Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Sexty one....

Já passam das oito e meia da noite e desde as sete da manhã que não páro. Consegui agora fugir um pouco às azáfamas domésticas para vir aqui escrever este postal.

Diria que foi peciso chegar a esta idade para perceber o meu próprio e real valor. Receio, como já referi anteriormente, que um dia possa defraudar todos os meus amigos com alguma atitude menos feliz. Entretanto até lá... confiemos! Certo?

Hoje faço 61 anos e durante todo o dia o meu correio electrónico, o feicebuque, os sms, o telemóvel e essencialmente os meus blogues e afins não pararam de me bombardear (no melhor sentido da palavra!!!) com felicitações de aniversário.

Não tive prendas físicas. Mas recebi tanto carinho, tanta amizade, tanta ternura, tantas palavras bonitas que acabo o dia de coração repleto de uma alegria imensa. Só sentido... vocês nem imaginam!

Vejam lá que até a minha novel neta me brindou com uma chamada em directo via telemóvel onde a vi a mamar no seu biberon... Uma doçura.

Quero então, de uma forma sincera e frontal, como só assim sei viver, agradecer a todos, sem qualquer excepção, a forma tão carinhosa como me trataram neste meu dia.

Este foi uma jornada que, certamente, jamais esquecerei.

A gente lê-se por aí!

Um prazer e imensas alegrias!

A maioria dos leitores que aqui vêm e me lêm nunca me viram ou escutaram.

Têm por isso agora a oportunidade de, pelo menos, ouvirem a minha voz.

A convite do Pedro Neves da SAPO há uns tempos estivemos longos minutos à conversa num registo mais ou menos sereno e sem receios.

Podem escutar a minha/nossa conversa aqui.

Não me canso de agradecer ao Pedro e à sua restante e competente equipa.

A escrita é, sem dúvida, um prazer que me tem dado muitas alegrias.

Esta foi uma delas... quiçá a maior!

A gente lê-se por aí!

Quem comenta um postal...

Quando entrei na blogosfera, nomeadamente na plataforma SAPO, percebi num instante que a interactividade entre quem escreve e quem lê e comenta seria uma mais-valia.

Deste modo tento sempre responder aos comentários inscritos na caixa devida (já me escapou um ou outro, mas peço sempre desculpa pelo atraso!!). Porque se as pessoas cuidam em exibir a sua opinião, caberá também ao autor dar resposta, nem que seja pelo simples facto de alguém se ter maçado a ler e a comentar.

Quando tenho tempo viajo um pouco à deriva pela blogosfera (nesta e noutras plataformas!!!) e acho deveras estranho que alguns autores não se dignem responder a um comentário, nem que seja com um simples, mero, mas sempre educado “obrigado”.

Em alguns casos até se poderia justificar com alguma avalanche de opiniões, só que não vejo isso.

Ora as plataformas de blogues têm a montante a hipótese de não autorizar comentários e nesse sentido tudo bem… o autor escreve, mas não recebe qualquer contrapartida de quem lê. Agora autorizar que se publiquem os ditos cujos e depois… silêncio profundo por parte do autor, parece-me pouco simpático e muito menos educado.

Acrescento, entretanto, que já recebi comentários que não mereceram qualquer resposta, essencialmente por baixarem de nível, quase sempre por usarem uma linguagem menos própria. Mas esses são, até agora, a excepção e quando isso acontece têm destino marcado... Lixo!

Futuro breve ou talvez não...

A blogosfera entrou na minha vida em 2008. Primeiro como leitor e mais tarde também como alimentador desta novel forma de escrita.
A idade obriga-me já a recordar e evocar situações e eventos que ocorreram numa altura tão diferente da que vivemos hoje, que muitos jovens dirão que não seria possível existir naqueles tempos sem... Portanto daqui a não sei quantos anos o que iremos recordar disto?

A escrita sempre fez parte de minha vida. Comecei jovem. muito jovem com pequenas crónicas do quotidiano manuscritas num caderno que ainda hoje guardo, mas rapidamente entrei noutros registos, alguns deles quase jornalísticos, muito por força de um projecto que uns jovens (eu incluído) lançaram num Jornal regional.

Hoje a forma de se estar no mundo é deveras diferente. A juventude de hoje sabe muito mais do que eu sabia naquele tempo com a idade deles. Mas este novo conhecimento que chega a todos via diferentes formas nem sempre se traduz numa mudança de paradigma. Mas adiante... este não é o meu tema de hoje.

Quase todos os dias vejo o nascimento de novos blogues, alguns até com piada, mas que depressa desaparecem neste mundo imenso da blogosfera. Percebo que as solicitações sejam inúmeras e que a escolha entre escrever ou fazer outra coisa qualquer, provavelmente mais divertida, seja claramente dificil.

Temo por isso que a blogosfera esteja mais década menos década condenada a desaparecer, substituída entretanto por outras formas de escrita e passagem de informação, provavelmente ainda nem inventadas e que entrarão nas nossas vidas de forma mais célere e permanente.

Então isto tudo será o quê?

Somente história e passado. Como passarão a ser histária e relíquias os livros, revistas, jornais...

Como são actualmente as telefonias enormes ou os gravadores de bobines e das quais hoje já (quase) ninguém conhece ou se lembra.

É o estranho preço da evolução!

A (minha) blogosfera

Quando me iniciei nestas andanças da escrita virtual julguei que isto seria unicamente um impulso momentâneo e que um dia tudo se resumiria a uns textos mal alinhavados e pobres.

A verdade é que fui caminhando e comecei a receber comentários de gente que eu jamais conheci. Uns concordavam, outros não. Uns elogiavam, outros não.

Neste aspecto a idade é claramente um bom lastro e não obstante algumas críticas menos simpáticas nada me fez recuar e continuei a escrever.

Depois comecei a ser destacado e com isso vieram mais comentários e contra-comentários. Enfim, um diálogo aberto que contribuíu para aqui chegar.

Nestas trocas de galhardetes que são os comentários acabou por ter ficado, com muitos, uma amizade que não se plasma muitas vezes num conhecimento físico, que também os há, mas essencialmente da partilha e entrega.

Por causa deste espaço fiz muitos amigos... geralmente senhoras. Mas também alguns cavalheiros que simpaticamente aqui vão aparecendo conforme podem. Que eu também não sou assíduo a nenhum, mas a todos.

Curiosamente escrevo este texto a dez dias de este blogue fazer 10 anos de existência. Por isso faria mais sentido esgalhar isto para essa altura. mas achei que agora é que fazia sentido.

No fundo, no fundo venho aqui trazer alguns dos espaços que gosto e raramente comento (o tempo não dá para tudo) mas que visito amiúde. Os seus donos são gente merecedora de muuuuuuitos créditos de amizade e companheirismo.

Passo então a citar (a ordem é por lembrança, não mais que isso):

Cantinho da Casa da Maria;

Não é que não houvesse de Robinson;

O Quisque da Joana, do Vasco e da Alice da Joaninha 100 à hora;

Estúpido aluga-se do Ricardo;

Eu tento, mas meu tento não consegue da Lina

Stoneart da Magda

Desabafos da Mula da Mula

Ruído da Joana Gomes

 

Todos eles e elas me merecem o maior respeito e exibo da maior alegria em tê-los como visita desta minha casa. E um dia adoraria organizar um encontro com todos (animais incluídos).

Perguntar-me-ão o porquê destas palavras. Porque me apetece. Ponto. E todos eles merecem!

Penso que é uma boa razão, não é?.

Ah falta a Bata e Batom... mas anda tão longe da escrita... que quase me esquecia dela.

A todos o meu sincero obrigado. A gente lê-se por aí

 

Amanhá vai ser um dia... daqueles!

Amanhã será um dia importante para dois cá de casa:

- Para o meu pai pois comemorará o seu octagésimo quinto aniversário (idade bonita, não é?);

- Para mim porque estarei pela primeira vez num encontro de bloguers.

Ora se no primeiro acontecimento o meu antecessor liga tanto ao seu aniversário como eu ligo ao campeontao Mundial de fumadoras de cachimbo, já no segunto a minha preocupação é real e evidente.

Um encontro de gente que escreve em blogues, tal como eu, ainda por cima como convidado acarreta uma anormal responsabilidade. Durante a já minha longa vida lidei com milhares de pessoas, todas elas com características naturalmente diferentes. E nunca me atrapalhei

Só que desta vez a coisa tende a tornar-se mais complicada pois não quero defraudar ninguém e muito menos quem apostou em mim.

Veremos então como correrá o dia.

Mas primeiro de tudo tenho de chegar a Lisboa e neste momento estou a algumas centenas de quilómetros da capital.

Há que partir muito cedo. Ir devagar para chegar depressa.

A opinião não é uma arma!

Há uns tempos li numa publicação semanal um artigo onde o autor considerava que a blogosfera se tornara num poder imenso, com capacidade de manipular as pessoas. Chegou mesmo ao ponto de acusar alguns autores de conseguirem fazer eleger este ou aquele governo só através das opiniões transmitidas nos seus próprios blogues.

Nem sei o que dizer… mas considero esta teoria uma autêntica… imbecilidade. Mas adiante.

É certo que posso ler algo com o qual concordo e numa conversa de amigos dizer: Fulano de tal no seu blogue tem também a mesma ideia que eu. Todavia estas últimas palavras não representam um forçar de opinião apenas uma concentração de ideias semelhantes. Que vale o que vale!

Quando comecei a escrever não enveredei pela coluna de opinião. Só muito mais tarde, num jornal regional, é que me meti pelos caminhos de explanar as minhas ideias sobre o que me rodeava. Como tenho feito agora neste espaço. Mas nunca, repito nunca, pretendi alterar a ideia ou opinião de quem quer que fosse sobre um qualquer assunto.

Seria deveras desconfortável que daqui a algum tempo alguém me viesse comentar dizendo que com o que escrevera o havia influenciado numa decisão para a sua vida. Mesmo que tivesse sido uma boa decisão… é um risco desnecessário que não desejaria, nem gostaria de correr.

A blogosfera é uma plataforma curiosa, interactiva e em constante mutação, mas é necessário salvaguardarmo-nos para casos extremos.

Porque a minha opinião é somente… uma ideia. Nada mais!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D