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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Poliglota no... português!

Um destes dias desloquei-me à Baixa Pombalina de Metro. Estava quase a passar as cancelas para sair quando fui abordado por uma jovem senhora.

Pelo sotaque automaticamente percebi que era de origem brasileira:

- Bom djia! Você podia me ajudá?

- Claro, faça o favor de dizer.

- Comi vou para Picoaj?

Visualizei mentalmente o caminho.

- Desce estas escadas e apanha o comboio que vai para a Reboleira mas sai no Marquês de Pombal. Aqui procura o destino Odivelas, apanha outro comboio e será na estação seguinte...

- Oi...

Pela experiência sei que quando um brasileiro usa a expressão "oi" significa que não entendeu o que se disse. Fiquei a matutar onde é que aquela jovem deixara de perceber... Acabei por perguntar utilizando o meu suposto tradutor de português - brasileiro.

- Moça... o qui foi que não entendeu?

A jovem riu e respondeu:

- Até ao Marquej eu entendji...

- A moça sai do trem no marquej, sobe as escadjas e vá em busca da palavra Odivelas. Desce as escadjas e espera por outro trem e sai na estação seguintje.

- Legau... Agora entendi perfeitjamente. Muito obrigado viu?

- De nada... Adoro praticar... brasileiro!

Conduzir na cidade: a luta continua!

São cinco e meia da tarde e estou de regresso a casa. O trânsito nesta altura do ano e do dia, após as férias de Natal, deixou de ser fluído e ralo.

Entro numa IC que me levará para o epicentro de uma série de acessos complicados já que há vias cortadas.

Quando chego ao primeiro estreitamento de via tenho de me chegar à direita, perdendo deste modo a prioridade. Geralmente ali usa-se o sistema de roda dentada que normalmente resulta desde que à frente não haja acidentes ou outros transtornos.

Estava prestes a chegar quando vejo pelo espelho retrovisor alguém a fazer-me sinais de luzes. A primeira coisa que pensei foi que seria alguém conhecido, mas logo percebi que não era, já que o condutor colara-se à traseira do meu carro sempre com a pressa estampada nos sinais de luzes.

Faço sempre uma condução muito defensiva, por via das coisas.  E jamais me enervo. Portanto quando pude passei para a faixa ao lado deixando-o passar.

Só que o carro que ficou à minha frente não estava pelos ajustes e deixou-se ficar na sua faixa enquanto o apressado - uma carrinha pickup – tentava apertar com o outro condutor que manteve o sangue frio e não o deixou passar.

O desembaraçado teve de travar profundamente, caso contrário ficaria entalado. Eu fiquei agora atrás do apressado que logo que teve oportunidade passou o carro à sua frente demonstrando depois o seu visível e irracional desagrado.

Ambos seguiram por outros desvios e nem sei quais foram as consequências destes comportamentos pouco cívicos.

Mas de uma coisa estarei certo: nenhuma escola da especialidade ensinará os novos alunos a conduzir assim.

Então onde será que se aprende a ser mau condutor?

A cidade e as serras (versão nocturna!)

Ontem à noite passseei pelam baixa Pombalina já noite feita.

Tal como de dia ou quiçá até mais, as ruas que o celebérrico Marquês de Pombal mandou eregir estavam repletas de estrangeiros.

Os enfeites natalícios iluminam profusamente as ruas e ruelas e a Rua Augusta quase se assemelha às tão conhecidas Ramblas da cidade condal e capital da Catalunha,

Para além dos restaurantes que alargam as suas esplanadas para om passeio vazio, dei conta de performers que dançado ou imobilizando-se até cair a douta moeda dão graça e alegria à rua.

AS lojas abertas dão hipótese de se comprar mais um trapo, uma bugiganga, ou uma mera recordação.

Desde o largo Camões até à rua da Prata, passando pelo Rossio, Praça da Figueira ou Praçã do Comércio os turistas pura e simplesmente conquistaram Lisboa.

O Metropolitano a que (não) temos direito

A cidade de Lisboa continua impossível.

E não são só os turistas a invadiram este nosso espaço que tanto nos custou a conquistar. Nesta época todos caem na cidade, o que equivale dizer que as dificuldades de andar na capital seja de carro ou transportes tendem a aumentar.

Como já referi aqui por diversas vezes a Baixa Lisboeta deixou de ser simpática e acolhedora. É agora um grande centro comercial onde os restaurantes e as lojas de marcas têm a parte de leão. Portanto tento ir o menos possível para aqueles lados.

Todavia hoje fui forçado a descer à cidade pombalina para uma reunião. Após o encontro regressei ao meu local de trabalho normal via Metro (para a reunião fora simplesmente a pé). 

Quando cheguei à estação de Metro da Baixa-Chiado esta estava repleta de gente. Ao fim de muitos minutos lá apareceu um comboio que recolheu toda aquela gente. Saí no Marquês de Pombal para apanhar a linha amarela convencido que estaria bem melhor.

Enganei-me! Redondamente!

Mais uma longa série de minutos à espera do transporte para chegar ao Campo Pequeno.

Resultado: uma viagem que demoraria a fazer entre 15 a 20 minutos levei quase 50.

Portanto tudo (a)normal na cidade!

Sexo na cidade!

Não obstante a minha (quase) provecta idade olho para o sexo com normalidade e naturalidade. Reconheço que nunca fui um puritano e aproveitei todas as oportunidades que a vida me ofereceu, especialmente enquanto fui solteiro (e mau rapaz!!!).

Também assisti a alguns eventos que envolveram sexo. Uns de forma voluntária, mas a maioria involuntariamente. A este propósito terei estado, por assim dizer, em locais errados à hora inconveniente… Ou talvez não.

Seja como for tenho para com o sexo uma opinião muito própria: este deve ser feito na intimidade do casal de forma livre e descontraída e nunca, repito nunca, em ambiente publico. Então no sítio onde se trabalha muito menos.

Curiosamente foi nalguns locais de trabalho por onde passei que dei conta de coisas que não devia e fui testemunha de intimidades que não deveriam ser efectivadas no sítio onde se ganha o pão, repito. Creio que esta minha ideia também não deverá ser considerada caretice, mas tão-somente bom-senso pertencendo à lei geral de urbanidade e civismo. Digo eu...

Falo obviamente com a propriedade que 35 anos de casamento com uma colega me dá. É que durante todo este tempo nunca ultrapassámos o limite da decência dentro da empresa. Era o que mais faltava…

Trago aqui este assunto porque hoje no prédio onde trabalho apanhei um casal de jovens em atitudes menos próprias numa escada às escuras. É certo que o entusiasmo entre ambos era tamanho que nem deram pela minha chegada silenciosa. No entanto pareceu-me impróprio e inadequado.

Contudo nada lhes disse. Senti que a vergonha de serem apanhados em flagrante terá sido suficiente para ambos.

Reconheço que a juventude traga as hormonas à flor da pele, mas libertarem-se delas num vão de escada, foi um risco mal calculado que não correu pior porque fui eu a apanhá-los.

Bastava que tivesse sido o segurança do prédio a surpreendê-los e provavelmente as coisas fiariam mais fino.

A cidade e as serras (versão breve) - VI

Saí da cidade a 27 de Outubro para só regressar dia 8 de Novembro. Duas semanas afastado de Lisboa onde o trânsito, o barulho citadino, a má educação, a insensibilidade humana prevalecem acima de tudo o resto.

Todos os anos tenho por hábito escrever um pequeno texto, mais ou menos por esta altura, sobre os sentimentos de quem, após alguns dias no campo, regressa à urbe.

Reli os meus textos anteriores e está lá tudo. 

Nada mudou, infelizmente! E se tal aconteceu foi certamente para muito pior.

Amanhã vou embrenhar-me no meio da cidade, correr para o Metro, fugir à cratera aberta no asfalto, tentar chegar a casa incólume.

Hoje doem-me as mãos do trabalho do campo, Amanhá doer-me-á a alma!

Na minha cidade - XVI

Mesmo debaixo do local onde trabalho há desde há pouco mais de um ano. um pequeno supermercado de ocasião. Por causa da próxima viagem tive necessiddae de comprar uma daquelas pastas de dentes pequenas para que a mala não vá para o porão.

Já na fila para pagar encontra-se à minha frente um homem robusto (para não lhe chamar gordo) e que a única coisa que carregava nas sapudas mãos era uma garrafa de 1 litro de um refrigerante daquela marca que consegue até mudar a cor do Pai Natal.

Foi a minha vez de pagar e quando ia a sair do estabelecimento reparei que o homem ainda dentro da loja colocou a garrafa à boca e bebeu de uma só vez todo o seu conteúdo.

De uma vez só? Perguntar-me-ão.

Nem mais!

Já ouvira dizer que havia gente capaz disso, todavia até assistir ao que assisti hoje, a minha dúvida era persistente.

Fiquei atónito. Não admira que haja tanta gente obesa na cidade.

Assim se vê a força da… PSP!

São 14 horas de uma tarde nem quente nem fria, muito por causa do vento forte que sacode os lisboetas. Percorro em passo rápido a Avenida Duque de Ávila no sentido da Avenida da República. Aquela artéria foi há uns anos surripiada de uma via para a entregar aos peões e essencialmente para ali colocar um corredor para as bicicletas e outros veículos de duas rodas.

Em sentido inverso ao meu um jovem percorre o tal corredor numa daquelas bicicletas de cor alface que se distribuem pela cidade. Com uma pequena nuance… carrega consigo também uma jovem.

Há um polícia de trânsito muito perto e que reparando no excesso de lotação manda parar o jovem. A rapariga desmonta e ambos seguem a pé empurrando a bicicleta até à “slot” de estacionamento mais próximo.

Ainda não tinha percorrido 5 metros e passa por mim também no tal corredor dedicado dois jovens empoleirados numa trotinete. Avançam rapidamente mas depressa deparam com o mesmo polícia. De dois rapidamente passa a um que sai dali apressadamente, antes que o polícia lhe pespegue alguma multa.

Mas o momento culmina com outro condutor de trotinete que de forma pouco responsável tricota por entre os transeuntes, ainda por cima fora do seu corredor. De súbito dá de caras com o polícia, que o manda parar e desmontar da trotinete.

Não ouvi o que o agente da autoridade lhe terá dito, mas o jovem não se livrou, com toda a certeza, de uma boa reprimenda. Parte a pé... deixando o veículo no meio do passeio. Provavelmente mais à frente terá pegado noutra trotinete, mas até lá não deve ter ficado muito contente…

Sigo o meu caminho a pensar num velho slogan de esquerda…

Porém adaptado!

Elas andam aí! Algumas...

Sou dos que consideram as trotinetas electricas como uma praga. Tal e qual um virus mau que se instala no corpo da gente.

Todavia o problema não é o equipamento em si, que por muito que se pense ou julgue não tem vida própria, mas unicamente os seus utilizadores.

A verdade é que as trotinetas atapetam em alguns locais todo um chão, inibindo os traseuntes de passarem e são por isso um verdadeiro transtorno.

Ainda por cima numa cidade, por exemplo, com tanto idoso como é Lisboa, parece-me pouco simpático alguém usar o equipamento e depois largá-lo no sítio mais incrível.

Numa rede social bem conhecida alguém criou uma página para mostrar os locais onde utilizadores depositam as ditas trotinetas.

Como se pode ver aqui.

 

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