Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Profissional ou amador?

Hoje quando alguém me convidou para ir ver algo na televisão que eu sabia de antemão que seria demorado, declinei o convite com a desculpa real de que tinha muito que fazer. Devolveu-me com a questão de que talvez eu me tivesse esquecido que estava reformado. Retorqui que tinha muita coisa para escrever, ao qual rematou:

- Isso parece quase profissão.

A conversa depois derivou para outros assuntos e, entretanto, no meio de alguns dos meus afazeres desta tarde dei por mim a pensar na frase final…

Não faço da minha escrita profissão… ou será que faço? Um reformado é alguém que tem direito a uma reforma pelos anos descontados. Tudo certo! Mas ao dedicar-me o meu pouco tempo livre totalmente à escrita, nomeadamente na blogosfera, estarei a abraçar uma nova profissão? Ou aquela pode ser considerada como um passatempo?

Nunca, nestes mais de 40 anos que levo de escrita em jornais e mais recentemente na blogosfera, recebi um tostão que fosse quanto mais um cêntimo.

Porém ganhei outras coisas é certo. Algo que é completamente imensurável como a amizade, o carinho ou o respeito de quem aqui me visita. E este é o meu verdadeiro dividendo… saber simplesmente que me lêem!

Haverá lá coisa melhor...

Quando escrever é... existir!

O tema saiu assim em amena “converseta” e de repente a questão abriu-se: porque escrevemos, porque publicamos os textos na blogosfera?

No fundo, no fundo, e salvo honrosas excepções, a maioria de nós nem se conhece pessoalmente. Sei lá se o autor que se assina por “Manel das Couves” não é uma idosa mas com mente jovem. Ou quiçá o inverso… a Manuelina dos Santos não é mais que um jovem em busca de estranhas experiências. Mas a questão continua em aberto: porque realmente escrevemos? E desta forma tão pública e gratuita…

Bom, não sou psiquiatra, nem psicólogo ou sociólogo com o simples intuito de explicar… o que, para mim, não tem uma explicação lógica.

Pela minha parte escrevo por que me sinto bem a fazê-lo. E enquanto vou esgalhando alguns textos não tenho preocupações que me atentem. É um mundo paralelo que se me abre e eu adora lá viver...

Vou lendo muita gente que assume ter aberto o blogue só para si. Esqueceu-se, no entanto, que se não o configurar ele ficará público e acessível a todos, passando deste modo a arriscar-se a ser lido por muita gente e a receber reações. A que terá, eventualmente, de responder… Logo a primeira ideia morreu na génese e o que era para si passou a ser para todos.

Por fim tenho consciência de que (quase) todos nós escrevemos para termos a certeza que existimos. Curiosamente esta certeza advém após a devolução que os outros nos fazem daquilo que vamos escrevendo!

Tão-somente!

A gente lê-se por aí!

Agradecimentos devidos!

Não é por andar por aqui há quase 13 anos a esgalhar umas imbecilidades que me dá direito a sentir que sou mais que outros que também por aqui andam. Diria mesmo que é o inverso. Se não existissem tão diferentes blogues provavelmente não me sentira tão feliz por aqui caminhar.

Com o aparecimento da blogosfera, aquela ideia de que escrever era um acto de profunda solidão, deixou de ter cabimento. Escrever é nesta altura da minha vida um gesto de partilha. Comigo e com os outros. Mas esta partilha seria decerto impossível se não fosse devidamente estimulado. Nomeadamente através dos muitos desafios de escrita para os quais fui/sou desafiado. Recordo aqui a Revista Inominável e mais tarde o Desafio dos Pássaros. Destes dois desafios adveio o contacto com outros blogueiros (esta última palavra não me “sabe” bem) que por sua vez criaram outros exercícios de escrita e nos quais tenho vindo a participar. Com muita alegria e sentindo-me um enormíssimo privilegiado.

Já nem falo nos diferentes convites que tenho recebido, e naturalmente aceite, para colaborar com um texto.

Posto isto, quero mui encarecidamente agradecer, a quem teve/tem a gentileza de me convidar a participar nos diversos desafios de escrita assim como nos seus próprios espaços.

Este agradecimento é-vos devido.

Obrigado por me obrigarem a escrever e essencialmente a puxar pelas ideias.

A gente lê-se por aí!

Escrever, escrever muito!

Quando, há muitos anos, entrei neste mundo da blogosfera, jamais imaginei:

- chegar aqui ainda com este espaço aberto;

- ter encontrado neste já longo caminho gente tão boa.

Quando aparecem blogues novos e os visito comento quase sempre o mesmo: para se estar aqui é necessário amor à arte de escrever e muita disciplina.

Muitos acabam por responder que criaram um blogue só porque sim e não pretendem ficar escravos do espaço. Entendo... Mas depois não se queixem que têm poucas visitas ou quase nenhuns comentários.

Ora bem... a minha disciplina de escrita não se prende com leitores e comentadores, mas unicamente comigo mesmo. Estou muito ciente que quanto mais escrevo e leio, melhor poderá ser a minha escrita.

Não é que eu queira ser um dos grandes escritores de Portugal - longe disso -, mas gosto de ser minimamente competente e apresentar alguma qualidade.

Hoje revisitei textos meus antigos, uns manuscritos, outros redigidos à máquina. E se querem saber... assustei-me com o que li. Perguntei a mim mesmo: como pude escrever isto?

Mas faz parte da evolução da pessoa este desfasamento de qualidade de escrita. Tal como conseguimos ver a evolução, por exemplo, em quadros pictóricos. Se bem que aqui por vezes prefira os mais antigos aos mais modernos. Gostos!

Tenho pena, todavia, de ver tanto autor com qualidade que vai nascendo na blogosfera para depois, assim sem mais nem menos, desistir.

Portanto aconselho a quem quer iniciar uma aventura destas que pense primeiro no que que pretende com a sua escrita e a quem deseja chegar. O pior que se pode criar é desilusão nos leitores!

Entretanto espero estar longe disso! E se um dia por aqui vos desiludir não hesitem em chamar-me à atenção. Como diz o povo: "mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado."

Um desafio de escrita!

A escrita seja aqui ou noutro local qualquer requer, como em quase tudo na vida, alguma disciplina. Porque é importante que nos obriguemos a escrever de maneira a conseguirmos evoluir.

Trago hoje este tema, que não é genuíno neste espaço, porque quase todos os dias vejo abrirem-se novos blogues que, num instante, desaparecem. E é pena, até porque alguns até pareciam curiosos e engraçados e com margem de crescimento.

Já o disse e escrevi aqui que todos os dias escrevo. Todos os dias! E se não publico, prende-se unicamente com a tecnologia, já que, por exemplo, se estiver na aldeia com os meus pais é certo que não terei comunicações. Fora isto...

Como este blogue não é temático, facilita-me de certa forma a escrita, porque posso falar (leia-se escrever) sobre tudo o que me vem à cabeça.

Portanto seguem infra alguns conselhos a quem se aventurar nestas lides de escrita:

- perceber que escrever publicamente pode ser arriscado e sujeito a outras opiniões, por vezes, chocantes;

- em casos de reacções e/ou comentários convém devolver uma resposta;

- usar uma linguagem simples e assertiva de forma a que os textos possam ser lidos por toda a gente;

- evitar erros ortográficos e pleonasmos.

Mesmo assim se estiver a ler isto e pretender abrir um blogue... arrisque!

Uma dúvida que me assiste!

Gosto de estatísticas e as da SAPO servem perfeitamente os meus interesses.

Por isso de vez em quando vou lá em busca dos números ou termos de pesquisa, localidades e origens das visitas.

Neste espaço já encontrei um pouco de tudo em termos de buscas, mas nada que me ofendesse ou que me tirasse o sono.

Todavia achei curioso que no meu outro blogue, o tal da escrita mais elaborada (ou talvez não!!!), tenha encontrado hoje nos termos de pesquisa a palavra... amazon!

termos_pesquisa.jpg

Não é que a palavra me faça comichão no céu da boca, mas ainda gostaria de entender como é que esta palavra aparece associada àquele pobre e triste blogue?

A gente lê-se por aí!

Fico sempre triste quando alguém deixa de escrever e publicar. Então se for alguém competente mais ainda...

Ontem li aqui que o espaço, que tanta coisa publicou, vai encerrar. Conforme diz a própria autora este terá sido o primeiro capítulo. Espero então os novos capitulos. Aqui ou noutro lugar qualquer!!!

Compreendo perfeitmente que tentar manter um blogue com escrita de alta qalidade e de forma corrente, não é uma empresa de somenos. È exigente e requer tenacidade.

E depois...há as vidas de cada um. Muitas vezes assaz complicadas.

Portanto desejo à autora de "Amor líquido" as maiores felicidades e que, publicando ou não, continue a escrever.

Como tão bem nos deixou ler.

Escrever... fora de casa! #2

O companheiro destas coisas da blogosfera Robinson Kanes, do conhecido blogue "Não é que não houvesse..." convidou-me não só para escrever para o seu espaço pessoal que há dias referi, mas outrossim para um recente desafio a diversas mãos e que se chama "Sardinhas em lata".

Espero que já conheçam pois vale bem a pena ler o que por lá se vai escrevendo.

Portanto desta vez apresentei a minha "Caldeirada com todos" onde falo (leia-se escrevo!!!) sobre a situação de alguns dos partidos lusos (novos e velhos!).

Um texto que deveria ter sido mais elaborado, mas que saiu assim de rajada e que podem, então, ler aqui.

Muito obrigado ao Robinson e a todos os restantes elementos da equipa!

A gente lê-se por aí!

Escrever... fora de casa!

O convite caiu nas minhas mãos ou melhor no correio electrónico de forma totalmente inesperada. A vida é mesmo assim... de repente, sem que nada o fizesse prever, surge-nos uma alegria daquelas que sabe muuuuuuuuito bem partilhar.

Portanto hoje estou aqui... a fazer uma análise, mais parva que séria, sobre os últimos seis meses das nossas vidas.

Espreitem lá se fizerem favor.

Muito obrigado Robinson!

Sair devagarinho...

Toda a minha vida escrevi.

O início foi em papel, depois numa velhinha máquina de escrever Hermes 2000 (reparem no cabeçalho... está lá!) e por fim nas novas tecnologias. Todavia continuo a gostar de manuscrever, se bem que com isso tenha dois trabalhos…

Durante anos juntei textos e mais textos. De vez em quando revisito-os, tentando entender o que era a minha cabeça desde há meio século e acima de tudo descobrir como ela evoluiu até ao que sou hoje.

Justamente por isso reconheço que no princípio aquilo era mui pobre, triste e confuso. Mas só podia… a juventude é um mar revolto de certezas incertas.

Avancemos célere no tempo até… 2012, quando criei em Janeiro daquele ano o blogue José da Xã.

Um pequeno passo para a humanidade, mas para mim foi um salto de gigante, já que os meus escritos passariam a ser visíveis por quem visitasse o blogue. Um risco incalculado porque jamais soube no que me estava a meter.

Passados estes oito anos de muitos textos inéditos e muitos desafios sinto que é tempo de correr as cortinas e colocar a tabuleta de fim de exercício.

Mas faço-o conscientemente agora porque considero que este parece-me ser o momento certo, a altura ideal.

Foram anos maravilhosos. Escrevi lá algumas coisas giras e outras menos engraçadas, mas o mundo não são só rosas… há que considerar alguns espinhos.

Entretanto continuar com este blogue onde me apraz outrossim escrever e, portanto, não vou fugir nem desaparecer.

Obrigado a todos quantos me estimularam a escrever. Sou definitivamente um privilegiado. E digo-o de coração cheio de bonitas palavras que ali fui recebendo.

Bem-hajam.

A gente lê-se por aí!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D