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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Fim de semana de fogo

Literalmente!

Aproveitei este fim de semana húmido mas pouco chuvoso para queimar alguns inertes da agricultura que sobraram da altura a azeitona.

A lenha estava tão seca que bastou uma breve igniçao para logo o fogo atear e arder toda a lenha em breves minutos. Só para mostrara a diferença para outros anos, o trabalho que fiz numa manhã, noutros anos demora horas a fazer.

Pior foi a aldeia que ficou cheia de cinza, tal foram as quantidades de fogueiras que fiz.

Mas tudo aconteceu na maior segurança e sem colocar nada em risco.

Assim mais um fim de semana trabalhoso e de fogo.

Bom tempo ou mau tempo?

Ontem o meu infante mais novo chamou-me a atenção para algo que já ouvira milhentas vezes na rádio e que se prende com o tempo metereológico..

Entendo que os citadinos sejam eles de Lisboa, do Porto ou de "Bracara Augusta" não apreciem de todo a chuva e queiram sempre o sol. O que provavelmente não percebem ou não entendem é que a chuva não é por si só um mal mas um bem. As terras agrícolas vivem essencialmente da água que advém das chuvas ou de regas devidamente preparadas.

Sem a devida água nada se cria, nada cresce... tudo mirra. Daí fazer sol nem sempre é sinónimo de bom tempo.

Assim quando os lisboetas vão ao supermercado e consideram a fruta ou os legumes muito caros, olvidam o trabalho e os gastos inerentes à produção. É verdade que este tipo de chuva, que cai espaçadamenote em torrentes quase diluvianas, não é a melhor. Mas enquanto não há outra aceitemos esta.

O meu cebolo agradece assim como os feijões semeados o fim de semana passado. A flor da laranjeira e da amexeeira é que não gostaram do granizo de ontem à noite.

O tempo bom neste momento tem de ser de água e não de sol... O frio, esse é que poderia ser evitado.

Mas ninguém manda na metereologia... E ainda bem!

Já sinto saudades...

... daqueles dias tenebrosos de chuva. Mas sem vento.

O nosso tempo metereológico está deveras diferente. Não chove vai para uns meses e cada vez mais se sente isso nos campos.

O gado trilha talos secos de algum restolho, quando já devia estar a comer erva suculenta.

A terra requer arado para as novas sementeiras mas com a seca não há charrua que penetre no chão duro.

É urgente que chova. Mas no tempo ninguém manda.

E ainda bem!

Água todo o ano

Quem, como eu, foi criado numa aldeia em que a água era um bem escasso e que advinha somente daquela que a chuva simpaticamente oferecia, dá muito mais valor a qualquer propriedade que tenha uma pinga de água, seja numa charca ou então numa qualquer fonte.

É o caso de uma propriedade na Beira Baixa onde a água corre o ano inteiro sem parar. E ontem num dia de grande calor, poder sentir a fresquidão desta água que sai do ventre da terra, foi um privilégio fantástico.

E o que mais me custa é abandonar este local, sabendo de antemão que a água irá correr para o ribeiro sem cessar e sem ninguém a possa aproveitar.

Um desperdício? Talvez não, porque a juzante do ribeiro há muita vida a necessitar também desta água!

 

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Ausência... justificada

Mais um fim de semana, mais uma saída para fora de Lisboa. Todavia desta vez trouxe justificação. Ontem a tarde estava branda, o Sol ainda aquecia mas já com menos vigor, o horizonte toldava-se naquela cor tão quente de fim de tarde.

Foi o momento ideal para espreitar com mais pormenor o que a Primavera já nos havia oferecido. No campo as flores tem outra cor, outra vida, outro cheiro. E assim seguem alguns exemplares da Primavera nos campos da minha aldeia.

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Entre rosmaninho, aroeira, carrascos ou espinheiros, encontrei outras tantas flores das quais nem imagino os nomes.

Longe da cidade, uma vez mais.

Novo fim de semana, mais uns dias a trabalhar no campo. Desta vez com (mais) um ajudante! O meu júnior em boa hora decidiu ir connosco para mais uma aventura. Cortar e queimar mato com mais de quarenta anos não é para todos. Uma alfaia mecânica manobrada por um especialista vai-nos ajudando nesta nossa saga. Ainda assim é duro.

Mas vale a pena... as paredes começam a surgir por detrás de cada carrasqueira ou silvado. E no meio algumas oliveiras que não viam luz faz muuuuuuito tempo.

SInto-me realmente muito cansado. A pujança da juventude já não é a mesma. Só a força de vontade ainda se mantém.

Amanhã é segunda-feira! Dia de descanso?

A cidade e as serras (versão breve) - IV

Hoje a mui amiga BB voltou, no seu esplendido blogue, a referir-se a um texto aqui publicado.

A minha permanente busca em prol de melhor qualidade de vida (não necessariamente quantidade) levou-me a escrever aquele "post" como de um desabafo se tratasse.

Na realidade as diferenças de vivência do campo e da cidade são diametralmente opostas. Mas chamo já a atenção, para a ideia errada de que habitar numa aldeia será sempre melhor que viver numa urbe. Se assim acham, esqueçam lá isso.

Como já referi noutras prosas, a minha estada no campo não corresponde unicamente às flores e às paisagens verdes ou amarelas que vou fotografando e guardando na memória informática ou mesmo pessoal. O trabalho da terra é duro e poucos gostam de o fazer (cada vez menos!). Mas eu gosto!

Na cidade o cinema chama-nos para aquele filme ou o teatro acena-nos com uma nova peça. Na aldeia o divertimento maior passa pela melancolia de um regato em vertiginosa correria pelo tempo..

Verde foi o meu nascimento e de luto me vesti, começava assim a velha adivinha que quase todos conheciam. Para dar luz ao mundo mil tormentos padeci terminava então a tal lenga-lenga que escondia nas palavras a azeitona e o azeite.

Tal como prevê esta velha brincadeira a vida no campo é repleta de mil tormentos e muitos lutos. E muito poucos verdes…

Desabafos!

Uma vez mais longe do bulício da cidade por uns dias.

 

A vida no campo tem outro gosto, outro sabor. E não só os enchidos ou as couves. É tudo!

 

Em primeiro lugar o ar! Até dói ao respirar este ambiente forte de pinho, terra molhada e diversas ervas.

 

A chuva aqui tem sabor a paz, serenidade!

 

O queijo sabe a queijo e não a plástico das enormes superfícies. A travia cozida e temperada com acúcar tem o gosto da vida campestre.

 

A primavera está a chegar. Nota-se nas cerejeiras já em flor e nas mimosas que alegram a encosta serrana.

 

Tudo isto é vida. Saudável, pura, benfazeja!

 

 

 

 

 

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