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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A família é o que mais importa!

Tenho uma família relativamente grande.

Da parte do meu pai havia 6 irmãos, mas um já faleceu, que originaram 16 primos direitos. Entretanto uma delas também já partiu vítima de um cancro galopante. 

Da parte da minha mãe são somente três filhos e quatro primos.

Tudo somado tenho neste momento 19 primos direitos e ainda 7 tios. Vivos... O mais novo tem mais de setenta anos e o mais velho já ultrapassou os 90.

Tudo isto para dizer que vamos estar todos juntos. Como há três anos aquando do casamento do meu filho mais velho. É que um dos filhos de um dos meus primos casa-se hoje.

Imagino que vai ser uma grande festa. O barulho vai ser enorme pois temos o (mau) hábito de falarmos muito alto. E de forma empolgada, como se uma qualquer revolução estivesse a acontecer.

Tenho a certeza que vai ser um dia fantástico.

Porque não há nada melhor na vida que a nossa própria família!

Alentejo em festa!

Hoje vai ser um dia de enorme festa no Alentejo.

Não interessa em que povoação é.

É no Alentejo. E está tudo dito.

Há uns meses, não muito distantes, o acontecimento de hoje seria impensável. Mas como a vida é repleta de "Deuscidências" (mesmo que alguns não acreditem nelas!!!) eis-me aqui a falar (leia-se escrever) sobre uma boda.

A minha amiga virtual Joana casa-se hoje!

Sim a Joana do Quiosque!

Aquela que queria ser um avião.

Que tem um Vasco.

Que adoptou uma Alice.

Que só come comida saudável.

Que atura o senhor Ludovino.

Que vai passar, a partir de hoje ao pôr do Sol, a ser uma mulher casada.

Desejo-lhe por isso as maiores felicidades. Do fundo deste velho e gasto coração. Que Deus ilumine sempre o seu caminho. E que seja sempre um pirilampo para alumiar o caminho de quem com ela calcorrerá os futuros trilhos da vida.

Gostaria de lhe escrever um texto melhor. Porque ela merece, porque amamos o mesmo clube, porque a amizade que lhe tenho justificaria tal desiderato.

Todavia... fico-me por estas parcas e pobres linhas.

A gente lê-se por aí!

 

(Des)uniões de facto!

A ideia de que há homens e mulheres destinados a… é uma estranha utopia dos nossos dias. Raros são as uniões que se mantêm por muitos anos. E vejo casais cada vez mais velhos a desfazerem casamentos de longa duração.

Um destes dias telefonei a um antigo colega que após alguns minutos declarou que se havia separado da esposa. Ela na cidade e ele na aldeia.

- Porquê só agora? – perguntei.

- Primeiro foram os filhos, depois os netos e agora cada um tem um sentido diferente para a vida.

Aceitei as razões e fiquei a matutar.

Realmente viver ao lado de alguém, como escreveu Carlos Tê, que não ouve a mesma canção é um esforço enorme. Para ambos!

No entanto o que estranho não é a juventude, que muda de par como quem muda de roupa, mas as pessoas mais velhas assumirem, ao fim de quase meio século de vida em conjunto, um erro que durou tanto tempo.

Por isso considero que a vida a dois é um caminho deveras sinuoso e que requer um enorme espírito de sacrifício de ambos.

Bodas de diamante!

Naquele dia 2 de Fevereiro numa igreja humilde de aldeia perante o padre Felicidade e um ror de família, uma jovem de 18 anos aceitou amar e respeitar um também jovem de 25 anos, militar em promissor início de carreira.

Nesse dia, creio que nenhum deles imaginou ou teve sequer consciência do que seria o seu futuro e até onde caminhariam juntos. Hoje estão naturalmente idosos, com as doenças próprias da idade, os esquecimentos devidos, mas a certeza de um longo passado. Com as tristezas e as alegrias correspondentes.

Vivem agora um dia de cada vez, sem grandes pressas, pois percebem que quem já muito andou, pouco terá para andar. A família continua a ser o grande lastro deste casal e com quem podem sempre contar, seja o filho, a nora ou os dois netos.

Finalmente e após anos na cidade regressaram, faz muito tempo, à aldeia que os viu nascer e onde casaram.

Neste mesmo dia de Fevereiro. Há 60 anos!

 

Mais de meio século casados!

Sei que já é tarde. O dia foi longo com muitos afazeres e por isso só agora assentei arraiais de forma a escrever.

E a verdade é que eu hoje deveria ter escrito algo de muito profundo e muito "meloso" tendo em consideração que os meus pais perfazem o fantástico número de 59 anos de casados.

Não estive com eles mas telefonei. Para eles foi suficiente. Também exigem pouco da vida (com a idade que têm, só pode!).

Contudo o que conta é que numa época em que tudo é muito efémero, sejam os objectos, os empregos ou as pessoas, encontrar gente que vive há mais de meio século junto... reconheço que é obra!

Para ambos continuo a pedir que vivam somente mais um dia de cada vez, porque tenho consciência que há-de chegar aquela altura em que um deles ficará só. É a lei natural da vida.

Espero que tenham passado um dia em paz!

À Mula... com carinho!

Também tenho direito!

Não são só as senhoras!

Ou há moralidade ou comem todos!

Eu também gosto da Mula.

Tem um humor refinado e parece ser boa rapariga.

Tão boa cachopa que até vai casar.

Não seria altura de lhe dizerem a verdade?

 

Agora um pouco mais a sério... pois que não tenho jeito nenhum para estas coisas. Mas também não queria ser o único da blogosfera sem dizer nada à moçoila. Então jovem segue este meu conselho:

- que só se zangue um de cada vez!

Desejo-te as maiores felicidades. O casamento não é uma "carta fechada" como soe dizer-se... mas um "coração escancarado"!

Finalmente num casamento o que mais custa são os primeiros vinte e cinco anos! Eu que o diga...

Um beijo deste teu leitor asssíduo!

A mulher que... o escolheu!

Conheci-a na praia. Creio que nas minhas costumadas férias, mas já não tenho a certeza...

Era sabido na família do namoro entre ambos. Não fiz nessa altura qualquer julgamento, deixando que o tempo me fosse dando sinais. E deu...

Há sete anos quando morreu o meu sogro esteve com a gente quase até ao fim, mostrando-se sempre disponível. Mais tarde aquando de outra boda foi célere a ajudar a noiva atrapalhada.

A partir daí passou a ser parte integrante da família, estando sempre presente nos jantares de aniversário que normalmente se organizam cá no burgo.

Há um ano decidiu partilhar cama e mesa com o meu filho. No passado Sábado passou a ser sua esposa.

Não tenho por hábito falar de outros (a não ser políticos!!!) mas creio ter chegado a hora de dizer (leia-se escrever!)umas breves palavras sobre a que é agora minha nora.

Para já deve ter uma paciência... para o marido, que é obra. Tenaz e sempre disponível, como já referi atrás, vai ter uma missão espinhosa pela vida fora: saber viver com o esposo.

Entreguei-lhe um homem... Espero que saiba retirar dele o melhor que ele tem e apaziguar o seu pior. E não parece ser tarefa de somenos.

Porque a vida de casado é como o mar profundo: de mar-chão, num segundo se passa para malagueiro.

Finalmente... sê bem vinda à família.

Valeu a pena!

Foram, meses, semanas, dias de grande azáfama. Tudo para se consumar numa festa no sábado passado.

Quatro dias depois é tempo de fazer um breve balanço: perceber se algo correu mal, se poderia ter corrido melhor ou simplesmente se estava tudo impecável.

Sinceramente houve coisas que me passaram ao lado. A determinada altura a brincadeira e o divertimento foi tanto que nem lembro do que se passou.

Mas por aquilo que fui recebendo, toda a gente gostou.

Algumas coisas foram preparadas mas houve outrossim genuídade. E isso foi o que realmente contou.

Estiveram na festa cem pessoas que de uma forma ou de outra divertiram-se e sentiram-se bem. Não estava ali só gente... mas pessoas!

Reconheço que perdi um pouco o controlo das coisas tal era a hecatombe de bons acontecimentos. Mas faz parte.

Ontem alguém me perguntava se eu estava feliz.

Bom a felicidade destes momentos é deveras complicada de definir... Pois bem, considero-me feliz se a grande maioria dos convidados não se esquecerem desta boda pelos melhores motivos. Aí sim estarei deveras feliz.

Quero finalmente aproveitar estas linhas para agradecer a todos quantos tiveram a amabilidade de aparecer no casamento do meu filho. É óbvio que sem vocês nada daquilo teria valor nem seria a mesma coisa.

Bem-hajam!

O dia seguinte!

Ontem já nem deu para vir aqui escrever qualquer coisa. Estava extremamente cansado e já com um "grãozito na asa" fruto da "Garrafa".

Deitei-me assim que cheguei a casa...

Mas a festa foi bonita. Emoção a rodos... que se arrojava pelo chão como de um manto se tratasse.

Família, muita família. E amigos também! E um caricaturista para desenhar os sorrisos. 

No final muita gente confessou-me que jamais havia presenciado um casamento assim...

As palavras, os gestos, as sensações tudo muito genuíno.

Como eu sou na vida real!

Mensagem breve!

Esta foi a mensagem lida na missa de hoje em que se consumou o matrimónio do meu jovem rapaz sob olhar de Deus e as palavras sempre sábias do Padre J.

É um texto muito curto, porém sentido e verdadeiro. Como não podia deixar de ser nesta ocasião.

 

"Caríssimos amigos,

Serei breve.

Em primeiro lugar quero agradecer a todos quantos aqui se encontram por testemunharem este virar de página.

Página esta, que vamos naturalmente acrescentar ao livro das nossas vidas. Um livro que não lemos, que não sentimos em nossas mãos, mas que todos os dias vamos escrevendo. Sem que o saibamos sequer!

Quando em 1987 nasceu o Miguel, naquele Domingo de Páscoa de primavera fresca, jamais imaginei que uma criança tão pequenina pudesse mudar tanto o meu mundo.

Não interessa se ele foi chorão, comilão, brincalhão ou outra coisa qualquer. O que realmente contou é que estava ali a minha continuação projectada no futuro.

Porque ter sido pai tem sido uma aventura e uma ventura.
Uma aventura porque lidar com uma criança que, durante três longuíssimos anos, não deixou ninguém dormir de noite… foi mesmo uma aventura. Tenebrosa…

Uma ventura porque o dom da vida é algo inesquecível, imperdível e é sem dúvida uma bênção!

O pai é ou deveria ser um bom exemplo para os seus filhos. Espero sinceramente ter sido esse exemplo, da mesma forma que tentei e ainda hoje tento seguir o exemplo que é ainda o meu pai.

No entanto esta será sempre a minha imensa dúvida. E haja o que houver, aconteça o que acontecer num futuro mais próximo ou mais longínquo, uma questão viverá para sempre comigo: poderia ter sido melhor pai do que aquilo que fui?

Nenhum de nós aqui presentes saberá dar uma resposta correcta à questão ora por mim formulada.

Mas crê-me, Miguel, que tudo o que fiz, de bom e de mau, foi por amor.

O amor de um pai!

Sê feliz com a Isabel que a partir de hoje também é um bocadinho minha!"

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