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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Dias de tempestade!

Desde o Natal que a minha vida é uma roda viva qual tempestade terrível. Primeiro foi a crescente preocupação com a anemia do meu pai que o impedia de ser operado, para depois ser a própria cirurgia e os consequentes Cuidados Intensivos.

Todos os dias  tenho ido ao hospital ver o meu pai. De manhã levo-lhe o jornal, para de tarde regressar à sua companhia e por lá ficar um bom bocado a conversar e a vê-lo comer a merenda e o jantar.

No entanto nos primeiros dias após os CI aquela cabeça parecia muito desarrumada: diálogos impensáveis, ideias completamente baralhadas e fora de contexto, deslocalização total.

A juntar a isto tudo uma apneia profunda que mesmo com máscara não parecia ajudar. Mas alguém cá em casa, que percebe destas coisas dizia-me:

- Dá-lhe 48 horas...

E dei! Na realidade após este tempo encontrei-o bem melhor. Com uma melhor mobilidade e independência motora. O descernimento regressou, assim como a sensatez.

Hoje enquanto passeávamos no corredor falámos de muita coisa. Do passado, do presente e obviamente do futuro. Não fizemos planos, mas alinhámos somente ideias. Como há muito não fazíamos.

Curioso (ou talvez não) como a vida por vezes escolhe os piores trilhos para nos colocar no bom caminho.

Cuidar dos outros!

Quando somos miúdos olhamos para o futuro e queremos ser qualquer coisa. No meu caso pessoal oensei em ser:

Bombeiro,

paraquedista,

jogador de futebol,

actor,

advogado,

jornalista,

eu sei lá que mais…

Mas nunca quis ser um avião (como a Joana) e muito menos médico, enfermeiro ou algo ligado à saúde ou melhor à doença.

O meu pai está no hospital vai quase para duas semanas. Era para estar uma.

Após a cirurgia ao coração, que correu maravilhosamente bem, mantém-se ainda na Unidade de Cuidados intensivos devido a diversas complicações, não muito graves, mas que requerem vigilância apertada.

Naquele serviço contei 9 salas onde em cada uma está um doente devidamente monitorizado. Todavia o que realço é a forma como toda a equipa que ali trabalha se preocupa e entreajuda nos cuidados médicos. Chamo a atenção que a maioria dos doentes são pessoas com graves problemas, sem grande autonomia seja motora seja verbal o que leva a que todos os intervenientes de cuidados de saúde sejam postos à prova.
Tudo o que envolve a vida ou a saúde dos outros torna-se a meu ver complicado. Saber que um a miligrama a mais ou a menos de um determinado medicamento pode deitar tudo a perder (inclusive a vida) é de uma responsabilidade atroz.

Para a qual eu jamais estaria verdadeiramente preparado.

Entre o Céu e a Terra

Estive logo de manhã para escrever sobre a morte do famoso matemático e físico. Mas depois vi tanta coisa escrita que desisti.

Sinceramente conheço pouco a obra deste génio ora desaparecido. Sei que concebeu umas ideias, algumas a colocar em dúvida as teorias de Einstein. Pouco mais...

No entanto foi ainda um exemplo de coragem e tenacidade numa altura em que qualquer dor é logo sinónimo de uma impensável enfermidade.

Ê neste sentido que olho para Stephen Hawking. Um homem que mostrou ao Mundo que as doenças não são impeditivas de se ser útil à sociedade.

Hoje andará a viajar entre o Céu e a Terra, procurando ainda as respostas às perguntas que tantas vezes terá formulado.

Uma dúvida doentia!

Um destes dia fui a um médico especialista pela primeira vez. Após as costumadas e naturais apresentações de parte a parte, perguntou-me as razões de estar ali, ao que eu respondi com a normalíssima: prevenção.

Foi escrevendo as minhas respostas às suas questões até finalmente remata com: é saudável?

À pergunta colocada assim de chofre respondi com: sim sou! Todavia já em casa e perante o meu historial fiquei na dúvida.

Tive durante a minha vida algumas mazelas que deixaram marcas permanentes. Mas continuo mesmo assim a fazer a minha vida de forma natural e sem limitações evidentes. De outra forma estaria já devidamente reformado por invalidez.

Portanto a saúde é um estado fisiológico real sem quaisquer sinais de enfermidade ou será outrossim uma questão psicológica?

Todos nós conhecemos quem se sinta doente só por falar nisso quase, no mesmo sentido que Jerry Lewis ao protagonizar um enfermeiro que sofria com as doenças de Mrs. Fuzzibee. Ora provavelmente, e na maioria dos casos, estas pessoas têm uma saúde muito mais resistente que os outros que se queixam menos.

A pergunta repete-se: a saúde é somente fisiológica ou também psicológica?

Quanto mais penso nesta questão, mais me convenço que a resposta está muito para lá do que é imaginável. Pode-se ser fisiologicamente doente, mas sentir mais saúde que outrém. E o invés também é válido.

Tudo dependerá justamente da forma como cada um aceita o seu estado de saúde: o verdadeiro e aquele que julga ter.

Detesto...

... estar doente.

Mas este fim de semana fui acometido de uma gripe que me deixou sem reação. Não escrevi, não li, somente sobrevivi a febres altas e dores em todas as articulações...

Nem imaginava que tinha tanta coisa no corpo para me doer.

Não sou especialmente piegas com as doenças ou com as dores. A não ser a febre. Com esta logo nos 37 graus passo a ser chato, aborrecido e, na maioria das vezes, intolerante.

Hoje fiquei mais um dia em casa doente sem poder ir trabalhar. Porque o estado febril não me abandona.

Aguardemos portanto por melhores horas!

 

Estar ou sentir-se doente!

Se há coisa que gosto muito pouco é de estar doente. Mas sentir-me doente então muito menos.

À primeira vista pode parecer o mesmo, só que não é! De todo!

Posso estar constipado, andar engripado com tosse e febre, o corpo a doer como se tivesse sido atropelado por um camião, que não me importo. Não aprecio é certo, mas é a menor da minhas preocupações.

Pior mesmo é...sentir-me doente. 

É uma sensação estranha, como se um poder oculto tomasse conta do meu corpo e da minha mente. Tenho a lucidez suficiente para perceber que tudo isto não passam de anormais reacções psicológicas a vivências que não controlo.

A verdade é que desde que regressei da aldeia, no passao fim-de-semana, um mal estar permanente apoderou-se de mim e sinto-me doente.

Normalmente não sou piegas. Se tenho uma dor real aceito-a com estoicismo e coragem. Agora este padecimento corrosivo que tomou conta de mim é por demais doloroso.

Amanhã será um novo dia!

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