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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O melhor do mundo são as crianças!

Serão mesmo?

Mas se são porque utilizam os pais, avós, tios, primos e restante família personagens para atemorizar os petizes no sentido de eles se “comportarem”?

Nestas férias quando estava a sair da praia ultrapassei um casal que trazia consigo uma criança de tenra idade. Calculei que fossem os avós.

A criança era “naturalmente” irrequieta (e coloco aspas no advérbio de propósito, sem qualquer conotação pejorativa, bem pelo contrário). A determinada altura oiço a avó dizer:

- Olha que vou chamar o senhor polícia…

Tudo porque o petiz não sossegava e como se o hipotético agente de autoridade fosse o maior dos fantasmas.

Esta situação não é única mas há quem ainda utilize outras figuras como o “papão” (imagino que seja um pai grande), o bicho (ainda estou para saber qual será) ou outra qualquer entidade estranha no sentido de colocar a criança no seu lugar.

Nunca usei esta técnica (quase) ancestral para atemorizar os meus filhos. Tentei sempre explicar de forma assertiva como se comportarem, fosse na rua ou em casa! E eles perceberam e sempre se portaram muito bem.

Esta será outrossim a técnica que usarei com a minha neta. Explicar o porquê e não utilizar monstros, fantasmas e afins para a fazer perceber como deve estar na sociedade.

As crianças serão o melhor do Mundo, é certo! Portanto cuidemos delas com o cuidado devido (passe o pleonasmo) de forma a termos no futuro cidadãos conscientes, educados e acima de tudo bem formados.

Escutado hoje na praia!

Gosto muito de dormir ao sol na praia.

E as conversas ao meu redor são bons soporíferos para que adormeça mais depressa. Todavia hoje escutei esta conversa e nem consegui dormir:

- Já vieste à praia este ano?

- Tive 15 dias no início de Julho.

- De férias?

- Não... de quarentena!

- Como assim?

- Telefonei para a Saúde 24 a comunicar que tinha estado em contacto com alguém positivo. Mandaram-me fazer testes que só fiz passado dois dias e depois mais 14 dias em casa... Que aproveitei para vir à praia!

Perante este diálogo onde se pode observar uma evidente trapaça, pergunto como poderá este cidadão ter a ousadia de futuramente criticar alguém do governo?

É por estas e muuuuuuuuuuuuuuuuuitas outras que Portugal é um país de evidentes atrasos: económicos, culturais, mas essencialmente de cidadania!

Pode até nem ter sido verdade, mas a forma como foi descrito pareceu-me, infelizmente, muito plausível!

Anos modernos... velhos anúncios!

Há meio século corria na televisão lusa, ainda a preto e branco, um anúncio de prevenção rodoviária que dizia assim: atrás de uma bola vem sempre uma criança!

Na realidade naqueles tempos as crianças brincavam quase todas na rua (parece estranho, mas é verdade!) e quando a bola fugia corria-se sempre atrás dela sem a preocupação do trânsito (o que era?). Daí o anúncio.

Os tempos mudaram muito. Oh se mudaram!!! As crianças preferem uma qualquer consola com o ar viciado e tétrico de quatro paredes, ao ar livre. Optam por brincadeiras sem nexo, sozinhos ou com gente a quem nunca viram o olhar. Deste modo o velho anúncio já não fará qualquer sentido... Ou será que ainda fará?

Bom tudo isto para validar que provavelmente o anúncio com algumas alterações faria ainda jus. Uma delas seria que em vez de "uma bola" seria "em frente ao Multibanco".

Pois é... a frequência com que vejo gente a abandonar a caixa de Multibanco e olimpicamente atravessar a estrada sem qualquer cuidado com o movimento de viaturas é deveras assoladora.

É que colocam as suas vidas em perigo e podem originar muitos estragos nas vidas dos condutores.

Assim seria o anúncio: "à frente de um Multibanco sai sempre um estupor para a estrada!

Nem a pandemia os curou!

A pandemia e as consequentes restrições que nos foram impostas desde o ano passado poderia ter dado a muitos a capacidade de perceberem que a vida não é controlável e que no fundo somos uns infimos parafusos de uma gigantesca máquina.

Porém com o desconfinamento, regressou a costumada falta de educação e de cidadania dos portugueses.

Basta olhar para o estado do trânsito para descobrirmos que nada, rigorosamente nada, foi alterado. Os xico-espertos continuam a existir, assim como alguns desembaraçados. Obviamente com muitas e nefastas consequências.

Hoje fui a uma pastelaria tomar o pequeno almoço conjuntamente com a minha mulher. Aguardámos fora do estabelecimento que a fila de clientes lá dentro andasse, mas o cliente que chegou depois de nós passou por mim e retirou uma senha de chamamento. Primeiro não percebi qual a necessidade já que só é atendido um cliente de cada vez e a segundo foi a forma arrogante, mal criada e abtrupta como depois se nos dirigiu para avançarmos na fila. Sinceramente nem lhe liguei e quiçá foi o melhor que fiz já que depressa depreendi que era alguém com um gosto especial pelo conflito. Bateu à porta errada!

Entretanto durante a tarde andei na estrada e deparei com o mesmo tipo de condutores de antes da pandemia. Ultrapassagens arriscadas, altas velocidades, total desrespeito por quem está numa fila, educação e cidadania a roçar o boçal. Mas quem os escutar provavelmente sentem-se os heróis do dia.

A verdade é quando penetram abusivamente na traseira dos carros da frente dizem que tiveram azar! Os que vivem para o dizer!

Portanto a pandemia não curou ninguém.

Lombas ou degraus?

Entendo a intenção da maioria dos municípios em criarem condições especiais para os condutores de automóveis conduzirem mais devagar dentro das localidades, evitando com isso um conjunto de acidentes de viação.

Primeiro foram, e ainda são, os sinais luminosos associados a sensores que captam a velocidade a que determinada viatura de desloca e por isso acendem o vermelho. Todavia sendo uma boa maneira de minimizar acidentes ainda assim não pareceu suficiente, já que os sinais avisam, mas não impedem que os condutores continuem a acelerar.

Então criaram as conhecidas bandas sonoras, geralmente junto às escolas. Estas conseguem retrair alguma velocidade, mas há muitos condutores que respeitam pouco esta estrutura e continuam a passar em alta velocidade.

Por fim surgiram umas lombas que atravessam toda a estrada. Na realidade este obstáculo consegue finalmente reduzir a velocidade já que a sua subida e descida quase repentida poderá causar diversos estragos nas viaturas se vierem muito depressa.

Porém há lombas tão altas que se assemelham a verdadeiros degraus. E se as velocidades se perdem naqueles locais, já os choques traseiros e por vezes em cadeia sucedem-se amiude já que os condutores travam de repente perante tal obstáculo.

Não há, portanto, soluções perfeitas. Ou até haverá... mas aquelaa tèm de ser incutidas nas crianças desde muito cedo, seja na escola como em casa.

Passadeiras e passeios ou a cidadania ausente!

Já escrevi por diversas vezes que sou contra as passadeiras de peões. Essencialmente aquelas que não têm sinalização luminosa e somente indicação horizontal no chão, vulgo zebras.

Considero que estas passadeiras não fazem parte da solução para a segurança rodoviária, bem pelo contrário, já que grande parte dos atropelamentos surgem naqueles lugares. E se a culpa destes acidentes são geralmente atribuídas aos condutores também é certo que os peões são pouco cuidadosos pois não se coibem de entrar numa passadeira sem sequer preocuparem com os carros que possam aparecer. 

Quem conduz tem que ter sempre mil olhos para o que rodeia. Mas nas passadeiras a atenção tem de redobrar. Um destes dias estava perto de casa e ia devagar. De súbito sai de um prédio uma senhora que acto contínuo entrou na passadeira que se estendia à sua frente sem sequer olhar para qualquer dos lados tentando minimizar o perigo.

Sei que é uma guerra perdida e portanto basta-me aqui desabafar.

Mas há também o inverso: o condutor que acha que só tem direitos e os peões que se tramem. Então se falarmos em estacionamento...

O passeio à frente da minha casa e de todo aquele bairro não medirá mais que um metro a um metro e vinte de largura. A calçada está amplamente danificada e assaz irregular. Se juntar a isto os carros estacionados tenho que ir para a estrada se quiser andar. Ora ultimamente tenho andado a passear a minha neta no seu transporte indicado. Todavia a maioria do tempo ando na estrada pela impossibilidade que o fazer no passeio.  Essencialmente pelas tais viaturas estacionadas e que me inibem de andar onde deveria.

Apetece-me tantas vezes passar com objectos fortes que amolgassem as viaturas indevidamente estacionadas. Talvez começassem a perceber que o seu lugar não é ali. Porém se o fizesse seria tão imbecil e mal formado como eles.

Entretanto a polícia passa na rua e nada faz. Fecha os olhos a tudo isto como tudo estivesse impecável.

À boa e estúpida maneira lusa...

Um futuro muito nublado!

Receio o futuro! Definitivamente!

Tudo por causa desta pandemia que teima em não nos largar, em brindar-nos com um "novo normal" que pode ter tudo menos... normalidade.

Entretanto os restaurantes, por aqui, estão quase todos cheios e até aquela cadeia de comida rápida está repleta de gente... Fora e dentro!

Há quem acredite que o passado recente foi um horrível sonho e que amanhã voltaremos às nossas vidas sem restrições. Puro engano!

Pelo que leio os casos continuam em crescendo o que indica que anda por aí muita gente infectada e sabendo ou desconhecendo a sua situação, continua a fazer a sua vida sem temor. E a infectar outros!

Na praia que diariamente frequento e onde chego sempre cedo, a bandeira indicativa do números de pessoas está sempre verde, quando entro no areal. No entanto quando regresso a casa aquela encontra-se sempre vermelha, mas com as pessoas a entrar normalmente. Algumas até brincam com a situação.

Depois já no areal as que chegam não se cuidam em se afastar, deixando espaço social dos restantes banhistas.

- É já aqui e mainada! - dizem e assentam arraiais.

E claro... lá tenho eu de andar de toalha atrás de mim para fugir dos recém chegados.

O povo educa-se com muita dificuldade, mas deseduca-se quase expontaneamente!

Tenho consciência que o Estado faz o possível para que as pessoas percebam a gravidade (ainda) da situação. O problema é que a populaça faz "ouvidos de mercador"! É o que lhe convém!

Depois não se admirem de brevemente em vez de estarem dois meses confinados... possam estar cinco ou seis.

Crónica real... noutro lugar!

Prometi... eu sei que prometi, mas por vezes os factos são mais importantes que a razão e daí...

Saí de casa para ir ao mercado comprar uns carapaus e umas sardinhas para o meu almoço. Por ser sábado sei de antemão que o estacionamento do mercado está quase sempre cheio e por isso procurei um outro onde pudesse parar o carro convenientemente.

Estacionado o veículo eis-me a caminho do mercado. No sentido contrário ao meu aproxima-se um homem ainda relativamente jovem, quarenta anos talvez. A uns cinco metros de mim mete a mão ao bolso e retira a chave do seu carro. Só que também sai uma máscara que cai no chão sem que o dono se aperceber. No meu jeito disse:

- Deixou cair a sua máscara...

Ele olha para trás vê-a no chão e devolve:

- Não ptreciso dela, já foi muito usada.

Azar dele pois bateu comigo...

- Por isso mesmo deve apanhá-la do chão e colocá-la no lixo. Deixá-la no chão pode ser um atentado à saúde pública.

- "Olhameste"... queres ver que sou o único?

- Infelizmente não é o único, mas o mundo não é só seu... vive neste planeta mais gente.

- Só me faltava esta...

- Se eu fosse um polícia seria assim que responderia?

- Mas não é...

Nesse mesmo instante passa uma senhora que assistira a tudo e dirigindo-se para mim, declara:

- Este tipo de gente deveria ser presa sem direito a julgamento e pagar uma enorme multa. Só assim é que aprenderiam.

Larguei o meu antagonista e fui em busca do peixe. No entanto não evitei olhar para trás e perceber que o homem fora apanhar a máscara.

Yupiii hoje bati o record!

A ironia também chegou a esta casa já que o título não confere nada de muito agradável, bem pelo contrário.

Continuo a fazer as minhas caminhadas matinais sempre bem acompanhado da minha mulher. Hoje é por um lado, ontem foi por outro bem diferente.

Todavia seja para sul ou para norte, leste ou oeste que eu vá o flagelo na rua continua: as máscaras descartáveis crescem no chão a olhos vistos.

Sei de antemão que esta é uma campanha perdida. Felizmente não sou só eu que falo disso. Todavia de que vale falar se as máscaras continuam a atapetar a calçada desta cidade.

Mas sinceramente em 4,39 km encontrar 31 máscaras espalhadas no chão parece-me um exagero. Diria que é um autêntico atentado à saúde pública.

Um destes dias alguém me dizia que isto só acontece em zonas mais pobres… Nem tentei responder, nem valeria pena.

Ou como disse alguém: conto-lhe a verdade ou deixo-o manter-se na ignorância?

Uma nota final: não voltarei a escrever sobre este tema! Creio que já fiz campanha suficiente! 

A gente lê-se por aí!

 

Praia em tempo de pandemia!

Regressei hoje à praia após ontem ter feito uma visita relâmpago apenas para caminhar à beira-mar.

Cheguei relativamente tarde, mas a frescura da manhã não criava qualquer apetite para ir mais cedo. Ainda assim aterrei no areal pouco depois das nove e meia da manhã.

Montei o meu estaminé que corresponde ao chapéu de Sol, ao saco com as toalhas e às sandálias. Por fim eis-me à beira-mar para mais uma belíssima caminhada.

Fui e vim numa hora e um quarto, tendo feito 6 quilómetros e sessenta metros. Indicação dada pelo "gps" do telemóvel.

Saí da praia já passava do meio-dia e neste par de horas que estive a banhos constatei:

- o confinamento... já era! À hora que saí a praia estava cheia!

- a proibição de jogar à bola na praia não está implementada!

- as pessoas continuam a caminhar aos magotes muito juntas umas às outras!

- contei apenas duas pessoas com máscaras (reconheço que eu também não tinha)!

- o areal está a ser literalmente invadido por espreguiçadeiras (bem caras por sinal) não deixando espaço para os restantes veraneantes colocarem as toalhas! Um autêntico abuso!

- o lixo continua a invadir as praias sem que ninguém o apanhe! Da próxima vez lá terei de levar luvas e saco de plástico!

- e por fim e na sucessão da evidência anterior encontrei pelo menos três máscaras no chão.

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