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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Coisas que deixei de fazer...

mas tenho pena!

Hoje fui a um desses hipersupermercados onde vendem tudo e mais um par de botas... de montanha. Andei por ali a cirandar e dei por mim a olhar para uma quantidade de apetrechos que me evocaram outras actividades.

A primeira delas será sem dúvida andar de bicicleta. E tendo eu duas perguntar-me-ão, e com razão, porque não dou umas voltas? Primeiro porque o meu corpo há muito se deixou desleixar (ou terá sido eu?) de forma que andar de "bicla" seria um enorme esforço a que o coração provavelmente poderia não resistir.

A segunda foi... jogar à bola. Reconheço que nunca fui um mago da bola nem um reles aprendiz, mas ainda assim gostava de jogar. Normalmernte futebol de salão! Mas com a bolada que levei mum dia na cara que terá originado o descolamento de retina acabei por desistir de jogar.

A terceira actividade que também deixei de fazer foi... correr. Durante anos ia do Laranjeiro, onde vivia, até à Costa de Caparica a correr e vinha. Aproximadamente 25 quilómetros. Hoje seria quase impossível!

Finalmente algo que deixei recentemente: longas caminhadas. Mas estas ainda provavelmente poderia fazer, só que falta-me tempo e acima de tudo companhia! 

Os anos passam e o corpo definha!

Sinais evidentes da idade!

Isto anda tudo preso ...

... por minudências!

Depois do meu Sporting ter ganho um jogo no último segundo do tempo de desconto, para na semanaseguinte  haver um fora-de-jogo por uma mão-travessa não assinalado e que favoreceu também o Sporting, desta vez foi a atleta Auriol Dongmo, do lançamento do peso, que perdeu a medalha de bronze por um pé maroto que ultrapassou os limites originando a invalidação do seu último lançamento, que a ser válido lhe garanteria o terceiro lugar, nos Campeonatos Mundiais de Atletismo a decorrer em Budapeste.

Este intróito serve de lançamento para a ideia de como em tudo na vida basta uma fracção de segundo, um "cagagésimo" de mílimetro para que tudo ganhe novos contornos - bons e maus! No desporto então... é um ver-se-te-avias de casos destes. Mas no nosso dia a dia também assim é!

Há quem chame a todas estas situações sorte ou a falta dela. Eu, sinceramente, nunca soube o que lhes chamar!

O que sei e tenho consciência é que são estas minudências que comandam a nossa vida.

A gente lê-se por aí!

Enorme João!

Em 2020 estávamos no dealbar da pandemia Covid e o Giro foi adiado para Outubro desse ano. João Almeida participou nessa volta à Itália e andou de "rosa" durante muitos dias, só a perdendo já nas últimas etapas.

Na época devida uma etapa muito complicada de alta montanha escrevi este postal. Titulei-o com "Grande João". Hoje quase três anos depois João Almeida mostrou porque é um dos sérios candidatos a ganhar, este ano, o Giro.

Õ caldense teve hoje a sua primeira vitória numa etapa de uma grande volta. Os últimos quilómetros acredito que tenham sido de algum sofrimento, mas o ciclista luso está munido de um espírito de sacrifício que o torna num atleta que sem dar muito nas vistas vai fazendo o seu caminho.

Note-se que entrámos já hoje na derradeira semana do Giro e o lugar mais baixo que João Almeida esteve nas últimas semanas foi... em 4º lugar, para agora estar em segundo lugar e uns meros 19 segundos da tão apetecida camisola Rosa.

Portanto enorme João!

Portugal tem os olhos postos em ti!

 

Pirataria informática: uma forma de luta?

Antes de desenvolver o tema sobre a pirataria informática assumo que sou totalmente contra este tipo de actividade. A informática na sua génese é uma criação de um produto que depois será comercializado. Da mesma maneira que são os livros, discos ou filmes. Portanto diria que deveria estar sob a alçada dos direitos de autor. Todavia não sou jurista e nada sei de leis sobre assunto.

A pirataria informática é quase uma indústria paralela tantas são os sítios da Internet que disponibilizam conteúdos supostamente gratuitos que na origem seriam principescamente pagos. Mas é neste litígio de valores que assenta, provavelmente, a maior razão da pirataria.

Se pegarmos na SportTv temos valores que variam entre os 20 euros por mês para o mais básico até aos 40 euros com direito a tudo e "mais_um_par_de_botas"!

Vinte euros por mês dá 240 euros por ano o que equivale a quase metade do ordenado mínimo nacional. Ora se alguém conseguir aceder aos mesmos conteúdos por exemplo por 60 euros anuais (isto é quatro vezes menos) parece quase tentador que se deixe a plataforma legal para passar para a pirataria.

Se juntarmos a tudo isto canais com filmes... passaremos a estar perante um enorme dilema: pirataria sim ou não?

Deste modo, se bem que como já referi acima, não concorde com esta forma ilegal de ver televisão, também me parece uma espécie de forma de luta contra os preços, por vezes, exorbitantes que pedem pela visualização de certos canais.

Não seria mais sensato as empresas baixarem os preços para angariarem mais clientes? Provavelmente ganhariam menos individualmente, mas acabariam por sair beneficiados porque teriam mais gente a assinar as suas plataformas.

Entretanto no vastíssimo mundo dos jogos on-line há um pouco de tudo: acessos gratuitos e outros bem pagos. Mas tenho a ideia que neste as opções são muito maiores porque há muito mais escolha. Logo a pirataria é menos usual.

Não imagino como será daqui a uns anos, contudo fico com a ideia de que a pirataria veio para ficar... E por muito mais tempo do que se julgava!

No dia em que o "Giro" deixou de ser giro

Ou a traição do Covid

Soube esta manhã que o caldense João Almeida não partiu com o pelotão para a etapa de hoje por estar infectado com Covid.

Durante as últimas semanas tenho ficado pregado ao canal da Eurosport para seguir em directo o sobe e desce do Giro transalpino que curiosamente começou... na Hungria!

Obviamente que continuarei a seguir a corrida até porque gosto muito de ciclismo, mas esta prova, agora sem o chefe de fila da equipa Emirates, deixou naturalmente de ser gira. Aquela postura quase sombria de João Almeida mas que o colocara na quarta posição da Geral individual foi um exemplo que não é usual ver.

Sei que há mais dois portugueses e da mesma equipa do homem de A-dos-Francos em prova, mas nunca será a mesma coisa.

 

Doping: o remédio da fraqueza!

De vez em quando vou lendo notícias de atletas envolvidos em casos de "doping". Voluntaria ou involuntariamente a verdade é aqueles que caem nessas malhas apertadas estragando as suas  vidas, carreiras e deixando que os sonhos se transformem em... pó.

Lembro-me dos casos recentes de Lance Amstrong ou de Maria Sharapova que de bestiais passaram a bestas num brevíssimo segundo. Tudo por causa do tal malfadado "doping".

Quando oiço ou leio este tipo de notícias pergunto-me de quem será verdadeiramente a culpa: do atleta que sente que é impotente para alcançar melhores marcas e arrisca tudo ou dos médicos e dirigentes que percebendo a fraqueza do atleta e às escondidas tentam "compensá-lo" de alguma forma?

Um atleta de alta competição deveria ser uma máquina quase perfeita. E alguns roçam mesmo essa perfeição. Mas há sempre um momento de fraqueza, algo menos bom que pode originar uma opção por ajuda extra.

Por isso caberá ao atleta e à respectiva equipa médica o esclarecimento em conjunto dos riscos de uma tomada de posição perante alguma insuficiência física ou mesmo psicológica. O poblema é que muitas vezes os desportistas não têm essa consciência e depositam cegamente nos seus médicos ou fisioterapeutas a responsabilidade das suas decisões.

Daí correr muitas vezes mal. Com elevadíssimos prejuízos para todos, mas essencialmente para o desporto.

Fé ou superstição?

Esta noite enquanto labutava com umas gamboas para dentro da panela de pressão fui deitando o olho para o futebol que passava na televisão lusa. Assumo que é a única razão que me leva a ver o pequeno ecran: desporto.

Decorre o jogo quando percebo algumas substituições portuguesas. Entra este, sai aquele. Entra mais um, sai outro.

O que reparo é que a maioria deles persignam-se antes de entrarem em campo. Outros levantam as mãos e soletram algumas, suponho eu, orações. Todavia estes gestos não são exclusivos do futebol pois são vistos amiúde em qualquer modalidade.

Sendo eu então um homem de fé e professando esta segundo os Mandamentos de Deus, fico por vezes a olhar para aqueles gestos dos atletas e pergunto a mim mesmo se tudo aquilo é verdadeira e sentida fé ou somente um exercício de mera superstição?

Ou quiçá um mero gesto mecânico e quase sem sentido!

Fica a dúvida.

A altura do sonho!

Que tamanho têm os nossos sonhos? Até onde gostaríamos que nos levassem os sonhos que vamos sonhando?

Foi o que fez Neemias Queta, que a partir de Outubro irá entrar nos grandes palcos da NBA nos Estados Unidos. Um português de origem guineense, nascido em Lisboa mas vivendo grande parte da sua vida num bairro do Barreiro donde, em 2018, partiu para a terra do "tio Sam" de modo a poder participar nos campeonatos universitários.

Quatro anos passados o jogador de 2,13 metros de altura irá cumprir o seu sonho ao participar no melhor campeonato de basquetebol do Mundo, fazendo parte da equipa dos Sacramento Kings, onde vestirá o número 88.

Finalmente sempre ouvi dizer que em qualquer lugar do Mundo há um português. Não sei se é verdade, mas reconheço que estamos devidamente espalhados.

Agora vamos ter um a jogar na NBA!

Boa sorte Queta!

Giro de Itália 2021

Iniciou no passado Sábado mais uma volta à Itália em bicicleta, mais conhecido como Giro d'Italia. Com a presença da estrela lusa no ano passado, João Almeida, o vencedor do prémio da Montanha, Ruben Guerreiro e o Nelson Oliveira outro campeão português no selim.

Veremos como corre este ano para as cores portuguesas não obstante cada atleta pertencer a equipas diferentes.

Ao fim de quatro etapas o corredor da Movistar, Nelson Oliveira, já se encontra em 4º lugar. Veremos até onde pode chegar.

Boa sorte portugueses! Coragem!

Um Tour das... Arábias

No final da etapa de ontem do Tour de France pouco se especulava sobre o vencedor da Volta à França. Entre primeiro e segundo havia uma diferença de perto de um minuto que muitos acharam assaz suficiente para Roglic continuar de amarelo até Paris.

Todavia faltava ainda uma etapa, para além da etapa de consagração reservada para amanhã. Um contra-relógio de pouco mais de 36 quilómetros, mas com uma chegada em subida.

Os atletas foram saindo, um a um, até que partiu o esloveno Tadej Pogacar da UAE Teams Emirates, segundo classificado da geral individual, a 57 segundos do compatriota de amarelo vestido, sendo este o último a partir dois minutos depois.

Foi um final épico. A cada pedalada de Pogacar a distância entre ambos diminuia a olhos vistos e depois cresceu quando já tinha eliminado a diferença temporal. Um exemplo de tenacidade, esforço e espirito de sacrifício.

O atleta esloveno ainda de amarelo bem que tentou diminuir a vantagem do seu compatriota, mas tal foi impossível. E quando chegou à meta tinha perto de dois minutos de atraso em relação ao melhor tempo feito por Pogacar.

Mais uma vez fica provado que as vitórias só são efectivas quando tudo acaba e não há nunca vencedores antecipados.

Uma etapa que ficará na história deste Tour e na história do ciclismo mundial.

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