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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O futuro sem tempo!

Esta tarde encontrei um antigo colega de trabalho. Com idade para ser meu filho é hoje um alto quadro da empresa. O curioso é que foi ele que me abordou.

Cumprimentos para cá e para lá quando a determinada altura pergunta o que faço na minha reforma, respondo-lhe com os netos e... os livros.

É nesta altura que ele se surpreende com as minhas actividades, nomeadamente a que se refere à minha escrita, quando faz a pergunta sacramental:

- E escreves sobre o quê?

Esta é uma daquelas questões para a qual eu ainda não consegui arregimemtar uma resposta a preceito. Nesta altura fico sempre com a sensação que a aprovação da minha acção ficará condicionada ao que escrevo. Se for um romance terá um nivel de aprovação maior que aquele constituído por pequenas estórias como são os meus livros.

Tenho consciência que escrever um romance será um acto de enorme valentia e empenho. De suor e muitas lágrimas. De avanços e muitos recuos e, acima de tudo, de muito, muuuuuuuuuuuito trabalho.

Já para não falar de investigação!

Muitos dos meus leitores vão apertando comigo para que escreva um romance. Sei que têm razão no pedido, mas tal como escrevi acima, para tal necessito de tempo, muito tempo algo que não abunda por aqui.

Portanto... o melhor mesmo é ir vivendo um dia de cada vez e tentar perceber o que diariamente podemos conquistar!

A gente lê-se por aí!

A morte dele... em mim!

Falar do meu desaparecimento deste mundo é algo que não me atormenta!

Sei que a ceifeira é uma das duas certezas da minha vida (a outra será sempre o meu imutável passado) e portanto olho para aquela de forma (quase) natural!

No entanto quando sou confrontado com a morte dos outros, nomeadamente quando ainda deveriam estar vivos por serem novos, fico sempre circunspecto e triste.

Hoje soube da partida de um antigo colega. Teria mais ou menos a minha idade e reformara-se um pouco antes de mim. Trabalhámos muitas vezes em colaboração e isso fez com que nos tornássemos, para além de colegas, bons amigos!

Desconhecia que estava doente e daí nunca ter perguntado a ninguém pela sua saúde. Quando hoje soube da sua morte tive realmente um choque.

Mas será sempre alguém que não esquecerei, muito à maneira de Jorge Luís Borges, já que há muitos anos comprei um daqueles telefones antigos de disco, mas faltava uma peça. Tendo em conta que era com ele que falava dos telefones no trabalho, perguntei-lhe se teria no seu lixo que guardava algo que servisse naquele equipamento. Disse que iria ver e levou parte do disco com os números mas nunca devolveu. Por isso quando de futuro olhar para o dito equipamento incompleto lembrar-me-ei sempre dele!

E sorrirei porque sei que ele, lá onde estiver, também deverá estar a sorrir!

Descança em Paz, companheiro!

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