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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Campeões à Italiana!

Sempre gostei de ciclismo, mas curiosamente o Giro nunca foi alvo das minhas atenções. O Tour sim, assumo!

Porém este ano e logo no dealbar da Volta à Itália dei conta de que um português vestira a camisola Rosa, símbolo do comandante da classificação.

Desde aquele dia até hoje tentei ver tudo o que me foi possível do Giro. E sofri a bom sofrer com as etapas em que João Almeida transportava o jersey Rosa. Como aqui e aqui dei conta.

No entanto não posso olvidar Ruben Guerreiro que deu razão ao apelido, tendo ganho a camisola Azul, símbolo do rei da Montanha, e vencido a nona etapa sob chuva e com uma sinalética deveras conhecida no futebol ao atravessar a linha de meta. Outro herói!

Acabou hoje o Giro.

Ora após a triste queda na classificação de João Almeida, de primeiro para quinto, após a etapa onde o Stelvio não se deixou derreter pelo coração luso, talvez se pensasse que um quinto lugar seria uma fabulosa classificação do atleta de A-dos-Francos. Ainda por cima no ano de estreia numa prova de três semanas...

Todavia hoje João mostrou aos mais cépticos de que fibra é feito e no contra-relógio galgou mais um lugar na classificação terminando a etapa e o Giro num honrosíssimo quarto lugar, à frente de ciclistas com Peter Sagan ou Nibali, ciclistas de créditos firmados e que dispensam apresentações. 

Agora cabe às equipas destes dois atletas decidirem o que irão fazer, num futuro próximo ou mais distante, com este património atlético. Quanto a nós portugueses será também a hora de publicamente agradecermos o empenho, a coragem e a garra que estes dois lusos atletas mostraram nas estradas italianas (senhor Presidente da República olhe que não é só de futebol que vivem os portugueses!!!).

Obrigado campeões!

Grande João!

A etapa de hoje do Giro italiano seria aquela que iria mostrar de que fibra é feito o nosso ciclista português. Uma etapa muito dura com prémios de montanha de segunda categoria acabando a etapa numa de primeira categoria. De cortar a respiração...

As coisas, a determinada altura, pareciam até nem correr mal para o atleta da A-dos-Francos. Só que nos últimos quilómetros o ciclista que persegue João Almeida na classificação geral do Giro arrancou e foi ganhando segundos.

Senti que João Almeida que ficara sózinho não conseguiria aguentar o "jersey" rosa vestido no final da etapa. Todavia, o ciclista não esmoreceu e chegando em quarto lugar aguentou-se de rosa. Com uma redução substancial de segundos de vantagem, mas amanhã é dia de descanso e entretanto muita coisa pode acontecer.

Mesmo que não ganhe a Volta à Itália, João Almeida mostrou hoje ser um enormíssimo atleta com o qual os outros ciclistas têm de começar a contar e a temer para o futuro.

Grande João!

Mais que Giro(s)... valentes!

Tenho assistido à Volta à Itália em bicicleta mais conhecida como Giro.

Este ano com boas razões para os portugueses já que a camisola Rosa, símbolo do primeiro lugar, é pertença de João Almeida. Desde a 3ª etapa... É obra.

Entretanto um outro português veste a camisola azul, símbolo do Prémio da Montanha após uma vitória numa etapa deveras chuvosa.

Mas tudo isto que escrevi é do conhecimento público. Todavia o que desejo aqui realçar é a forma fantástica como ambos os atletas têm conseguido, dia após dia, ultrapassar as inúmeras vicissitudes que o Giro vem apresentando. Muita chuva, frio, calor, subidas incríveis... um ror de desafios!

Ainda por cima hoje o João Almeida quase ganhava a etapa ou como diziam no canal de desporto Eurosport: é raro ver-se um camisola rosa a bater-se ao sprint pela vitória numa etapa.

Entretanto amanhã há contra relógio, especialidade muito do agrado do atleta português que lidera o Giro, o que equivale dizer que o jovem da vila de A-dos-Francos pode ganhar margem suficiente para a derradeira semana.

Estou a torcer pelo João e pelo Ruben se bem que ambos estejam em equipas diferentes.

Estes lusos ciclistas são uns valentes em terras transalpinas.

Quem diria?

Um Tour das... Arábias

No final da etapa de ontem do Tour de France pouco se especulava sobre o vencedor da Volta à França. Entre primeiro e segundo havia uma diferença de perto de um minuto que muitos acharam assaz suficiente para Roglic continuar de amarelo até Paris.

Todavia faltava ainda uma etapa, para além da etapa de consagração reservada para amanhã. Um contra-relógio de pouco mais de 36 quilómetros, mas com uma chegada em subida.

Os atletas foram saindo, um a um, até que partiu o esloveno Tadej Pogacar da UAE Teams Emirates, segundo classificado da geral individual, a 57 segundos do compatriota de amarelo vestido, sendo este o último a partir dois minutos depois.

Foi um final épico. A cada pedalada de Pogacar a distância entre ambos diminuia a olhos vistos e depois cresceu quando já tinha eliminado a diferença temporal. Um exemplo de tenacidade, esforço e espirito de sacrifício.

O atleta esloveno ainda de amarelo bem que tentou diminuir a vantagem do seu compatriota, mas tal foi impossível. E quando chegou à meta tinha perto de dois minutos de atraso em relação ao melhor tempo feito por Pogacar.

Mais uma vez fica provado que as vitórias só são efectivas quando tudo acaba e não há nunca vencedores antecipados.

Uma etapa que ficará na história deste Tour e na história do ciclismo mundial.

Curiosidades do Tour 2020!

Desde que o Tour de France 2020 iniciou que sou um atento seguidor desta prova rainha do ciclismo mundial. Não que entenda muito dos jogos do arranca ou fica como referem alguns comentadores sabedores ou dos jogos de equipa, mas gosto de ver aquele esforço dos atletas seja a subir íngremes montanhas ou a descê-las em velocidade vertiginosa ou aquela centena de metros onde um conjunto de ciclistas quase de desfazem em sprints loucos para ser o primeiro a chegar.

Depois a reportagem que acompanha este Tour, nomeadamente o helicóptero é fantástica dando-nos uma imagem de uma França que não temos quando viajamos por estrada.

Não há castelo, lago, igreja, rio ou barragem que não seja referenciada pela reportagem aérea. Todavia as imagens de terra especialmente dos atletas e das suas bravatas feitas motos-reportagem são momentos, outrossim, inesquecíveis.

Vamos então às curiosidades:

- a primeira prende-se com o público que sempre de máscara vão aplaudindo e incentivando os atletas corredores. Não obstante a pandemia o povo gaulês não quis deixar em mãos alheias aqueles propósitos;

- a segunda curiosidade está inteiramente ligada a Portugal, pois durante cada etapa vejo sempre uma ou mais bandeiras portuguesas. E seja lá onde for... elas estão lá;

- a curiosidade terceira tem a ver com os terrenos agrícolas que nos é dado observar de forma aérea e que se apresentam todos cultivados, ou dito de outra forma, raros são os campos que estão abandonados.

Vamos entrar na última semana do Tour. Independentemente de quem ganhar seria bom que ninguém, especialmente em Portugal, esquecesse Joaquim Agostinho que foi alguns anos um dos heróis desta prova velocipédica!

Belos momentos!

Quando pratiquei desporto, convicto de que seria um grande corredor, aprendi, entre muitas outras coisas, que para se ser um atleta de excepção é necessário ter queda, jeito, seja o que for mas acima de tudo uma filosofia de vida totalmente dedicada ao que se faz, apresentando para isso um enormíssimo espírito de sacrifício.

Lembro-me quando corria que por diversas vezes a meio duma prova dava por mim a pensar e a perguntar: o que estou aqui a fazer?

No entanto no momento seguinte mudava logo de ideias e deste modo nunca desisti. Mesmo que ficasse em último.

São neste momento pouco mais das onze da noite e aproveito para ir deitando o rabo do olho para a TV (que raramente ligo) mas que por esta altura do ano me prende a ela, qual amante.

Tudo por causa da Volta à França em bicicleta. A prova rainha do ciclismo mundial, que já ultrapassou as 100 edições. Durante cerca de 20 dias e mais de três mil quilómetros centenas de homens, montados num veículo cada vez mais leve, elevam aos píncaros a palavra desporto.
Um desporto gratuito com milhares e milhares de apoiantes e espectadores, que nas estradas gaulesas (e não só) vão também de forma incógnita fazendo a festa.

Momentos altos e exemplares de como o desporto ainda é uma escola de virtudes!

 

Tour de France

Inicioou-se já hoje em Yorshire na Inglaaterra, o 101º Tour de France, a volta raínha de toda a época do ciclismo internacional.

 

Porém desta vez há uma atenção especial nesta prova, tendo em conta que o ciclista Rui Costa é o actual chefe-de-fila da equipa Lampre-Merida.

 

Uma grande responsabilidade para o atleta português.

 

Um digno e genuíno sucessor do malogrado Joaquim Agostinho.

 

Assim, só posso desejar: boa sorte Rui!

 

 

 

Cem “Tour de France”!

 

Iniciou-se no passado sábado uma das mais emblemáticas provas desportivas do Mundo: a Volta à França.

 

Este ano na sua bem idosa centésima edição.

 

Envolta em brutal polémica, especialmente devido às declarações de Lance Armstrong e da impossibilidade de se vencer o “Tour” sem recurso ao dopping, esta prova é, ainda assim, um exemplo do esforço, da coragem e acima de tudo do espírito de sacrifício de um atleta.

 

Desta prova lembro-me com alguma saudade dos duelos entre o belga Eddy Merckx e Luis Ocaña, que nos anos 70 davam cor e brilho àquela competição. E de Joaquim Agostinho e da sua chegada aos Alpes D’Huez. E de tantos outros enormes ciclistas que evoluíram nas estradas gaulesas para alegria de milhares de apaixonados do ciclismo.

 

Todos os anos nesta prova, ascendem ao lugar de vedetas novos corredores, mas nenhum deles apresenta a excelência dos antigos atletas, que com máquinas muito mais pesadas, subiam e desciam os íngremes Alpes ou os Pirinéus com garra e carregados de coragem.

 

Todavia, e independentemente das facilidades colocadas hoje ao dispor dos ciclistas, o “Tour de France” é ainda assim uma prova profundamente dura e carregada de surpresas onde a tenacidade, o esforço, a alegria da vitória ou a tristeza de uma derrota ainda têm imenso valor humano.

 

Um exemplo para muitos atletas nomedamente do futebol, principescamente pagos!

O caso Lance Armstrong

 

Ao que parece Lance Armstrong assumiu publicamente ter-se dopado na volta à França. E se assim foi há já quem diga que o ciclista americano terá de devolver grande parte dos prémios recebidos pelas suas vitórias.

 

Não quero obviamente branquear a atitude do atleta. Muito menos ilibar as suas acções. Porém há neste imbróglio algo que me deixou a pensar e que tem a ver com os dividendos publicitários que as empresas que o apoiaram obtiveram das suas vitórias.

 

Se pensarmos bem a USPostal e outros patrocinadores, ganharam notoriedade muito à custa deste ciclista. Foram anos a fio a aparecerem nas primeiras páginas dos jornais, televisões, redes sociais, sempre colados à imagem deste ciclista. Com evidentes proveitos.

 

Poder-se-á ainda assim afirmar que, com estas novas declarações, o capital publicitário ganho por aquelas empresas nessa altura, pode ser agora colocado em causa. Porém creio que isso não acontecerá, pois os patrocinadores poderão sempre alegar (e com inteira razão) total desconhecimento, das atitudes ilícitas do atleta.

 

O desporto é neste contexto uma indústria muito poderosa. Pronta (em demasia!) a elevar e a criar fenómenos…

 

Mas também a eliminá-los… rapidamente.

 

Conforme os interesses.

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