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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

De água me vesti...

Resposta ao desafio da Mula e da Mel

Sinto a água fria correr-me por entre as mãos e pergunto-me que voltas terá dado para ali chegar? Estou numa velha fonte onde duas bicas não param de despejar no tanque a água que vem do ventre da terra.

Sinto-me um privilegiado por poder beber desta água fria e sem sabor, que corre insistente.

Foge esta por caminhos estranhos, saltitando por entre pedras, encolhendo-se nas pontes, alargando-se dos estuários, alagando lameiros em tempos de invernia, enchendo barragens, matando a sede ao gado sedento num qualquer Verão quente. Ninguém a consegue parar e num momento de revolta e fúria na intempérie leva tudo à sua frente.

Gostaria também de me vestir de água, subir às nuvens, descer às terras sequiosas em torrentes fortes, saltitar por entre caminhos ínvios e parar somente para te receber naquele banho refrescante.

A água é verdadeira companheira dos meus tristes momentos. Que o digam as lágrimas que choro.

De carta me vesti…

Jamais me lembraria de escrever sobre este tema, mas a Mula e a Mel lançaram a ideia e assim vamos lá dar corda aos sapatos (leia-se escrever).

Fico a pensar que se fosse uma carta que género de missiva gostaria de ser.

. Uma carta transbordando ternura, carinhos e onde se destaca a palavra amor?

- Uma de desamor anunciando tristezas e amarguras e à qual se acrescenta traição?

- Uma carta de reconciliação onde se reveem os erros e transpira desculpa por todo o lado?

- Uma carta triste, cinzenta e onde se lê a morte?

- Uma carta florida, iluminada por uma estranha luz a que chamamos vida?

- Uma carta branca com letras petras e que diz: deve?

- Uma carta pesada, lenta e onde a incerteza aguarda?

Talvez não queira ser nenhumas delas e apenas deseje ser uma simples folha branca de papel, onde possa escrever uma só palavra e no final poder ler:

Liberdade!

De almofada me vesti...

Resposta ao desafio da Mel e da Mula

Um diálogo improvável!

Pego na minha almofada e ando com ela às voltas entre as mãos. Não sei o que dizer ou escrever. Porém, no instante seguinte:

- Olha lá e se me pousasses na cabeceira da cama?

Atónito respondo:

- Tenho de escrever sobre uma almofada…

- Finalmente alguém me dá valor…

- O que é que estás pra’í a dizer?

- Que finalmente alguém me dá o real valor.

- Valor? Tu és uma almofada como há milhões por esse mundo fora.

- Enganas-te! Redondamente!

- Ai sim? E sabes dizer-me qual o teu valor?

- Depende…

- Depende de quê?

- Daquilo que posso dizer…

Atirei a almofada para cima da cama, mas esta acabou por rebolar para o chão. Voltei para trás e apanhei-a.

- Fazes o favor de não me maltratar… Pois não é assim que lido contigo…

- Ai que cada vez percebo menos…

- Companheiro, por muito que te custe admitir eu não sou um objecto… sou um conceito.

- Conceito? Como assim?

- A minha função não é unicamente dar conforto no teu sono, mas descobrir novos caminhos para as tuas dúvidas, dilemas e ensejos.

- Andas a ver muitos filmes…

- Pois ando… mas são longas metragens do quotidiano.

- Oh pá… dramas a esta hora não… por favor!

Um silêncio cresceu entre nós. Só que a minha curiosidade parecia crescer. Desculpei-me:

- Sabes, se alguém estivesse a ler isto diria que estou louco.

- Não temos todos um pouco de loucura?

- Mas falar com uma almofada é, no mínimo, caricato…

- Ai é? E quando te apaixonaste pela aquela miúda da escola e ela te deu uma nega, onde foste chorar? E quando perdeste o torneio de xadrez, com quem desabafaste a raiva?

- Mas não eras tu…

- Pois não… mas era outra… Daí dizer-te que sou um conceito… e não um singelo objecto.

- Tive tantas almofadas na minha vida…

- Eu sei disso, mas a todas elas recorreste para te ajudar na resolução dos teus problemas.

Desta vez o silêncio foi meu.

- Ficaste calado?

- Sim estou a pensar… és capaz de ter razão… Olha... já tenho ideias para escrever.

- Mais uma vez vais dormir sobre este assunto… e em cima de mim!

- É mesmo. – sorri!

- Então fica bem e verás que amanhã já tens o texto escrito.

Não é que tinha!

De vento me vesti...

Sob a égide da Mula e da Mel eis a resposta ao desafio desta semana.

 

Escalei ao cimo da serra onde diziam que o vento tinha forma. Chegado ao cume lembrei-me curiosamente deste poema.

Sentei-me numa pedra cinza presa ao chão, nem imagino há quantos séculos, e observei ao meu redor toda aquela distância… de quase tudo!

Lá em baixo as casas eram ínfimos pontos alvos e as árvores, mesmo que enormes perto delas, dali pareciam quase nada, um mero borrão verde. Uns singelos traços na paisagem longínqua traduzi como fossem as estradas e os caminhos. Tudo tão distante…

Inspirei o ar frio da manhã, não obstante sentir estar mais perto do Sol. Mera ilusão…

Eólo circundava por ali com uma pujança invulgar. Até o falcão de asas a abraçar a paisagem parecia parado no ar. As poucas árvores que por ali resistiam eram arduamente sacudidas quais leques sevilhanos.

A ideia que ali me trouxera prevalecia: o vento naquele cimo tem forma! Haviam-me dito…

Forma, forma como?

Ao longe o Sol elevou-se num horizonte anilado, por vezes escondido aqui e ali por uma almofada alva. O rosmaninho crestado pelo frio matinal e pelo vento agitava-se com fervor, assim como um pequeno arbusto de alecrim que odorava o local numa fresquidão selvagem.

Esperei serenamente que a forma do vento surgisse algures. Tinha essa esperança… de ver… de perceber… de descobrir.

Um nano pensamento, entretanto, introduziu-se no meu espírito e foi crescendo, crescendo até tomar… forma!

Pois... num instante percebera tudo!

Com um sorriso ergui-me do meu lugar pronto para partir, repeti o olhar em redor e descobri que ali o vento tinha mesmo forma...

Mais um desafio da...

... Ana.

A mulher mais desafiadora dpo charco pediu para escolhermos uma palavra dos dias 1 a 7 de Outubro. Pois bem... não me sentindo atraído por aquilo que aí virá, também não pretendi faltar ao encontro.

Assim sendo eis as palavras que escolhi para cada dia:

1 de Outubro - Acreditar

2 de Outubro - Mercê

3 de Outubro - Rebaixo

4 de Outubro - Molar

5 de Outubro - Estopada

6 de Outubro - Leptologia

7 de Outubro - Desarme

Estas palavras foram escolhidas totalmente ao acaso. Aguardemos serenamente o próximo capítulo.

De saudades me vesti...

A Mula e a Mel continuam afadigadas com o desafio que propuseram à blogosfera. E para esta semana nada melhor que escolher uma palavra bem portuguesa e que segundo dizem intraduzível para outra língua (não sei se é verdade pois só conheço o português… e mal). Falo claro está da palavra... saudade.

O meu trabalho até estaria bem facilitado se pegasse neste ou neste poema que publiquei noutro espaço e o pespegasse aqui. Mas como sabem não gosto de facilitar a vida a mim mesmo e portanto teimei em escrever algo que me falasse de saudade.

Ando desde Domingo a bater com a cabeça em todas as paredes (e outrossim em algumas pedras), já não durmo, já nem como (pouco), só a pensar na coisa... Mas a vida dá-nos boas lições e de repente descobri o que iria escrever!

Estive hoje em Alvalade, no estádio do meu Sporting onde existe nas suas instalações uma clínica privada. E foi ao passar por aquele que percebi do que tenho actualmente muitas, mas muitas saudades. Assim estou saudoso:

- de ir “à bola”;

- de comer aquele hambúrguer com ovo e beber uma imperial (ou mais);

- de sentir o pulsar de um clube através dos seus adeptos;

- dos pregões dos vendedores de cachecóis e bonés;

- de subir aquelas escadas e sentar-me no meu lugar e ver aquele estádio e o seu relvado;

- de cantar a plenos pulmões “O mundo sabe que…”;

- de gritar “goooooooooooooooooooolo” até ficar rouco;

- de abraçar o meu filho nos festejos;

- de barafustar contra tudo e todos;

- daquele nervoso miudinho do final de um jogo electrizante;

- do incentivo das claques que nunca se calam;

- de vencer um jogo por margem alargada;

- de sair do estádio a comentar o bom resultado;

- de comer aquele pão quente com chouriço que alguém vende na rua;

- de chegar a casa à pressa para rever os golos na televisão.

E finalmente tenho muitas saudades de ver o meu clube novamente Campeão.

De amarelo me vesti…

A Mula e a Mel semearam a ideia primeiro. Deixaram que esta amadurecesse e recentemente apresentaram a palavra para esta semana…

Portanto agora cabe, a quem quiser, escrever sobre… amarelo!

Para não me alongar eis a seguir o meu breve exercício...

 

Se fosse há muitos anos diria, perante a ideia desta cor, uma frase assaz popular: se não houvesse mau gosto, não haveria o amarelo.

Só que repente lembrar-me-ia de “Goodbye yellow brick road” de Elton John,

de “Yellow Submarine dos The Beatles

ou de "Yellow" dos Coldplay

e tudo ficaria sem graça…

O amarelo não parece, à partida, ser uma cor feliz, todavia…

- olho embevecido para os noviços cabelos loiros da minha neta;

- observo com bonomia aquela seara de trigo e as mansas ondas que o vento vai fazendo;

- reparo no restolho crestado por um sol bravio e onde os pardais buscam alimento;

- sinto-me feliz por ainda poder observar aquela luz de fim de tarde quando o sol se esconde por detrás do traço anilado do mar;

- agradeço o prado de margaridas que nascem espontâneas e selvagens;

- depois há o Sol, as uvas, os marmelos.

Por fim,

- destaque-se o ouro e a luz quente do candeeiro que me ilumina!

Quem imaginaria que o amarelo é uma das cores da vida!

As melhores férias!

Nota:

Entre as longas férias na Nazaré ou a primeira viagem de avião com os meus filhos até ao arquipélago da Madeira, passando por outras viagens (Itália, Áustria, Inglaterra, França…) teria muito por onde escolher. No entanto fica este registo que foi para mim demasiado marcante.

 

Lembro-me como se fosse hoje: 6 de Setembro de 1980. Naquele sábado embarquei para França… sozinho. Mas com alguns parcos francos franceses no bolso.

Foi um mês em terras gauleses quase sempre sozinho. Desses dias bons guardo tanta coisa: aquela noite em Montmartre, na Place du Tertre onde comprei um quadro que ainda hoje existe ou o livro “Les Fleurs du Mal” de Baudelaire comprado num alfarrabista no Quartier Latin.

Ou a singela recordação daquele sorriso que uma jovem francesa no comboio para Versailles, linda como jamais eu vira uma mulher, me brindou. E um rubor estampado na minha face…

 

Resposta a este desafio da Ana!

Desafio: se não fosse humano que animal gostaria de ser...

Só a Ana para se lembrar de um desafio destes...

Pelo meu lado irei responder meio a sério, meio a brincar (espero que não te zangues). Então é assim:

Sinceramente gostaria de ser um leão.

leao.jpg

E não tem nada a ver com as monarquias, mas tão somente pela figura imponente que o leão representa dentro da selva.

Destingue-se dos outros animais, acima de tudo, pela forma como se comporta na sua sociedade e impondo respeito.

Gosto do leão porque é outrossim o símbolo do meu clube de coração.

E finalmente porque o leão é um genuíno machista: es fêmeas caçam, mas ele é sempre o primeiro a comer!

Onde é que se já viu isto? Ahahahahah!

Parabéns Ana pelo desafio e espero que haja muita gente a responder.

Entretanto podem ver as respostas aqui...

Desafio dos bichos

Ora bem na natureza não há somente plantas e flores. A fauna também faz parte e é necessário também cuidar dos animais. Sejem eles enormes ou ínfimos.

Hoje logo pela manhã ia atropelando um caracol com os pés. Parei a olhar para este gastrópode e de repente surgiu-me uma ideia. Peguei no telemóvel e vai disto... um fotografia.

Mais à frente uma lagarta das roseiras lutava para voltar à planta. Pimbas mais uma foto.

Ao fim de um bocado e após ter passado pelo meu quintal tinha reunida algumas fotos curiosas de bichos. Pequenos, muito pequenos, mas a fazerem parte da nossa Natureza.

Inofensivos ao homem, alguns são assaz curiosos.

Portanto desafio aqui e agora toda a comunidade da blogosfera a publicarem nos seus espaços fotos de pequenos animais que encontrem nos vossos jardins ou nalguma passeata.

Entretanto deixo aqui as minhas fotos de hoje. Se conseguirem ou quiserem digam lá que bichos são estes.

caracol.jpg

2  

traca.jpg

3  

lagarta.jpg

4  

conta.jpg

5  

caraol_1.jpg

6  

bicho_2.jpg

7  

Rosca.jpg

8

lesma.jpg

PS - lamento se alguém se sentir incomodado(a) com estas fotografias, todavia reafirmo que a minha única intensão é obrigar-mo-nos a olhar a Natureza como um todo.

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