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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Desconfi(n)ado?

O governo e o Infarmed e mais um número de doutas personagens acordaram que a partir de hoje seria o momento ideal para iniciar o desconfinamento. Faseado é certo, mas o sentido é paulatinamente regressarmos a uma vida mais livre.

Porém durante a semana Pascal regressaremos ao confinamento, para a partir do dia 5 de Abril voltarmos a desconfinar. Isto é assim uma espécie de avanços e recuos e para os quais não encontro justificação. Quiçá entre quinta-feira santa e domingo de Páscoa pudesse haver alguma ou total limitação de deslocações.

Porém acho que seria muito mais precavido iniciar-se o desconfinamento somente depois do dia 5 de Abril. Entretanto nos próximos dois meses teremos mais comemorações políticas (o 25 de Abril e 1º de Maio) ficando a dúvida se o Governo irá autorizar manifestações e comícios (como aconteceu ainda há poucos dias no centenário do PCP).

Tenho cada vez mais a ideia de que António Costa, mesmo sem geringonça assumida, deixou-se chantagear pelos partidos à sua esquerda de forma a perpetuar-se em S. Bento.

Entretanto gostaria de perceber quanto irá custar ao nosso país esta postura governativa, não só em termos económicos, mas acima de tudo em termos sociais e de saúde pública.

É que uma 4ª vaga já ameaça!

Há um ano!

- Ainda era um elemento activo na empresa onde trabalhei mais de 37 anos;

- Era sexta-feira e as regras haviam mudado drasticamente, tudo por causa desta pandemia que ainda nos afecta e infecta;

- Iniciou-se o processo de teletrabalho que para mim durou apenas alguns meses já que me reformei a meio do ano;

- Deixei de contactar com os meus colegas de uma forma mais visível e passei a resolver as coisas à distância;

- Despedi-me do meu gabinete.

 

Aquilo que parecia ser, há um ano, um interregno de um par de semanas tornou-se num situação quase permanente e para a qual não há fim à vista. Mesmo depois de um Verão quase desconfinado que se viria a plasmar num aumento sucessivo de casos no final do ano e inicio de 2021, o que conta perceber como é que o teletrabalho tem sido observado por parte das entidades empregadoras.

Uma visão que seria interessante desmistificar. Por algumas informações que vou recebendo quem está em teletrabalho, geralmente trabalha mais horas do que se estivesse num gabinete ou num escritório.

Há um ano ainda acreditávamos que iríamos passar pelos intervalos da chuva desta pandemia. Porém a realidade foi tenebrosamente  diferente e hoje vivemos aquilo que este vírus nos deixa viver.

Tanta coisa mudou no Mundo e em Portugal. O que há um ano parecia uma profunda utopia é hoje uma triste realidade.

E provavelmente não ficaremos por aqui!

Montanha russa!

Estas estórias dos confinamentos e contínuos desconfinamentos acordou a já minha fraca memória para um programa de humor brasileiro que passava na televisão nos longínquos finais do anos 70 e inícios dos anos 80 e que se chamava  "O Planeta dos homens", onde o humorista Jô Soares, entre outras personagens, fazia de padre italiano e após conversa com os noivos acabava sempre com a mesma frasa: para evitar o casa, separa, casa, separa, casa, separa, eu não caso!

Em Portugal vivemos momentos confusos, em que cada pessoa interpreta a lei à sua maneira (para não dizer jeito!). Por isso andamos neste sobe e desce de casos e mortes, qual montanha russa.

Desta vez nem culpo o governo que após o primeiro confinamento assumiu que o país não aguentaria nova paragem da economia, acabou por ser obrigado a decretar o fecho de tudo face ao número assustadoramente gritante de casos, internamentos e mortes.

Também é certo que nenhum de nós, por muito que opine e ache que deveria ser assim ou assado, tem a solução perfeita para o que vivemos. Nem sequer os médicos. Diria mesmo que estes últimos serão os que estarão mais aprensivos quanto ao futuro mais ou menos breve.

A vacina pode porventura ajudar, mas não me parece suficiente, até porque já há casos de vacinados que infectaram outras pessoas... 

Há que avaliar bem os factos e decidir, não em face de interesses mais ou menos economicistas dos diversos sectores, mas perante a necessidade e cuidado da população.

A dor que nos entra em casa!

Hoje foi um dia quase normal tendo como referência os dias que antecederam a minha doença. De tal forma que só agora, já noite, consigo sentar-me e escrever umas linhas.

Mas prefiro um dia assim àqueles em que alternei a cama com o sofá, desfiando mágoas e tristezas.

Fui a Lisboa tratar de assuntos inadiáveis e a capital quase parece uma cidade fantasma. Há algum movimento, mas comparado com o que seria há um ano parece mesmo um deserto.

Não admira todos os dias os números de infectados e mortos crescem sem pudor. E não parece haver forma de travar estes trágicos números. As pessoas continuam descrentes... Descrentes da realidade pandémica, descrentes do caos hospitalar, descrentes, no fundo, delas mesmas.

O mundo está virado do avesso. Completamente. 

Cabe a todos nós, sem excepção, assumir que esta pandemia não é uma mera gripe, mas um caso muito sério que poderá hipotecar todo o nosso futuro.

Pensem nisso antes de sair de casa...

 

Coragem precisa-se!

Oiço tanta gente a falar desta miséria que estamos a viver com a pandemia que fico sem ponta de sangue quando percebo que os nossoa governantes não têm coragem para parar o país.

Das duas uma: ou param já este rectângulo e deste modo podemos baixar os contágios ou então arriscamo-nos a no final desta profundíssima crise (se houver final) a termos uma população reduzida. À velocidade a que as pessoas estão a morrer...

Outra situação bem mais grave prende-se com a opção entregue aos médicos. Ter que decidir entre este ou aquele doente quando no fundo e face ao juramento que fizeram, deveriam salvar ambos parece-me tenebroso.

Os bons governantes medem-se pela forma como se impoêm sem receios perante os problemas. Não demonstrar coragem para confinar toda a gente como foi em Março e Abril só porque estão reféns de umas quaisquer Associações empresariais parece-me muito má ideia.

O país irá pagar demasiado caro essa falta de coragem!

Depois não venham cá com desculpas.

Também nos podemos irritar?

A irritação de Marcelo Rebelo de Sousa levou-me a pensar que o Presidente da República enquanto cidadão é igual a todos nós. Não gostou que não lhe respondessem por escrito? Temos pena! É assim que se trabalha em Portugal.

Depois houve contradições nos resultados dos testes? Temos outra vez pena! Acontece a muitos em Portugal!

Não desejo mal a rigorosamente ninguém, mas não estando em perigo a vida do senhor Presidente da República até foi bom isto acontecer-lhe. Talvez assim ele tenha real consciência de como trabalham (mal) alguns serviços no nosso país.

Serviços esses usados pelo comum português, isto é, todos nós!

Mas nós não temos direito a irritarmo-nos!

Um virus americano!

Os últimos e trágicos acontecimentos no Capitólio norte-americano advêm de um vírus que se foi instalando nos últimos anos no país do Tio Sam. E parece que não terá cura!

De uma forma mais assertiva diria que os americanos viveram numa realidade política e social paralela. A democracia tal como foi implementada na América esteve sempre em perigo.

Não fossem algumas instituições internas, provavelmente os Estados Unidos viveriam hoje à beira de uma impensável ditadura.

Donald Trump fez vir ao de cima o pior dos seus concidadãos. A violência urbana, o racismo, as demandas com a China e não só, a fuga dos acordos ambientais, a saída da OMS e tantas e tantas acções ignóbeis que só prejudicaram os Estados Unidos. Já para não falar da não aceitação da pandemia…

O real problema vem agora quando Biden tomar posse, já que os apaniguados de Trump não irão deixar a sociedade recuperar das feridas causadas pelo presidente derrotado. Será bom que os Estados Unidos se preparem para uma guerra. Não contra o covid-19, não contra uma qualquer Jihad islâmica, mas contra um vírus que se instalou em muitos (demasiados) americanos: o virustrump!

Está frio e não é psicológico!

Tenho por hábito dizer que tanto o frio como o calor são muitas vezes psicológicos. Parvoíce minha, está visto!

No entanto teve de vir este ar gelado do Ártico para eu reconhecer que está mesmo muito frio. Tanto que ando quase sempre de pés e mãos geladas, essencialmente quando estou fora de casa. Porque aqui onde estou agora há um ar condiconado a ajudar a aquecer.

Mordo assim a língua desta minha velha mania de dizer que o frio "ah e tal é psicológico".

Entretanto e segundo me disseram isto parece que vai piorar. Todavia fui consultar o meu sítio de previsão climatérica e li que para a semana as coisas tendem a subir. Não muito, mas sobem!

Portanto agasalhem-se e cuidem-se do frio. E não só!

2021 - Ano zero!

Como já escrevi não ligo muito às passagens de Ano. No entanto aceito que a maioria das pessoas considerem a mudança de dia, mês e ano de uma só vez uma janela de oportunidades.

O povo costuma dizer: ano novo, vida nova.

Todavia não foi preciso uma mudança radical de calendário em 2020 para que todas as nossas vidas se alterassem de forma (quase) radical.

O que antigamente nos animava e aconchegava, como eram os beijos e abraços, passaram de um dia para o outro a ser estranhas armas.

Bom... mas não falemos agora de coisas menos boas.

Com a nova vacina o Mundo terá tendência para melhorar e paulatinamente regressar ao que sempre foi. Assim o ano 2021 deverá ser o ano zero para muitos de nós tendo em conta os afastamentos familiares, os confinamentos obrigatórios, os demasiados tempos em teletrabalho.

O próximo ano que ora entra nas nossas vidas tem tudo para ser diferente. Desejamo-lo para melhor! Mas só o será para todos se cada um de nós fizer a sua parte acatando e aceitando que as regras sanitárias e não só deverão ser respeitadas e cumpridas à risca.

Termino o último postal de 2020 desejando que todos os que aqui vêm beber algumas palavras, tentem viver no próximo ano um dia de cada vez, com a saúde desejável, a alegria espontânea das crianças, os sonhos dos poetas e a esperança renovada dos eleitos.

Fiquem bem, cuidem-se que a gente lê-se por aí.

O Ano Novo!

Há muito que deixei de comemorar com pompa e circunstância a festa da mudança de ano. No fundo, no fundo só estamos a virar mais uma folha no calendário das nossas vidas. Como viramos todos os dias, semanas ou meses.

O ano de 2020 ficará, certamente, marcado nos nossos corações pelas piores razões. Mas não será por mudarmos de ano que tudo se tornará melhor como num passe de mágica. Nada se alterará e vamos ter que manter uma vida estranha, sem festas, reuniões, almoços ou jantares numerosos.

No entanto quando era jovem as passagens do Ano foram sempre importantes, acima de tudo pelas festas em que participei. E acreditem que as aproveitei ao máximo!

Todavia hoje nada me cativa já que gosto de viver somente um dia de cada vez e no sossego dos meus mais chegados e da minha casa.

A verdade é que a idade também deu um vincado contributo para esta antagónica visão nestes dias que ora se aproximam. Prefiro ver e ouvir o concerto de Ano Novo de Viena de Austria (estou curioso para perceber quantos pessoas lá estarão!!!), ou manter uma conversa inteligente à volta da mesa.

Finalmente e independentemente do pensamento de cada um o Ano Novo é assim uma espécie de algodão doce dos nossos dias: muito grande e bonito mas não enche barriga.

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