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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Questões para 2026

Ofereceram-me este Natal um belísssimo livro sobre os "Romeiros de São Miguel". HOje estive apenas a folheá-lo e foi nesse bocadinho que a minha neta se aproximou de mim e perguntou que livro era aquele.

A publicação tem o sugestivo nome de "Rostos de fé" com um conjunto de óptimas fotografias. Mas foi nestre entretanto que surgiu a questão: como se ensina o que é a "fé" a uma criança de cinco, quase seis anos?

A verdade é que há cá em casa uma série de objectos de cariz católico e aos quais a cachopa nunca sentiu interesse em perceber o seu significado.

No entanto mantenho algumas outras perguntas em aberto, para além da que já formulei:

- Como se explica a crença num Deus Todo Poderoso?

- Como se traduz para uma linguagem actual todo o Mistério da Paixão de Cristo?

- Como trestemunhamos Maria a uma criança?

Questões para as quais não tenho uma resposta assertiva e coerente. Numa época em que só se acredita no factual, todo este manancial de ideias e perguntas coloca-nos num patamar de dúvidas permanentes.

Provavelmente 2026 será o ano para eu encontrar respostas a estas questões. Ou se calhar até não!

Uma quinta imperdível

Ser avô e ter alguma responsabilidade e cuidado no crescimento dos petizes é algo fantástico. Mas é também um caminho de aprendizagem, pois educar nos nossos dias uma criança é assaz diferente de há 30 ou 40 anos.

Hoje há normalmente um maior cuidado nos alimentos que se dão, nas guloseimas e também daquilo que é distribuído via televisão, telemóveis e demais artefactos.

E é sobre este tema dos conteúdos digitais que tentarei escrever. Mas para tal recuemos seis décadas já que naquele tempo a televisão monocromática era pouco aliciante. Especialmente para as crianças. 

Recordo que os desenhos animados que os miúdos tanto gostam eram, naquele tempo, um doce (quase) proibido. Havia um programa conduzido por Jorge Alves que dava antevisão dos programas para a semana seguinte e quase sempre terminava com apenas 15 a 20 segundos de bonecada. Era pouco, mas antes pouco que nada.

Regressemos a este tempo. Hoje há muitos, quiçá demasiado, heróis. As televisões por cabo e não só acomodaram canais dedicados às crianças. Assim os miúdos conseguem manter-se sossegados enquanto os pais ciradam pela casa noutros afazeres.

Mais... antigamente eu comprava revistas de automóveis para que o meu sobrinho comesse, já que o puto adorava carros. Portanto não é de agora o desvio da atenção dos fedelhos para as coisas do seu interesse.

Nos dias que correm qualquer televisão tem acesso à internet e com este ligações a conteúdos digitais pagos (detesto olimpicamente "streaming", reconheço assertividade na palavra, mas não é português!!!), já para não falar dos telemóeis e demais periféricos. Posto isto, assumo que amiúde uso esta forma de entretenimento para levar a água ao meu moinho ou dito de outra maneira, levar a colher cheia de comida à boca dos putos.

O curioso é que recentemente descobri uma série para crianças de enormíssima qualidade. Obviamente que as estórias serão infantis, mas são muito bem engrendradas. Não será de admirar a sua origem: britânica com um humor muito peculiar sem jamais atravessar o bom senso.

Numa quinta muito específica tudo acontece sem uma palavra, sem legendas, sem violência e com muita graça, muita mesmo. A série chama-se "Shaun the Sheep" e merece o meu aplauso.

O meu neto adoooooora ver. Eu também!

Brincar: uma ciência inexacta?

Saberei eu brincar com as minhas crianças?

A resposta é fácil: não, não sei!

A verdade é que para alguém que nunca teve uma imensidade de brinquedos nem amigos com quem verdadeiramente brincar, chegar a esta altura do campeonato da vida e ser lançado às crianças é, no mínimo, desafiante.

Hoje as crianças quase nem querem brincar. Provavelmente também porque não sabem, já que bem cedo ficam vidrados nos telemóveis a vibrarem com fantasias sem graça. E aquelas brincadeiras tão comuns há meio século esfumam-se qual vapor. Brincar à apanhada, ao lenço, ao eixo, ás escondidas são exemplos de brincadeiras que cairam em desuso.

As crianças com quatro/cinco anos já escolhem a roupa que querem usar ou o penteado e os pais nem se atrevem a contrariar, não vá a criança fazer uma birra monumental.

Mas regressando às brincadeiras dos e com os meus netos, tento criar com eles um certo revivalismo de brincadeiras que sabia existirem, porém raramente gozei delas. No entanto será isto que elas necessitam? Não imagino!

Saber brincar é algo muito importante no desenvolvimento cognitivo e social de qualquer criança. Nem é preciso ser-se psicólogo nem pediatra para assumir esta ideia, pois é algo natural.

Posto tudo o que escrevi acima, ainda hoje busco aquela brincadeira perfeita (nem sei se haverá tal coisa!) para os meus miúdos, para os estimular a procurar brincar mais que ferrar os olhos num qualquer ecran!

Ser pai ou mãe é...

Hoje alguém me colocou uma questão à qual não consegui, em termos lógicos, responder a preceito, até porque foi feita assim de supetão e não estava nada à espera. A pergunta foi esta:

- Como se consegue ser um bom pai?

Para além de ficar atarantado com a questão, andei todo o dia a magicar uma resposta. E quer queiram quer não esta não consegue ser preto ou branco, já que na educação dos filhos são mais as cores cinzentas e com diferentíssimos tons que os brancos e os pretos.

Já por diversas vezes por aqui fui escrevendo que as crianças vêm ao Mundo sem manual. Mais... não há internet nem livros temáticos de pedagogia que consigam dar respostas e conselhos a todos os casos com os quais os antecessores têm de lidar.

Todavia uma coisa tenho a certeza: não há bom pai sem uma boa mãe nem uma boa mãe sem um bom pai. Ambos têm de pensar o mesmo para os filhos e acima de tudo nunca haver desautorização do outro, mesmo que pareça injusta.

Quando as crianças são pequenas nenhum pai ou mãe deve ser bom, porque a primeira coisa que se deve ensinar e habituar os filhos é a palavra não. Mas um não veemente, seguro e ouso mesmo assumir em alguns casos autoritário (que é muito diferente de tirano!!!) de forma que os pequenos percebam na disciplina algo a respeitar. Certamente que nenhum petiz gosta de ser travado na sua vontade. Exemplos práticos e comuns:

- ver televisão em vez de comer;

ou

- brincar em vez de ir para o banho.

Caberá assim aos pais perceber até onde pode ir a teimosia infantil. Para mim sou apologista do cortar cerce logo no início da demanda. Assim as crianças vão entendendo que a palavra tem peso.

Um bom pai ou mãe nunca pactuará com erros sucesssivos dos filhos. Um erro aceita-se, mais é criar uma margem demasiado flexível que um dia mais tarde jamais se conseguirá reverter.

Não sou a favor da tirania. Nada mesmo. Nem do estalo como castigo à mão (de dar!!!) se bem que tenha sido vítima dessa filosofia. Por vezes o diálogo também não conquista corações e muito menos vontades. Aqui basta fazer doer (no sentido figurativo, obviamente!) onde dói mais.

Lembro-me a este propósito que a minha madrinha quando os filhos eram pequenos e no fim do dia os mandava arrumar os brinquedos ameaçava-os com:

- Se não arrumarem os brinquedos irão para o lixo.

A verdade é que por diversas vezes o fez. E as crianças rapidamente perceberam que teriam de arrumar o que desarrumaram.

Os bons pais devem amar os filhos. Mas amar não significa liberdade sem qualquer preço. A flexibilidade parental deverá ser sempre de acordo de ambos (pai e mãe).

Finalmente e em tom mais de brincadeira diria:

- o pai não grita, faz-se ouvir;

- o pai não ordena, aconselha;

- o pai não impõe. ensina;

- o pai não ralha, explica!

Remato com uma ideia muito pessoal. Uma mãe e um pai só serão avaliados com justiça após a sua partida deste mundo.

As crianças inteligentes!

Tenho dado fé que as crianças da actualidade parecem ser muuuuuuuuuuito mais inteligentes que os seus antecessores. Especialmente os avós!

Também é verdade que quando os meus filhos eram pequenos eu, por estar a trabalhar, pouco os via. Daí talvez não perceber a própria evolução deles.

Ora como agora ando com um "caipira canininho" sempre atrás, no carro, já que em casa ando sempre eu atrás dele... tenho tido a percepção mais real da evolução do cachopito.

E assumo aqui e agora que daqui a uns anos o meu neto irá bater-me aos pontos, não só porque estarei mais velho e provavelmente mais limitado, enquanto para ele a galáxia a milhares de quilómetros-luz será o limite, mas também porque ele está a ser formatado para se tornar um especialista em qualquer coisa aos... 12 anos.

Hoje estava com ele na minha sala a tentar entretê-lo sem televisão nem outros apetrechos informáticos, apenas com brinquedos, quando o puto passa por um telecomando de televisão e nem liga à coisa. Não, não é que ele não seja curioso... Nada disso. Mas ele já sabe que aquele equipamento que ali está sossegadito não tem qualquer utilidade, pois se lhe tocar nada acontece na televisão ao invés dos outros aparelhos previamente por mim escondidos.

Ele já percebeu a tramóia e não dá para o meu peditório. Mas sinceramente com pouco mais de um ano e já reage assim... nem imagino como será daqui a uma década.

Um dia de praia... infantil!

Hoje cheguei à praia um pouco mais tarde que o costume. Mas antes de entrar no parque de estacionamento deparei-me com uma enorme confusão automobilistica ou será melhor dizer... "autocarrista"?

Certo é que depois de entrar e estacionar o meu carro acabei por contar mais de trinta autocarros de passageiros que ali estavam estacionados depois de terem trazido algum povo certamente! Pensei eu.

Mas logo ali deparei com uma população de tamanho mini.

Avançando no tempo quando cheguei ao areal este estava literalmente invadido por muuuuuitas centenas de crianças, oriundas de diferentes sítios e entidades. Juntas de freguesia, Centros Sociais, colégios particulares e provavelmente mais entidades que eu não identifiquei.

Sinceramente senti uma imensa alegria por ver tanta criança com acesso à praia, mas ao mesmo tempo senti o coração apertado pela enormíssima responsabilidade de todos aqueles educadores e monitores.

Não tirei fotos porque seria uma invasão na vida dessas crianças, mas senti-me tentado a fazê-lo... Um mar fantástico de mini gente.

Ou como diria alguém: quantos dos que estavam ali poderão daqui a muitos anos estar à frente dos destinos do nosso país!

Touché!

As saudades que irei ter!

"Nunca mandes o menino andar nem o velho sentar!"

Esta máxima disse-me, há semanas, a minha mãe quando lhe confessei a minha preocupação por o petiz cá de casa, já com 15 meses, ainda não andar.

Ora bem. parece que a coisa estará para muito breve já que o "caipira", como eu gosto de o chamar, ja principiou a dar os primeiros passos.

Sei por experiência própria que a partir do momento que o rapaz se desembarace do medo que tem em andar de pé, eu irei ter uma preocupação acrescida e permanente. Mas faz parte da vida, do crescimento das crianças e nosso como cuidadores e educadores.

Finalmente reconheço que ainda irei ter saudades daquela rapidez movida apenas a mãos e pés a que commumente chamamos gatinhar!

As minhas crianças!

Tenho alguma dificuldade em recordar a forma como lidei com os meus filhos quando eles tinham a idade dos meus netos. Mas acredito que tivesse pouca paciência para eles. Isto é muuuuuiuto menos paciência que tenho agora para os meus netos.

A pequenita já vaoi todos os dias para a pré-primária o que faz com que a veja muito menos do que seria de supor! Todavia sou compensado pela presença do irmão de um ano e que é neste momento da minha vida a estrela dos meus dias.

Como qualquer criança desta tenra idade tudo serve para brincar e acima de tudo para...  fazer barulho. Algo que o puto adora.

Se há trinta ou mais anos eu daria um ralhete e retiraria os instrumentos de ruído aos meus infantes por me faltar a tal de paciência ao fim de um dia de trabalho, agora deixo esta criança brincar, divertir-se pois a paciência jamais fica torrada.

Ser avô é muito mais do que ser o mais velho da família (no meu caso isso não acontece porque ainda tenho pai e mãe!!!), é ser capaz de saborear todos os momentos em que posso ter a companhia dos meus netos.

As crianças são assim o instrumento perfeito para a transformação para melhor de um ser humano. Basta para isso que sejamos capazes de perceber quão importante aquelas serão na vida de cada um de nós!

Mudam-se os tempos...

... mudam-se os nomes!

Hoje andava eu a arrumar uns livros que os petizes que dizem ser meus netos, largam em qualquer lugar quando reparei nos títulos das histórias: Branca de Neve, Capuchinho Vermelho, a Bela e o Monstro ou o Papuça e o Dentuça entre muitos outros.
No instante seguinte fiquei a pensar se estes nomes ainda serão verdadeiros ou aquelas sumidades que proibiram "As aventuras dos Cinco" também já terão alterado alguns dos nomes das personagens ou dos epítetos. E já nem me refiro às Monarquias leoninas...

Se se repararmos bem estas personagens que fazem parte do nosso imaginário infantil poderão brevemente ter de mudar de nome. Imaginemos a história da "Castanha de Lama e os doze brutamontes" ou a "Feia e o palhaço" ou "O Camarada Leão". Quanto ao Capuchinho sou capaz de crer que ninguém mudaria o nome da personagem.

Vá lá saber-se porquê!

A gente lê-se por aí!

Momentos faaaaaantásticos!

Hoje senti-me anormalmente bem.

Porque tive os meus quatro netos comigo.

Uns mais crescidos outros ainda muito pequeninos. Mas independentemente da idade deles é uma riqueza perceber as crianças a nascerem, crescerem e fazerem parte da nossa vida!

Mais permanente, mais intervalada não interessa.

São sangue do meu sangue!

Pode haver coisas mais importantes na vida de muita gente, que as crianças. Todavia para mim os meus netos são o meu euromilhões!

A gente lê-se por aí!

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