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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Há precisamente dois anos

Não há coincidências. No mínimo não acredito nelas.

Já não me lembro porquê andei hoje à procura de mensagens antigas no meu arquivo de correio electrónico. Revisitei umas, recordei outras e acabei por descobrir que faz hoje precisamente dois que este espaço teve uma visita importante, que até comentou. Falo-vos da antiga atleta do Sporting Naide Gomes, que naquela altura havia abandonado a competição para se dedicar à maternidade.

Em finais de Março de 2015 escrevi um breve texto em jeito de homenagem à ex-atleta, convicto que esta jamais a leria.Todavia e por interposta pessoa a Naide veio aqui e leu e como já referi acima eescreveu um pequeno comentário.

Quiça o momento mais alto deste blogue. Pode recordar aqui...

Não havia necessidade?

Sinceramente não sei...

Maria Sharapova veio segunda feira passada, a público assumir a ingestão de uma substância proíbida pelas entidades competentes desde 1 de Janeiro. Resultado: a atleta encontra-se suspensa, a Nike também suspendeu o patrocínio e a tenista vai passar por uma enorme travessia de deserto enquanto as autoridades competentes não analisarem devidamente o caso.

Eu sei que o desporto profissional tem cada vez mais exigências e os atletas nele envolvidos pretendem chegar cada vez mais longe. Mas sinto que nem tudo é válido, nem tudo é necessário!

Mas nestes (e noutros) casos de doping, até que ponto vai a responsabilidade médica de quem cuida dos atletas? Porque evocar desconhecimento acaba por ser "pior a emenda que o soneto"

Sinceramente tenho pena que Maria saia desta maneira do ténis, pois dificilmente regressará. Mas se o fizer jamais será levada a sério. Mesmo que tudo isto seja um anormal erro de gestão atlética.

Eu gostava de ver Sharapova em campo: aquela concentração, aquela postura davam-lhe um ar compenetrado no que tinha que fazer para ir ganhando os sucessivos "set's".

Mas seja como for não havia mesmo necessidade,,,

 

Belos momentos!

Quando pratiquei desporto, convicto de que seria um grande corredor, aprendi, entre muitas outras coisas, que para se ser um atleta de excepção é necessário ter queda, jeito, seja o que for mas acima de tudo uma filosofia de vida totalmente dedicada ao que se faz, apresentando para isso um enormíssimo espírito de sacrifício.

Lembro-me quando corria que por diversas vezes a meio duma prova dava por mim a pensar e a perguntar: o que estou aqui a fazer?

No entanto no momento seguinte mudava logo de ideias e deste modo nunca desisti. Mesmo que ficasse em último.

São neste momento pouco mais das onze da noite e aproveito para ir deitando o rabo do olho para a TV (que raramente ligo) mas que por esta altura do ano me prende a ela, qual amante.

Tudo por causa da Volta à França em bicicleta. A prova rainha do ciclismo mundial, que já ultrapassou as 100 edições. Durante cerca de 20 dias e mais de três mil quilómetros centenas de homens, montados num veículo cada vez mais leve, elevam aos píncaros a palavra desporto.
Um desporto gratuito com milhares e milhares de apoiantes e espectadores, que nas estradas gaulesas (e não só) vão também de forma incógnita fazendo a festa.

Momentos altos e exemplares de como o desporto ainda é uma escola de virtudes!

 

João Rocha – O Senhor Presidente

A morte de João Rocha deixou um vazio profundo no Sporting.


Durante anos e anos o antigo Presidente foi uma referência dentro e fora do desporto nacional. Quando no 25 de Abril muitos, dos então chamados “capitalistas”, fugiram de Portugal, João Rocha manteve-se no país, tentando dirigir um clube, muitas vezes e erradamente, conotado com a direita retrógrada. Aquele dirigente recentemente falecido, viu ainda muitas das suas empresas serem nacionalizadas, acabando na maioria das vezes por entrarem em falência.

 

Mas João Rocha jamais perdeu a compostura e a cidadania. Foi ficando e assistiu a tudo com o estoicismo que só os grandes homens sabem ter. Lutou pelo seu clube de coração e não obstante algumas vicissitudes foi na regência deste dirigente que “nasceram” para o atletismo Carlos Lopes, Fernando Mamede, José Carvalho e muitos outros grandes atletas. Por exemplo no hóquei em patins nos anos 80, o Sporting ganhou tudo o que havia para ganhar. Em andebol foi campeão sete vezes entre 1973 e 1986.

 

João Rocha foi, por assim dizer, o último dos grandes dirigentes desportivos. Por tudo isso e não só, o “Senhor Presidente” deixa uma imensa saudade. 

 

 

Uma “alta” atleta!

 

 

 

Se há algo que eu admiro nos atletas de alta competição é a sua postura durante a actividade que estão a exercer, seja ela futebol, golf, ciclismo, ténis ou qualquer uma outra. Geralmente concentrados e sem tempo para sorrisos ou outros “fait-divers”. E é assim que deve ser!

 

Esta tarde estive a ver uma meia-final do torneio Masters de ténis em Istambul. Maria Sharapova batia-se mais uma vez contra a Victoria Azarenka num duelo que se previa renhido. Não vou aqui relatar o que aconteceu mas única e exclusivamente realçar a forma compenetrada como a bela atleta Russa se manteve no “court”. Concentradíssima, olhos fixos ora bola cá, ora bola lá, conseguiu mais uma boa vitória contra uma Bielorrussa que me pareceu algo magoada, especialmente aquela perna direita onde Azarenka diversas vezes levou a mão. Mas na face clara de Sharapova não se vislumbrou um sorriso, nem sequer um esgar de algo diferente, que não fosse a sua total atenção na partida.

 

Esta atleta foi o ano passado considerada pela revista Forbes a atleta feminina mais bem paga do mundo só em publicidade, verba que rondou os 25 milhões de dólares. 

Mas os verdadeiros campeões não se vêem apenas na conta bancária mas na sua postura em campo. Maria Sharapova é um exemplo perfeito.

 

À atenção dos nossos atletas portugueses!

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