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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Elas andam aí! Algumas...

Sou dos que consideram as trotinetas electricas como uma praga. Tal e qual um virus mau que se instala no corpo da gente.

Todavia o problema não é o equipamento em si, que por muito que se pense ou julgue não tem vida própria, mas unicamente os seus utilizadores.

A verdade é que as trotinetas atapetam em alguns locais todo um chão, inibindo os traseuntes de passarem e são por isso um verdadeiro transtorno.

Ainda por cima numa cidade, por exemplo, com tanto idoso como é Lisboa, parece-me pouco simpático alguém usar o equipamento e depois largá-lo no sítio mais incrível.

Numa rede social bem conhecida alguém criou uma página para mostrar os locais onde utilizadores depositam as ditas trotinetas.

Como se pode ver aqui.

 

O M.S.

Lembram-se desta estória que aqui relatei há umas semanas?

Pois é esta semana voltei a encontrar o cavalheiro invisual, mais uma vez no Metro. Aproximei-me dele, identifiquei-me e após uma pequena dúvida ou sei lá incerteza, recordou-se de mim e tivemos finalmente uma conversa bem animada.

Onde trabalha, que idade tem, como ficou cego... tudo questões que ele respondeu sem azedume. Ah e como se chamava também lhe perguntei.

Uma conversa mais masculina a seguir, retirou-lhe umas gargalhadas valentes e sonoras. Notei que à nossa volta algumas pessoas olhavam-nos de forma estranha como se vissem dois extra-terrestres.

Mas tal não me inibiu de dar um abraço a este cego que é um exemplo de coragem, tenacidade e resiliência na cidade. No final e segundos antes de eu sair da estação ele augura:

- Havemos de nos ver por aí!

Testar a sorte?

Já por aqui fui afirmando, ou melhor, assumindo que considero as passadeiras de peões um verdadeiro perigo na cidade.

Mais... estou plenamente convicto que as passadeiras devem ser causadoras de muuuuuuuuuuuitos acidentes com peões, que se atiram para a estrada crentes que todos os veículos irão parar e depois só param nas urgências, e com os carros que têm de travar repentinamente porque o peão se lançou para a sua frente e os de trás amarrotam as traseiras.

Todavia também não entendo o que leva um peão com sinal vermelho a atravessar indevidamente na passadeira quando os carros aparecem.

Assisti a um caso destes nesta iluminada cidade de Lisboa. A sorte que o peão teve em não ser colhido por um veículo não é para todos. E pior... estava ao telemóvel, que não largou.

Temi o pior, mas felizmente nada aconteceu.

Até um destes dias. Só espero não ser eu...

 

 

Na minha cidade XV - Apanhado?

Parei o carro num local onde o estacionamento é gratuito (já li algures que é por pouco tempo!!!). Assim que saí do carro surgiu um homem que vinha à busca da moeda que não merecera. Todavia como sei que aqueles tipos não são de fiar dei-lhe um euro.

Entretanto meti conversa e apurei que tinha 45 anos bem vividos (provavelmente até demais), que estava desempregado e necessitava do dinheiro para se governar. Depois acrescentou que iria frequentar um curso profissional durante um ano, onde lhe dariam almoço e lhe pagavam algumas despesas.

Veio outro carro e ele fugiu logo atrás do dono em busca de mais uma moeda. Escapou à conversa de forma rápida.

Entretanto em frente do parque há uma série de estabelecimentos comerciais. Entrei num café já conhecido e após uma garrafa de água fresca falei do arrumador com quem acabara de ter o diálogo.

Avisaram-me logo que não era pessoa em quem confiar. Geralmente adora deixar a sua marca nos carros de quem não lhe dá dinheiro.

Veio-me logo à memória este episódio. Porém não tinha provas e por isso lá continuou a sacar moedas aos condutores.

Até um dia...

Na minha cidade XIV - Simpatia pura!

São pouco mais que dez da manhã. Saí na estação do Metro do Colégio Militar onde vou visitor o meu pai no hospital e entregar-lhe o jornal, como tenho feito nos últimos dias.

Ao cima das escadas, ainda antes dos pórticos de saída, encontra-se um invisual. Percebo que está um tanto desorientado tal a confusão de indicações que algumas pessoas do lado de fora vão dando ao cego.

Já escaldado com algumas más experiências com cegos ainda assim avanço:

- Necessita de ajuda?

- Quero ir para o Centro Comercial.

- Mas tem de passar as cancelas...

Ao mesmo que digo ajudo-o a encaminhar-se para uma saída de sinal verde. Coloca o passe, as portas abrem-se e ele passa com calma. Sigo atrás.

Vira à direita mas por pouco bate numa coluna. Ajudo:

- Cuidado que está aí uma coluna. Quero que o leve até ao CC?

- Havia aqui um quiosque onde se podia comer... - diz sem sequer escutar a minha indicação. 

Olho em redor e não percebo qualquer loja. Todavia...

- Para este lado do CC não há. Só se for para o lado das paragens de autocarro.

- É para aí é!

- Quer que o leve?

- Agradeço.

Ando meia dúzia de metros e encontro logo uma pequena loja.

- Está aqui um quiosque... Quer vir aqui?

- É esse mesmo.

Endereço-o para lá com o braço.

- Cuidado com o degrau.

E num ápice:

- Está cá a Paula?

Por detrás do balcão está uma senhora alta, robusta mas simpática. Em tom de brincadeira vou dizendo:

- Este senhor quer um copo de três... tinto.

Ela responde:

- Só favaios!

- Ela é a minha madrinha! - diz o cego.

- Ai sim?

- Arranjei noiva e ela vai ser a madrinha...

A outra ri, mas preciso de me despachar.

- Um abraço e um fantástico 2019 - desejo eu.

- Se 2019 for igual ao fim de 2018 vai ser um ano muito bom. Não quer beber nada?

- Obrigado, mas não. Agora não! Felicidades.

Dou um aperto de mão ao cego que me retribui com vigor e regresso ao caminho.

Começou bem o meu dia. Finalmente um cego repleto de simpatia pura.

Autocarro para onde?

Quando vou a uma qualquer povoação portuguesa costumo estar atento aos transportes públicos locais. Especialmente por causa dos destinos que indicam.

Obviamente como estrangeiro na cidade ou vila não conheço onde são os sítios, mas há quem conheça.

Lisboa não foge também a este “drama” toponímico e imagino o que é que pensarão aqueles que veêm alguns estranhos destinos dos autocarros.

O mais curioso será sem dúvida o Senhor Roubado. Todavia que dizer de Buraca ou Picheleira? E de Santos ou Beato?

Podemos também encontrar destinos como Poço do Bispo, Braço  de Prata ou Boa-Hora, Graça ou Prazeres este último um local onde estranhamente há um enorme… cemitério.

Termino com a referencia ao local do Rato bem perto da Estrela que fica encostada à Lapa.

Para alguém de Lisboa parecem nomes perfeitamente normais, mas será assim para os visitantes da cidade?

Mistura explosiva e um polícia

Ontem foi dia de greve no Metro de Lisboa na parte da manhã. Se somarmos a isto a chuva dá obviamente uma mistura explosiva. Especialmente no trânsito.

De tal forma que eram 9 horas da manhã e no meio da Avenida da República a sinfonia de buzinas incomadavam quem passava e por ali trabalha.

Como é hábito e natural nas nossas estradas ninguém espera que do outro lado do cruzamento esteja desimpedido para passar. Atravessam-se cortanto a estrada dos que vêm das avenidas perpendiculares.

Portanto confusão instalada criando situações demoradas e quiça perigosas para quem passa. O costume nas urbes!

Agora o que mais me espantou foi um polícia a pouco mais de dez metros do cruzamento não tomar nenhuma atitude para desconjestionar o trânsito.

Por ali andou como se nada fosse com ele.

Destravado ou distraído?

De vez em quando vou assistindo a estranhos eventos, tendo como alvos os condutores citadinos.

Esta tarde, num parque de estacionamento subterrâneo de uma grande superfície dei conta do fenómeno seguinte:

uma viatura atravessada na faixa de rodagem da entrada do estacionamento.

Admirei a situação pela forma bizarra onde se encontra o carro.
Primeiro pensei que fosse mesmo "nabice" de condutor. Depois alguém me alertou para o caso da viatura estar destravada e ter "escorregado" até ali.

Fica assim a dúvida proposta no título deste postal...

 

p_estacionamento_fxrodagem.jpg

 

Crónica de uma hora de almoço!

Lisboa há muito que deixou de ser uma cidade pacata. O turismo sempre em crescendo nos últimos anos, transformou a capital lisboeta numa loja de souvenirs e bric-à-brac, de qualidde e origem bem duvidosa. Ou melhor sem dúvida nenhuma da origem.

Durante a hora do almoço desci ao centro para tratar de uns assuntos que me pareceram que seriam de breve resolução.

Enganei-me. Se um foi, tal como calculava, rápido e assertivo já os outros... Não resolvi! Nenhum!

Principalmente porque as pessoas são tantas que perderia um tempo infinito para tratar das minhas coisas. Tempo que não tinha.

Um deles prendia-se com a troca de uma mão cheia de moedas pretas de 1, 2 e 5 cêntimos que guardei e que pretendia trocar por moedas de 1 e 2 euros.

Todavia quando entrei na tesouraria do Banco de Portugal na Baixa para trocar as ditas moedas encontrei não só uma fila extensa como sacos carregados de muitas e muitas moedas.

Ainda aguardei uns minutos mas depressa percebi que perderia ali demasiado tempo. Entretanto consegui perceber um casal que já trocara mais de três mil euros e ainda tinha uma caixa de fruta de cartão carregada com mais moedas.

Olhei ao redor e percebi mais gente assim. Impensável!

Ficou então uma pergunta a bailar-me no pensamento: onde terá ido aquela gente buscar tanta moeda?

Terão andado a estacionar carros? Só pode...

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