O melhor que me poderia ter acontecido nesta pandemia foi ter sido avô. A sério!
Escrevi neste postal o momento em que fiquei um par de horas com a minha neta pela primeira vez. Foi um sentimento de suprema alegria.
Entretanto desde Setembro que a menina passa o dia comigo. Ou melhor desde manhã até à tarde.
Devagar vamos dando conta da evolução da cachopa. A miúda é bonita (qual a criança que não o é???), esperta (qual a criança que não o é???), carinhosa e tem um ar muito reguila... Gosto disso.
Ao fim de uma mão cheia de meses com a minha neta tomei consciência de duas situações:
- A primeira, já o havia referido no outro postal, prende-se com a minha maior paciência;
- A segunda é que a miúda leva-me a fazer coisas impensáveis tais como brincar com bonecas, imaginem;
Depois os ritmos de vida cá em casa dependem exclusivamente dela. Mas sabe tãããããããããããaõ bem esta mudança.
Mesmo em dias de chuva e frio, a minha neta será sempre um Sol radioso!
Há aproximadamente um mês que passei a ser avô a (quase) tempo inteiro. Ou dito de outra forma todos os dias úteis, logo pela manhã, recebo nos braços a nova mulher da minha vida.
Após quase nove meses de licenças de maternidade, paternidade e férias foi o momento dos pais regressarem presencialmente ao trabalho. Daí esta minha ajuda...
Os meus dias dividem-se agora entre brincadeiras para bebés, dar de comer, mudar fralda ou simplesmente ajudá-la a adormecer.
Nunca fui pessoa onde o tempo abundasse tal era a quantidade de "burros" que tocava diariamente, como sói dizer-se. Deste modo para chegar a muito lado roubava horas ao sono. Porém agora o tempo parece escassear ainda mais. Sempre me imaginei a escrever serenamente longos textos durante a minha reforma. Mas tal não tem sido possível.
Tudo por uma causa maior que é alguém que entrou na minha vida sem pedir licença e ocupa já todo o espaço que havia livre no meu coração.
Finalmente a minha neta não é só uma linda e simpática criança, como é um anjo que vai iluminando o meu caminho.