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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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"Mayxit" ou o efeito borboleta

Finalmente a PM britânica pediu a demissão. Não é que veja nesta saída a resolução de todos os problemas, mas parece ser muito importante para uma verdadeira definição para o futuro europeu em geral e do Reino Unido em particular.

Desde o início se percebeu que a Theresa May estaria na fotografia errada, já que sempre foi contra o Brexit. Desta forma sempre fez pouco sentido esta senhora estar à frente de uma negociação com a qual não concordava, mesmo tendo o aval de um referendo popular.

Escrevi por aqui e por diversas vezes que não acreditava no Brexit, que considerava um “bluff”, uma ideia estapafúrdia.

Só que na política num segundo tudo muda e creio que com esta já anunciada demissão da Primeira-Ministra Britânica, as negociações para uma saída do Reino Unido tenderão a tornar-se mais céleres.

Obviamente que tudo dependerá de quem for o sucessor de Theresa May. Ora se Boris Johnson conseguir liderar o Partido Conservador e o próximo governo (como muitos súbdtidos de Isabel II esperam!!!), provavelmente mais facilmente o Reino Unido se libertará da UE.

O problema verdadeiro é perceber que custos reais terá aquela saída na economia britânica, europeia e mundial.

Também aqui a “Teoria do Caos” e o "efeito borboleta" têm razão de ser.

Valeria a pena preocuparmo-nos com isto!

Epá… saiam de uma vez!

Esta estória do Brexit tem que se lhe diga e já cansa. A UE quer a saída definitiva da Inglaterra e está já a preparar-se para o abandono do país da Rainha Isabel II.

Só que os políticos britânicos estão a tentar a todo o custo adiar o Brexit ou como escrevi aqui a fazer o possível e o impossível para que aquele simplesmente não se realize.

Entretanto as sucessivas votações no parlamento inglês continuam sem que os deputados ingleses cheguem a um consenso e todos os dias vamos escutando novas propostas de adiamento do Brexit.

Os custos inerentes a esta estapafúrdia saída da Grã-Bretanha são tão elevados que neste momento não há ninguém que arrisque um resultado plausível para este desafio político, económico e até social.

O antigo PM inglês, James Cameron, é moralmente culpado destes impasses e falhas da negociação com a Europa. Essencialmente porque ao fazer um referendo que, erradamente julgou ganho e que depois como se viu perdeu, deixou nas mãos de um povo a decisão não só da manutenção da Inglaterra no Mercado Europeu como de outros países que pretendiam  manter-se neste clube de gente rica (p.e. Escócia). As coisas correram mal e nest momento estamos num impasse onde ninguém quer ser verdadeiramente responsável peço deslacabro da Inglaterra. Ainda por cima Teresa May tem de negociar algo com o qual politicamente não concorda.

Finalmente  seria bom que a Inglaterra, de uma vez por todas, saísse na Europa. Acabava-se com todo este foguetório que só envergonha os súbditos de Sua Majestade e deixa a restante Europa numa enorme pilha de nervos.

May com guia de March(a)?

Supostamente em Março que vem a Grã-Bretanha abandonaria a União Europeia num Brexit que seria tudo menos pacífico.

No entanto com a votação de ontem no Parlamento inglês a actual Primeira-ministra do reino de sua Majestade Isabel II terá sentenciado a saída de Inglaterra do clube europeu.

Não adivinho o futuro, tanto da Europa como do Reino Unido com ou sem Brexit, mas todos os cenários são agora possíveis. Mas sinceramente nunca achei que os Britânicos quisessem verdadeiramente a sua saída da União Europeia.

Ah e tal o referendo… Pois… houve um referendo que foi assim uma espécie de cartão amarelo ao governo de David Cameron que jamais pensou perder a consulta popular.

Com estes recentes eventos o mais certo é Theresa May mudar de mês no seu apelido e passar para Teresa “March” e alterar outrossim de morada deixando o número 10 de Downing Street.

Orgulhosamente sós!

Leio e oiço muitos a lamentarem a saída da Inglaterra da União Europeia. Uns dizem que a Europa nunca mais será a mesma, outros diabolizam a situação prevendo a futura queda da União Europeia, outros ainda acham que isto faz parte de um qualquer jogo sujo e que a PM britânica ainda irá recuar. Seja o que for, a verdade é que a partir de 29 de Março do ano que vem a Inglaterra passará a outro patamar de relações.

Mas querem saber uma coisa… não me importo nada. Senão vejamos:

- a Inglaterra é o único país da Europa onde se conduz à esquerda;

- bebem chá às cinco da tarde, quando já deviam estar a beber uma imperial (ou pint);

- inventaram o futebol mas os outros países é que ganham as provas;

- têm uma língua onde se fala ao contrário.

Ora assim sendo e bem feitas as contas quem tinha razão era mesmo o antigo presidente De Gaulle que nunca gostou que os ingleses se tivessem juntado à Europa continental.

Portanto companheiros ingleses fiquem por aí “orgulhosamente sós” que vou ali comprar um carro alemão e já volto!

Negócio futuro

Após o referendo dos britânicos fiquei com a convicção de que a União Europeia, nos moldes em que está assente, surge condenada a desaparecer.

Podem fazer ainda algumas operações de estética para a tentar salvar mas as pedras deste dominó político iniciaram a sua irreversível queda. Este longuíssimo tombar dos ingleses vão arrastar consigo muitos outros países duma Europa actualmente vazia de sentido.

A ideia primeira do bem-estar social europeu morreu assim que as países perceberam quanto isso custava aos bolsos dos seus contribuintes.

Nem mesmo a criação do Euro resolveu parte da situação.

Face então aos mais recentes acontecimentos comecei desde já a guardar as minhas poucas notas de Euro em casa. Assim que a moeda europeia acabar muitos serão os coleccionadores que quererão aquele numerário.

Terei então um ror delas que venderei ao melhor preço originando um tal rendimento que ficarei estupidamente rico!

 

 

 

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