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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Crónica real... noutro lugar!

Prometi... eu sei que prometi, mas por vezes os factos são mais importantes que a razão e daí...

Saí de casa para ir ao mercado comprar uns carapaus e umas sardinhas para o meu almoço. Por ser sábado sei de antemão que o estacionamento do mercado está quase sempre cheio e por isso procurei um outro onde pudesse parar o carro convenientemente.

Estacionado o veículo eis-me a caminho do mercado. No sentido contrário ao meu aproxima-se um homem ainda relativamente jovem, quarenta anos talvez. A uns cinco metros de mim mete a mão ao bolso e retira a chave do seu carro. Só que também sai uma máscara que cai no chão sem que o dono se aperceber. No meu jeito disse:

- Deixou cair a sua máscara...

Ele olha para trás vê-a no chão e devolve:

- Não ptreciso dela, já foi muito usada.

Azar dele pois bateu comigo...

- Por isso mesmo deve apanhá-la do chão e colocá-la no lixo. Deixá-la no chão pode ser um atentado à saúde pública.

- "Olhameste"... queres ver que sou o único?

- Infelizmente não é o único, mas o mundo não é só seu... vive neste planeta mais gente.

- Só me faltava esta...

- Se eu fosse um polícia seria assim que responderia?

- Mas não é...

Nesse mesmo instante passa uma senhora que assistira a tudo e dirigindo-se para mim, declara:

- Este tipo de gente deveria ser presa sem direito a julgamento e pagar uma enorme multa. Só assim é que aprenderiam.

Larguei o meu antagonista e fui em busca do peixe. No entanto não evitei olhar para trás e perceber que o homem fora apanhar a máscara.

Yupiii hoje bati o record!

A ironia também chegou a esta casa já que o título não confere nada de muito agradável, bem pelo contrário.

Continuo a fazer as minhas caminhadas matinais sempre bem acompanhado da minha mulher. Hoje é por um lado, ontem foi por outro bem diferente.

Todavia seja para sul ou para norte, leste ou oeste que eu vá o flagelo na rua continua: as máscaras descartáveis crescem no chão a olhos vistos.

Sei de antemão que esta é uma campanha perdida. Felizmente não sou só eu que falo disso. Todavia de que vale falar se as máscaras continuam a atapetar a calçada desta cidade.

Mas sinceramente em 4,39 km encontrar 31 máscaras espalhadas no chão parece-me um exagero. Diria que é um autêntico atentado à saúde pública.

Um destes dias alguém me dizia que isto só acontece em zonas mais pobres… Nem tentei responder, nem valeria pena.

Ou como disse alguém: conto-lhe a verdade ou deixo-o manter-se na ignorância?

Uma nota final: não voltarei a escrever sobre este tema! Creio que já fiz campanha suficiente! 

A gente lê-se por aí!

 

Praia em tempo de pandemia!

Regressei hoje à praia após ontem ter feito uma visita relâmpago apenas para caminhar à beira-mar.

Cheguei relativamente tarde, mas a frescura da manhã não criava qualquer apetite para ir mais cedo. Ainda assim aterrei no areal pouco depois das nove e meia da manhã.

Montei o meu estaminé que corresponde ao chapéu de Sol, ao saco com as toalhas e às sandálias. Por fim eis-me à beira-mar para mais uma belíssima caminhada.

Fui e vim numa hora e um quarto, tendo feito 6 quilómetros e sessenta metros. Indicação dada pelo "gps" do telemóvel.

Saí da praia já passava do meio-dia e neste par de horas que estive a banhos constatei:

- o confinamento... já era! À hora que saí a praia estava cheia!

- a proibição de jogar à bola na praia não está implementada!

- as pessoas continuam a caminhar aos magotes muito juntas umas às outras!

- contei apenas duas pessoas com máscaras (reconheço que eu também não tinha)!

- o areal está a ser literalmente invadido por espreguiçadeiras (bem caras por sinal) não deixando espaço para os restantes veraneantes colocarem as toalhas! Um autêntico abuso!

- o lixo continua a invadir as praias sem que ninguém o apanhe! Da próxima vez lá terei de levar luvas e saco de plástico!

- e por fim e na sucessão da evidência anterior encontrei pelo menos três máscaras no chão.

No chão da rua vê-se de tudo...

... para além das máscaras!

Percebo que haja quem não goste de ler, especialmente livros de cariz filosófico-religiosos. Tal com entendo que os livros referidos a estes temas não agradáveis para muitos, possam ocupar um espaço relevante numa biblioteca pessoal, em detrimento de outras obras que se considerem mais relevantes...

Porém...

Despejar uma série de compêndios em plena rua mesmo que seja encostado a um caixote do lixo e a pouco mais de 50 metros de uma biblioteca pública, é que me surge como uma ideia pouco civilizada. Acrescento que deitar fora uma das obras mais marcantes de um dos melhores escritores portugueses então parece-me mesmo impensável...

livros_lixo.jpgv_ferreira.png

Ó gente... no chão não!

Esta pandemia trouxe ao de cima o melhor e eventualmente o pior do pópulo. E não há máscara ou luva capaz de tapar esta triste mas real identidade.

Nos últimos dias iniciei a sair de casa bem cedo. Unicamente para uma caminhada de, pelo menos, uma hora.

Vou alternando entre caminhos urbanos e mais ou menos rurais, mas sempre com o distanciamento e precauções devidas para este tempo de calamidade.

O que eu não esperaria era constatar a quantidade de equipamentos de proteção largados na via pública. Um risco obviamente desnecessário, mas que evolui de uma enormíssima falta de educação, cidadania e acima de tudo respeito pelo próximo. Ainda por cima com tantas campanhas publicas...

Decididamente há ainda muita gente irresponsável.

Mascaras.jpg

Adenda. hoje caminhei 4,7 quilómetros e tive a paciência de contar as luvas e máscaras que encontrei no chão: 5 máscaras cirúrgicas e um número indeterminado de luvas.

Conduzir na cidade: a luta continua!

São cinco e meia da tarde e estou de regresso a casa. O trânsito nesta altura do ano e do dia, após as férias de Natal, deixou de ser fluído e ralo.

Entro numa IC que me levará para o epicentro de uma série de acessos complicados já que há vias cortadas.

Quando chego ao primeiro estreitamento de via tenho de me chegar à direita, perdendo deste modo a prioridade. Geralmente ali usa-se o sistema de roda dentada que normalmente resulta desde que à frente não haja acidentes ou outros transtornos.

Estava prestes a chegar quando vejo pelo espelho retrovisor alguém a fazer-me sinais de luzes. A primeira coisa que pensei foi que seria alguém conhecido, mas logo percebi que não era, já que o condutor colara-se à traseira do meu carro sempre com a pressa estampada nos sinais de luzes.

Faço sempre uma condução muito defensiva, por via das coisas.  E jamais me enervo. Portanto quando pude passei para a faixa ao lado deixando-o passar.

Só que o carro que ficou à minha frente não estava pelos ajustes e deixou-se ficar na sua faixa enquanto o apressado - uma carrinha pickup – tentava apertar com o outro condutor que manteve o sangue frio e não o deixou passar.

O desembaraçado teve de travar profundamente, caso contrário ficaria entalado. Eu fiquei agora atrás do apressado que logo que teve oportunidade passou o carro à sua frente demonstrando depois o seu visível e irracional desagrado.

Ambos seguiram por outros desvios e nem sei quais foram as consequências destes comportamentos pouco cívicos.

Mas de uma coisa estarei certo: nenhuma escola da especialidade ensinará os novos alunos a conduzir assim.

Então onde será que se aprende a ser mau condutor?

Coisas que eu detesto!

As pessoas que saem de um elevador e param logo à saída, impedindo que outras utentes saiam ou entrem;

Os peões que atravessam as ruas, mesmo na passadeira, em passo turístico;

Aqueles idosos que numa fila da caixa de supermercado e estando atrás de nós quase nos empurram;

Os condutores que param os carros em segunda fila a tapar outras viaturas devidamente estacionadas e refilam quando apitamos para que retirem a viatura;

Os utilizadores de mochilas às costas no Metro.

Lusos e loucos condutores!

Sempre que estou de férias reservo um dia para dar um passeio mais longo com a família. Juromenha, Serpa, Évora, Castelo de Vide são alguns exemplos de visitas.
Este ano a escolha recaiu na Praia de Odeceixe. Há muito que andava com o fito de a visitar.
Um local muito bonito onde desagua o Rio Mira, com diversas praias, recatadas umas, mais expostas outras, mas ainda assim a merecerem todas a nossa especial atenção.
O caminho até lá é relativamente bom com natural movimento tendo em conta a época do ano em que estamos, mas faz-se bem. Faltará, contudo, algumas indicações bem antes do lugar, já que só perto da povoação se percebe onde estamos. Valeu-me o GPS.
Fiz por isso hoje 446 quilómetros entre auto-estradas, vias rápidas, IC’s, estradas nacionais e outras regionais.
Constatei infelizmente que continuamos a ser um país de condutores pouco cuidadosos. As ultrapassagens que fizeram quando eu rodava à velocidade de 90 quilómetros por hora e com riscos contínuos arrepiaram os meus locais mais recônditos.
Não me preocupo se colocam a vida deles em perigo… O que eu não pretendo é que coloquem a minha e a dos meus também no risco vermelho. A enormíssima falta de civismo e educação na estrada é óbvia e visível.
Definitivamente a paciência não é, de todo, uma qualidade dos lusos condutores. Talvez assim se explique a enorme mortalidade nas estradas portuguesas.

O perigo passa-nos perto!

Desde o início que nunca fui muito apologista das trotinetas. Essencialmente por duas ordens de razão: a primeira pela sua proliferação na cidade e a forma como são largadas em qualquer lugar sem haver o mínimo cuidado de as arrumar nos lugares próprios, pondo em causa a passagem de invisuais, deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida, nomeadamente as da terceira idade. Mas tendo em conta que quem usa estes veículos são maioritariamente jovens é óbvio que eles não se preocupam com os outros. Nunca foram educados para isso… Digo eu!

A segunda razão prende-se com a forma como as trotinetas são usadas… ou melhor… onde são usadas.

A CML preocupou-se em municiar e identificar por toda a cidade linhas de passagem para bicicletas. E faz todo o sentido desviando assim da estrada veículos que são mais vulneráveis aos acidentes.

Ora seria óptimo que os utilizadores de trotinetes usassem unicamente estes espaços para as suas deslocações e não ousassem sequer frequentar os passeios onde podem originar graves acidentes.

O Estado Português adora legislar. Em demasia… Mas no caso das trotinetes ainda não vi qualquer norma, diploma, decreto, portaria que obrigue os utentes destas transportes a terem um seguro, pelo menos de Responsabilidade Civil.

Não me preocupo se eles caírem e “esbardalharem” todos na chão. Preocupa-me isso sim com uma mãe que empurra o carrinho com a criança na calçada possa seja abalroada por um qualquer jovem “trotineteiro”. Ou um idoso caia empurrado por um destes… Ou qualquer um de nós…

Relembro aqui que fui uma vez multado por excesso de velocidade por conduzir 2 quilómetros a mais que o limite, mas esta gente atravessa a cidade numa velocidade estonteante sem que ninguém, repito ninguém, os obrigue a respeitar os outros.

Se algum dia eu for apanhado por esses tipos certamente que não o irei deixar escapar sem que assuma a responsabilidade. Irei até às últimas consequências...

A (má) concepção do Sérgio!

Gosto de gente rebelde, de malta que não se verga a uma circunstância menos favorável, gente que luta por algo melhor. Mas gosto também de gente educada e acima de tudo bem formada.

Então no desporto todas estas razões fazem ainda muito mais sentido.

Sérgio Conceição como jogador foi um campeão, mas foi outrossim o tal rebelde que falei acima. Sempre pronto para uma demanda desportiva. Fundamentos que acabou por trazer para a sua função de treinador.

Todavia custa-me perceber que os anos não lhe tenham dado calo e experiência suficiente para enfrentar com estoicismo e alguma naturalidade as vicissitudes da sua vida desportiva. Porque se hoje perde, amanhã ganhará. Ou vice versa.

Pois bem, no passado final de jogo nas Antas, em que o Sporting perdeu, o treinador portista agrediu o guarda-redes leonino. Entretanto hoje Sérgio Conceição na tribuna presidencial não cumprimentou de propósito o Presidente do Sporting, numa atitude anti-desportiva que condeno olimpicamente.

Obviamente que nestas relações desportivas não temos de ter “em cada cliente um amigo” como soe dizer-se, mas um pingo de educação e formação é o mínimo que se exige. Especialmente a um treinador de futebol, líder de muitos homens que poderão ver nele um exemplo.

Neste caso um mau exemplo!

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