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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Ditadura de costumes?

A polémica ao redor da aplicação “Stayaway covid” não é mais que um “fait-divers” do governo para retirar a população do foco principal que é, sem margem para dúvida, o aumento de casos e de mortos em Portugal de infectados com covid-19.

Em Abril, ouvi eu que sou surdo, que por esta altura seria muito provável o aparecimento de uma segunda vaga. O fim das férias, o regresso às aulas presenciais e o baixar da guarda quanto aos distanciamentos sociais criaram uma mistura semi explosiva cujas consequências estamos agora a perceber. E a sofrer.

A verdade é que alguém avisou...

Em Maio a economia reiniciou a mexer. Muito por força e imposição de diversos sectores da sociedade portuguesa. Daquele mês até Agosto (quase) tudo foi aberto pois a “economia não podia parar”. Alguns especialistas continuavam a avisar que esta abertura poderia ter consequências nefastas. Ninguém ligou pois à boa moda lusa “o mal só acontece aos outros”.

Estamos agora a tomar consciência dos erros feitos no passado recente, obviamente com o beneplácito do governo e PR.

Bom, mas regressemos à dita aplicação, cerne da novel polémica, para instalar em telefones inteligentes. Assumo desde já que sou contra a instalação. Por duas razões: a primeira é que não foi o governo que me comprou o telemóvel, a segunda prende-se com a imposição da instalação de algo num objecto que é exclusivamente meu.

Mal comparado é como se o governo me obrigasse a só ler livros de Saramago ou a ver filmes de Tarkovsky.

Há por isso neste governo socialista qualquer coisa de muito estranho. Cheira-me a uma, mesmo que ténue, tentativa de ditadura de costumes.

Com um orçamento à porta e por aprovar, o Governo de António Costa vai diabolizando os lusos cidadãos que não acatam as suas vontades, numa reles tentativa de desviar as atenções para o que será, economicamente falando, o (negro) futuro de Portugal.

Portanto aqui por fica decidido: quando houver uma “Stayaway políticos” eu instalo a aplicação no meu telemóvel. Até lá...

O que esta pandemia fez de mim...

Hoje estou completamente de rastos ao fim de um dia de trabalho. Vim à aldeia beirã, de onde é natural da minha mulher e onde temos uns pequenos terrenos que cuidamos com esmero e vontade.

Desde há uns anos que aproveitamos esta época para cá vir para fazer umas limpezas na casa, que este ano esteve mais tempo fechada que o costume e deste modo mais vulnerável ao pó e à bicharada, mas outrossim para podar as videiras antes da campanha da azeitona.

Ora o que aconteceu é que no fim deste dia o meu corpo parecia que tinha sido atropelado por um... TGV. Não há um pedaço de mim que não doa. Quiçá possa exceptuar o cabelo e alguma unha... Tudo o resto...

Fiquei a pensar o porquê desta diferença tão grande para o ano passado. Após muito matutar acredito que a razão esteja nesta pandemia que nos confinou e ainda confina.

Na verdade nunca fui um atleta profissional. Nem sou um adepto fundamentalista do exercício físico. No entanto enquanto estive no activo e fora destas doenças, todos os dias fazia aproximadamente cinco quilómetros a pé, que percebo agora me deu alguma maior estaleca para outras actividades, nomeadamente agrícolas. Com o regresso aos confinamentos e tomando em consideração que passei a tomar conta de uma neta, achei por bem desviar-me das caminadas matinais (não fosse o Diabo tecê-las!).

Certo é que estou um farrapo, fisicamente falando e estou desertinho para regressar à cidade de forma a repousar. Nem quero pensar o que será daqui mais umas semanas quando se iniciar a campanha da azeitona... Até lá tenho de me capacitar que irei sofrer muito. 

Mais informação, melhor informação?

Hoje em conversa com o meu filho mais novo surgiu da parte dele esta assumpção: actualmente as pessoas têm mais acesso a informação que há 30 anos!

O diálogo acabou por enveredar por outros temas, mas a frase ficou cá a picar a minha consciência.

Na realidade a informação que hoje chega até nós é tão vasta que ainda estou para perceber se é útil e formativa. Ou se é mais um dado para nos atormentar o espírito...

Tal como quando tomamos um medicamento vamos ler as contra-indicações - na maioria nunca são boas notícias -, também a informação que vamos absorvendo, seja através de notícias ou pesquisas, é por vezes tão contraditória que em vez de ficarmos esclarecidos e elucidados... ainda ficamos com mais dúvidas e incertezas.

O caso da actual pandemia, com a qual vamos vivendo e convivendo diariamente, é um dos exemplos. Já li e ouvi doutas personagens publicamente afirmarem que este virus não é mais mortal que outros com os quais fomos vivendo ao longo da nossa vida. Para logo a seguir escutar outros a dizerem o pior desta doença. Então de que lado está a razão? Ou será que ambas as ideias serão válidas? Ou nenhuma delas?

Concluo assim cde que estamos reqlmente muito mais informados... mas estaremos melhor informados?

Eu duvido!

Convites ao Covid!

Os últimos dias trouxeram-nos um crescendo de infectados com Covid19 em Portugal e não só. Por muito que nos custe reconhecer, este incremento de casos era naturalmente expectável. O desconfinamento, mesmo que gradual, o final do teletrabalho, a praia, o regresso às aulas trouxeram, obviamente, novos focos de infecção.

O PM não quer parar a economia, as empresas tocam na mesma tecla de AC, o que equivale dizer que os casos irão crescer e quiçá ultrapassar os números de Março e Abril.

E sinceramente… o vírus espalha-se porque as pessoas não tomam quaisquer cuidados. Nem na higienização das mãos nem no uso de máscaras.

Se o governo não quer parar a economia então defendo a obrigatoriedade do uso da máscara. 

Para todos!

Sem excepção de local, hora ou idade da pessoa.

De outra forma andamos a co(n)vidar o vírus a espalhar-se.

A queda de Jerónimo de Sousa!

Quando se fala da queda da cadeira de Salazar quer significar o princípio do fim de um regime político totalitário e que encerrou o país ao Mundo.

Lembrei-me hoje deste episódio, quase histórico, para fazer uma breve ponte para com o líder do PCP, Jerónimo de Sousa. Também este, com a teimosia de fazer a Festa do Avante, caiu de uma suposta cadeira… A cadeira do poder que detinha no Partido da Soeiro Pereira Gomes. Só que ainda não o sabe.

Nas últimas semanas li e escutei muita gente, na maioria afecta ao PCP, assumir publicamente o seu desacordo perante a realização daquele evento, numa altura em que os casos têm vindo a subir. Independentemente das medidas e restricções impostas pela DGS quanto ao número de pessoas presentes, a realização da Festa do Avante foi uma espécie de braço de ferro com o Governo. Tão-somente!

Por tudo isto fico com a ideia de que o PCP perderá mais algum eleitorado nesta sua demanda, mesmo que não surjam eleições importantes no horizonte mais próximo.

É por estas e muitas outras que o crescimento de grupos radicais quase sempre associados à direita seja tão evidente, enquanto a esquerda parece ter perdido o norte e o bom-senso.

Depois não se admirem com os resultados e não culpem sempre os mesmos! 

Seis meses depois: O reencontro!

O título deste postal parece uma sequela de um  qualquer filme de luta de titâs. Todavia não é disso que venho falar.

Há seis meses houve algures um almoço farto e bem acompanhado. À mesa estavam onze comensais mais uma pilequice de dois meses que a única coisa que desejava era barriga cheia e rabo limpo. Estávamos a 2 de Março!

Seis meses volvidos ninguém desse almoço teve qualquer problema associado ao covi19 tendo, inclusivé, eu e a minha mulher feito testes ao virus aquando da nossa viagem aos Açores.

Seja como for desde aquela data mnnca mais nos juntámos para um almoço ou jantar com todos. O receio era evidente, mas como até agora ninguém foi infectado, nada melhor que aproveitar o último fim de semana de fim de férias para organizar um repasto. Ainda por cima porque um dos comensais estará breve a regressar à faculdade onde ministra uma cadeira e um outro aposta num Mestrado.

Repetiu-se assim a dose do número de pessoas: onze. Com a adenda da pilequice ter agora oito meses e já gatinhar e uma das senhoras mais novas presentes estar já em adiantado estado interessante.

Um reencontro que me soube bem não obstante ter a responsabilidade de tratar do churrasco, o que equivale dizer que pouco comi. Mas ficaram os abraços (finalmente!), os beijos (já tinha saudades!) e os risos (não era para menos!).

Uma alegria imensa que encheu o meu coração. Estou tão grato por este dia...

Um explêndido reencontro o qual não imagino quando se poderá repetir.

Um futuro muito nublado!

Receio o futuro! Definitivamente!

Tudo por causa desta pandemia que teima em não nos largar, em brindar-nos com um "novo normal" que pode ter tudo menos... normalidade.

Entretanto os restaurantes, por aqui, estão quase todos cheios e até aquela cadeia de comida rápida está repleta de gente... Fora e dentro!

Há quem acredite que o passado recente foi um horrível sonho e que amanhã voltaremos às nossas vidas sem restrições. Puro engano!

Pelo que leio os casos continuam em crescendo o que indica que anda por aí muita gente infectada e sabendo ou desconhecendo a sua situação, continua a fazer a sua vida sem temor. E a infectar outros!

Na praia que diariamente frequento e onde chego sempre cedo, a bandeira indicativa do números de pessoas está sempre verde, quando entro no areal. No entanto quando regresso a casa aquela encontra-se sempre vermelha, mas com as pessoas a entrar normalmente. Algumas até brincam com a situação.

Depois já no areal as que chegam não se cuidam em se afastar, deixando espaço social dos restantes banhistas.

- É já aqui e mainada! - dizem e assentam arraiais.

E claro... lá tenho eu de andar de toalha atrás de mim para fugir dos recém chegados.

O povo educa-se com muita dificuldade, mas deseduca-se quase expontaneamente!

Tenho consciência que o Estado faz o possível para que as pessoas percebam a gravidade (ainda) da situação. O problema é que a populaça faz "ouvidos de mercador"! É o que lhe convém!

Depois não se admirem de brevemente em vez de estarem dois meses confinados... possam estar cinco ou seis.

Daqui a 20 anos!

Daqui a uma vintena de anos as crianças nascidas neste ano dirão quiçá com orgulho: nasci no ano da pandemia. Tal como o meu avô dizia que nascera no ano da Implantação da República.

Nessa altura os jovens nem se lembrarão das máscaras que os pais e restante família traziam colocadas. Nem se lembrarão do afastamento social de famílias e amigos. Mas ainda bem, acrescento.

Porém nesse tempo futuro haverá coisas que ficarão desta época. Por exemplo o lavar as mãos amiúde ou desinfectá-las com regularidade.

Como na Europa da Segunda Guerra Mundial ficou não se estender roupa na rua. Dizem alguns que onde houvesse roupa estendida era porque havia gente e as tropas invasoras saqueavam e matavam os habitantes. Outra versão aponta para a ideia de havia roupa estendida durante semanas seria sinal de que haviam sido mortas ou haviam abandonado à pressa as habitações. A verdade é que hoje quase ninguém estende roupa fora de casa, ao inverso do que acontece neste país.

Entretanto preparamo-nos para nova vaga de infectados. Os números portugueses estão aí e continua numa variável ascendente. Reconheço que o país não pode parar, mas as pessoas devem também ser salvaguardadas.

Um dilema que foi de ontem, é de hoje e será de amanhã. Pelo menos até existir uma vacina eficaz.

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