Por volta do meio dia e à sombra de um chapéu, resguardando-me deste inclemente Sol que por estes dias tudo torra e queima, fechei a leitura de “Tudo é Tabu” o mais recente livro do jornalista, escritor, bloguer e meu amigo de longuíssima data, Pedro Correia.
O livro com a chancela da editora Guerra e Paz é um enormíssimo trabalho de investigação sobre as mais recentes formas de censura que se espalham por este Mundo sempre tão desejoso de (estúpidas) quezílias.
Cem casos de como grupos minoritários conseguem, através das mais ínvias e estúpidas formas, censurar livros, filmes, telas, esculturas, peças de teatro e muito mais, atirando também os seus autores para as catacumbas do esquecimento.
Cem murros no estômago da liberdade que tanto e a tantos custou a ser adquirida.
Cem lamentos para uma sociedade onde o que importa é somente o “faz-de-conta” pois a realidade passada e presente não deve ser tida em consideração.
Cem gritos de horror perante a subserviência de muitas instituições às imbecis redes sociais e ao medo das consequências que estas possam infligir nas suas vidas.
Cem maneiras de se tentar reescrever a história do Mundo.
Vivemos tempos estranhos, momentos atípicos, vidas confusas recheadas de “térmitas bem-pensantes”. Há quem chame de "wookismo"...
Pedro Correia com a assertividade que lhe é (sempre foi!) peculiar, dá luz a esta nova fórmula de se censurarem ideias, pensamentos, palavras, artes tudo em nome de uma matriz de sociedade em que ninguém pode proferir uma opinião sem correr o risco de se meter em graves sarilhos.
Arrisco mesmo a dizer que “Tudo é Tabu” estará um destes dias a encabeçar uma longuíssima lista de obras que deverão seguir directamente para a pira, “cem” passarem pela casa de partida!
Não, não venho perorar sobre o conflito celestial que opõem os Anjos e Joana Marques. Sei do que se trata, mas não vi nenhum vídeo e portanto longe de opinar a favor ou contra qualquer uma das partes.
Gosto de humor daquele bem feito, inteligente e sem uma necessidade evidente de brejeirice ordinária. Por exemplo o humor apresentado pelos “Gato Fedorento” são exemplo deste meu pensamento, se bem que RAP tenha, com a sua actividade a solo, perdido algum fulgor e assertividade.
Só que o humor é uma arma perigosa… especialmente para quem a usa como forma de fazer sorrir os outros. O problema é que nem todos têm sensibilidade e poder de encaixe para aguentarem as criticas vindas através do humor. Vai daí a melhor maneira de contornar essa incapacidade é impedir que os humoristas façam com competência o seu trabalho.
Trago aqui o caso com três humoristas - um português, um angolano e um brasileiro - que foram, muito recentemente, proibidos de entrarem em Moçambique onde deveriam ter actuado. Como se sabe nestas coisas cada uma das partes desculpa-se com razões diferentes perante o sucedido, mas desconfio que tudo não passou de uma espécie de censura por parte do Governo moçambicano, depois de um dos actores ter publicamente afirmado o apoio a uma determinada figura política moçambicana.
Digam o que disserem os ataques frontais à liberdade de expressão continuam a ocorrer e cada vez com mais frequência.
Dizem que em Portugal se vive em liberdade. Mas sinceramente esta parece-me cada vez mais com aquela promoção de uma grande superfície, pois está sempre com desconto, mas nunca se encontra.
Dito isto a liberdade de ter opinião não deveria ser apanágio de uns iluminados que se perpetuam pelas televisões e jornais debitando chavões incongruentes e sem lucidez. Todavia o pior não são os comentadores sejam eles bons ou maus, mas os responsáveis directos pelos programas. Talvez por isso o Professor Medina Carreira nunca teve direito a horário nobre.
Ora bem... um amigo meu escreveu um texto de opinião para ser publicado em determinado jornal como já haviam sido outros textos, sempre bem aceites. A verdade é que este levou a chancela de... dispensável e assim o artigo de, repito, opinião ficou por publicar.
O texto está muito bem escrito e aponta para uma série de ideias assaz lúcidas e que são, mais ou menos, conhecidas do povo. O autor sentiu-se defraudado com a recusa e enviou-me o dito artigo de opinião no sentido de que eu lhe desse umaa opinião sincera. Li e reli não achando nada ofensivo para os visados, já que se trata de uma opinião e não mais que isso!
Com a devida autorização do autor segue infra o texto de opinião recusado!
HDT – os Herdeiros Disto Tudo
Houve um tempo ainda não distante em que Portugal era regido por um DDT – Dono Disto Tudo. Aquele a quem o cognome era atribuído nunca o assumiu, apesar de dele fazer largo uso prático. No entanto, o DDT foi apenas um caso particular dos generalizados Herdeiros Disto Tudo (HDT) nacionais. Se a sigla é diferente, e os segundos mais discretos e tolerados, não deixam de criar os mesmos problemas à nação.
A teoria reinante é a de que vivemos numa democracia moderna, com mérito e igualdade de oportunidades – ou no máximo com debilidades e margem para melhorias. Na prática, o cidadão comum sabe que a mobilidade social em Portugal funciona com a regularidade de um comboio da CP a que além das greves ainda se cortaram os cabos elétricos e se acionou o botão de alarme. O elevador social no nosso país é mais lenda do que realidade, mais aspiração do que prática. E, no entanto, continua a ser vendido como um facto indesmentível – um pouco como as promessas de investimento em saúde ou transportes públicos, que apesar de muito apregoadas, raramente deixam marca visível em quem deles poderia usufruir.
O caso da Spinumviva, que nos empurrou para eleições em maio, é exemplar. Não pelo sucesso ou insucesso da mesma, mas porque representa com clareza cristalina a herança como critério de gestão. A empresa em causa foi criada devido à rede de contactos do fundador e único trabalhador da empresa (à data), os seus préstimos empresariais, assim como à sua competência, conhecimentos, e especialização para “temas de alta tecnicidade”.
Quando já perspetivava a sua possível eleição como primeiro-ministro, o gestor deixa a empresa com mais clientes, com trabalho subcontratado a terceiros, com uma faturação nunca antes vista – em suma, com mais responsabilidade e uma complexidade significativamente maior - à mulher professora, educadora de infância de formação e aos filhos, estudante universitário e recém-licenciado de um curso não relacionado com os temas abordados pela empresa.
Além da já conhecida capacidade e flexibilidade dos gestores de topo nacionais para um dia trabalharem numa empresa pública, e no dia seguinte num regulador (relacionado ou não), e ainda em sequência numa empresa petrolífera/bancária/de energia, e depois num cargo ministerial - sempre com o mesmo nível de excelência - também a competência é hereditária, passada claramente nos genes e entre gerações, como a cor da pele e dos olhos, ou o formato do nariz.
Esta transferência de poder económico, como se fosse uma questão doméstica, ilustra bem o nosso bloqueio. Como nos bons velhos tempos da monarquia hereditária – e com a vantagem de que agora nem sequer se exige linhagem nobre ou provas dadas – basta o apelido.
O problema da hereditariedade é sistémico e vê-se por todo o lado. Há até quem se diga neto de sapateiro e a essa herança se cole, quando provavelmente acha que mules são jumentos.
O mundo académico, reduto da excelência intelectual, também desta tendência padece. Frequentemente e em alguns cursos, pela permanência de certos apelidos, é até difícil saber exatamente com quem se está a falar, sem o auxílio de uma árvore genológica. Caldo potente este, que somado à endogamia de muitas faculdades, gera as melhores e mais belas mentes pensantes e os influenciadores intelectuais nacionais. Claro que tudo isto é envolto numa linguagem de mérito, concursos públicos, júris independentes e outras ficções processuais de adormecimento coletivo. Afinal, quem melhor para ensinar do que o filho de quem já ensinava? O saber não ocupa lugar – mas saber, ocupa lugares.
Esta dinâmica coletiva, de que as elites beneficiam, impede que o talento floresça livremente, independentemente da origem social, da rede familiar ou do capital, e mina a ideia de que o esforço compensa.
Quando uma sociedade deixa de acreditar no mérito, começa a acreditar no cinismo. É por isso que o português comum desconfia de tudo: do político, do professor, do gestor, do jornalista. Porque viu demais. Porque conhece os filhos, os primos, os genros e os amigos do amigo. Porque sabe que a ascensão está reservada a quem já nasceu no andar de cima, por hereditariedade ou afinidade. E é também por isso que numa tarde de apagão elétrico se dirige a um supermercado para açambarcar, porque sabe que só pode confiar em si próprio.
A proliferação dos HDT não é apenas um fenómeno social; é também um cenário que alimenta a apatia nacional. Quem herda o poder, herda também a impunidade, o acesso, o estatuto, criando uma elite que não precisa de provar – apenas de manter-se à tona. Além de dinheiro e influência, é a perpetuação de uma cultura onde o privilégio é aceite como natural. Onde o lugar é garantido antes do concurso. Onde a entrevista de emprego é apenas uma formalidade.
Portugal é, neste aspeto, um país aristocrático sem títulos. Já não vivemos num tempo de duques nem barões, mas continuamos a ter o poder continuado, com presença simultânea na política, nas empresas e nas universidades. O cidadão comum que se atreva a aspirar a mais é convidado, subtilmente, a emigrar. E fá-lo – com competência e distinção – provando que o problema não está na falta de talento, mas na falta de espaço.
É verdade que em todas as sociedades existe alguma forma de continuidade geracional. Mas a diferença entre um país moderno e um país feudal está na abertura dos circuitos de poder. No acesso transparente. Na possibilidade de subir – e de cair – pelo mérito e pelas decisões próprias. Em Portugal, porém, o jogo parece viciado de origem. E isso é mais perigoso do que qualquer crise económica ou política, porque corrói por dentro a esperança e a confiança dos cidadãos nas regras do jogo, empurrando-os para a apatia ou a procura de soluções fáceis, imediatas ou disruptivas.
Ao jovem português médio, resta-lhe o Linkedin, dois mestrados, o Erasmus e um de vários estágios não remunerados. Ao filho certo, basta-lhe a assinatura no cartório para um lugar na direção da empresa. Mais do que nunca, a desmotivação e o desinteresse cívico são uma afirmação de posição. Porque o espanto é por ainda haver quem fique. E porque enquanto continuarmos entregues aos HDT, a nossa república será apenas isso: uma monarquia disfarçada de democracia.
Um pouco na ideia do que um dia Raul Solnado disse sobre o humor: é uma questão de cultura, venho agora também escrever sobre a minha ideia do que é o humor e essencialmente para que serve.
Gosto de rir. Tal como gosto de fazer rir. Não com palhaçadas à Jerry Lewis, por exemplo, mas de uma maneira mais evoluída ou dinâmica como era o humor de Benny Hill ou o de Rowan Atkinson no celebérrimo Mr. Bean!
Adoro a cultura popular e as suas máximas, mas "onde há muito riso há pouco ciso" será das poucas com a qual discordo frontalmente. Percebo que o verdadeiro humor pode ser uma enormissima arma de resistência. Assim foram, a título de exemplo e em Portugal, as sucessivas revistas que passaram pelo Parque Mayer e outros teatros onde a subtileza de alguns diálogos humorísticos conseguiam fugir à censura.
O humor sempre serviu, serve e servirá para criticar o momento, seja ele político, social, desportivo ou outro qualquer. E quem for nele referido deve ter capacidade de encaixe para superar a crítica. De outra forma arrisca-se a ser ainda mais maltratado.
Hoje há uma série de humoristas (a maioria deles nunca vi actuar|), mas que me aparecem em muitos vídeos que recebo no telemóvel, naquilo a que pomposamente chamam "stand up comedy". Alguns têm alguma graça, mas a maioria é demasiado ordinária e têm nessa javardice de linguagem os seus trunfos para o sucesso. De mim raramente terão um aplauso porque não é necessário usar de vernáculo para se fazer rir.
Recordo a este propósito a "Conversa da Treta" ou até o "Gato Fedorento" onde o humor era inteligente sem ser reles e de mau gosto. Ou até os primórdios de Herman José no seu "Tal Canal" de tão boa e grata memória!
Não sendo eu humorista, nem nunca seria capaz de o ser, também uso algumas vezes do humor para lançar aqui e ali uma farpa ou apenas para chamar a atenção para uma situação mais estranha. Mas dificilmente me verão a usar de uma linguagem "bukowskiana" para fazer uma piada. Só se o meu tino mudar muito...
Há que perceber que a piada é tanto melhor quanto menos evidente ela for! É necessário colocar as pessoas a pensar...
Li há tempos alguém assumir publicamente que o humor pode e deve brincar com tudo! Não assino esta ideia...
Já há muito que tento (não sei se tenho conseguido!!!) ter mais cuidado com o que aqui escrevo. Durante 48 anos, Portugal esteve amordaçado devido a uma política de calar quem se sentia no direito de protestar ou simplesmente dizer o que lhe ia na alma.
Dá-se o 25 de Abril em 1974 e desde esse dia cada um pode dizer o que sentia de forma livre e sem complexos. Foram anos assim... Bons anos, acrescento!
Depois e de uma forma quase camuflada foi-se cerceando a liberdade. As opiniões são muitas vezes focos de bravatas que não trazem nenhuma luz, unicamente dinheiro aos advogados e enchem os tribunais de acções.
A tal liberdade de expressão que se falava no pós-25 de Abril deixou de existir, já que cada um pode considerar que está a ser olimpicamente ofendido nos seus direitos constitucionais ou de cidadania.
Dito por outras palavras... é-me hoje vedado o direito de discordar! Pior... se ainda assim eu tiver a ousadia de publicamente falar de algo com o qual não concorde arrisco-mem como escrevi acima, a ser levado a tribunal para ser acusado de um crime qualquer, que sinceramente e em consciência nunca cometi.
Hoje a palavra está muito cara. Tão cara que muitos preferem nem a usar!
Resumindo... há uma nova e subtil espécie de censura, curiosamente num país que se diz democrático!
Claro que a classe política adora este estado de coisas... Corre muitíssimo menos riscos de ser criticada.
Saltou para a ribalta das notícias a polémica em redor das Aventura dos Cinco escritos pela britânica Enid Blyton. Ao que li aquelas aventuras escritas no séculos passado vão ser agora reescritos porque algumas pessoas sentiram-se ofendidas pelas personagens.
De uma forma encapotada e sob um tecto que não sei como se chamará, mas certamente não será liberdade, percebo que regressou a censura. Hoje cada vez mais há que ter muito cuidado com o que se escreve e acima de tudo como se redige um texto. Porque uma qualquer pessoa pode-se sentir ofendida com uma frase ou uma mera palavra que foi aplicada num determinado texto.
Vivemos tempos parvos, atípicos e idiotas! Somente porque uns "iluminados" consideram todas as palavras ofensivas.
Deixem-me agora acrescentar mais uma acha para esta fogueira: estou a ler um livro escrito por Eça de Queirós e que a determinada altura diz "um velho com quase sessenta anos"! Ora tendo eu já sessenta e quatro anos e não me sentindo velho terei o mesmo direito de outros em não me invectivarem ou, pelo menos de não me chamarem de velho, mesmo com esta idade. E portanto obrigar que Eça seja reescrito. Ou será que só alguns têm direitos?
Ainda não se lembraram de alterar os Lusíadas. Cheira-me que já estivemos mais longe!
Como posso viver a minha liberdade se não posso falar como sempre falei ou escrever como sempre o fiz?
Muitas vezes surge esta questão no meu espírito, assaz rebelde. Adormeço amiúde sobre esta problemática para acordar consciente que estamos a regredir em termos de liberdade. Especialmente verbal e escrita.
O que disser hoje pode ser altamente mal interpretado e ser até alvo de gravíssimas acusações pois alguém descobriu que no meio da minha inocente frase eu tentei atingir outrém.
Mais do que nunca o cuidado com o que dizemos ultrapassou a normalidade já que nem somos donos das nossas próprias palavras. Pensemos, mas não devemos proferir. Portanto uma censura camuflada de bons costumes...
Não imagino o que pensaria o malogrado Otelo Saraiva de Carvalho desta nova regra, mas certamente não terá sido para acabar neste exercício que aquele pensou e executou o 25 de Abril de 1974.
Andamos com a nossa liberdade ameaçada (e não é só devido à pandemia!!!), mas já ninguém se importa!
Nunca comprei o "Correio da Manhã" mas compro, sempre que posso, o jornal "Record". E foi com algum espanto que li hoje o editorial deste diário. Pelo que pude retirar daquele texto alguém cobrou um favor e lançou uma providência cautelar contra a empresa proprietária daqueles diários.
Pela primeira vez desde o 25 de Abril, um jornal encontra-se proíbido, através de uma sentença soez e mal concebida, de publicar notícias sobre determinada figura, cada vez menos pública e mais ditatorial.
Regressámos ao tempo do lápis azul! A censura que prevaleceu em Portugal durante 48 anos e que tanta gente (e bem!) condenou está de volta à sociedade portuguesa. Uma espécie de caixa de Pandora foi agora aberta com esta sentença.
Que mais se seguirá? Fechar blogues? Jornais, revistas? Censurar ideias, calar opiniões diferentes?
Como pode o ego de alguém superiorizar-se ao interesse comum de uma sociedade? Como aceita a justiça fazer estes "fretes" a alguém?
Tantas questões, todas elas sem resposta.
Já percebi que é esta esquerda intolerante e seguidista que irá governar Portugal.
Nota prévia: este texto não se refere a NINGUÈM da plataforma SAPO.
É ponto assente pela maioria dos portugueses, que vivemos em democracia desde o 25 de Abril de 74. Porque votamos, porque falamos, porque somos livres. Só que se esmiuçarmos bem, percebemos que há constantemente atentados às liberdades.
Por exemplo quem está no poder “gosta” de sentir que a televisão pública lhe é favorável. E mesmo noutros canais, distantes da esfera do Estado, há pressões. Lembrem-se do caso Marcelo no tempo do Governo de Santana Lopes, ou o exemplo de Manuela Moura Guedes no de José Sócrates, só para referir os que originaram alguns “engulhos” aos governos da época.
Só que no contexto da blogosfera há também censura. E da grande! Obviamente me dirão que um blogue é responsabilidade de certa pessoa e por isso tem o direito de decidir o que quer ver ou não publicado no seu espaço.
Pois tudo muito bem, só que isso pode indiciar uma forma de pré-censura. Vejamos um exemplo:
Alguém escreve uma notícia no seu próprio blogue que não corresponde minimamente à verdade. Nos comentários outrém ajuda à festa fazendo análises mais ou menos pejorativas ao tema da notícia. Todavia quando um comentador contrapõe com a verdade dos factos através de comentários, estes são pura e simplesmente suprimidos e jamais publicados.
Porque há gente que se acha senhor de toda a verdade. Porque se tomam como impolutos e incorruptíveis, acabam, no instante em que delimitam os comentários, por se tornarem piores que os mais horríveis ditadores.
Para os "iluminados" a liberdade só deve existir desde que todos alinhem pelo mesmo diapasão.