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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O regresso das crianças!

Com a chegada do V., agora com dois anos e meio, todos lá em casa passaram a viver em função dele.

Lembro-me quando os meus filhos eram crianças que sabia quais os brinquedos da época ou os desenhos animados que eles mais gostavam. Conquanto os miúdos foram crescendo todos nós fomos perdendo essas valências. Para regressarem agora.

Não é que saibamos tudo, mas vamos estando mais atentos e os canais de bonecada estão sintonizados em todas as televisões.

Com o V. regressámos à meninice. Há brincadeiras que nunca estão desactualizadas. E as escondidas é uma delas.

Um destes dias, à tarde, andava uma tia-avó a esconder-se na ampla casa de um sobrinho-neto. E este dela... Uma brincadeira pegada e que durou algum tempo.

Depois vieram os carrinhos e a bola. Desta vez foi o avô e um tio que entraram na brincadeira.

Finalmente os bonecos da televisão enquanto jantava.

Quando partiu deixou um rasto de desarrumação que já não estávamos habituados.

 

 

 

Compras para crianças? Não contem comigo!

Hoje fui às compras! Algo que me aborrece, especialmente quando são coisas de senhoras e me pedem a opinião.

Com a minha idade e os anos de casamento já sei o que a minha mulher quer ouvir quando me pede opinião: deseja escutar a sua ideia mas dita num tom mais grosso.

Mas por acaso desta vez nem foi isso. Andámos em busca de um brinquedo para oferecer ao elemento mais pequeno da família, que no passado dia 30 fez dois anos.

Carrinhos para aqui, carrinhos para ali, caixas de construção, muitos jogos, puzzles, instrumentos musicais, enfim um manancial de brinquedos.

Depois aquelas figuras da televisão que todos os pais conhecem, mas eu não.

Resumindo acabei por comprar uns carrinhos bem pequenos, semelhantes aos poucos que tive quando era menino. Não achei nada mais interesssante para oferecer ao miúdo.

Fiquei naturalmente com a sensação que fazer compras para crianças já não é comigo!

Como se explica…

... a uma criança de tenra idade que a sua mãe faleceu?

As crianças têm geralmente uma capacidade muito maior que os adultos para aceitar o que vida tem para lhes oferecer.

Todavia há acontecimentos que elas não entendem. E a morte de um dos pais, especialmente se for a mãe, apresenta-se como algo demasiado estranho e incompreensível.

Alguém que eu conheço ficou viúvo há poucos meses. E com dois filhos de 3 e 6 anos respectivamente para educar.

No início tentou explicar-lhes que a mãe tivera de partir para ser uma estrela no céu. Uma explicação quiçá rebuscada mas que os filhos aceitaram. Todavia um dia mais tarde um deles perguntou:

- Porque não se despediu a mamã de mim?

Eis assim a tal pergunta inocente que desarma qualquer um. Explicar a uma criança o que é a morte é algo complexo e de difícil compreensão. Porém esconder também esta evidência pode corresponder a algo ainda pior.

E por isso volto à pergunta inicial: como se explica?

Sinceramente não sei! E nem a questão religiosa pode aqui ser evocada como desculpa.

Mas admiro quem, neste mundo, luta todos os dias para ser ao mesmo tempo um pouco de pai e mãe, só porque o outro jamais estará presente. As explicações, essas, terão de vir depois!

As crianças... crescidas

Esta semana que agora finda foi demasiado trágica em acidentes mortais com crianças. Primeiro foi a mãe de Caxias e já no final da semana uma criança que caiu do 21º andar em Lisboa.

E estes são aqueles que sabemos porque foram noticiados. Quantos haverá, por esse país fora, em semelhantes situações?

No entanto, o que custa realmente compreender é como estas casos acontecem. Como pode uma mãe entregar ao mar o destino dos seus filhos? Como pode um casal deixar a sua criança de tenríssima idade sozinha em casa? Que gente é esta? Que mundo estamos nós a construir?

Um ror de questões que nenhum de nós saberá responder. E se no caso de Caxias, a mãe parecia que estava profundamente descompensada, psicologicamente falando, já no caso de Lisboa, no Parque das Nações, não há obviamente qualquer desculpa para o grave acidente.

Cada vez tenho mais consciência que os jovens não estão preparados para a constituição de uma família. Os filhos dos “gameboys” e das “Nintendo” acreditam que no final de um mau acontecimento tudo volta ao início como se fosse um mero jogo virtual. A vida é um jogo sim… Mas demasiado perigoso para ser levado a brincar.

No entanto não gosto de pensar se nós como pais não teremos um pouco a culpa da irresponsabilidade desta juventude. Deu-se e facilitou-se em demasia para que eles não passassem o que alguns de nós passámos.

Esta fórmula dos novos tempos traduziu-se num egoísmo atroz. Os miúdos já pouco conversam ou se o fazem é através de um léxico próprio, deixando-nos a milhas de percebermos o que dizem. Depois os tais jogos que os isolam da sociedade criando nas suas imaginações, mundos quase perfeitos e que controlam a seu bel-prazer. Muito ao invés da pura realidade…

A palavra família foi outrora mais que um mero conceito, foi uma estrutura. Actualmente a palavra existe mas sem qualquer sentido e sem a tal âncora que segurou tantas pessoas no mesmo ideal. E é pena!

Dói-me o coração só de imaginar que a esta hora quantas crianças estarão a sofrer agruras porque os pais, infelizmente, cresceram por fora mas ainda são muito crianças por dentro.

Há crianças com sorte...

Neste nosso mundo tão moderno, pintado de vontades próprias, não deixando a outros o livre arbítrio de escolherem, há ainda crianças que... são crianças!

É obvio que ainda só tem seis meses, que prefere as luzes sempre intermitentes da árvore de Natal a qualquer outra coisa e a sua maior preocupação é ter a barriga cheia e o rabiosque limpinho.

Como era normal o petiz foi o centro de todas as atenções da família, neste Natal. De todo o lado choveram prendas como já havia sido referido aqui. Mas a maioria delas foram brinquedos próprios para a idade. Nada de ipad's, smartphones ou outro dispositivo qualquer.

Há crianças ainda com sorte!

Natal dos pequeninos

A crise que atravessámos (falo no passado porque o próprio Ministro das Finanças disse publicamente que a austeridade acabou!) ensinou-nos a sermos felizes com pouco

E foi bom! Gastou-se menos dinheiro mas o Natal não deixou de ser uma belíssima festa. Basta que haja carinho e paz e saúde qb...

Só que este ano as coisas mudaram um pouco! Há um benjamim de 6 meses a fazer as delícias de todos. E por causa dele a casa (re)encheu-se de prendas.

O que prova o que toda a gente sabe e poucos querem reconhecer: o Natal é mesmo dos pequeninos...

Ainda bem! Digo eu... que nunca fui pequenino!

Ou se fui já não me lembro.

A lição de um pai!

Ninguém ficou indiferente à criança morta, afogada nas águas do Mar Mediterrâneo, quando o pai (o único sobrevivente) tentou levar a família para longe de uma guerra civil, que já colheu milhares de vítimas.

Infelizmente aquela criança tal como o seu irmão estavam condenadas… Se não morressem a fugir da guerra, provavelmente morreriam na guerra. Este parece ser o triste destino de muitos Sírios.

Mas o que custa mais nesta história foi a hipocrisia do Canadá a quem o pai sobrevivente solicitou asilo e a quem foi negado. Parece que após os trágicos acidentes e imagens que têm corrido mundo, aquele país da América do Norte aceitou receber o sírio Abdullah Kurdi que em consciência e sem nada já a perder, recusou. Preferiu enterrar os seus e ficar por lá. Uma grande bofetada de luva branca…

São estas atitudes de sobranceria e de falsa humildade que fazem que países grandes nunca deixem de ser pequenos países.

Uma dura verdade!

Como aqui já referi há um rebento novo na família. Um varão ainda muito pequeno e indefeso.

A mãe inexperiente, como é normal nestes casos, tem recebido o incondicional apoio de muita gente, sejam dos avós directos e dos indirectos (o nosso caso!), para além do pai, obviamente.

Mas hoje perante a figura sempre terna e pictórica duma mãe a amamentar o seu filho, lembrei-me de quantas crianças, da mesma tenra idade daquele inocente, estarão por esse mundo fora entregues à incerteza do minuto, hora, dia seguinte, seja por falta de alimentação, de cuidados médicos ou somente por falta de segurança do local onde estão, palco de tantas e tantas vezes de guerras e disputas.

O mundo visto assim à luz desta natureza parece injusto. Demasiado injusto para ser verdade.

Mas infelizmente é!

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