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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Belos momentos!

Quando pratiquei desporto, convicto de que seria um grande corredor, aprendi, entre muitas outras coisas, que para se ser um atleta de excepção é necessário ter queda, jeito, seja o que for mas acima de tudo uma filosofia de vida totalmente dedicada ao que se faz, apresentando para isso um enormíssimo espírito de sacrifício.

Lembro-me quando corria que por diversas vezes a meio duma prova dava por mim a pensar e a perguntar: o que estou aqui a fazer?

No entanto no momento seguinte mudava logo de ideias e deste modo nunca desisti. Mesmo que ficasse em último.

São neste momento pouco mais das onze da noite e aproveito para ir deitando o rabo do olho para a TV (que raramente ligo) mas que por esta altura do ano me prende a ela, qual amante.

Tudo por causa da Volta à França em bicicleta. A prova rainha do ciclismo mundial, que já ultrapassou as 100 edições. Durante cerca de 20 dias e mais de três mil quilómetros centenas de homens, montados num veículo cada vez mais leve, elevam aos píncaros a palavra desporto.
Um desporto gratuito com milhares e milhares de apoiantes e espectadores, que nas estradas gaulesas (e não só) vão também de forma incógnita fazendo a festa.

Momentos altos e exemplares de como o desporto ainda é uma escola de virtudes!

 

Tour de France

Inicioou-se já hoje em Yorshire na Inglaaterra, o 101º Tour de France, a volta raínha de toda a época do ciclismo internacional.

 

Porém desta vez há uma atenção especial nesta prova, tendo em conta que o ciclista Rui Costa é o actual chefe-de-fila da equipa Lampre-Merida.

 

Uma grande responsabilidade para o atleta português.

 

Um digno e genuíno sucessor do malogrado Joaquim Agostinho.

 

Assim, só posso desejar: boa sorte Rui!

 

 

 

Cem “Tour de France”!

 

Iniciou-se no passado sábado uma das mais emblemáticas provas desportivas do Mundo: a Volta à França.

 

Este ano na sua bem idosa centésima edição.

 

Envolta em brutal polémica, especialmente devido às declarações de Lance Armstrong e da impossibilidade de se vencer o “Tour” sem recurso ao dopping, esta prova é, ainda assim, um exemplo do esforço, da coragem e acima de tudo do espírito de sacrifício de um atleta.

 

Desta prova lembro-me com alguma saudade dos duelos entre o belga Eddy Merckx e Luis Ocaña, que nos anos 70 davam cor e brilho àquela competição. E de Joaquim Agostinho e da sua chegada aos Alpes D’Huez. E de tantos outros enormes ciclistas que evoluíram nas estradas gaulesas para alegria de milhares de apaixonados do ciclismo.

 

Todos os anos nesta prova, ascendem ao lugar de vedetas novos corredores, mas nenhum deles apresenta a excelência dos antigos atletas, que com máquinas muito mais pesadas, subiam e desciam os íngremes Alpes ou os Pirinéus com garra e carregados de coragem.

 

Todavia, e independentemente das facilidades colocadas hoje ao dispor dos ciclistas, o “Tour de France” é ainda assim uma prova profundamente dura e carregada de surpresas onde a tenacidade, o esforço, a alegria da vitória ou a tristeza de uma derrota ainda têm imenso valor humano.

 

Um exemplo para muitos atletas nomedamente do futebol, principescamente pagos!

O caso Lance Armstrong

 

Ao que parece Lance Armstrong assumiu publicamente ter-se dopado na volta à França. E se assim foi há já quem diga que o ciclista americano terá de devolver grande parte dos prémios recebidos pelas suas vitórias.

 

Não quero obviamente branquear a atitude do atleta. Muito menos ilibar as suas acções. Porém há neste imbróglio algo que me deixou a pensar e que tem a ver com os dividendos publicitários que as empresas que o apoiaram obtiveram das suas vitórias.

 

Se pensarmos bem a USPostal e outros patrocinadores, ganharam notoriedade muito à custa deste ciclista. Foram anos a fio a aparecerem nas primeiras páginas dos jornais, televisões, redes sociais, sempre colados à imagem deste ciclista. Com evidentes proveitos.

 

Poder-se-á ainda assim afirmar que, com estas novas declarações, o capital publicitário ganho por aquelas empresas nessa altura, pode ser agora colocado em causa. Porém creio que isso não acontecerá, pois os patrocinadores poderão sempre alegar (e com inteira razão) total desconhecimento, das atitudes ilícitas do atleta.

 

O desporto é neste contexto uma indústria muito poderosa. Pronta (em demasia!) a elevar e a criar fenómenos…

 

Mas também a eliminá-los… rapidamente.

 

Conforme os interesses.

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