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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Tempos de mera gestão!

Olho com apreensão a actual Comissão de Gestão do Sporting. Despedir de um momento para o outro diversos treinadores só porque trabalharam com JJ ou com BdC, numa espécie de vingança parola parece-me deveras errado.

Só falta despedirem também o roupeiro Paulinho. Seria o cúmulo.

Critiquei muitas vezes o Presidente destítuido, BdC não pelos actos de gestão, dos quais sabia muito pouco, mas essencialmente pela forma como (não) passava as mensagens.

Foi um estilo que durante o primeiro mandato originou muitos cabelos brancos aos nossos adversários mas que, como já referi, de um dia para o outro mudou radicalmente sendo mesmo um foco de destabilização.

Desde Fevereiro passado até à destituição de BdC as asneiras foram mais que muitas. Mas quando se pensava que ninguém faria pior, eis uma Comissão que começa a dispensar gente boa, competente e acima de tudo sportinguista só por que viveram na época de BdC.

Isto é... estão a cometer os mesmos erros do antecessor.

O Sporting deixou assim de ser um clube de viscondes bem comportados para se tornar um clube de plebeus armados em rufiões. E sinceramente isto não pode ser...

Os actuais dirigentes devem assumir a ingrata responsabilidade de gerir o clube até às eleições, sem fazerem enormes alterações na sua estrutura desportiva. Digo eu!

Todavia o primeiro erro já foi cometido. Nada me move contra Peseiro a não ser ter pouca coragem nos jogos importantes quando foi treinador do Sporting. Viu-se na Luz e em Alvalade no final da Liga Europa.

Perfilam-se entretanto candidaturas para as eleições de Setembro: Varandas é já conhecida e assumida. Miguel Albuquerque deverá estar a contar espingardas. para perceber se avança ou não. BdC idem, idem, aspas, aspas. E nem imagino quantos mais.

Finalmente o que eu peço encarecidamente a esta Comissão é que não estrague o bom trabalho de BdC especialmente nas modalidades ditas amadoras. Jamais...

Será bom que nuuuuuuuuuunca, mas nunca se esqueçam disso.

 

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Imaginação ou dura realidade?

Há muito que deixei de falar da actual situação do Sporting seja com quem for. Cresce todos os dias em mim uma ferida para a qual ainda não descobri antídoto nem um mero antibiótico.

Ainda por cima há sempre um colega, amigo ou simples conhecido sportinguista que ao ver-me vai atirando uns bitaites. Nem calculam o mal que me fazem.

Quem comigo convive diariamente sabe que eu não pretendo abordar o assunto Sporting. Não é cobardia mas somente escudar-me de mais dor.

Só que ontem pelo telefone após um assunto de trabalho, um colega insistiu em falar mais uma vez do Sporting, contra minha vontade. Perguntou-me se iria à AG, se votaria sim ou não à queda de BdC.

Após as minhas respostas ele deixou um aviso: se BdC não cair Sábado ele irá fazer muuuuuuuuuuito pior do que fez até aqui.

Depois de desligar o telefone fiquei a pensar no que aquele sportinguista me havia dito. E tentei adivinhar o "day aftter" de BdC se não for destituído.

Sinceramente... não gostei do que imaginei!

 

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A minha crise com... o Sporting

Reconheço que tenho tido muita dificuldade em assimilar a torrente de maus acontecimentos que este ano já assolaram o Sporting. E todos eles têm a mesma origem. Que nem merece ser nomeado.

Tenho quase 60 anos e quase 40 de sócio. Sempre vivi a vida do clube com paixão e fervor. Como deve ser um verdadeiro adepto.

O futebol é naturalmente o centro de todas as minhas/nossas atenções e emoções. Durante as últimas décadas vivi muitos momentos fantásticos e alguns mais tristes, tendo o futebol como pano de fundo. Mas não só.

Vi na televisão a conquista da primeira medalha olímpica do atletismo pelo Carlos Lopes. Vibrei com o recorde do Mundo de Mamede e rejubilei com mais uma medalha olímpica - esta de ouro - na Maratona ganha em Los Angeles, pelo atleta beirão.

E que dizer daquela equipa de hóquei em patins com António Livramento como principal figura e que foi Campeã Europeia que me deixou uma alegria imensa?

Depois o voleibol, o básquete, o andebol, o bilhar, o tiro, a natação... tantas e tantas modalidade onde dávamos cartas. Mas o futebol era aquela base... O centro de todas as nossas esperanças.

Lembro-me em 2000 na volta que dei pela cidade de carro ou o cachecol que usei no trabalho durante todo o dia seguinte , sem que ninguém me dissesse alguma coisa. 

Pois é... tudo isto faz parte do meu passado. São lembranças que só a senilidade ou uma doença me tirarão da minha memória.

Recordo também o Núcleo que ajudei a criar no trabalho e os jantares que organizei com Sousa Cintra, Vitor Damas e o próprio Fernando Mamede.

Tudo em prol de um clube que era uma inexplicãvel paixáo e um orgulho.

Que hoje não tenho...

Que hoje não sinto...

Que hoje não me diz rigorosamente nada...

Que hoje choro por dentro porque me envergonho de chorar por fora...

Sinto-me assim perdido, como se tivessem arrancado uma parte de mim. Um pedaço muito grande.

Não imagino qual será a minha relação futura com o Sporting, mas vivo agora uma espécie de luto por um clube que, mesmo nas derrotas, me orgulhava pertencer.

Será que algum dia acordarei deste pesadelo?

 

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Ainda a Grécia!

Nem quero imaginar como estarão os adeptos portugueses do partido de Tsipras. A vitória da esquerda radical grega parecia vir a tornar-se um bom exemplo de como a crise que assolou a Europa poderia (e deveria) ter sido tratada.

Porém e após sucessivas negociações entre a Comissão Europeia e os ministros gregos não há ainda qualquer acordo entre as partes, estando a Grécia neste momento mais próxima de sair do euro e entrar em falência, do que regressar ao seu estatuto euopeísta.

Visto à distância a Grécia tornou-se um peso morto para a Europa. Primeiro porque tem inviabilisado toda e qualquer tentativa de aplicação de reformas internas, no seguimento do que foi feito em Portugal, segundo porque é obvio que aquele país helénico jamais pagará qualquer dívida o que dificulta, e de maneira, a assumpção de novos empréstimos.

É certo que ninguém empresta dinheiro se souber de antemão que nunca o receberá, mesmo que aquele seja onerado com altos juros.

Voltando ao princípio deste texto os grandes defensores do Syriza, fora das fronteiras helénicas, após as sucessivas derrotas de entendimento, viram-se agora para outras lutas percebendo que as ideias da esquerda grega não passaram de um monte de boas intenções.

Sem resultados práticos!

Desperdício ou estranho negócio?

Nove e meia da noite de um Domingo. Regresso a Lisboa após um fimde semna muito cansativo. O trânsito na A1 é substancial mas rola com alguma normalidade. No Carregado desvio para a A10, uma via que vai entroncar na CREL.

São nove quarenta da noite e vamos a 80 quilómetros-hora. Nos dezassete quilómetros desse naco de auto estrada de três viias apenas meia dúzia de viaturas me ultrapassaram.

Bem feitas as contas, e á velocidade que passam carros naquela via em que ano estará aquela auto-estrada completamente paga?

Talvez agora perceba porque estivemos (ou será que ainda estamos???) em situação económica tão difícil:..

Ao constatar este e outros exageros rói-me sempre aquela velhíssima questão: quem realmente ganhou com estes trabalhos?

Será que só eu é que assisto... (II)

Devo ter mel!

Hoje mais um caso bizarro.

Estou longe da grande cidade. Também necessito de mudar de ares, de quando em vez. Mas parece que também aqui na Beira Baixa os ares já viveram melhores tempos.

Estou ao balcão a pagar a minha despesa. Ao meu lado chega um casal mais ou menos da minha geração. Vestem roupa simples mas asseada. O cavalheiro pede:

- Um café e um pastel de nata...

A empregada serve-os lesta. Ele volta a solicitar:

- Importa-se de partir o pastel ao meio!

- É para já...

E num hgesto rápido e decidido meia o bolo.

A senhora bebe um pouco de café e come uma metade. Ele bebe o resto e saboriea o outro naco.

Partlha? Talvez...

Pobreza? De certeza!

Será que só eu é que assisto...

Hoje mais uma história num supermercado. Perto das seis horas e tenho três compras para pagar. A fila é relativamente extensa mais vai-se despachando. À minha frente diversas senhoras aguardam tal como eu para pagar.

Reparo então numa idosa que chegou à caixa com um braçado de compras e tem com a empregada o seguinte diálogo:

- Boa tarde menina.

- Boa tarde - a empregada pega nas compras e começa a passá-las pelo leitor de código de barras.

Diz a anciã:

- Só tenho 3 euros. Destas compras todas escolha até esse valor.

A caixeira pegara logo num pacote de manteiga.Perante a limitação devolve:

- Mas ó minha querida, só este pacote custa mais que os 3 euros...

- Então esse não vai...

Demorou um pouco a escolha entre os produtos levados para a caixa, quase todos essenciais, aqueles que três meros euros podiam pagar. Finalmente.

- 2 e 71... - disse a menina da caixa.

A idosa entregou as duas moedas, recebeu o troco e levou os dois litros de leite, um pão e um chocolate nas mãos, porque os sacos também se pagam e são caros.

O resto? Ficou no supermercado!

Novas fronteiras

Os tempos conturbados que ora vivemos, trouxeram à superfície um lote de gente capaz dos maiores feitos.

 

Comecemos pelos políticos, sejam eles de esquerda, do centro ou da direita que, através de discursos inflamados e pungentes, assumem soluções simples e miraculosas.

 

Passemos aos autarcas, supostamente políticos de menor escala (??? houve um que chegou a PR), mas capazes de verdadeiras redenções das finanças locais. O problema vem obviamente depois quando os sucessores dão conta dos buracos financeiros deixados pelos anteriores presidentes das edilidades.

 

Outros que assumem tudo resolver são os líderes sindicais, uma classe cada vez menos representativa dos trabalhadores mas ainda assim com evidente capacidade mobilizadora, e sempre disponíveis para criticar qualquer norma ao mesmo tempo que sugerem propostas irrealizáveis e utópicas.

 

Finalmente os grandes mestres espiritualistas. Eis uma nova classe que, paulatinamente vêm ganhando terreno na busca de novas soluções para a generalidade do povo português. Todos os dias somos invadidos com publicidade destes senhores de poderes infindáveis, capazes de tudo alterar.

 

Não sei se há muita gente a usar dos serviços destes gurus. Mas há certamente quem creia profundamente nestes “cientistas do destino”, como já ouvi chamá-los. E o mais curioso é que tudo dominam e conseguem mudar: desde a falta de trabalho à sorte, do amor à inveja e há alguns até que dizem conseguir imensos feitos no futebol (à normal atenção de Paulo Fonseca!!!) .

 

Não me incomoda que alguém procure, nestas franjas cinzentas da verdade, algum consolo para o seu espírito ou encontre neles palavras que não escuta noutro lado. Porém o dinheiro despendido nestas “consultas” provavelmente faria mais sentido gastá-lo noutros bens.

 

Mas há sempre quem viva entre a fronteira doce do sonho e da cruel realidade.

 

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Selvagem?... Ou talvez não?

Ninguém quer contar, mas parece que na ilha onde neste momento descansa o PR, apareceu um homem de tanga vestido e de machado na mão.

 

Os guarda-costas rodearam rapida e eficazmente Cavaco Silva, com medo que fosse algum atentado.

 

Todavia o suposto nativo não passava de um mero reformado da Função Pública, a quem haviam cortado na pensão e nos subsídios, em busca de sustento!

 

Num Portugal profundo

Longe de Lisboa, o país não parece o mesmo. Exceptuando um ou outro caso, a vida na aldeia corre como as ribeiras após a invernia rigorosa, pacatamente, procurando novos destinos…

 

A crise assim de repente nem parece ter aqui chegado.

 

A mesma azáfama de tantos dias passados, o mesmo corrupio de tempos de vagas mais gordas. Bebe-se igualmente o vinho nas adegas dos amigos e compadres, acompanhado de azeitonas já curtidas. E o presunto tem ainda o gosto de tempos idos.

 

Fala-se ainda das searas a crescer ou da erva demasiado alta para o gado comer. Repara-se na oliveira centenária e na chora que parece querer já despontar após uns dias soalheiros. E as cerejeiras crescem viçosas e repletas de folhas novas. Os borregos saltitam contentes por entre o rebanho enorme que serenamente vai rapando o que resta do chão.

 

Uma trovoada inesperada rega campos e homens. Paira agora no ar, um perfume a terra molhada. É o Abril de águas mil a fazer das suas. Uma mulher de luto vestido, carrega num braçado as couves de algum jantar. Passa junto à taberna onde o homem vai beberricando copos de vinho. De dentro vê a sua Maria e vai desfilando desculpas para regressar a casa.

 

Um cão ladra, um gato atravessa a rua estreita em correria galgando as escadas para um patamar, a fonte vai continuamente jorrando a água que ninguém aproveita e que se vai escoando para a ribeira.

 

Neste Portugal profundo a crise é algo que só aconteceu aos outros… da cidade!

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