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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

As saudades que eu tenho...

Todos conhecemos e sentimos o que são saudades. Então nesta altura das nossas vidas este sentimento arranca de nós diferentes reacções.

Há quem chore, grite, barafuste dando de certa forma vazão, mesmo de forma mais truculenta, àquele sentimento. Outros pelo contrário emudecem, interiorizam e aguardam nervosamente que as coisas regressem à rotina. E finalmente há os que aceitam tudo com algum desportivismo, esperançados que rapidamente tudo voltará à normalidade.

No que a mim diz respeito estou naquela fase em que sou um bocadinho de cada. Mas tudo depende do momento, da hora, do tema e até da metereologia... Sou uma espécie de três em um!

Mas curiosamente do que nestes dias de confinamento tenho mais saudades é de quem não conheço. Estranho não é?

Passo a explicar... Desde que ando no imenso mundo da blogosfera passei a relacionar-me com tanta, mas tanta gente e de forma tão afectiva que de súbito essas pessoas passaram a fazer parte de mim. E não necessito de as conhecer pessoalmente, de saber e ver se são altas, baixas, carecas ou com trunfa africana. Ou se são homens, mulheres, brancos, negros ou às pintinhas... Não importa, nem interessa!

A verdade é que passaram a viver comigo, dentro deste pobre coração sempre tão desejoso de afectos. Percorro diariamente óptimos blogues, espaços fantásticos, carregados de imensas energias, onde blancidiamente vou recolhendo as flores que por ali vão deixando e que ora povoam as jarras da minha alma.

É desta gente que tenho muitas saudades... de quem nunca vi e que nunca me viram.

A gente lê-se por aí.

Respostas ao meu desafio...

No ínício deste mês lancei um desafio à comunidade sapiana, e não só, sob o tema "um bloguer pode ser considerado outrossim um escritor?".

As respostas vieram em catadupla. A maioria através da caixa de comentários anexa ao postal que escrevi e que podem ler aqui.

Entretanto alguns bloguers assumiram respostas nos seus próprios espaços e que aqui e agora divulgo. Começo por mim que também respondi:

Desafio - A minha resposta... - LadosAB

Ser ou não escritor, eis a questão! - Desabafos da Mula

Quem é escritor? - Livros que são amigos

Vamos falar de...quem é Escritor? - Bla bla bla

desafio ao charco - Ana de Deus

(em actualização)

Se por acaso tiver lido o meu texto e quiser participar neste desafio seja livre de o fazer... Só agradeço que me avise para vir aqui acrescentar o espaço.

A gente lê-se por aí!

Desafio ao charco!

Há uns tempos debati com o meu filho mais novo o verdadeiro sentido de quem escreve na blogosfera. Deste para o tema seguinte foi um ápice e minutos depois estávamos a falar sobre se quem escreve na blogosfera pode ser considerado um escritor ou escritora.

Ele defendeu que sim. Eu defendi que não me sentia escritor até porque considerava, e ainda considero, que ser escritor estará muito para além da mera escrita. Mais... até pode haver, e há com toda a certeza, bloguers que escrevem melhor que muitos escritores.  Todavia não o fazem como profissão. E este é que me parece ser o verdadeiro foco.

Posto isto proponho à comunidade o desafio de desbravarem esta espécie de dilema, sobre se um bloguer pode ser considerado outrossim um escritor. 

O assunto não é obviamente pacífico, mas numa altura destas da nossa vida tudo serve para manter a mente ocupada, não acham?

Borá lá então perceber as vossas ideias sobre este assunto.

A gente lê-se por aí!

Coincidências?

Ontem foi um dia bom para ambos os meus blogues.

A primeira surpresa foi com o meu blogue de escrita mais elaborada e onde poisam muitas vezes os pássaros, o blogue Jose da Xã.

É verdade que este sábado foi o Dia Mundial da Poesia e não tendo eu com aquela forma de escrita uma relação fantástica, ainda assim uma qualquer tágide iluminou-me e escrevi um pequeno poema que acabou nos Destaques da SAPO.

poesia.jpg

Entretanto também ontem e neste mesmo espaço escrevi um texto sobre esta demanda que agora nos aflige e atormenta. E não é que ao fim da tarde este blogue estava outrossim em relevo, agora na página principal da SAPO?

pagprc_sapo_1 (1).jpg

Pela primeira vez desde que por aqui ando em termos de escrita, tenho dois blogues diferentes em destaque.

Desde já o meu humilde obrigado às equipas da SAPO!

A gente lê-se por aí!

E cuidem-se!

Sexty one....

Já passam das oito e meia da noite e desde as sete da manhã que não páro. Consegui agora fugir um pouco às azáfamas domésticas para vir aqui escrever este postal.

Diria que foi peciso chegar a esta idade para perceber o meu próprio e real valor. Receio, como já referi anteriormente, que um dia possa defraudar todos os meus amigos com alguma atitude menos feliz. Entretanto até lá... confiemos! Certo?

Hoje faço 61 anos e durante todo o dia o meu correio electrónico, o feicebuque, os sms, o telemóvel e essencialmente os meus blogues e afins não pararam de me bombardear (no melhor sentido da palavra!!!) com felicitações de aniversário.

Não tive prendas físicas. Mas recebi tanto carinho, tanta amizade, tanta ternura, tantas palavras bonitas que acabo o dia de coração repleto de uma alegria imensa. Só sentido... vocês nem imaginam!

Vejam lá que até a minha novel neta me brindou com uma chamada em directo via telemóvel onde a vi a mamar no seu biberon... Uma doçura.

Quero então, de uma forma sincera e frontal, como só assim sei viver, agradecer a todos, sem qualquer excepção, a forma tão carinhosa como me trataram neste meu dia.

Este foi uma jornada que, certamente, jamais esquecerei.

A gente lê-se por aí!

Um prazer e imensas alegrias!

A maioria dos leitores que aqui vêm e me lêm nunca me viram ou escutaram.

Têm por isso agora a oportunidade de, pelo menos, ouvirem a minha voz.

A convite do Pedro Neves da SAPO há uns tempos estivemos longos minutos à conversa num registo mais ou menos sereno e sem receios.

Podem escutar a minha/nossa conversa aqui.

Não me canso de agradecer ao Pedro e à sua restante e competente equipa.

A escrita é, sem dúvida, um prazer que me tem dado muitas alegrias.

Esta foi uma delas... quiçá a maior!

A gente lê-se por aí!

Quem comenta um postal...

Quando entrei na blogosfera, nomeadamente na plataforma SAPO, percebi num instante que a interactividade entre quem escreve e quem lê e comenta seria uma mais-valia.

Deste modo tento sempre responder aos comentários inscritos na caixa devida (já me escapou um ou outro, mas peço sempre desculpa pelo atraso!!). Porque se as pessoas cuidam em exibir a sua opinião, caberá também ao autor dar resposta, nem que seja pelo simples facto de alguém se ter maçado a ler e a comentar.

Quando tenho tempo viajo um pouco à deriva pela blogosfera (nesta e noutras plataformas!!!) e acho deveras estranho que alguns autores não se dignem responder a um comentário, nem que seja com um simples, mero, mas sempre educado “obrigado”.

Em alguns casos até se poderia justificar com alguma avalanche de opiniões, só que não vejo isso.

Ora as plataformas de blogues têm a montante a hipótese de não autorizar comentários e nesse sentido tudo bem… o autor escreve, mas não recebe qualquer contrapartida de quem lê. Agora autorizar que se publiquem os ditos cujos e depois… silêncio profundo por parte do autor, parece-me pouco simpático e muito menos educado.

Acrescento, entretanto, que já recebi comentários que não mereceram qualquer resposta, essencialmente por baixarem de nível, quase sempre por usarem uma linguagem menos própria. Mas esses são, até agora, a excepção e quando isso acontece têm destino marcado... Lixo!

Futuro breve ou talvez não...

A blogosfera entrou na minha vida em 2008. Primeiro como leitor e mais tarde também como alimentador desta novel forma de escrita.
A idade obriga-me já a recordar e evocar situações e eventos que ocorreram numa altura tão diferente da que vivemos hoje, que muitos jovens dirão que não seria possível existir naqueles tempos sem... Portanto daqui a não sei quantos anos o que iremos recordar disto?

A escrita sempre fez parte de minha vida. Comecei jovem. muito jovem com pequenas crónicas do quotidiano manuscritas num caderno que ainda hoje guardo, mas rapidamente entrei noutros registos, alguns deles quase jornalísticos, muito por força de um projecto que uns jovens (eu incluído) lançaram num Jornal regional.

Hoje a forma de se estar no mundo é deveras diferente. A juventude de hoje sabe muito mais do que eu sabia naquele tempo com a idade deles. Mas este novo conhecimento que chega a todos via diferentes formas nem sempre se traduz numa mudança de paradigma. Mas adiante... este não é o meu tema de hoje.

Quase todos os dias vejo o nascimento de novos blogues, alguns até com piada, mas que depressa desaparecem neste mundo imenso da blogosfera. Percebo que as solicitações sejam inúmeras e que a escolha entre escrever ou fazer outra coisa qualquer, provavelmente mais divertida, seja claramente dificil.

Temo por isso que a blogosfera esteja mais década menos década condenada a desaparecer, substituída entretanto por outras formas de escrita e passagem de informação, provavelmente ainda nem inventadas e que entrarão nas nossas vidas de forma mais célere e permanente.

Então isto tudo será o quê?

Somente história e passado. Como passarão a ser histária e relíquias os livros, revistas, jornais...

Como são actualmente as telefonias enormes ou os gravadores de bobines e das quais hoje já (quase) ninguém conhece ou se lembra.

É o estranho preço da evolução!

A (minha) blogosfera

Quando me iniciei nestas andanças da escrita virtual julguei que isto seria unicamente um impulso momentâneo e que um dia tudo se resumiria a uns textos mal alinhavados e pobres.

A verdade é que fui caminhando e comecei a receber comentários de gente que eu jamais conheci. Uns concordavam, outros não. Uns elogiavam, outros não.

Neste aspecto a idade é claramente um bom lastro e não obstante algumas críticas menos simpáticas nada me fez recuar e continuei a escrever.

Depois comecei a ser destacado e com isso vieram mais comentários e contra-comentários. Enfim, um diálogo aberto que contribuíu para aqui chegar.

Nestas trocas de galhardetes que são os comentários acabou por ter ficado, com muitos, uma amizade que não se plasma muitas vezes num conhecimento físico, que também os há, mas essencialmente da partilha e entrega.

Por causa deste espaço fiz muitos amigos... geralmente senhoras. Mas também alguns cavalheiros que simpaticamente aqui vão aparecendo conforme podem. Que eu também não sou assíduo a nenhum, mas a todos.

Curiosamente escrevo este texto a dez dias de este blogue fazer 10 anos de existência. Por isso faria mais sentido esgalhar isto para essa altura. mas achei que agora é que fazia sentido.

No fundo, no fundo venho aqui trazer alguns dos espaços que gosto e raramente comento (o tempo não dá para tudo) mas que visito amiúde. Os seus donos são gente merecedora de muuuuuuitos créditos de amizade e companheirismo.

Passo então a citar (a ordem é por lembrança, não mais que isso):

Cantinho da Casa da Maria;

Não é que não houvesse de Robinson;

O Quisque da Joana, do Vasco e da Alice da Joaninha 100 à hora;

Estúpido aluga-se do Ricardo;

Eu tento, mas meu tento não consegue da Lina

Stoneart da Magda

Desabafos da Mula da Mula

Ruído da Joana Gomes

 

Todos eles e elas me merecem o maior respeito e exibo da maior alegria em tê-los como visita desta minha casa. E um dia adoraria organizar um encontro com todos (animais incluídos).

Perguntar-me-ão o porquê destas palavras. Porque me apetece. Ponto. E todos eles merecem!

Penso que é uma boa razão, não é?.

Ah falta a Bata e Batom... mas anda tão longe da escrita... que quase me esquecia dela.

A todos o meu sincero obrigado. A gente lê-se por aí

 

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