Por aqui alguma chuva (mais ontem) e as terras a principiarem a ficar ensopadas desta água que é filha e enteada de muitas depressões.
Ao mesmo tempo as plantas parecem renascer após um Estio rigoroso de tão quente.
Nesta fotografia pode-se observar os pinheiros que lutam pelo seu lugar ao Sol entre os grandes e dois pequenos sobreiros que desejam arduamente acompanhar os pinheiros no seu crescimento.
Pode parecer uma coisa corriqueira sem qualquer interesse. Só que daqui a uns anos os agora ínfimos sobreiros quererão estar à altura dos seus companheiros de infância.
A Natureza é perfeita e sabe o que cada uma das plantas ou animais necessita.
Muuuuuuuuuuuuuuuito melhor que o ser humano sempre tão carregado de dúvidas.
Fico "piurso" quando leio algures por aí que nos próximos dias vamos ter um tempo seco e muito agradável.
O problema não serão as previsões atmosféricas, mas a maneira como se comunica esta informação de tempo quente tendo em conta que estamos em Outubro e em pleno Outono. A julgar pelo que escrevem parece que voltámos ao início do Verão.
Entendo que as pessoas em geral prefiram o tempo quente, sem chuva, mais apetecível à rua, à chuva ou o frio. Mas olvidam aquelas, certamente, que a chuva é assaz necessária e que jamais ficará lá em cima nos céus anilados. Quando menos se esperar a pluviosidade virá de repente com demasiada força e a fazer muitos mais estragos se viesse de mansinho e espaçada no tempo.
Recordo que no ano da (des)graça de 2017, precisamente no dia 15 de Outubro, morreram cerca de meia centena de pessoas devido a incêndios devastadores.
O ambiente está muuuuuuuuuuuuuuito diferente. E cada ano noto, com alguma tristeza, que está pior, muito pior. Mas claro... o que convém mesmo são pés na água salgada e fundilhos na esplanada.
Um vento para sacudir a poeira dos telhados, uma chuvinha medricas para sujar em vez de lavar e todos os receios de um intenpérie infunbdados.
O dia por aqui esteve meuiio triste, com um ventito a soprar moderado mas suficiente para arrefecer o pessoal. A chuva que dizem ter caído mal molhou a terra... por cima. Sei do que falo pois hoje fui plantar mais umas couves e se à superfície a terra parecia molhada assim que feri a dita com a minha enxada logo percebi que chovera pouco, já que a terra estava completamente seca e muito rija.
Os metereologistas, coitados, dão apenas previsões... as pessoas, na maioria, julgam que os dados lançados serão os correctos. E depois é este engano...
Posto isto espero que chova mais um bocadinho até ao próximo fim de semana já que a chuva ajuda a azeitona a engrossar e a amadurecer!
Ontem pela tarde enquanto o meu neto mais novo cirandava livremente pela sala aproximei-me da janela e deparei com um por de sol muito luminoso.
Logo ali ocorreu-me tirar uma foto, mas desta vez não utilizei o telemóvel mas uma das minhas máquinas fotográficas. O problema é que o equipamento estava guardado e enquanto o recolhi o Sol desceu mais um pouco retirando a beleza á foto.
Um por-de-sol pode ser uma metáfora de vida e por isso conseguir vê-lo é um previlégio, mesmo que não seja numa praia paradisíaca ou no campo liberto, mas sim na urbe sempre tão activa e cosmopolita.
Finalmente sempre ouvi dizer que quando o dia acaba assim luminoso o dia seguinte acorda também com Sol. Já percebi que não passa de sabedoria popular... pouco comprovada.
Lá fora a chuva cai insistente sacudida por um Eolo tonto e aborrecido.
Dizem que é a Hermínia, uma depressão com não sei quantos outros nomes pomposos que os especialistas adoram epitetar. Para mim é uma noite normal de Inverno, como tem de ser. É tempo dele!
Antigamente não havia avisos. Nem verdes, amarelos, laranjas ou vermelhos, mas as pessoas tinham normalmente bom senso para não se ausentarem nem irem para a beira do mar.
Mas actualmente o que conta é fotografar, filmar e enviar tudo para uma qualquer rede social para ter 999 gostos, 1111 visualizações, 666 comentários e uma conta choruda no hospital para pagar porque foi colhido por uma onda.
Uso este humor parvo para falar de coisas sérias. Muito sérias mesmo.
As entidades anunciam perigo junto à costa devido à ondulação costeira e o que a malta da cidade faz é ir dar fé do que se está a passar em vez de se cuidar e ficar em casa! Depois levam com um banho, trambolham na estrada para mais tarde darem entrada num hospital por causa da sua própria parvoíce. E já nem falo dos que morrem!
Finalmente e quando questionados à posteriori dizem que tiveram azar, olvidando os avisos emitidos.
É assim o triste e actual português: quanto mais me avisas mais eu quero fazer asneira!
Estava prevista para o dia de hoje alguma chuva. Mas mais para a tarde. Assim e de modo a aproveitar o dia cheguei ao olival pouco depois das sete da manhã.
Um céu plumbeo mantendo a ameaça permanente de chuva. Porém nada aconteceu em termos de pluviosidade a não ser muitas oliveiras a sujeitarem-se às vribações da minha varejadora mecânica.
Ainda não era meio-dia e a minha carrinha apresentava já este aspecto... pujante!
Entretanto às duas horas da tarde tinha uma entrega em casa e regressei para isso e ao mesmo tempo almoçar.
Mas antes deixei tudo preparado para o dia seguinte.
Percebi que irá chover... Espero sinceramente que os panos estendidos com tanto cuidado não voem durante a noite.
A foto infra mostra um dos meus colaboradores (o meu filho mais novo!!!) a apanhar azeitona com máquina varejadora enquanto chovia.
A verdade é que se não teimarmos na azeitona esta acaba por cair e ninguém se verga a apanha um bago do chão.
Já foi entregue ao lagar a apanha de ontem: 644 quilos de azeitona. Nem imagino quanto dará de azeite, mas como diria o meu avô paterno, lagareiro muuuuuuuuuuitos anos: a oliveira dá a azeitona e o lagareiro o azeite.
Principiei hoje a apanha da azeitona! Uma luta anual com duas fases e que melevam da cidade para o campo.
Mas como SEMPRE, sempre que venho à azeitona... chove! E este ano não foi excepção.
Um dia duro, cansativo mas pelo menos bem produtivo. Não imagino quantos quilos se apanhou, mas as mantadas da chão espalhavam-se sob cada oliveira colhida.
Ao meio dia a tarde levantou e fez-se um bom trabalho. Obviamente com a ajuda de gente muito especializada: os meus filhos!
Estava-se no auge do Verão quando principiei as culturas de Inverno. Não obstante ser Estio as temperaturas não estavam por aqui realce-se muito elevadas e assim arrisquei a minha primeira plantação de couves Penca de Chaves (as especiais para a Ceia de Natal).
Como se pode ver na fotografia infra as primeiras duas dúzias de pés foram dispostas a 24 de Agosto, jamais imaginando que Setembro trouxesse calor e mais calor!
Muita rega, mas como a água da torneira é assaz diferente da água que cai do céu as couves pegaram é certo (perdeu-se apenas uma!) mas cresceram devagar... Tão devagar que quase duvidada de mim mesmo quanto à rega.
Decorreu Setembro e entrámos finalmente na estação de Outono. Uma estação que gosto muito especialmente pelas cores castanhas e alaranjadas próprias desta época.
Felizmente com a novel estação chegou também um pouco de chuva. Nada de muito forte mas ainda assim suficiente para ir borrifando as couvitas.
Um mês depois das primeiras plantei mais uma mão delas como referi neste postal.
Entretanto por aqui a chuva tem caído lentamente como se não quisesse magoar as minhas couves. Mas verdade seja dita é que nos últimas dias as primeiras deram um pulo no seu desenvolvimento. De tal forma que a lagarta já principiou a atacar. Mas neste momento estáo assim.
Não tarda nada estou a ferra-lhes o dente. Ai estou estou!