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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um virus americano!

Os últimos e trágicos acontecimentos no Capitólio norte-americano advêm de um vírus que se foi instalando nos últimos anos no país do Tio Sam. E parece que não terá cura!

De uma forma mais assertiva diria que os americanos viveram numa realidade política e social paralela. A democracia tal como foi implementada na América esteve sempre em perigo.

Não fossem algumas instituições internas, provavelmente os Estados Unidos viveriam hoje à beira de uma impensável ditadura.

Donald Trump fez vir ao de cima o pior dos seus concidadãos. A violência urbana, o racismo, as demandas com a China e não só, a fuga dos acordos ambientais, a saída da OMS e tantas e tantas acções ignóbeis que só prejudicaram os Estados Unidos. Já para não falar da não aceitação da pandemia…

O real problema vem agora quando Biden tomar posse, já que os apaniguados de Trump não irão deixar a sociedade recuperar das feridas causadas pelo presidente derrotado. Será bom que os Estados Unidos se preparem para uma guerra. Não contra o covid-19, não contra uma qualquer Jihad islâmica, mas contra um vírus que se instalou em muitos (demasiados) americanos: o virustrump!

Era eBIDENte a derrota de Trump!

Donald Trump ficará, certamente, na história dos Estados Unidos como o mais fraco e imbecil Presidente daquele grande país. Muito mal preparado para o cargo, demasiado truculento, sem educação e claramente pouco polido, vai tentando nas últimas horas inventar casos, de forma a não ser corrido da Casa Branca.

Com enormes laivos de ditador conseguiu a proeza de colocar todo o Mundo contra si. Exceptuando outro imbecil no Brasil, ninguém tomava a sério as palavras de Trump porque sabiam que tinham tanto valor como uma nota de três dólares.

Repito o que escrevi noutro postal… Trump nunca pensou chegar à Casa Branca. Mas aqui chegado, julgou-se estar num “reality show” tão comum no país do Tio Sam! Foi deste modo jogando com as pessoas e instituições e não fosse esta pandemia e a forma irresponsável como lidou com ela, talvez eu não estivesse a escrever este texto.

Também não reconheço em Joe Biden aquela figura carismática que poderá mudar a filosofia americana de um dia para o outro. Mas, desde o início da campanha, que era eBIDENte que o democrata, venceria Trump.

Agora é esperar por Janeiro para fazermos isto a Trump.

Imaginação ou realidade?

No dia 25 de Abril, enquanto fazia “zapping” em busca do canal do meu clube, acabei por parar num canal que raramente vejo, mas onde naquele instante se debatia o feriado.

Para além do moderador, estavam presentes uma deputada do PCP – Rita Rato, um antigo bastonário da Ordem dos Advogados – José Miguel Júdice e um conhecidíssimo politólogo que o ano passado esteve no centro de uma idiota contestação universitária – Jaime Nogueira Pinto.

Nada disto teria muita importância se a determinada altura não tivesse escutado esta frase dito por um dos oradores:

Prefiro ser governado por comunistas portugueses a ser governado por direitistas belgas”.

Agora se não viram o debate imaginem quem terá dito esta frase…

Os saudosistas

Há na sociedade lusa quem vista ainda o fato que usou naquele Verão quente, em 1975. Todavia como não consegue libertar-se dele vagueia pela sociedade em busca de quem o oiça e siga.

Só que Portugal evoluiu e hoje a sociedade, mesmo sendo mais aberta, quiçá mais esclarecida, reconhece naturalmente onde começa e acaba o respeito por opiniões que não são coincidentes com as nossas.

Ora o caso do adiamento de uma conferência, numa das mais prestigiadas universidades do País, onde Jaime Nogueira Pinto seria orador, parece ser um exemplo de quem é intolerante e tem ainda alguns resquícios de uma derrota política mal resolvida.

Sinceramente não me interessa quem promoveu o encontro, preocupa-me quem pretendeu evitá-lo.

Uma coisa é certa: a democracia não exclui nenhum português da sociedade só porque pensa de maneira diferente. Mas há por aí quem não assuma esse pensamento, mas se julge melhor que todos os outros lusos cidadãos só porque se consideram iluminados e esclarecidos.

Vejo-os muitas vezes presos a valores que cairam há muito em desuso. Valores dos quais não abdicam... nem que seja por mera teimosia.

 

Pós 25 de Abril

João Miguel Tavares na sua coluna do Jornal Público de hoje chama a atenção para a noção de democracia de alguns dos nossos ditos... democratas!

Não assinando por baixo todo o texto do jornalista, bloguer, escritor e "ministro sombra"... subscrevo no entanto na sua essência, pois não concordei com aquele discurso quase patético de Vasco Lourenço à saída da AR ao dizer que os governantes anteriores eram anti-25 de Abril.

Então que dizer das declarações há anos proferidas por Otelo Saraiva de Carvalho quando afirmou que Portugal necessitava de um homem sério como Salazar?

Há uma esquerda em Portugal demasiadamente colada aos dogmas e às ideias de há 42 anos, olvidando que o mundo mudou, e de que por exemplo os desejos da actual juventude são profundamente diferentes do que foram naquela época.

Foi a democracia que nasceu no tal 25 de Abril que colocou os "tais" políticos no poder. E se eles lá estavam é porque ninguém da oposição conseguiu em tempo útil provar que poderiam fazer melhor.

Como disse uma vez Winston Churchill: A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos.

Mas há ainda quem acredite que a democracia é uma forma de governo em que todos pensam da mesma forma!

Ainda a tomada de posse de Marcelo!

Nas eleições de Outubro passado, mais conhecido por Outubro vermelho na opinião de alguns, originou uma convergência mais à esquerda dos eleitores portugueses.

Nos dias seguintes aos resultados das eleições começou a falar-se de tal maioria de esquerda no Parlamento para formar um governo. Os partidos políticos, supostamente envolvidos nesta nova definição, assumiram com alegria o paradigma político chegando ao ponto de dizer que o povo português se tornara um povo inteligente e sem receios da “tal” Europa.

Diz o mesmo povo que “o peixe morre pela boca” e bastou ver o que aconteceu na passada quarta-feira na AR para confirmar o adágio popular. Marcelo foi por diversas vezes interrompido para as palmas, mas raramente os partidos de uma esquerda radical e pouco democrática ousaram aplaudir o novo PR.

Esta atitude tem sido muito criticada por alguma sociedade mais conservadora e institucional. Mas pensando bem e sem querer julgar, reconheço alguma razão aos “ofendidos”. Porque se fosse Sampaio da Nóvoa, Marisa ou Edgar a ganhar as eleições certamente que a Direita se levantaria e aplaudiria o novo Presidente.

Mas pior… a inteligência que dera a “tal” maioria de esquerda que governa este país foi rapidamente substituída por um antónimo.

Porque a esquerda portuguesa só sabe ganhar e não sabe perder. Algo que não é compaginável com a democracia!

Amanhã há mais...

Sinceramente não percebo este dia pomposamente denominado de "reflexão". Quem por cá vive há tantos anos como eu (ou mais) não necessita de reflectir em quem vai votar. Já o sabe há muito...

"Mas e os indecisos?" - perguntar-me-ão.

Quanto a estes reservo a mesmíssima opinião. Se tinham dúvidas ontem, têm dúvidas hoje ou amanhã. E este dia não resolve absolutamente nada.

Por isso sinto que não vale a pena impedir o povo de falar sobre os candidatos ou as suas escolhas. Parece-me algo despiciente e a democracia não ganha rigorosamente nada com isso.

Todos os candidatos que se apresentaram na linha de partida para esta espécie de corrida a Belém, tinham a perfeita consciência da prova que iriam realizar. E das limitações (ou não!) que carregavam em cima dos ombros. Deixando somente no povo o direito (e o dever!) de escolher. Como sempre tem feito.

Portanto amanhã, uma vez mais, a democracia volta a acontecer.

 

 

Greve? Para que serve?

O actual Sindicato que está a instigar a actual greve na TAP perdeu toda a credibilidade. No fim de contas "A montanha pariu um rato" e não conseguiu parar todos os aviões e muito menos impedir que a privatização continue.

A greve é constitucionalmente um direito que assiste a qualquer trabalhador por conta de outrém. Todavia esta forma de luta parece ter-se esvaziado de conteúdo e acima de tudo de força.

Antigamente a greve era usada para obter melhores salários. Hoje esse sentido desapareceu e esta forma de luta é usada somente como forma de protesto contra qualquer coisa. Mais ou menos do género "Sou do contra, bora para grave!".

Outro exemplo é o da greve do Metro. Para o Estado é optimo que isso aconteça: não paga salários, não gasta energia, é só "abichar". E curiosamente quem se trama é o utente que de passe antecipadamente pago, não tem um serviço.

É tempo de alguns dirigentes sindicais acordarem para a realidade portuguesa. Já não vivemos no "Verão Quente" de 75. Passaram já 40 anos... Lembrem-se disso!

Uma vez mais o meu aplauso!

Para António Barreto.

Este Sociólogo deu esta noite uma longa entrevista a um dos canais por cabo, onde falou de tudo um pouco. Especialmente de Portugal.

Barreto que até já foi Ministro da Agricultura pelo PS, demonstrou uma vez mais um invejável discernimento e uma profunda lucidez.

Num país sempre em busca de referências positivas António Barreto continua a ser uma voz contra. Não do contra como muitos fazem mas somente contra.

Contra esta classe política pouco sincera e ávida de poder, contra um sistema velho e caduco e que não se autoregenera, contra a ideia pré-concebida de que os portugueses não prestam.

Com a calma e a serenidade que o caracterizam este analista respondeu a todas as questões sem receios nem tabus. Um exemplo para os actuais políticos... agora que se aproximam as eleições

Afligiu-me no entanto a sua declaração final. Disse Barreto: ...Há politicos em Portugal que usam a democracia como instrumento de despotismo".

Hoje curiosamente em dia da Liberdade fiquei deveras preocupado!

 

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