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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Ennio Morricone por fim no Paraíso!

Morreu o enorme Ennio Morricone. Aos 91 anos!

Se há pessoas que nunca deveriam desaparecer do Mundo, este compositor italiano, deveria ser uma delas. Ennio compôs dos melhores temas, das melhores músicas que o cinema já teve.

É quase infidável a lista de filmes em que Morricone participou com as suas belas melodias. Que a sétima arte ficará agora mais pobre é certo, pois dificilmente haverá um compositor que conseguisse somente com a sua música colocar um cunho tão pessoal nas suas fantásticas melodias.

Lamento profundamente o seu desaparecimento, mas de uma coisa tenho a certeza: Ennio Morricone irá tocar agora as suas belas e comoventes músicas de cinema no Paraíso.

O livro ou o filme primeiro?

Adaptar uma obra literária, seja ela qual for, ao cinema ou à televisão não me parece uma demanda de somenos.

Talvez por isso prefira ler primeiro o livro e só depois constatar como foi passado para o pequeno ou grande ecran.

Há argumentistas e realizadores que tentam seguir fielmente o enredo. Outros tentam acrescentar alguma emoção ao que já se encontra escrito.

Neste confinamento acabei de ler Tieta de Jorge Amado. Um romance muito curioso, já que é muito diferente daquilo que foi a telenovela que a Globo brasileira emitiu há muitos anos. Algumas personagens são as mesmas, mas a maioria peca por excesso. Isto é a televisão brasileira criou uma série de figuras associadas a pequenas histórias que nunca vi escritas no original.

Não é que fiquem mal… longe disso. Todavia o livro acabou por saber a pouco, tais foram as nuances introduzidas ao enredo original.

As minhas sugestões de filmes...

... para a próxima quarentena!

Após as sugestões de livros que fiz aqui e de discos neste postal é a vez de apresentar algumas ideias de filmes para este tempo de quarentena.

A exemplo das leituras e das músicas estas são simples sugestões de longas metragens de grande qualidade realizadas por directores de excepção.

Poderia acrescentar alguns trailers dos filmes, mas da mesma maneira que não apresentei capas de livros e discos escuso-me a mostrar dos filmes.

Ora vamos lá às dicas:

Um assassino pelas costas de Steven Splielberg

Sínopse – Cuidado com quem nos metemos na estrada;

Forrest Gump de Robert Zemeckis

Sínopse – Quiçá a melhor interpretação de Tom Hanks;

Obsessão de Brian de Palma

Sínopse – Um drama impensável e imprevisível;

Melancolia de Lars von Trier

Sínopse – A Terra nos seus momentos finais;

Missing de Costa-Gravas

Sínopse – A busca do filho num país em guerra;

Ben-Hur de William Wyller

Sínopse – Uma longuíssima metragem própria para esta época da Páscoa;

Uma noite na Ópera  de Sam Wood

Sínopse – Uma fantástica comédia onde os irmãos Marx atravessam o Atlântico;

New York, New York de Martin Scorcese

Sínopse – O amor pela música e por uma mulher são incompatíveis;

Os inadaptados de John Huston

Sínopse – O último filme de Marilyn Monroe. Imperdível;

12 homens zangados de Sidney Lumet

Sínopse – A luta por um homem inocente.

O último grande... resistente!

Partiu o último dos grandes actores de Hollywood, de seu nome Kirk Douglas.

A aplicação IMDB faz ao homem de personalizou “Spartacus” uma belíssima e justa homenagem.

Quase que se poderia dizer que Kirk nasceu com o cinema quando decorria a primeira Guerra Mundial. Mas foi já com 30 anos que se iniciou na sétima arte com “O Tempo Não Apaga” de Lewis Mileston.

A imensidão de filmes que fez tornou-o numa verdadeira lenda, não obstante não ter ganho qualquer Óscar a não ser o de 50 anos de carreira em 1996.

Pai de Michael Douglas, o actor principal de “The champion” de 1949 nunca foi uma estrela baça. Bem pelo contrário, interventivo e lúcido, sempre se mostrou um verdadeiro anti-herói.

Trabalhou com os melhores realizadores de cinema: Billy Wilder, Vicente Minelli, Stanley Kubrik e muitos outros. Também ele passou pela produção e realização mas com menor sucesso.

Kirk Douglas foi sempre um resistente… Até perante a morte.

Morreu aos 103 anos!

kirk_douglas.png

Lembrar o passado!

Lembro-me bem da notícia da morte de Audrey Hepburn no início dos anos 90. Fiquei muito triste.

Nunca percebi bem porquê mas a actriz principal de "My Fair Lady" sempre foi para mim uma menina e a minha actriz favorita.

Aquele seu ar gaiato e quase inocente fizeram dela uma estrela cintilante. Com direito a um lugar no passeio da fama e um Óscar com o filme "Férias em Roma" do realizador William Wyler onde contracenou com um dos grandes actores americanos: Gregory Peck, por sinal seu grande amigo.

Todavia Audrey mostrar-se-ia uma lutadora pelos mais desprotegidos tendo sido embaixadora da UNICEF e derivado a isso, visitado muitos países tentando com a sua influência melhorar as condições de vida de muitas mães e respectivas crianças.

Audrey Hepburn a actriz que jamais envelheceu faria hoje, se fosse viva, 90 anos.

 

Green Book - o (tal) Guia!

Galardoado com três Oscares de Hollywood este ano, "Green Book - Um guia para a vida" é um filme excelente.

A história baseia-se em factos reais e conta com excelentes actores: Viggo Montensen no papel de Tony Lip um italo-americano repleto de jogo de cintura perante algumas embrulhadas e Mahershala Ali no papel de Don Shirley um reconhecidíssimo tocador de piano de raça negra.

Estava-se nos anos 60 numa América ainda muito refém de preconceitos e tabus raciais. A história leva um trio de músicos a entrar nesse país assaz retrógado, mas sempre muito bem acompanhado por um perito em zaragatas que tem como função conduzir o artista negro durante dois meses.

A amizade entre ambos não parece, à primeira vista, tornar-se evidente mas com a continuação as relações tendem a mudar.

Bom argumento, boa fotografia, óptimas interpretações e uma realização de grande nível. Tudo condimentos para afirmar que este é um filme imperdível.

Green_book.jpg

 

O Caminho

Fazendo parte das comemorações do ano jubilar da Catedral de Santiago de Compostela, o filme “O Caminho” realizado por Emílio Estevez e tendo como protagonista um dos actores de Apocalipse Now, Martin Sheen, é um filme, no mínimo, muito curioso. E que só recentemento consegui ver.

Não obstante estar datado de 2010 ainda assim esta grande-metragem toca um dos principais pontos e quiçá o mais difícil de explicar ainda hoje e que se prende com uma simples pergunta: o que leva alguém a peregrinar?

A questão colocada assim de chofre poderá não obter a resposta desejada. Muitos dirão que é por promessa de carácter religioso, outros por puro turismo, há aqueles que terão somente curiosidade e finalmente os que vão peregrinar porque…

…Nem sabem porquê!

Como peregrino que sou, mesmo que seja somente até Fátima, reconheci no filme muitos dos dilemas que nos assolam durante a caminhada. As dores, as conversas, o cansaço e acima de tudo o tal dilema… interior.

Como por diversas vezes neste espaço fui referindo, peregrinar não é chegar, mas tão-só fazer o caminho. Partilhar vidas, camas e comidas, lágrimas e risos, frustrações e alegrias, todos imbuídos das mesmas sensações, sentimentos e vontades.

Ainda do filme retive dois momentos fantásticos: o primeiro quando a personagem principal mostra o terço a um padre, que este lhe havia oferecido muitos quilómetros antes e o segundo quando uma das personagens entra na Catedral de joelhos. O único que parecia estar ali apenas para perder peso, foi o que se vergou à fé que aquele local santo tanto carrega.

Pensamento para um fim de tarde!

Lembro-me bem do galardoadíssimo filme "Amadeus" do enorme Milos Formam,. de 1985. Nesta película o realizador mostrou um Mozart quase lunático e muito irreverente, não obstante a reconhecida qualidade das suas peças musicais.

Pois bem, após ter ontem visto este filme dei por mim hoje a ver um filme/documentário sobre os primeiros anos dos "The Beatles".

The Beatles: Eight Days a Week Poster

Destes três momentos de bom cinema que relatam a vida e as vicissitudes por que passaram os grandes artistas retiro a ideia de que a arte para ser qualificada tem de vir de gente realmente irreverente.

Serei só eu a pensar assim?

Uma rapsódia de emoções!

Sempre gostei dos Queen. Desde muito jovem.

O primeiro disco que tive da banda britanica foi obviamente "A Night at the Opera". Talvez por isso o meu interesse no "Bohemian Rapsodhy".

E sinceramente o filme superou as minhas baixas espectativas. Geralmente desconfio deste tipo de películas feitas quase sempre à volta de um ídolo.

No entanto o exercício feito com este filme transporta-nos para uma época fantástica na música - os anos setenta - e para um grupo que nunca primou por ser adepto de músicas e posturas normais para a época.

E tudo isto se vê nos 134 minutos da película, com normal relevância para Freddie Mercury exceptionalmente bem interpretado por Rami Malek.

Portanto um tributo justo, mais ou menos fiel do que se passou na realidade e profundamente realista e quiçá comovente (aquele abraço ao pai diz muito)!
A não perder!

Onde Freddie estiver, estará certamente feliz!

Ideias dançantes!

E comum dizer-se que não há ninguém insubstituível. Isso é certo. No entanto há pessoas que jamais deveriam ser substituídas, arriscando mesmo a dizer que há quem deveria ser eterno.

Na vida civil, política, nas ciências ou nas artes, no desporto ou simplesmenten na escrita há gente que jamais deveria envelhecer ou no mínimo deveria desaparecer tal a importância dos seus actos ou simples ideias ou ideais.

Nestes nossos tempos tão carregados de pressa em viver o que ainda nem aconteceu, o mais fácil e menos trabalhoso será reviver o passado mais ou menos longínquo. Basta para tal usar as mesmas ideias com outra roupagem e... voilá!

Ontem vi na televisão o filme premiadao "La La Land". Quando andou pelo cinema nunca me captou a atenção. Mas ontem... pronto deixei-me seduzir pela película. O enredo parece interessante, mas o revivalismo dos tempos aúreos de Fred Astaire acompanhado o seu par Ginger Rodgers parece ter ficado além do que eu esperava, tal foi a matriz colocada nesta longa-metragem. 

As diversas sequências de danças protagonizadas pelo par Seb e Mia ficaram muito abaixo de quem, em vão, tentaram imitar. O filme não é mau de todo, mas requeria mais cuidado por parte do realizador. É que nem Fred nem Ginger andam por aí! E não há ninguém para os substituir.

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