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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Campo Pequeno: a sala imprópria!

Estive indeciso em como principiar este postal, mas desta vez vou ser curto e grosso: o Campo Pequeno não é minimamente uma razoável sala de espectáculos.

O preço do aluguer desta sala deve ser muito baixo, porém os portugueses podem ser pobres, mas não são burros nem imbecis.

Ofereceram-me bilhetes para ir ver o "Cats" àquela sala, que em tempos teve outros artistas, mas que algumas associações embicaram em fechar por motivos taurinos. Bom mais uma vez a liberdade de uns contra a liberdade de outros!

Voltando ao conhecido musical fico com vontade de o ver outra vez. Todavia para ser fantástico teria de ser em Londres onde provavelmente as salas estarão preparadas para este tipo de actividade. Agora no Campo Pequeno é que "nunca-jamais-em-tempo-algum".

Nada daquilo é feito para deixar os espectadores felizes. Nada. E já tinha notado isso quando em Maio do ano passado ali assisti a um outro musical.

O "Cats" é um espectáculo que merece ser visto em toda sua plenitude, desde o chão do palco até ao cimo. No meu caso só vi parte das perfomances porque, como a plateia está toda ao mesmo nível, as filas mais de trás não vêem nada. Ou só parte!

Mais sorte tiveram os que ficando, quiçá, mais longe do palco, por estarem na bancada e num nível mais alto puderam apreciar melhor o musical. O som continua a ser sofrível. Por vezes estava muito alto para logo a seguir cair nos decibéis. E não era de propósito, certamente!

O resultado não foi o melhor e este musical merecia um local com outro impacto e outra qualidade de som.

Conheço diversas salas de espectáculo em Lisboa, mas a do Campo Pequeno será a pior de todas. É tão mázinha que mete dó!

Resumindo... se alguém tiver um bilhete para ir ao Campo Pequeno ver um qualquer concerto ou espactáculo, aconselho a que venda quanto antes.

Andei sem telemóvel...

... e sobrevivi!

Hoje foi dia de ir à dentista. Levantei-me cedo, tomei o pequeno almoço em casa, lavei os dentes e segui para a estação de Metro de carro.

O trânsito desenrolava com alguma fluidez e cheguei rápido ao parque de estacionamento. Peguei na carteira e no porta moedas e dirigi-me à estação. Comprei bilhete e entrei na plataforma. Olhei o monitor que indicava três minutos para o próximo comboio. 

Comecei então a auto apalpar-me em busca de algo (conhecem a sensação, não conhecem?) para rapidamente perceber que o telemóvel, esse danado aparelho que não me deixa descansado, ficara no carro.

Bom... pelo menos tinha um livro uma bela estreia e bom que ele é...

Desci à baixa pombalina, onde tratei de umas coisas, voltei ao Metro tendo saido no Marquês de Pombal e daí fui a pé à consulta. Uma hora depois estava de regresso e apanhei novamente o Metropolitano para voltar para casa.

Como havia suposto o telemóvel ficara no carro e nesse instante decidi até ser noite não ligar telemóvel para ver fosse o que fosse. Apenas atenderia chamadas.

Resumindo andei quase todo o dia sem telemóvel e querem saber?... Ainda não morri!

A ver se acordo amanhã!

 

E a chuva que não vem!

Fico "piurso" quando leio algures por aí que nos próximos dias vamos ter um tempo seco e muito agradável.

O problema não serão as previsões atmosféricas, mas a maneira como se comunica esta informação de tempo quente tendo em conta que estamos em Outubro e em pleno Outono. A julgar pelo que escrevem parece que voltámos ao início do Verão.

Entendo que as pessoas em geral prefiram o tempo quente, sem chuva, mais apetecível à rua, à chuva ou o frio. Mas olvidam aquelas, certamente, que a chuva é assaz necessária e que jamais ficará lá em cima nos céus anilados. Quando menos se esperar a pluviosidade virá de repente com demasiada força e a fazer muitos mais estragos se viesse de mansinho e espaçada no tempo.

Recordo que no ano da (des)graça de 2017, precisamente no dia 15 de Outubro, morreram cerca de meia centena de pessoas devido a incêndios devastadores.

O ambiente está muuuuuuuuuuuuuuito diferente. E cada ano noto, com alguma tristeza, que está pior, muito pior. Mas claro... o que convém mesmo são pés na água salgada e fundilhos na esplanada.

O resto logo se vê!

 

De pasmar!

O meu dia pricipiou cedo, como de costume, dando o pequeno almoço ao "caipira" que cada vez está mais giro, mas mais "fresco". E depois... quando faz aquela cara de "lascarino"... não sei se conhecem...

Bom adiante!

Fiz umas moelas, tratei da sopa, fiz compras, almocei, fui até ao Bombarral (tipicamente fui até Vale Côvo) onde estive num velório a que se seguiu o funeral.

Regressei a casa peguei nas coisas e parti para a Aroeira onde uma casa fechada (e uma gata que não é minha) me aguardam. Ainda antes de chegar mais compras e a passagem no lugar de "fast-food" para enganar o estômagoi.

Mas foi nesta viagem de perto de três dezenas de quilómetros que o meu espanto foi crescendo. E por isto:

- hoje dia 1 de Agosto, o último dia de trabalho antes das merecidas férias;

- o calor que invadiu o país a obrigar o pessoal a fugir para as zonas balneares:

- fim-de-semana.

Um coquetaile demasiado efervescente para esta sexta-feira.

Pois é... passei a ponte 25 de Abril pelas 20 e 30 e o trânsito era assaz fluído, sem uma única paragem nem fila. Nem na avenida da ponte nem nos seus acessos. Um pasmo do tamanho do Mundo já que muito mais tarde e em dias de inverno já apanhei fila de muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos minutos.

Não imagino o que terá acontecido, mas ainda não caiu o meu pasmo.

Crónica de uma travessia!

Na música portuguesa há um tema com quase trinta anos e ao qual Rui Veloso emprestou a sua  belíssima voz.

A canção chama-se “Dia de passeio” e uma parte do refrão reza assim:

A cidade é tão bonita
Quando vamos de visita
À saída da portagem…

A ponte seria com toda a certeza a velha Ponte 25 de Abril que nos dá acesso à parte mais antiga da capital. De um lado e do outro das colinas ulissiponenses dois palacetes: do lado direito o Palácio das Necessidades com os seus frondosos jardins e onde ainda hoje mora o Ministérios dos Negócios Estrangeiros, enquanto do lado esquerdo ao fundo podemos observar o Palácio da Ajuda também um monumento importante da cidade. Ao meio uma “taveirice” de má fama, mas que quase superintende a restante cidade.

Porém do lado mais oriente da capital outra ponte atravessa o Tejo e o seu belo estuário desde 1998. Curiosamente a ponte dá acesso a uma zona nova com muita vida e que tornou aquele bairro um dos mais populares e mais caros de Lisboa.

Hoje fui à praia à Margem Sul. O problema é que o regresso parecia estar muito complicado tendo em conta aos sinais vermelhos apresentados pelas diversas aplicações que consultei.

Deste modo optei por apanhar a A33 que entronca, entre outras estradas, na A12 que segue para Lisboa via Ponte Vasco da Gama. São mais de 17 quilómetros a atravessar o “Rio Grande” – nome do disco de 1996 donde retirei a letra supra – por entre sapais, salinas e muita vida natural.

Uma viagem fantástica, serena e que dá para apreciar o estuário do Tejo em todo o seu esplendor. O rio por ali é manso, pacato contrastando com a velocidade dos carros a meu lado. Nem dão pela paisagem, pelo bucolismno daquele lugar, mesmo que seja a conduzir. Lisboa está lá longe e vai-se aproximando de nós, lentamente...

Por fim a chegada à cidade coincide com a foz do rio Trancão agora bem mais limpo que outrora. Valeu a viagem, valeu mais quilómetros percorridos porque a

A cidade é tão bonita
Quando vamos de visita.

Breve crónica na cidade!

Acrísio acorda cedo. Há muitos anos que não tem sono e por isso não teima em rebolar na cama que já foi de dois e agora é só dele.

Toma banho, rapa a barba, veste a roupa que a empregada na tarde anterior lhe deixa preparada, vai à cozinha e prepara com calma o seu pequeno almoço.

Tem 75 anos, mas ainda conduz. A carta de condução tirou-a ainda no tempo “da outra senhora” quando aqueles “engenheiros” passavam cartas por um punhado de contos de réis. Que ele gabava-se de nunca ter pago.

Desce até à rua as escadas da moradia onde vive e dirige-se ao seu velho, mas estimado automóvel estacionado em cima do passeio obrigando os peões a desviarem para a estrada.

Arranca depressa, mas ao fim da sua artéria tem de parar por causa de uma passadeira. Barafusta com veemência a lentidão de uma mãe que leva pela mão o filho de terra idade.

Sai do bairro e entra no centro da cidade. Todavia sempre que há uma passadeira e ele tem de dar prioridade, refila:

- Esta malta julga que é dona da estrada. Cambada… 

Encontra com sorte um lugar em espinha e estaciona. Com a calma que normalmente não o caracteriza sai da sua viatura, fecha o carro com todos os preceitos e vai ao seu destino ou destinos.

O primeiro é o Café Luar de Noite onde é recebido com um sonoro:

- Bom dia, Acrísio. Vai um café?

- Bom dia… venha de lá esse menino. Mas sem açúcar.

Café tomado e já na calçada branca vai à papelaria.

- O jornal se fizer favor e uma raspadinha.

Recebe, paga e sai.

Mesmo defronte do estabelecimento há uma passadeira para a qual ele se atira sem receio. Uma carrinha de entregas trava bruscamente para não o atropelar opriginando que o carro de trás se enfie na traseira. Acrísio segue oseu caminho mas antes olha para o acidente e não percebe porque todos apontam para ele. Como se ele fosse culpado.

Sorri dos seus pensamentos no mesmo instante que entra descuidado numa faixa vermelha onde uma trotinete lhe dá um valente encontrão atirando-o por terra. O condutor aguenta-se sen cair e segue o caminho. Acrísio vocifera:

 - Energúmeno… os passeios são para os peões, imbecil. Não te ensinaram isso?

Rapidamente se levanta sem qualquer ajuda e quase sem mácula. Era para ir ao páo porém decide regressar a casa para estacionar a sua viatura novamente em cima do passeio obriganddo os peões a irem para o alcatrão..

É que a garagem foi transformada, há muitos anos, numa bela cozinha que nunca usou!

 

Nota: qualquer semelhança com a realidade não é coincidência!

Um Marquês descansado!

Previa-se festa este fim de semana na Praça Lisboeta onde o Marquês de Pombal acompanhado do seu leão olha a Baixa que mandou erigir após o terramoto de 1755.

Mas a festa ficou adiada para a semana que vem.

Seja quem for que ganhe o campeonato no próximo sábado a noite irá ser finalmente de arromba.

Até lá a Praça do Marquês de Pombal teve direito a mais um pacato fim de semana!

Para no dia seguinte às festas futebolísticaa virem as festividades partidárias.

Ainda não é Junho e a capital já está em festa!

Ou quase!

Agricultura urbana!

Principiou a plantação de algumas culturas de tempos mais quentes.

Este ano cuidei de plantar menos coisas até porque depois acabam por se estragar ainda na terra. Basta um dia daqueles de calor tórrido e vai tudo embora.

Este ano apostei numa inovação. Para os feijoeiros costumava montar uma estrutura feita de canas. Só que estas estavam já secas e muito usadas e assim fui a uma dessas lojas que vendem coisas para jardinagem e gastei perto de 80 euros e adquiri umas peças que fui montando de forma a criar uma estrutura s3melhante.

Esteticamente parece mais engraçado, porém só espero que aguente com a escalada dos feijoeiros.

feijoeiros_2025.jpg 

Quanto aos tomateiros, curgetes e pepinos ainda está tudo muito pequeno. Provavelmente só daqui a umas semanss estarão em condições de serem presos a outra estrutura que irei também montar se bem que não seja igual à dos feijoeiros (será bem mais forte) porque os tomateiros são bem mais pesados e criam sempre muita rama.

Agora venha de lá essa chuva para evitar eu regar!

Aprender com os mais novos!

Como automobilista prefiro andar mais um ou mais quilómetros para fugir aos centros urbanos que atravessar uma cidade em pleno dia. Tudo por causa das passadeiras de peões que, como todos sabem, são para mim horríveis.

É verdade que este meu despeito advém de um acontecimento (leia-se atropelamento) que eu causei numa passadeira vai para mais de uma dezena de anos. Um momento que marcou a minha vida para sempre, não obstante o peão ter ficado bem (esteve uns dias em observação no hospital de Santa Maria, mas saiu sem mazelas).

Todavia há algumas que não posso evitar, como por exemplo ao fim da minha rua onde há uma passadeira sempre com muita gente a passar.

Ora um destes dias parei nessa zebra rodoviária para permitir que uma mãe a atravessasse em segurança, levando uma criança pela mão. Enquanto percorriam os três a quatro metros da rodovia, o menino olhou para mim e fez-me adeus sorrindo, num agradecimento que me envergonhou, já que não o costumo fazer quando sou peão.

Fiquei a matutar naquele gesto tão genuíno e tão puro e concluí que mesmo com esta idade ainda tenho muito para aprender! Mesmo que seja cidadania!

O tal... amigo!

Uma das minhas involuntárias valências prende-se com a facilidade que tenho em encontrar lugar para estacionar o carro. E não me estou a referir a parar em cima de passeios ou em outros locais indevidos. falo que locais próprios. Mesmo que haja uma enorme procura de um lugar por outros condutores eu consigo de forma "quase" natural encontrar um buraquito para enfiar o meu carro.

Devo acrescentar que esta valência já tem herdeiros: os meus filhos!

Esta suposta valência tem um estranho nome: "o amigo invisível". Este epíteto é mais usado quando a minha neta anda comigo no carro. Com frequência é dito: o avô tem um amigo que inventa um lugar para estacionar! Curiosa como qualquer criança, a miúda pergunta sempre: mas onde está o amigo do avô? A resposta é invariavelmente a mesma: é um amigo invisível!

Ora um destes dias fui ao Museu de Marinha com a cachopita. Bem perto do museu, mesmo defronte do CCB há um parque de estacionamente sem ser pago e por isso há sempre uns arrumadores a aproveitarem-se do sítio para abichar uns euritos dos condutores.

No entanto o mais curioso foi a minha neta que vendo os arrumadores gritou de contente:

- Olha avô o teu amigo está ali! - e apontou um dos arrumadores.

Não resisti a uma boa gargalhada e pensei:

- Miúda esperta!

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