher. O que por vezes nem é nada mau!

Portanto: Otorrinolaringologia? Check.

Entreguei-me!

Reconheço que posso incorrer num erro, mas não gosto de andar na estranha dança de médicos. Conheci muita gente que ao primeiro ligeiro sintoma de dor, espirro, fosse o que fosse, aparecia logo defronte de um médico em busca de tratamento.

Nunca fui desse clube semi alarmista.

Porém, com o caso do meu amigo que em menos de um mês se foi embora, para enorme tristeza minha, e tomando em consideração a minha idade terei de concordar com aqueles que me estáo sempre a alertar para ir fazer exames de rotina.

A semana passada consultei um otorrino que me mandou fazer exames para ver até que ponto está a minha surdez. Hoje fui fazer análises e amanhã tenho consulta de ortopedia. Também já marquei Gastro e Urologia e não sei se ficarei por aqui.

Chegou portanto a hora de me entregar nas mãos dos médicos. Veremos como sairei deste confronto, Só espero e desejo que sejam competentes.

Aquela doença!

Há infelizmente neste Mundo diversas doenças que não sendo graves no sentido de colocar a vida em perigo, podem ainda assim ser limitadoras.

Por exemplo hoje comemora-se o Dia Mundial do Vitiligo. Uma doença que se esconde por detrás de muita roupa e perante a qual muitos doentes se sentem inferiorizados.

Tenho um amigo, peregrino de Fátima e na vida como eu, que sofre desse síndrome. Mas que numa rede social escreveu simplesmente este texto:

Tenho Vitiligo identificado há 20 anos. No início foi uma caminhada dura no esconder, no preocupar-me com a reação que poderia criar nos outros, na aceitação. Com 30 anos nessa altura, confesso que não foi fácil. Procurei vários tratamentos, numa ânsia infundada que tudo voltaria ao "normal". Até que ao 3°dermatologista que visitei ouvi o melhor conselho possivel: "E que tal VIVER?". Senti uma estalada na cara e pensei:"Se calhar esta médica tem razão."
Hoje não falo por mim.
Hoje falo pelas pessoas que ainda não conseguiram resolver a situação.
Falo pelas crianças que são discriminadas pelos pais de outras crianças, que não querem que os seus filhos brinquem em conjunto, que por ignorância têm medo que se pegue essa maldita maleita.
Ou então falo pel@ adolescente, que @s seus amig@s mandam a piadinha sobre os defeitos da sua pele, que não está nos standards tradicionais de beleza instituídos.
Ou então pelo adulto no autocarro, que as pessoas se afastam como se tivesse lepra, com asco.
Ou pelo idoso, que nem lhe tocam num simples momento de afeto, não vá alguém ficar contagiado.
Todas estas situações têm um elo em comum: Derrubam a autoestima.
E usar a empatia?
Fala-se tanto em "Não Discriminação“ ... Deixem as palavras e simplesmente passem aos actos.
Hoje saúdo quem é como eu.
 
Muitos parabéns P. grande texto onde a coragem e o alerta para uma realidade tantas vezes escondida se juntam para um bem maior.
Bem-hajas pelo teu exemplo.

As inverdades da internet!

Há muito que dou conta que as pessoas, especialmente as mais velhas, perante o cepticismo de alguns desculpam-se quase sempre com “li num jornal” ou “escutei na televisão”, como se estes órgãos de informação fossem, na actualidade, donos de verdades absolutas.

Hoje a informação chega-nos por diferentes vias, algumas delas sem qualquer pingo de regras éticas já que tudo é válido para se tornar notícia. E quanto mais escabroso, negro ou violento… melhor! Depois surgem os escândalos como o mais recente na BBC. No jornalismo nem tudo deverá servir para se ter uma fantástica novidade para divulgar. Porque a verdade surgirá mais tarde ou mais cedo.

Porém aquela postura, de em tudo acreditar naquilo que se publica, não é unicamente apanágio dos mais velhos. Os mais novos também sofrem de grandes influências exteriores que lhes caem nos braços (eu diria melhor… nas mãos) através da internet.

Esta recente maneira de obter informação incorre nos mesmos erros daqueles que usam jornais ou televisões, já que todas as notícias têm diferentes interpretações.

Um dos exemplos que vou notando prende-se com as doenças. Uma pesquisa informática sobre uma qualquer maleita, dá demasiada resultados dos quais dificilmente conseguimos extrair a informação mais válida ou mais sensata. E pior… é que em vez de ajudar, o que se escolhe ler e assumir, pode levar-nos a vivermos dramas interiores e por vezes irreversíveis.

Portanto é necessário ter muito cuidado com:

- as origens do que se lê:

- a forma como interpretamos o que vamos lendo;

Assim acredito que a internet pode ser (e +e certamente) algo muito útil, desde que saibamos impor as nossas próprias regras quanto aos dados que nos foram presenteados. É que pela internet vagueia muito mais inverdades do que se julga.

Receios para o futuro!

Vivo diariamente com alguém que está completamente senil. Senta-se à mesa come sozinha, mas é necessário colocar-lhe a colher na mão, já que faca e garfo... já era. Não tem uma conversa de jeito, por vezes não sabe onde está e assusta-nos deveras quando num segundo está sentada na sua cadeira, para no segundo seguinte estar de pé em busca de qualquer coisa que nunca sabe o que é, arriscando-se tantas vezes a cair... 

A verdade é que os 90 anos não ajudam. Junte-se uma profunda depressão que durante muitos anos a atirou para uma cama e temos as razões para que a sua mobilidade seja agora reduzida e frágil.

Valem-lhe as filhas que decidiram estar com ela em casa em vez de a enviarem para um lar. E este que se assina como genro... também colabora.

Porém quando olho para aquela criança triste e acabrunhada, que dia a dia vai desaprendendo, fico a matutar no meu futuro e dos receios que este me trará. Por enquanto, e mesmo depois de ter estado infectado com Covid, estou de boa saúde (aparentemente!!!). A cabeça está sempre a trabalhar, nunca tive nenhum estado depressivo e nem vivo ansioso.

Só que de vez em quando olho para o quadro cá de casa e penso: e se fico assim um dia?

Este é assumidamente o meu maior temor. Não só a incapacidade de um dia ser, mas acima de tudo a incapacidade de um dia pensar e decidir.

Assusta-me!

E o meu futuro é já ali...

Regresso a meio-gás!

Há três coisas em mim que me definem como não estando bem: não ler, não escrever e passar demasiado tempo na cama.

Foi o que aconteceu nos derradeiros dias.  Longos dias a dormir no sofá mesmo sem febre e nenhuma vontade de aqui vir para ler ou escrever seja o que for.

Estive assim durante muitos dias. Demasiados!

Agora tento regressar aos poucos a uma normalidade que quase não tinha consciência de existir. Todavia alguma tosse ainda perdura estando já a ser combatida com velhas mezinhas .

Digam o que disserem os antigos tinham muitas curas para estas maleitas.

Portanto estou de regresso, com calma, serenidade e vontade de escrever!

Termino com um agradecimento a quem se preocupou comigo e com o meu estado. A todos vós um grande "bem-hajam"!

De longe vem a (má) fama!

Quando chegamos a uma certa idade e se iniciam algumas maleitas é que compreendemos que muitas das nossas doenças são consequências de uma vida pouco regrada, nada saudável tida muitos anos antes.

Oque comemos, bebemos ou fumámos em exagero vai-nos ser cobrado em dias posteriores com juros extremamente altos.

As organizações da especialidade, os médicos, os enfermeiros, todos de uma maneira simples ou mais complicada vão avisando para as consequências dos nossos actos.

Vou dar um mero exemplo. Deixei de fumar há mais de trinta anos. De tal maneira que já sou considerado não fumador. E desde essa época raramente me constipo ou tenho tosse. Atravesso Invernos sem um ai… Acrescento que sou de andar com poucos agasalhos. Camisa em cima do pelo e um casado é a minha indumentária diária, especialmente quando vou para o trabalho.

Seja mera coincidência ou não, a verdade é que conheço diversos médicos que mesmo tendo já alguma idade, e sabendo dos malefícios do tabaco e da má alimentação, continuam nesse registo arriscando-se a problemas graves. Claro constipam-se muitas vezes ao ano.

Ter saúde para estar doente!

Há cem anos morreram na Europa entre 50 a 100 milhões de pessoas devido à “pneumónica” também conhecida pela gripe espanhola.

Um século passado sobre este tempo temos a medicina evoluída com um foco essencial na cura de doenças ditas incuráveis.

No livro “O Físico” de Noah Gordon, que conta a forma brilhante como a medicina era aprendida e aplicada na idade média, podemos outrossim identificar doenças que na altura seriam de mui difícil tratamento e hoje são de solução corriqueira. Um dos exemplosali referidos é a apendicite, que nos séculos do feudalismo, matava indiscriminadamente sem se perceber a razão do envenenamento do corpo.

A medicina actual debate-se todavia com doenças que não sendo graves do ponto de vista terapêutico são-no na vertente psicológica.

Os disturbios da mente surgem hoje como um problema muito mais premente do que alguns desajustamentos físicos. Talvez por isso há cada vez mais Psiquiatras.

Bom… no que a mim diz respeito, costumo dizer que não tenho tempo nem paciência para estar doente. E quando eventualmente me surge uma enfermidade (nada superior a um mero AVC ou uma simples gripe) tento rapidamente debelá-la.

Custa-me portanto entender aquela gente que anda (ou pelo menos diz que anda) sempre doente. Ou dói a cabeça, as costas, os rins, as pernas… Passam os dias a caminho dos Centros de Saúde ou dos hospitais, consultam todos os tipos de médicos em busca de um remédio milagroso, gastam recursos materiais e humanos de cariz público, para depois recorrerem a um qualquer homeopata de vão de escada, aconselhado por uma tia que é cunhada de uma prima em quarto grau e gastarem o triplo do dinheiro para tratarem de uma doença que não têm nem nunca tiveram e que só existe na cabeça deles.

São assim os considerados saudáveis doentes!

Que cada vez há mais…

Vícios

A Organização Mundial de Saúde considera que o vício em videojogos é uma doença do foro psiquiátrico.

Face a esta resolução da OMS podemos estar a um passo de dizermos que todos somos doentes mentais. Porque todos temos tendências viciantes. Ou não?

Fumar, beber, jogar em casinos, totobolas ou euromilhões, fazer compras, tudo pode tornar-se um vício. E se assim for assumido, (quase) todos nós somos doentes do foro mental, porque raras são as pessoas que não têm vícios.

Eu próprio, que costumo dizer não tenho desses vícios que estragam as vidas pessoais e não só, posso considerar-me um doente mental já que não passo um dia sem que escreva qualquer coisa. E quando isso não acontece quase que fico de ressaca, qual toxicodependente.

Face ao que precede parece-me assim pouco razoável que uma organização Mundial venha publicamente afirmar que o gosto por videojogos seja uma doença.

As empresas fabricantes deste tipo de actividade devem ter delirado com esta assumpção.

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