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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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O azar de ter pressa!

Esta manhã no carro ouvi a radialista dizer: Acidente no cruzamento da Rua Tomás Ribeiro com a Avenida Fontes Pereira de Melo a condicionar o trânsito"

E eu já na dita Avenida imobilizado numa fila.

No tal cruzamento fiquei parado por ordem policial. Aqui pude ver o INEM que tentava cuidar de uma vítima deitada no alcatrão, uma viatura partida e uma motorizada despedaçada, para além do aparato policial e mais uma ambulância.

A determinada altura foi-me dada autorização para seguir viagem, não obstante o sinal vermelho e enquanto me aproximava do meu destino, fiquei a pensar no que acabara de observar.

Aparentemente um dos veículos não respeitara a sinalização vertical, vulgo sinal luminoso. Provavelmente porque... estava com pressa. Com tantas vezes reparamos...

Porém a pressa ficou ali parada à mercê do paramédicos, da polícia e restantes mirones. Transformou-se em vagar!

Seria bom que todos percebessem, de uma vez por todas, que a pressa é inimiga do bem e do correcto.

E há tantos condutores que se esquecem disso.

Depois dizem que tiveram azar!

Conduzir na cidade

O meu filho mais novo detesta conduzir na cidade. Pelas filas intermináveis, pelos condutores especializados em fazerem tangentes ou por taxistas por vezes demasiado desembaraçados.

Eu ao invés, até não me importo de conduzir na urbe. Já sei que com o que contar e deste modo vou-me acautelando quando ando nas ruas de Lisboa.

Todavia também eu tenho muitos receios na condução. Curiosamente é fora da cidade e ao fim-de-semana que o meu temor se incrementa.

Aos Sábados e Domingos é normal ver maltinha a conduzir de forma muito estranha. Para eles não há sinais, prioridaes, nem limites de velocidade. E os traços contínuos, bem marcados na estrada, servem unicamente para serem atravessados.

Julgam-se autênticos "sennas" do volante quando o que fazem é cenas... tristes!

E vá lá alguém dizer-lhes alguma coisa.

Artistas do volante ou... desembaraçados?

A estrada está repleta de artistas do volante. Então na cidade... ui!

Para alguns condutores não há sinais luminosos (só quando está verde para o lado deles), não há passadeiras e muito menos sinais verticais ou horizontais para respeitar. Só eles têm direitos...

Um destes dias uma colega dizia-me que o marido fazia sempre o caminho pela faixa do lado esquerdo e depois na altura certa enfiava-se à direita, desrespeitando desse modo todos os outros que estão horas na fila. Terminou  dizendo que o seu marido era muito desembaraçado.

Pode ser que um dia a polícia o embarace! O problema é nunca encontramos um polícia quando ele faz falta.

Na minha cidade VI - Má escolha!

São nove da noite. Tenho um compromisso às nove e meia, longe de casa e ao qual não posso faltar. A cidade vai querendo adormecer. Deambulo por entre as ruas e entro numa de sentido único. Logo... há estacionamento dos dois lados.

Aproximo-me de um carro que à minha frente rola muito devagar. A experiência diz-me que procura um lugar para estacionar. É verdade que tenho alguma pressa mas não forço o condutor, bem pelo contrário, afasto-me o suficiente para o caso de, ao ver um lugar, ter campo e espaço de manobra. Mais à frente eis que acende o pisca da esquerda, mas logo a seguir arranca e liga o da direita.

Vou andando e percebo que realmente do lado sinistro havia um lugar bem desenhado no chão. Porém o condutor preferiu o lugar dextro não obstante este estar em cima duma passadeira.

O que quer dizer que um peão que entretanto necessite atravessar a rua naquele ponto terá de contornar a viatura, saindo mesmo da zebra para chegar ao outro lado.

Isto faz algum sentido?

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