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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Lusos e loucos condutores!

Sempre que estou de férias reservo um dia para dar um passeio mais longo com a família. Juromenha, Serpa, Évora, Castelo de Vide são alguns exemplos de visitas.
Este ano a escolha recaiu na Praia de Odeceixe. Há muito que andava com o fito de a visitar.
Um local muito bonito onde desagua o Rio Mira, com diversas praias, recatadas umas, mais expostas outras, mas ainda assim a merecerem todas a nossa especial atenção.
O caminho até lá é relativamente bom com natural movimento tendo em conta a época do ano em que estamos, mas faz-se bem. Faltará, contudo, algumas indicações bem antes do lugar, já que só perto da povoação se percebe onde estamos. Valeu-me o GPS.
Fiz por isso hoje 446 quilómetros entre auto-estradas, vias rápidas, IC’s, estradas nacionais e outras regionais.
Constatei infelizmente que continuamos a ser um país de condutores pouco cuidadosos. As ultrapassagens que fizeram quando eu rodava à velocidade de 90 quilómetros por hora e com riscos contínuos arrepiaram os meus locais mais recônditos.
Não me preocupo se colocam a vida deles em perigo… O que eu não pretendo é que coloquem a minha e a dos meus também no risco vermelho. A enormíssima falta de civismo e educação na estrada é óbvia e visível.
Definitivamente a paciência não é, de todo, uma qualidade dos lusos condutores. Talvez assim se explique a enorme mortalidade nas estradas portuguesas.

O perigo passa-nos perto!

Desde o início que nunca fui muito apologista das trotinetas. Essencialmente por duas ordens de razão: a primeira pela sua proliferação na cidade e a forma como são largadas em qualquer lugar sem haver o mínimo cuidado de as arrumar nos lugares próprios, pondo em causa a passagem de invisuais, deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida, nomeadamente as da terceira idade. Mas tendo em conta que quem usa estes veículos são maioritariamente jovens é óbvio que eles não se preocupam com os outros. Nunca foram educados para isso… Digo eu!

A segunda razão prende-se com a forma como as trotinetas são usadas… ou melhor… onde são usadas.

A CML preocupou-se em municiar e identificar por toda a cidade linhas de passagem para bicicletas. E faz todo o sentido desviando assim da estrada veículos que são mais vulneráveis aos acidentes.

Ora seria óptimo que os utilizadores de trotinetes usassem unicamente estes espaços para as suas deslocações e não ousassem sequer frequentar os passeios onde podem originar graves acidentes.

O Estado Português adora legislar. Em demasia… Mas no caso das trotinetes ainda não vi qualquer norma, diploma, decreto, portaria que obrigue os utentes destas transportes a terem um seguro, pelo menos de Responsabilidade Civil.

Não me preocupo se eles caírem e “esbardalharem” todos na chão. Preocupa-me isso sim com uma mãe que empurra o carrinho com a criança na calçada possa seja abalroada por um qualquer jovem “trotineteiro”. Ou um idoso caia empurrado por um destes… Ou qualquer um de nós…

Relembro aqui que fui uma vez multado por excesso de velocidade por conduzir 2 quilómetros a mais que o limite, mas esta gente atravessa a cidade numa velocidade estonteante sem que ninguém, repito ninguém, os obrigue a respeitar os outros.

Se algum dia eu for apanhado por esses tipos certamente que não o irei deixar escapar sem que assuma a responsabilidade. Irei até às últimas consequências...

A (má) concepção do Sérgio!

Gosto de gente rebelde, de malta que não se verga a uma circunstância menos favorável, gente que luta por algo melhor. Mas gosto também de gente educada e acima de tudo bem formada.

Então no desporto todas estas razões fazem ainda muito mais sentido.

Sérgio Conceição como jogador foi um campeão, mas foi outrossim o tal rebelde que falei acima. Sempre pronto para uma demanda desportiva. Fundamentos que acabou por trazer para a sua função de treinador.

Todavia custa-me perceber que os anos não lhe tenham dado calo e experiência suficiente para enfrentar com estoicismo e alguma naturalidade as vicissitudes da sua vida desportiva. Porque se hoje perde, amanhã ganhará. Ou vice versa.

Pois bem, no passado final de jogo nas Antas, em que o Sporting perdeu, o treinador portista agrediu o guarda-redes leonino. Entretanto hoje Sérgio Conceição na tribuna presidencial não cumprimentou de propósito o Presidente do Sporting, numa atitude anti-desportiva que condeno olimpicamente.

Obviamente que nestas relações desportivas não temos de ter “em cada cliente um amigo” como soe dizer-se, mas um pingo de educação e formação é o mínimo que se exige. Especialmente a um treinador de futebol, líder de muitos homens que poderão ver nele um exemplo.

Neste caso um mau exemplo!

Si(m)dicatos!

Desde ontem que o meu sindicato está em eleições para a sua direcção e para a secção sindical que existe na empresa onde trabalho.

Fiz parte de uma lista, obviamente num lugar não elegível, tendo andado pelos diversos edifícios a fazer a propaganda devida, a falar com as pessoas, a escutar as queixas, a tomar consciência dos diversos problemas.

Agora que estou quase na porta da saída para abraçar a reforma, olho para os meus colegas mais jovens e percebo o distanciamento que eles apresentam perante um sindicato.

Friamente até percebo os seus pontos de vista, já que o sindicalismo, em Portugal, está intimamente associado à prática política e menos à defesa real de trabalhadores. Veja-se o caso da AutoEuropa, onde a luta entre os partidos de esquerda quase ia estragando uma fábrica que é responsável por uma quantidade de pontos no nosso PIB.

Ser trabalhador sindicalizado é para a juventude um ser estranho, bizarro. Porém quando algo corre mal nas suas vidas profissionais vêm logo a correr ao Sindicato em busca de apoio para as suas demandas. Agora imagine-se quando se fala de um sindicalista… Ui é o Diabo na Terra, alguém de quem muitos se afastam…

Fui sindicalizado há muitos anos por um colega afecto à extrema esquerda. Todavia o mais integro sindicalista que conheci, onde as palavras e os actos eram coerentes nem era ligado à esquerda. Vi-o a fazer greve, a lutar pelos direitos dos trabalhadores que defendia com unhas e dentes, enquanto os outros, sempre demasiado trauliteiros, fingiam férias em dias de greve e fugiam dos problemas dos colegas como o Diabo foge da Cruz.

É certo que os tempos de hoje não se compadecem com uma coisa estranha aos ouvidos dos jovens e que em tempos foi palavra de ordem: luta de classes.

Não obstante tudo o que escrevi acima espero manter-me sindicalizado. A minha cidadania passa também por isto!

Elas andam aí! Algumas...

Sou dos que consideram as trotinetas electricas como uma praga. Tal e qual um virus mau que se instala no corpo da gente.

Todavia o problema não é o equipamento em si, que por muito que se pense ou julgue não tem vida própria, mas unicamente os seus utilizadores.

A verdade é que as trotinetas atapetam em alguns locais todo um chão, inibindo os traseuntes de passarem e são por isso um verdadeiro transtorno.

Ainda por cima numa cidade, por exemplo, com tanto idoso como é Lisboa, parece-me pouco simpático alguém usar o equipamento e depois largá-lo no sítio mais incrível.

Numa rede social bem conhecida alguém criou uma página para mostrar os locais onde utilizadores depositam as ditas trotinetas.

Como se pode ver aqui.

 

O teu lixo é um luxo!

Há uns tempos adquiri, um pouco contra vontade, um pedaço de terra rústica contíguo a um outro que já é meu. A aquisição não foi cara e fi-lo acima de tudo pelo barril de pólvora que aquilo parecia ser, já que havia muitos anos que não era amanhado.

Assim que entrei no acordo com a ainda dona (não fiz escritura de compra!!!), logo arranjei um grupo de sapadores para intervirem no terreno no sentido de o limparem do mato de anos.

Hoje andei por lá também. Desta vez preocupei-me em apanhar o lixo urbano que fui encontrando. Demasiadas coisas para um pedaço de terra tão pequeno.

Que o lixo é desagradável já toda a gente tem consciência disso. Todavia livrar-se deste tipo de inertes nos terrenos dos outros é que sinceramente não me parece algo de que alguém se orgulhe.

Lixo_.jpg

 

Os desembaraçados desta vida!

Certa vez em conversa com uma colega de trabalho apercebi-me que o marido era daqueles condutores que não respeitam filas e enfiam-se à frente de toda a gente. No entanto o mais curioso foi a expressão que ela usou para o descrever: desembaraçado.

Nem sei se devo considerar um adjectivo ou como um substantivo. Reside a dúvida.

A verdade é que como este cavalheiro há muitas criaturas na estrada com a mesma qualificação. Acrescentarei que o problema vai muito para além da estrada, do trânsito ou da pressa de chegar ao trabalho, a um encontro ou somente a casa. Mas não vai para além do seu umbigo.

A cidadania é por assim dizer uma disciplina que não se ensina na escola (mas devia), que não se herda nem se compra na farmácia nem numa qualquer loja de briqueabraque. Estamos assim perante uma aprendizagem que é feita das vivências, essencialmente, com os que nos rodeiam.

Sinceramente posso dizer que fui bafejado pela sorte, pois aprendi com bons homens muito do que sou hoje. Ensinamentos que ainda hoje tento passar para os mais novos, sejam eles filhos, sobrinhos ou meros colegas de trabalho.

Infelizmente os jovens de hoje não têm tempo para pensar em nada. Nem para viver. Nem para coisa nenhuma.

Deste modo a cidadania - um dos pilares para se viver em sociedades de forma civilizada -  é só mais uma palavra que a juventudo acrescentou ao seu vocabulário, cujo significado certamente ignoram!

Também por cá!

Não é só no estrangeiro que deparamos com gente a estacionar os carros de forma displicente, sem o mínimo cuidado e respeito com o seu semelhante, como se no mundo só existissem duas entidades: os próprios e depois todas as outras pessoas.

Hoje de manhã deparei-me com o exemplo da foto. Num estacionamento no centro da capital e a pagar, alguém deixa uma viatura a ocupar dois lugares.

estacionamento.jpg

 Impensável.

Saudades de Agosto!

Ah pois é... já tenho saudades dos dias iniciais de Agosto, quando ia trabalhar e tinha pouco trânsito na estrada. Bastavam 30 minutos para fazer o caminho. Nas calmas!

Pois é... mas chegou Setembro, com ele o fim de férias e o regresso às aulas o que leva muita gente para a estrada. Quase dobro o tempo para chegar agora ao emprego, mesmo saindo mais cedo de casa.

Muitos automobilistas, muitos peões, pouco civismo e quantas vezes... os acidentes a acontecerem.

Depois há ainda quem diga: Tive azar!

Azar terei eu se levar com eles...

Saber andar em “duas rodas”

Desde há uns anos nasceu na capital a moda de se usar um motociclo para se descolar. A questão não é uso deste meio de transporte, mas tão-somente a forma quase abusadora como os motociclistas usam a estrada.

Não sei qual o artigo do Código da estrada que permite que os utilizadores de veículos de duas rodas tenham mais direitos que os automobilistas. Desconheço totalmente… Mas a verdade é que já tirei a carta de Condução há mais de 35 anos e desde aquele ano até agora, pode ter havido alguma alteração. Ou não?

Falo disto porque esta manhã assisti a um acidente de motorizada que poderia ter sido muito bem evitado pelo condutor do motociclo.

Passo então a explicar…

Uma das artérias com mais movimento da cidade tem três vias em cada sentido sendo que uma delas, a da direita, está destinada somente aos transportes públicos (táxis incluídos)! Hoje logo pela manhã quando entrei na minha via percebi que bem atrás de mim vinha uma ambulância com sinal sonoro de urgência. Como àquela hora o transito (ainda) fluía com alguma normalidade a ambulância escolheu a faixa da esquerda para poder avançar.

Entretanto pela direita avançava um motociclista pela via do “bus” como se fizesse uma corrida com o transporte urgente. Só que mais à frente estava um autocarro parado a tomar passageiros.

Face ao momento o condutor da motorizada decidiu encostar à esquerda e tentar passar entre duas viaturas. Mas havia a ambulância e os outros carros desviavam-se para que aquela passasse. Resultado: de um momento para o outro o motociclista viu-se entalado entre dois carros e só por muuuuuuuuuuuuuuuuito pouco não foi atropelado pelas viaturas envolvidas.

Ora bem, este foi um infeliz exemplo, mas tenho assistido a demasiados acidentes com veículos de duas rodas (eu próprio já fui abalroado por um), o que me leva a pensar que seria importante duas coisas:

- ensinar os mais novos a comportarem-se futuramente na estrada, como condutores e como peões;

- relembrar os mais velhos que para se ser respeitado é necessário primeiramente respeitar ou outros.

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