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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O que ia escrever antes de...

Não gosto de demagogia. Muito menos de alguém que já tem uma pasta muito difícil neste governo e que é a senhora Ministra da Saúde.

Lí as suas declarações e achei no mínimo tristes e demagógicas. Ao invés do que disse sobre as vulnerabilidade dos mais fragéis eu tenho a noção que este virus não tem qualquer preocupação demagógica e ataca os que estiveram na sua zona de acção.

Escrevo ciente das excepções, mas ao mesmo tempo com a experiência do que foi ser infectado.

Era para escrever muito mais sobre isto, mas entretanto soube do falecimento repentino de Jorge Coelho e tudo se alterou.

Se bem que não partilhasse das suas ideias políticas reconheço que era um homem empenhado e de uma visão estratégica invulgar.

Lamento a sua morte e só espero e desejo que descanse em Paz.

Consertar vidas!

Nunca considerei, no princípio da minha vida, vir a ser médico. Mas se alguma vez o tivesse sido talvez optasse pela especialidade de Psiquiatria.

Nem imagino o trabalho que estes médicos terão agora, levando em linha de conta esta pandemia.

A saúde mental é assumidamente muito mais grave do que à partida se supõe. Só quem passou por esta doença é que entende quão grave é, por exemplo, uma depressão. O que ela muda na pessoa e  acima de tudo o que ela leva a fazer ou a não fazer...

Nunca fui dado a este tipo de doenças e até teria, provavelmente, motivos válidos para tal, mas consegui escapar, até agora, por entre os pingos desta estranha chuva. Entretanto amanhã é um novo dia e quem sabe se não será a minha vez de esparramar-me nesse antro tão negro.

Não obstante convivi directamente com essa doença na pessoa da minha mulher. E digo-vos que se ser doente não é nada fácil... o cuidador próximo estará muito longe de uns dias fantásticos.

Mas não me estou a queixar, apenas a falar da minha experiência.

Faço agora a ponte para os actuais médicos psiquiatras e aquilo que devem escutar nas suas consultas, muitas vezes percebendo que a solução passaria certamente por não haver confinamentos nem pandemias, Se os médicos de outras especialidades lutam permanentemente nos hospitais pelas vidas dos pacientes internados com Covid, também os psiquiatras tentam, quiçá, consertar, à sua maneira, as vidas de muita gente.

Mas ninguém se lembra disso, pois não?

Pensamentos para um fim de tarde!

Está um dia triste.

Há um capelo de nuvens a tapar o Sol brilhante e o céu anilado. Da rua vem um bafo quente incomum nesta altura do ano.

Vou à janela da minha sala e penetro o olhar na paisagem urbana que se espraia na minha frente.

Pergunto-me quantas pessoas naqueles prédios que observo estarão em casa presas, rodeadas de dilemas que não conseguem resolver? Ou olimpicamente sós...

Eu também em casa, como muitos confinado, tenho tudo ao meu dispôr e vivendo serenamente cada dia. Até uma neta para me preencher os dias mais nostálgicos... Assim como livros, muitos livros. Por fim a escrita... esta que aqui vou lançando diariamente e que me devolve sempre em triplicado o que aqui coloco.

Viver obriga-nos sempre a actos de enorme coragem. Porque nem tudo corre como gostaríamos e por vezes não estamos preparados para um desaire.

Olho para esta urbe e reconheço que sou um homem feliz. Por que o Mundo, ao invés do que dizia o poeta, não é uma bola colorida, mas uma pedra cinzenta para a qual é necessário perícia para lhe pegar.

Quem escolher?

Imaginemos que a um determinado lugar chegam cinco vacinas contra a covid19 para serem ministradas mas há seis pessoas para vacinar, a saber:

- Um homem novo mas com graves problemas respiratórios;

- Um deficiente profundo:

- Um cozinheiro;

- Um auxiliar;

- O vosso pai/mãe completamente senil;

- Uma criança.

Quem escolheriam para não tomar a vacina? 

Venham de lá essas respostas.

A seu tempo virá... uma resposta!

A Sarin puxou por mim, desafiou-me. Como não gosto de virar a cara a uma salutar bravata, nem que esta seja somente por palavras e ideias, respondi-lhe pedindo que comentasse este meu postal que publiquei em Setembro último.

Ora vai daí que aquela menina também não se nega a nada e pumbas... respondeu a preceito no seu espaço através deste longo postal que irei ler com muita calma e que será, obviamente, sujeito a uma resposta minha.

Estas trocas de galhardetes são fantásticas e não obstante termos ideias, conceitos e desejos diferentes, aprendo sempre muito com esta menina.

Mais uma vez muito obrigado, Sarin!

Sinto-me um privilegiado da escrita!

Ainda as vacinas...

Se há algo nesta pandemia que não me deixa descansado é esta estória da vacinação. Por aquilo que vou lendo e ouvindo na rádio ou por vezes nalguma televisão que esteja ligada cá em casa, é que ninguém tem a certeza de que a vacina será o melhor antídoto.

Conheço até um médico que foi vacinado e que me disse que, exceptuando ele, todos os colegas que foram vacinados com ele tiveram grandes reacções.

Sendo assim, será mesmo necessário vacinar, por exemplo, idosos que não saem de casa?. Passo a dar um exemplo: o meu pai tem 88 anos e foi chamado pelo Centro de Saúde para fazer a primeira vacina. O mesmo se irá passar com a minha mãe que tem 82 anos, já que irá no mesmo dia mas uma hora mais tarde.

É que bem vistas as coisas o meu pai raramente sai de casa. Isto é... sai para ir à horta e regressa. Depois nos supermercados é sempre o primeiro cliente a entrar e até hoje, que eu saiba, escapou à infecção.

Neste sentido sinto que os lares mereceriam uma maior intervenção e cuidado na vacinação.

Saudar o regresso!

Hoje de manhã tocou o meu telemóvel. Era a minha vizinha do lado a comunicar-me que o marido havia regressado a casa após 24 dias internado com Covid19.

Falei dele aqui neste postal.

A meio desta manhã acabámos por nos encontrar na rua. Percebi logo que perdera muito peso e sendo ele alguns anos mais novo que eu… quase que parecia meu pai. Todavia fiquei muito contente por o rever!

Dentro do seu carro e pela janela estendeu-me, ainda assim, o punho fechado num cumprimento e eu devolvi um cotovelo. Rimos os dois.

Só podia…

Este meu amigo, vizinho e companheiro de caminhadas por estradas de Fátima, percebeu da pior forma que a sua vida esteve por um fio… muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito fino!

Perguntei-lhe como era no hospital e ele respondeu-me simplesmente:

- É um caos para os médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar! Mas eles não conseguem fazer melhor. Não há hipótese!

Esbocei um trejeito preocupado.

Ele percebeu e seguiu no seu carro estranhamente bem devagar!

Ponto de situação de um covidoso...

Ora bem... após a má notícia da semana passada onde dizia que eu estava infectado, curiosamente um mês depois de ter sintomas, ontem voltei aos testes.

Desta vez deu negativo ou melhor "Não dectetável", que é um resultado mais pomposo que o primeiro. Ainda por cima o resultado enviado para a minha caixa de correio electrónico vem em Português, Francês, Inglês e Alemão. Gente fina é assim...

Na verdade como sei falar as 4 línguas atrás referidas percebi o resultado facilmente. Mas enfim são pormenores meio parvos...

Portanto neste momento o ponto de situação cá em casa é de já estamos todos isentos de covid e prontos para a quarta vaga da pandemia. Mentira... isto porque se para a maioria correu bem, para outros nem por isso. Eu incluído!!!

Todavia continuamos ainda confinados em casa somente por decreto, mas fica a pergunta: se já fui infectado ainda terei de usar máscara na rua?

Esperteza lusa!

Contaram-me uma história passada recentemente num supermercado, mas não imagino se foi verdade ou mentira.

Então relataram-me assim: uma médica foi ao dito supermercado. Estava bem mascarada quando reparou que entre os clientes estava um que um par de horas antes havia comparecido no seu consultório com a indicação de infectado com Covid.

Perante a situação e para não criar nenhum reboliço a tal médica dirigiu-se ao segurança do supermercado e comunicou que entre os clientes estava um infectado.

A médica regressou às suas compras para de repente escutar nos altifalantes: estimados clientes agradecemos que quem estiver infectado com Covid19 que saia rapidamente do estabelecimento sem compras.”

Ao que parece saíram 9 pessoas que estavam presentes…

Pode ser uma mera brincadeira, repito que não imagino se foi verdade, mas há nesta estória uma característica bem portuguesa e que se prende com a estúpida ideia de que a lei existe para ser sempre ludibriada.

Viver é uma aventura!

Já o escrevi antes: vivemos tempos bizarros. Tão bizarros e há um ano impensáveis.

Por tudo o que agora nos rodeia, pelos receios, as dúvidas, as incertezas para o dia de amanhã.

Hoje somos todos muito mais frágeis. Fisica e psicologicamente porque paira por cima das nossas cabeças uma permanente tristeza.

Quase me atrevo a dizer que vivemos tempos de guerra. Uma guerra contra um inimigo que não conhecemos, que não vimos, mas que tememos muito acima das nossas capacidades.

Os números de infectados, de internados, de mortos e recuperados sobem e descem qual oceano alterado. São os ventos da pandemia originários em tempestades de vírus. Que ninguém controla, que ninguém segura e perante os quais ninguém ousa fazer prognósticos de melhoria.

Hoje, mais do que nunca, cada dia que passa por nós é uma enorme vitória. Não nos esqueçamos diso!

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