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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Lembrar o passado!

Lembro-me bem da notícia da morte de Audrey Hepburn no início dos anos 90. Fiquei muito triste.

Nunca percebi bem porquê mas a actriz principal de "My Fair Lady" sempre foi para mim uma menina e a minha actriz favorita.

Aquele seu ar gaiato e quase inocente fizeram dela uma estrela cintilante. Com direito a um lugar no passeio da fama e um Óscar com o filme "Férias em Roma" do realizador William Wyler onde contracenou com um dos grandes actores americanos: Gregory Peck, por sinal seu grande amigo.

Todavia Audrey mostrar-se-ia uma lutadora pelos mais desprotegidos tendo sido embaixadora da UNICEF e derivado a isso, visitado muitos países tentando com a sua influência melhorar as condições de vida de muitas mães e respectivas crianças.

Audrey Hepburn a actriz que jamais envelheceu faria hoje, se fosse viva, 90 anos.

 

Green Book - o (tal) Guia!

Galardoado com três Oscares de Hollywood este ano, "Green Book - Um guia para a vida" é um filme excelente.

A história baseia-se em factos reais e conta com excelentes actores: Viggo Montensen no papel de Tony Lip um italo-americano repleto de jogo de cintura perante algumas embrulhadas e Mahershala Ali no papel de Don Shirley um reconhecidíssimo tocador de piano de raça negra.

Estava-se nos anos 60 numa América ainda muito refém de preconceitos e tabus raciais. A história leva um trio de músicos a entrar nesse país assaz retrógado, mas sempre muito bem acompanhado por um perito em zaragatas que tem como função conduzir o artista negro durante dois meses.

A amizade entre ambos não parece, à primeira vista, tornar-se evidente mas com a continuação as relações tendem a mudar.

Bom argumento, boa fotografia, óptimas interpretações e uma realização de grande nível. Tudo condimentos para afirmar que este é um filme imperdível.

Green_book.jpg

 

O Caminho

Fazendo parte das comemorações do ano jubilar da Catedral de Santiago de Compostela, o filme “O Caminho” realizado por Emílio Estevez e tendo como protagonista um dos actores de Apocalipse Now, Martin Sheen, é um filme, no mínimo, muito curioso. E que só recentemento consegui ver.

Não obstante estar datado de 2010 ainda assim esta grande-metragem toca um dos principais pontos e quiçá o mais difícil de explicar ainda hoje e que se prende com uma simples pergunta: o que leva alguém a peregrinar?

A questão colocada assim de chofre poderá não obter a resposta desejada. Muitos dirão que é por promessa de carácter religioso, outros por puro turismo, há aqueles que terão somente curiosidade e finalmente os que vão peregrinar porque…

…Nem sabem porquê!

Como peregrino que sou, mesmo que seja somente até Fátima, reconheci no filme muitos dos dilemas que nos assolam durante a caminhada. As dores, as conversas, o cansaço e acima de tudo o tal dilema… interior.

Como por diversas vezes neste espaço fui referindo, peregrinar não é chegar, mas tão-só fazer o caminho. Partilhar vidas, camas e comidas, lágrimas e risos, frustrações e alegrias, todos imbuídos das mesmas sensações, sentimentos e vontades.

Ainda do filme retive dois momentos fantásticos: o primeiro quando a personagem principal mostra o terço a um padre, que este lhe havia oferecido muitos quilómetros antes e o segundo quando uma das personagens entra na Catedral de joelhos. O único que parecia estar ali apenas para perder peso, foi o que se vergou à fé que aquele local santo tanto carrega.

Pensamento para um fim de tarde!

Lembro-me bem do galardoadíssimo filme "Amadeus" do enorme Milos Formam,. de 1985. Nesta película o realizador mostrou um Mozart quase lunático e muito irreverente, não obstante a reconhecida qualidade das suas peças musicais.

Pois bem, após ter ontem visto este filme dei por mim hoje a ver um filme/documentário sobre os primeiros anos dos "The Beatles".

The Beatles: Eight Days a Week Poster

Destes três momentos de bom cinema que relatam a vida e as vicissitudes por que passaram os grandes artistas retiro a ideia de que a arte para ser qualificada tem de vir de gente realmente irreverente.

Serei só eu a pensar assim?

Uma rapsódia de emoções!

Sempre gostei dos Queen. Desde muito jovem.

O primeiro disco que tive da banda britanica foi obviamente "A Night at the Opera". Talvez por isso o meu interesse no "Bohemian Rapsodhy".

E sinceramente o filme superou as minhas baixas espectativas. Geralmente desconfio deste tipo de películas feitas quase sempre à volta de um ídolo.

No entanto o exercício feito com este filme transporta-nos para uma época fantástica na música - os anos setenta - e para um grupo que nunca primou por ser adepto de músicas e posturas normais para a época.

E tudo isto se vê nos 134 minutos da película, com normal relevância para Freddie Mercury exceptionalmente bem interpretado por Rami Malek.

Portanto um tributo justo, mais ou menos fiel do que se passou na realidade e profundamente realista e quiçá comovente (aquele abraço ao pai diz muito)!
A não perder!

Onde Freddie estiver, estará certamente feliz!

Ideias dançantes!

E comum dizer-se que não há ninguém insubstituível. Isso é certo. No entanto há pessoas que jamais deveriam ser substituídas, arriscando mesmo a dizer que há quem deveria ser eterno.

Na vida civil, política, nas ciências ou nas artes, no desporto ou simplesmenten na escrita há gente que jamais deveria envelhecer ou no mínimo deveria desaparecer tal a importância dos seus actos ou simples ideias ou ideais.

Nestes nossos tempos tão carregados de pressa em viver o que ainda nem aconteceu, o mais fácil e menos trabalhoso será reviver o passado mais ou menos longínquo. Basta para tal usar as mesmas ideias com outra roupagem e... voilá!

Ontem vi na televisão o filme premiadao "La La Land". Quando andou pelo cinema nunca me captou a atenção. Mas ontem... pronto deixei-me seduzir pela película. O enredo parece interessante, mas o revivalismo dos tempos aúreos de Fred Astaire acompanhado o seu par Ginger Rodgers parece ter ficado além do que eu esperava, tal foi a matriz colocada nesta longa-metragem. 

As diversas sequências de danças protagonizadas pelo par Seb e Mia ficaram muito abaixo de quem, em vão, tentaram imitar. O filme não é mau de todo, mas requeria mais cuidado por parte do realizador. É que nem Fred nem Ginger andam por aí! E não há ninguém para os substituir.

Banana Joe

Quem diria que alguma vez veria este filme de 1982?

Uma espécie de "spagetti western"  rasca e de má qualidade. Todavia o actor principal o malogrado Bud Spencer faz um papel bem curioso.

A história envolve bananas, muitas bananas. E parvoíce, muita parvoíce.

Mas diverte.

E o cinema também é diversão.

 

banana_joe (1).jpg

 

 

 

O cinema mais pobre!

Morreu Bertolucci.

Aos 77 anos o realizador de cinema de “O Último Tango em Paris” e de outras películas recentemente envolto em alguma polémica, partiu para outras paragens.

Não tendo sido um dos meus realizadores preferidos reconheço que foi um homem arrojado. De todos os filmes que realizou e que vi talvez o “O Último Imperador” seja aquele que mais gosto.

No entanto “1900” foi, na altura do seu lançamento, muito aplaudido.

O cinema é feito de gente serena e quase sempre bem aceite, mas outrossim de realizadores polémicos, generosos e empenhados. Tudo isto pudemos ver no realizador italiano.

Agora é tempo de o eternizar! Postumamente… como sempre!

A última corrida louca de Burt Reynolds!

Nunca foi um actor... daqueles.

Nem fez graaaaaandes filmes, daqueles inesquecíveis. Nem nunca ganhou um Óscar, não obstante ter sido nomeado  em 1999, como actor secundário.

Mas era um actor de quem todos gostavam.

Se não me engano o primeiro filme que vi com ele foi "A Corrida mais Louca do Mundo" onde contracenou com Roger Moore, Farrah Fawcett, Dom De Luise e Sammy Davis Junior.

Partiu hoje aos 82 anos após uma corrida louca contra a doença e demasiados excessos.

Independentemente de tudo Hollywood perdeu uma figura mítica e muito, muito querida.

B_Reynolds.jpg

Morgan Freeman e o pecado!

A semana passada a notícia surgiu assim de repente: o actor Morgan Freeman foi acusado por oito mulheres de assédio sexual.

Fiquei sem pinga de sangue. Para mim Freeman era assim uma espécie de boa referência dos actores norte-americanos.

E de repente este castelo que criei à volta do actor dos "Sete Pecados Mortais" desmoronou-se...

Eu sei que os actores são gente de carne e osso com defeitos e manias, mas criei à volta de Morgan Freeman uma ideia, já sei que errada, de um homem incapaz de actos tão bizarros.

A verdade é que o próprio actor já pediu desculpa publicamente, o que equivale a dizer que assume que alguma poderá ter acontecido, não obstante tê-lo negado.

Nós, os amantes do cinema e apreciadores do actor já octagenário, não merecemos receber estas (más) notícias..

 

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