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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Sem carta ou sem carro?

Hoje tinha uma quantidade de coisas para fazer depois do trabalho e antes das oito da noite, hora a que jogaria o meu clube em casa e onde queria estar presente.

Portanto despachei o trabalho, saí muito cedo, fui buscar a minha mulher, como sempre o faço, ao trabalho e dirigi-me para casa. Ou tentei.

À saída para uma estrada apercebi-me de um movimento anormal. Pensei que fosse coisa momentanea, mas quando entrei no desvio deu para perceber que a fila de carros ultrapassava o que a minha vista alcançava. Náo era necessário ser adivimho para descobrir que houvera algures, lá à frente, um acidente.

Passados alguns minutos o rádio confirmou que havia um grave acidente que deixara somente, das quatro faixas de rodagem uma livre.

Resultado... tive mais de uma hora num pára-arranca quase interminável. Daqui concluí que a bola já era tendo em conta que havia muita coisa para resolver até à noite.

Ora bem o acidente ocorreu num local onde os carros procuram desviar para outras faixas mais à esquerda enquanto outros da esquerda tentam seguir pelo desvio à direita... Toda a gente conhece aqueles acessos e o imenso movimento que eles trazem. Por isso estranho que haja alguém que entre naquela zona em velocidade excessiva e/ou munindo-se de manobras "à desembaraçado" arriscando a criação de acidentes com alguma gravidade, como foi o caso de hoje.

Há neste tipo de acidentes sempre um culpado mor, não vale a pena escondê-lo. Fica então a pergunta:

"Tomando em consideração o prejuízo que o acidente causou a milhares de automobilistas qual deveria ser o castigo para o culpado... retirar-lhe a carta por muito tempo ou retirar-lhe simplesmente a viatura?"

Lusos e loucos condutores!

Sempre que estou de férias reservo um dia para dar um passeio mais longo com a família. Juromenha, Serpa, Évora, Castelo de Vide são alguns exemplos de visitas.
Este ano a escolha recaiu na Praia de Odeceixe. Há muito que andava com o fito de a visitar.
Um local muito bonito onde desagua o Rio Mira, com diversas praias, recatadas umas, mais expostas outras, mas ainda assim a merecerem todas a nossa especial atenção.
O caminho até lá é relativamente bom com natural movimento tendo em conta a época do ano em que estamos, mas faz-se bem. Faltará, contudo, algumas indicações bem antes do lugar, já que só perto da povoação se percebe onde estamos. Valeu-me o GPS.
Fiz por isso hoje 446 quilómetros entre auto-estradas, vias rápidas, IC’s, estradas nacionais e outras regionais.
Constatei infelizmente que continuamos a ser um país de condutores pouco cuidadosos. As ultrapassagens que fizeram quando eu rodava à velocidade de 90 quilómetros por hora e com riscos contínuos arrepiaram os meus locais mais recônditos.
Não me preocupo se colocam a vida deles em perigo… O que eu não pretendo é que coloquem a minha e a dos meus também no risco vermelho. A enormíssima falta de civismo e educação na estrada é óbvia e visível.
Definitivamente a paciência não é, de todo, uma qualidade dos lusos condutores. Talvez assim se explique a enorme mortalidade nas estradas portuguesas.

O azar de ter pressa!

Esta manhã no carro ouvi a radialista dizer: Acidente no cruzamento da Rua Tomás Ribeiro com a Avenida Fontes Pereira de Melo a condicionar o trânsito"

E eu já na dita Avenida imobilizado numa fila.

No tal cruzamento fiquei parado por ordem policial. Aqui pude ver o INEM que tentava cuidar de uma vítima deitada no alcatrão, uma viatura partida e uma motorizada despedaçada, para além do aparato policial e mais uma ambulância.

A determinada altura foi-me dada autorização para seguir viagem, não obstante o sinal vermelho e enquanto me aproximava do meu destino, fiquei a pensar no que acabara de observar.

Aparentemente um dos veículos não respeitara a sinalização vertical, vulgo sinal luminoso. Provavelmente porque... estava com pressa. Com tantas vezes reparamos...

Porém a pressa ficou ali parada à mercê do paramédicos, da polícia e restantes mirones. Transformou-se em vagar!

Seria bom que todos percebessem, de uma vez por todas, que a pressa é inimiga do bem e do correcto.

E há tantos condutores que se esquecem disso.

Depois dizem que tiveram azar!

Conduzir na cidade

O meu filho mais novo detesta conduzir na cidade. Pelas filas intermináveis, pelos condutores especializados em fazerem tangentes ou por taxistas por vezes demasiado desembaraçados.

Eu ao invés, até não me importo de conduzir na urbe. Já sei que com o que contar e deste modo vou-me acautelando quando ando nas ruas de Lisboa.

Todavia também eu tenho muitos receios na condução. Curiosamente é fora da cidade e ao fim-de-semana que o meu temor se incrementa.

Aos Sábados e Domingos é normal ver maltinha a conduzir de forma muito estranha. Para eles não há sinais, prioridaes, nem limites de velocidade. E os traços contínuos, bem marcados na estrada, servem unicamente para serem atravessados.

Julgam-se autênticos "sennas" do volante quando o que fazem é cenas... tristes!

E vá lá alguém dizer-lhes alguma coisa.

Artistas do volante ou... desembaraçados?

A estrada está repleta de artistas do volante. Então na cidade... ui!

Para alguns condutores não há sinais luminosos (só quando está verde para o lado deles), não há passadeiras e muito menos sinais verticais ou horizontais para respeitar. Só eles têm direitos...

Um destes dias uma colega dizia-me que o marido fazia sempre o caminho pela faixa do lado esquerdo e depois na altura certa enfiava-se à direita, desrespeitando desse modo todos os outros que estão horas na fila. Terminou  dizendo que o seu marido era muito desembaraçado.

Pode ser que um dia a polícia o embarace! O problema é nunca encontramos um polícia quando ele faz falta.

Na minha cidade VI - Má escolha!

São nove da noite. Tenho um compromisso às nove e meia, longe de casa e ao qual não posso faltar. A cidade vai querendo adormecer. Deambulo por entre as ruas e entro numa de sentido único. Logo... há estacionamento dos dois lados.

Aproximo-me de um carro que à minha frente rola muito devagar. A experiência diz-me que procura um lugar para estacionar. É verdade que tenho alguma pressa mas não forço o condutor, bem pelo contrário, afasto-me o suficiente para o caso de, ao ver um lugar, ter campo e espaço de manobra. Mais à frente eis que acende o pisca da esquerda, mas logo a seguir arranca e liga o da direita.

Vou andando e percebo que realmente do lado sinistro havia um lugar bem desenhado no chão. Porém o condutor preferiu o lugar dextro não obstante este estar em cima duma passadeira.

O que quer dizer que um peão que entretanto necessite atravessar a rua naquele ponto terá de contornar a viatura, saindo mesmo da zebra para chegar ao outro lado.

Isto faz algum sentido?

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