Estámos quase no final do Verão e a notícia não poderia ser pior: os blogues do SAPO iriam desaparecer.
Ui o murro que eu levei no estômago.
Obviamente que não sou dono nem responsável da plataforma, mas a forma como recebi a notícia não foi a melhor. Ainda por cima com a triste certeza que não só fechariam, mas como eliminariam tudo.
Na altura e talvez respondendo a alguma revolta interior escrevi uma carta aberta à SAPO que publiquei neste postal.
Um postal que teve muitos comentários e reacções de outros bloguers com ideias análogas à minha. Pois nada disto nem nenhuma outra iniciativa demoveu os responsáveis.
Era quinta-feira da Espiga. Uma festa que nem sei se é cristã ou pagã. Não importa.
O que conta é que nesse dia no ano da Graça de 2023 recebi em casa uma série de caixotes contendo uma quantidade de exemplares do meu primeiro livro.
Uma aventura em que me meti apenas por graça, para deixar aos meus netos um brevíssimo património de escrita.
Foi neste dia que escrevi e publiquei este postal.
Quase tres anos decorridos e fico com a ideia de que não sendo um livro fantástico, valeu a pena o trabalho que tive em compilá-lo e amiúde actualizá-lo.
Já não tenho exemplares de sobra, mas pode ser que um dia alguém se lembre em republicá-los.
Escrevi e publiquei este postal sob uma alegria imensa. Um grupo de gente fantástica juntou-se na biblioteca da Ericeira e aí fez-se oficialmente o lançamento do segundo volume dos contos de Natal da blogosfera.
Para quem anda nisto dos livros há pouco tempo foi uma aventura aquele dia. Tão grande, mas tão grande de quase todos os dias vou rever as fotos.
O texto é assim uma espécie de reportagem bem emotiva. Mas o que ora constatei que alguns dos que participaram do evento deixaram há muito de escrever. Tenho pena, muita pena...
Entretanto os comentários neste postal foi outra alegria ou muitas alegrias.
Por fim diria, sem fugir à verdade, que foi o postal que mais gostei de escrever. Mais um dia que ficará certamente na memória de muitos.
Aproximavam-se tempos duros, difíceis para Portugal e para o Mundo. Uma tal de pandemia recheada de Covid-19 alastrava-se a uma velocidade quase estonteante, entrando em casa de todos nós sem quase percebermos.
O teletrabalho seria mais tarde uma opção válida, correcta e profilática. Mas antes de tudo isto este autor de textos foi entrevistado pelo responsável pelo Sapo Blogues. o Pedro Neves. Uma conversa mais que entrevista escorreita, simples e sem filtros e que me expôs perante o público que se dignou escutar-me.
Posto isto trago hoje essa memória, essa entrevista, esse diálogo de meia hora que acabei por trazer à tona nesse mês de Janeiro, neste postal.
Será, por assim dizer, o momento alto desta caminhada blogosférica que brevemente encerra.
A vida dá-nos muuuuuuuuuitas lições. Ou melhor, serão lições se estivermos dispostos a aprender.
Uma destas lições prende-se com o nosso caminho final nesta breve passagem. Para uns é um sofrimento atroz devidos às muitas doenças, às dores e pior que tudo à solidão a que muitos idosos estão votados.
Para outros acabam por nem perceber o que lhes está a acontecer.
Foi por cas«usa deste yultimo ponto que escrevi e publiquei este postal. A minha sogra entrava rapidamente naquele mundo estranho da demência.
Foi uma vivência estranha e triste ao percebermos a descida de um ser humano aos confins de... coisa nenhuma!
Falei neste postal de uma publicação e da vivência que é usufruir aquilo que refere o livro da Ana Catarina André - uma das autoras - e com quem caminhei tantas vezes até Fátima.
Sei que cada vez parece ser mais difícil ao Mundo acreditar que há Deus. Que Ele é alguém que me acompanha e em quem deposito a minha totral confiança e obviamente a minha vida.
Fui muitos anos peregrino. Muitos anos ajudei muita gente a chegar ao Altar do Mundo. Contudo sempre ciente que o fazia porque Deus tinha para mim essa missão: ajudar os outros a chegar ao colo de Mãe Santíssima.
Ou como muitas vezes disse a quem me ouvia: não sei porque peregrino mas Deus sabe!
Era Outono, mas recheado de uma temperatura agradável, quiçá algum acrescento do Estio passado.
Naquele Sábado a família reuniu-se mais uma vez. O meu filho mais velho dava aquele passo de gigante para a sua vida.
A cerimónia religiosa foi presidida pelo meu amigo e padre J.
Tudo estava a correr bem: as leituras , a homília, os cânticos. Até que a determinada altura subi ao ambão e li uma mensagem que havia escrito de propósito para o momento e que transcrevi aqui.
Já passaram dez anos. Já nasceram dois netos desta união. Mas a memória e as lágrimas deste dia só eu as senti e ainda sinto.
Desta vez salto quase um ano para aterrar em Sintra no que foi o Museu do Brinquedo.
A primeira vez que vi um Museu com estas características foi em Paris por detrás do Centro Georges Pompidou. Chama-se "Musée de la Poupée" (Museu das bonecas) e a exemplo do caso da bela vila de Sintra também já se encontra encerrado.
Com este postal tentei, obviamente em vão, que alguém olhasse para este património e lhe desse valor e, acima de tudo, uma nova casa.
Como disse foi tudo em vão e o Museu do Brinquedo é mesmo uma boa memória.
Talvez um dos postais mais tristes que escrevi e publiquei.
Parece que o ano de 2013 terá sido fértil em postais diferentes, não obstante apenas ter publicado 265 textos. O que nem chega a ser um por dia...
Fora isso apresento aqui uma das minhas fotos preferidas. Não que fosse muito bem tirada , mas foi a oportunidade de apanhar um conclave de andorinhas que se juntaram para em conjunto partir para outras paragens.
Foi este o postal que também teve direito a destaque.
Estava-se em pleno Agoisto na Beira Baixa onde a canícula por esta altura do ano é coisa para gente valente. Todavia as andorinhas perceberam que o tempo frio estava a aproximar-se. E partiram nessa mesma manhã.