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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Ainda falta muito?

Para as eleições presidênciais?

É que a campanha ainda nem principiou e eu já estou deveras cansado de tanta, mas tanta demagogia.

Olhemos o que fez o Professor Marcelo refém das suas promessas... Diria que nada. E se Portugal melhorou ou piorou durante os seus mandatos não foi a mãozinha marcelista que o fez. Nem bem nem mal. à moda do antigo remédio Melhoral.

Todos os candidatos falaram nos diversos debates numa ideia chamada "magistério de influência" como se este dado fosse algo com alguma pujança. Portanto um qualquer PR não concorda com uma específica situação, chama o PM para lhe comunicar que tem de resolver o problema e o chefe do governo vai certamente escudar-se na AR e na minoria que tem.

O resultado final será aquele que todos sabemos e tem acontecido desde que somos democracia: nada se muda nem mudará!

Recordam-se dos incêndios de Pedrogão em 2017? Pois... Tanta vontade, tantas iniciativas, até na altura caiu uma Ministra para, no fundo, no fundo tudo se manter no mesmíssimo estado.

Este é um exemplo breve do muito pouco fará um PR hoje e num futuro próximo. Ainda assim gostaria de acreditar nas boas intenções dos candidatos, mas sinceramente esta platitude eleitoral... aborrece-me!

A gente lê-se por aí!

Dos debates!

Os debates com os principais candidatos à Presidência da República sucedem-se a uma velocidade quase estonteante.

O A versus o B, o C contra o H, o D enfrenta o E e finalmente o F debate com o G. Tudo em prol de um eventual esclarecimento político.

Cada debate em seu canal e com diversos moderadores televisivos.

Ao fim destes dias, já longos e cansativos, ainda estou na dúvida entre José Alberto Carvalho, Carlos Daniel, Clara de Sousa ou Vitor Gonçalves.

Parecem-me bem melhores que alguns candidatos a Belém!

Os candidatos!

Cada dia que corre neste pobre país eis que surge mais um candidato a Belém!

Parece que o Palácio quase ribeirinho é assaz apelativo para muita gente. Enfim cada um dos candidatos que se coloca a votos é que entende as razões da sua decisão.

Equivale dizer que quantos mais candidatos houver maior será a dificuldade dos eleitores em escolherem alguém que os represente condignamente.

Posto isto prevejo um acto eleitoral deveras indefinido. Mas arrisco um prognóstico:

- vitória de Marques Mendes com António José Seguro em segundo.

Depois uma segunda volta com a esquerda e a direita a arregimentar os apoios possíveis, mas acredito que a vitória cairá para o lado do antigo líder socialista.

É certo que estamos ainda longe de Janeiro de 2026, todavia o surgimento de tantas figuras a pretenderem substituir Marcelo Rebelo de Sousa não augura nada de bom!

Porque há quem se candidate pelos melhores motivos e outros pelos piores.

Também posso?

Tenho a impressão que para as próximas eleições presidênciais irá ser necessário um boletim de voto um poucachinho maior que as outras vezes, tal é a lista de candidatos e proto-candidatos.

Para além do ex-Almirante e do ex-lider do PSD, temos o ex-secretário-geral do PS. Há um ex-deputado e um ex-Presidente da Assembleia da República. Demasiados ex-qualquer coisa para Belém.

Também já li que há um candidato ao lugar do Professor Marcelo oriundo de um PS do MInho (ainda não descobri do que será ex!). Falta ainda o candidato de Ventura, se não for ele próprio (parece o único a não ex-qualquer coisa).

E do Livre e da Mariana Mortágua se não derem apoio a alguns da lista supra. Ah e falta também a Joana Amaral Dias, que nestas coisas está sempre disposta a dar a cara.

Como já repararam são muitos os desejosos de ocupar o Palácio de Belém (ainda estou para perceber porque ocupa o Presidente da República um palacete com origem na Monarquia?).

Finalmente faltarei eu. E provavelmente o Tino de Rans!

Os meus (não) candidatos!

Desencadeou-se a verdadeira corrida a Belém!

O antigo lider do PSD Marques Mendes foi o primeiro a dar a cara numa candidatura para substituir o Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Todavia não me cheira que consiga tal desiderato não obstante ter mais ou menos seguido a cartilha do ainda PR. Falta-lhe um certo carisma. 

Temos agora o senhor Ex-Almirante que depois de ter gerido com competência o grave problema da pandemia do Covid-19, caiu em desgraça no caso do navio Mondego. Outro teria resolvido esta situação de uma forma mais justa e menos explosiva. Eu sei que os militares têm um regime disciplinar próprio, mas a segurança dos militares nunca deve ser colocada em causa.

Parece que António José Seguro se quer também chegar à frente empurrado, quiçá, pelo próprio aparelho do partido, já que neste momento o PS é uma manta de retalhos e sem uma figura senatorial para chamar a si os eleitores que nas últimas eleições abandonaram o barco socialista. Conseguirá o antigo líder socialista tamanha epopeia?

Entretanto o PCP apresentará um candidato próprio, provavelmente um ilustre desconhecido e não imagino qual será a opção de BE ou do LIvre.

Posto isto assumo que nesta altura do campeonato não estou pendente para nenhum dos candidatos ou proto-candidatos. Provavelmente saudaria o regresso de Maria de Belém. Sempre me pareceu uma mulher com mais fibra e competência que outros que andaram pelo palácio com o seu próprio nome.

Por este andar votarei em branco.

E só o farei porque o Frederico Varandas não entra nestas contas!

Protocandidatos a ficaram na história!

Percebo a tentação de alguns portugueses em se incluirem, de maneira permanente, na história deste país. Não falo de gente anónima - se bem que todos os anónimos portugueses farão parte da história lusa - mas de pessoas bem conhecidas da nossa sociedade que desde há uns tempos têm vindo a surgir como protocandidatos.

A maioria por iniciativa própria como é o exemplo de Marques Mendes ou António José Seguro, outros por iniciativa de eventuais apoiantes e amigos como é o caso do senhor Almirante Gouveia e Melo ou ainda de casos de figuras que são atiradas para o éter político a ver se pega. O caso mais conhecido foi da antiga Ministra da saúde, Doutora Leonor Beleza, que logo se apressou a negar. Pudera, acrescento eu... A antiga ministra é responsável por uma Fundação com provas dadas à sociedade especialmente através do Instituto Champalimaud e certamente nunca cairia nessa tentação. A verdadeira história portuguesa logo lhe fará justiça.

Sobra para além dos acima referidos Seguro e Mendes, Mário Centeno que parece também disposto a apresentar-se ao país como candidato a Belém.

Virão ainda os candidatos dos partidos mais radicais, tanto à esquerda como à direita. Mas destes quase de certeza não rezará a nossa história futura.

A contagem de espingardas para a próxima guerra eleitoral já deverá ter começado. Com as actuais figuras proeminentes diria que Seguro e Centeno não se deverão apresentar aos eleitores, já que o Almirante, se concorrer, terá a vitória quase assegurada.

Fica apenas a dúvida se Montenegro também apoiará o actual Chefe do Estada da Armada ou dará liberdade de voto ao eleitorado laranja. Uma coisa retira-se destes cenários_ o próximo Presidente da República será certamente menos afectuoso!

As (velhas) dúvidas socialistas!

As próximas eleições presidênciais poderão colocar em Belém um ex-militar. Depois de nesta república termos tido Spínola, Costa Gomes e Ramalho Eanes, o ainda Chefe do Estado-Maior da Armada prepara-se para largar as vestes de marujo e vestir as túnicas de político.

A minha primeira ideia sobre este Almirante reside na maneira como coordenou a vacinação no tempo da pandemia. Mostrou ser o homem certo para a altura e só temos de o louvar e agradecer por isso.

Só que ser Presidente da República é mito mais que ser Almirante ou General. É necessário estofo político, bom-senso e cuidados especiais no degutir de alguns sapos. Demasiados (que o diga Cavaco Silva)!

E neste último item o Almirante não me pareceu bem quando naquele discurso meio inflamado tratou de fazer um aviso público às suas hostes, nomeadamente as consideradas "Especiais". É sabido que se pode e deve elogiar em publico e criticar em privado. Mas o senhor Almirante não o fez e pode ter mostrado alguma irascibilidade, coisa que se pode ter mas nunca mostrar, especialmente em público.

Dito isto... o PS continua muito dividido. Como o fez noutros sufrágios para a mesma eleição, com as consequências que todos mais ou menos conhecemos. Agora vem António José Seguro também a mostrar-se ao partido nesta pré corrida para Belém. Diria mesmo que o PS tem uma dívida enorme para com Seguro, já que este aguentou a rota do partido na fase pós-socrática. Que se plasmaria, mais tarde, na já olvidada "geringonça"!

Portanto e para concluir diria que para o lado do Largo do Rato a confusão está instalada. Vejamos o que nos oferece os próximos episódios.

Aos seus lugares!

Estamos a um par de anos das eleições presidênciais e já há nomes (quase) certos.

Fala-se de Santos Silva ou Guterres por parte do PS, enquanto temos já perfilado Marques Mendes do lado do centro direita. Haverá obviamente outros de menor relevância como Santana Lopes ou Passos Coelho. Diria que este último estará muito longe de Belém até porque o povo ainda não esqueceu os anos de tróica... Mesmo que muitos analistas, alguns insuspeitos, assumam que Passos Coelho foi um homem de coragem, todavia repito o povo não esquece! Quanto a Santana Lopes creio ser apenas uma vontade antiga mas irrealizável!

Portanto de todos os que já li como protocandidatos o Dr. Marques Mendes será aquele que já está a fazer campanha.

Mais um político que aproveitou o tempo que a televisão lhe concedeu como comentador para entrar em casa de muitos espectadores.

No que concerne a presidênciais o PS tem dado alguns tiros no próprio pé na escolha de candidatos. Recordo que Santos Silva foi muitos anos o braço "armado" de José Sócrates. E se o povo não esquece PPC, também não esquecerá o actual Presidente da Assembleia da República e a sua ligação ao ex-PM. Portanto sobra António Guterres que tendo em conta o cargo que ainda exerce na ONU e a sua idade actual, 74 anos, não me parece o trunfo ideal para o PS.

Entretanto Luís Marques Mendes vai fazendo a sua parte! E pelo que me disseram... bem!

Vacinado!

Não... não é contra o viruszito chinês que estou vacinado. Até que isso aconteça ainda há que correr muito tempo.

Na verdade vacinei-me contra a política e os políticos. E a duas semanas das eleições presidenciais assumo aqui e agora que não irei votar em nenhum candidato.

Faço-o com a consciência de cidadão eleitor. Na realidade para quê votar se a vitória está garantida para o actual inquilino de Belém? Mais... para quê colocar-me a jeito a ser infectado, numa qualquer mesa de voto? Nahhh... nesta não me apanham!

Todavia o pior mesmo são os candidatos a concurso. São fracos, tristonhos e tendem a baixar o nível das suas propostas. Confesso que tentei ver à posteriori alguns debates entre candidatos, mas aquilo foi de tal pobreza franciscana que rapidamente percebi que, retirando o actual Presidente, todos estão a fazer figura de corpo presente, já que estão condenados ao fracasso.

Termino com uma preocupação vista à distância que é tentar perceber quem daqui a cinco anos estará na corrida por Belém já que o actual e próximo Presidente já não poderá ir a votos.

Ana Gomes: uma candidata sem papas na língua!

Hoje vi a entrevista que a candidata Ana Gomes deu à RTP1. Em tempos critiquei aqui a sua quixoteca vontade de chegar a Belém. Todavia achei que a entrevista lhe correu bem, ressalvando, quiçá, a questão Ru Pinto, da qual o entrevistador tentou não abrir mão.

Ana Gomes é obviamente uma mulher com mais...(ditos cujos!) que muitos homens. Não tem medo de nada e assume as suas posições sem rodeios. Gosto de gente assim!

Em meia hora, pouco foi o tempo para falar de assuntos deveras importantes, mas escutei o seu apoio à eutanásia, sem medos ou rodeios. Falou da TAP e da necessidade desta empresa ficar activa, por ser estratégica, mas com algum empobrecimento, falou da nossa lenta justiça e perante o caso da vacina da gripeque veio de França a explicação dada, convenceu-me.

Só que aos 27 minutos de entrevista o jornalista espalhou-se, quando tentou saber o que faria a candidata se ficasse atrás do candidato do Chega? Ana Gomes deu uma baile ao entrevistador não respondendo á questão pois que, para ela, era "peditório para o qual não daria".

"Touché" senhora candidata!

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