Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Ter saúde para estar doente!

Há cem anos morreram na Europa entre 50 a 100 milhões de pessoas devido à “pneumónica” também conhecida pela gripe espanhola.

Um século passado sobre este tempo temos a medicina evoluída com um foco essencial na cura de doenças ditas incuráveis.

No livro “O Físico” de Noah Gordon, que conta a forma brilhante como a medicina era aprendida e aplicada na idade média, podemos outrossim identificar doenças que na altura seriam de mui difícil tratamento e hoje são de solução corriqueira. Um dos exemplosali referidos é a apendicite, que nos séculos do feudalismo, matava indiscriminadamente sem se perceber a razão do envenenamento do corpo.

A medicina actual debate-se todavia com doenças que não sendo graves do ponto de vista terapêutico são-no na vertente psicológica.

Os disturbios da mente surgem hoje como um problema muito mais premente do que alguns desajustamentos físicos. Talvez por isso há cada vez mais Psiquiatras.

Bom… no que a mim diz respeito, costumo dizer que não tenho tempo nem paciência para estar doente. E quando eventualmente me surge uma enfermidade (nada superior a um mero AVC ou uma simples gripe) tento rapidamente debelá-la.

Custa-me portanto entender aquela gente que anda (ou pelo menos diz que anda) sempre doente. Ou dói a cabeça, as costas, os rins, as pernas… Passam os dias a caminho dos Centros de Saúde ou dos hospitais, consultam todos os tipos de médicos em busca de um remédio milagroso, gastam recursos materiais e humanos de cariz público, para depois recorrerem a um qualquer homeopata de vão de escada, aconselhado por uma tia que é cunhada de uma prima em quarto grau e gastarem o triplo do dinheiro para tratarem de uma doença que não têm nem nunca tiveram e que só existe na cabeça deles.

São assim os considerados saudáveis doentes!

Que cada vez há mais…

Vícios

A Organização Mundial de Saúde considera que o vício em videojogos é uma doença do foro psiquiátrico.

Face a esta resolução da OMS podemos estar a um passo de dizermos que todos somos doentes mentais. Porque todos temos tendências viciantes. Ou não?

Fumar, beber, jogar em casinos, totobolas ou euromilhões, fazer compras, tudo pode tornar-se um vício. E se assim for assumido, (quase) todos nós somos doentes do foro mental, porque raras são as pessoas que não têm vícios.

Eu próprio, que costumo dizer não tenho desses vícios que estragam as vidas pessoais e não só, posso considerar-me um doente mental já que não passo um dia sem que escreva qualquer coisa. E quando isso não acontece quase que fico de ressaca, qual toxicodependente.

Face ao que precede parece-me assim pouco razoável que uma organização Mundial venha publicamente afirmar que o gosto por videojogos seja uma doença.

As empresas fabricantes deste tipo de actividade devem ter delirado com esta assumpção.

A diferença… vista por dentro

Geralmente ouve-se falar muito de como as pessoas normais reagem àqueles que por diversas razões são diferentes.

Achei deste modo importante falar da visão da diferença vista pelo próprio: como vai vivendo quem é diferente, como aceita as suas limitações, como procura ser feliz.

O relato que se segue corresponde somente à minha pessoa que, sendo eu diferente da maioria das pessoas, ainda assim considero-me um privilegiado.

Começo então pela minha surdez. Em 2012 após dois AVC’s isquémicos acabei por ficar completamente surdo do ouvido direito. E com este evento passei a:

- somente a ouvir uma pessoa de cada vez;

- detestar locais com muito barulho, do género refeitórios, cafés ou bares;

- pedir que falem comigo devagar e não mais alto;

- que sejam pacientes e repitam o que disseram, se eu não ouvir à primeira;

- escolher o lugar mais próximo de um orador sempre que vou a uma reunião.

No entanto a família por vezes não entende esta minha diferença e não consegue lidar bem com a minha surdez. Será, dos meus problemas, aquele que mais me afecta.

Ainda usei um dispositivo, durante algum tempo, para me ajudar mas fazia-me mais mal que bem…

Mas não fico por aqui… Já antes em 1999 tive um grave problema com um descolamento de retina da minha vista esquerda e que originou ficar basicamente cego mesmo após 7 intervenções cirúrgicas.

Não obstante considerar a visão como um dos sentidos mais importantes do ser humano, esta minha deficiência é aquela com a qual melhor convivo por ser, curiosamente, a menos evidente… Porém não posso ver filmes a 3D, a minha noção das distâncias não é regular e tenho de ter evidentes cuidados quando na rua me viro para o lado esquerdo, não vá abalroar alguém…

Posto isto, repito que me sinto um homem com sorte conquanto tenha a perfeita consciência que caminho permanentemente em cima de um fio de uma navalha e que a minha vida é semelhante aos equilibristas em cabos de aço a centenas de metros do chão: qualquer passo em falso e pode ser a morte do artista.

No meu caso específico ou fico completamente invisual ou completamente surdo.

Há doenças boas e más?

Um amigo de longa data, médico cardiologista, dizia-me há tempos que actualmente existem mais doenças porque antigamente as pessoas morriam de maleitas que hoje curamos em dois dias (caso das contipações e ligeiras gripes).

Reconheço que esta teoria faz sentido! Deste modo vemos doenças tão estranhas quanto incuráveis. E face a esta realidade como reagimos?

Pois é... este é o grande dilema do ser humano. Vivemos uma vida com alguém, criamos laços, amizades, trocamos gestos de carinho e de ternura e um dia só desejamos... que ele morra! Tenebroso desejo!

O que é então pior: uma demência cada vez mais limitativa ou uma doença do foro oncológico?

A esta questão ninguém se sente seguro em responder. E muito menos com vontade de o fazer...

Todos temos consciência que a morte é algo inevitável e certa... Mas o que se pretende é saber a que custos, quer fícsicos quer psicológicos... especialmente para quem rodeia o enfermo!

A ciência médica tem ainda alguma dificuldade em evitar as doenças do foro da mente, ao mesmo tempo que consegue, com relativo exito, retardar algumas doenças do foro oncológico.

Nenhuma doença é obviamente boa mas as enfermidade do foro degenerativo parecem-me aquelas que deviam merecer da sociedade médica uma reflexão profunda no sentido de se abrirem, quiçá, à eutanásia.

O que ganha a sociedade com alguém que está enfermo com demência há anos? E que custos tem associados? E as dores provocadas aos familiares?

Demasiadas questões às quais ninguém porventura sabe ou consegue responder!

Fica aqui o registo de saber se prefiro morrer de uma doença cancerosa, consciente e lúcido ou de uma qualquer enfermidade degenerativa, que faz com que nem conheça os meus próprios filhos...

 

Ébola – doença grave ou teoria de conspiração?

Por vezes tenho tendências para umas ideias um tanto rebuscadas. De tal maneira que os meus filhos acusam-me de ser inventor de enormes “Teorias de Conspiração”. Percebo o que eles pretendem dizer mas a vida já me mostrou que, infelizmente em diferentes situações, tenho alguma razão.

E tudo isto começou há muitos anos quando percebi que a morte do então PM Francisco Sá Carneiro, não fora um mero acidente de aviação mas algo mais abrangente com ramificações ao caso Irangate. Desde essa altura passei a olhar para alguns trágicos acontecimentos com outros olhos. O público assassinato de Kennedy, o estranho suicídio de Marilyn Monroe, o trágico acidente de Lady Diana são exemplos perfeitos destas minhas teorias.

Pretendo com isto dizer que não acredito em muitas justificações apresentadas pelas autoridades e sinto que há jogos de interesses muito acima das pessoas, sejam elas quais forem.

Após este longo intróito lanço aqui algumas ideias sobre acontecimentos recentes e não só. Pouco tempo após o 25 de Abril de 74, Portugal esteve debaixo de uma ameaça de cólera. Passou-se então na altura a usar água fervida ou diluir umas pastilhas também na água com características desinfectantes. Da mesma forma que surgiu a ameaça (que segundo especialistas era real), esta desapareceu.

Temos agora essa tal doença mortífera a que chama de ébola. Mas antes houve uma histeria com a gripe das aves e outra com a gripe das vacas loucas. Durante meses e anos estas doenças, que obviamente existiram e fizeram vítimas, foram levadas ao extremo fazendo diariamente manchetes de jornais e telediários televisivos. O alarmismo idiota e a meu ver quase encomendado fez com que as empresas farmacêuticas ganhassem muito dinheiro com medicamentos e vacinas.

O ébola parece assim ser um “dejávu”!

Todavia o mais curioso é que ontem ouvi um médico conceituado publicamente afirmar mais ou menos o mesmo que aquilo que eu penso.

Fiquei claramente mais descansado, porque julgava que era o único que via nesta espécie de fobia colectiva uma teoria de conspiração.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D