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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A validade da amizade!

Sempre fui uma pessoa de amizades fáceis. Fosse pela minha maneira de ser ou pela forma como via o mundo, fosse quiçá por interesse (aqui julgo que menos já que nunca fui ninguém influente!), certo é que encontrei quase sempre gente espetacular.

A blogosfera não fugiu a este desiderato, já que encontrei nela muita gente fantástica, de quem fiquei amigo.

Ora bem... é deste tema que venho aqui falar hoje: a amizade ou o tempo dela!

Tenho consciência que os meus amigos de há 40 anos ainda serão meus amigos. Todavia cada um seguiu a sua vida em sentidos diferentes e talvez por isso hoje os nossos contactos sejam poucos ou quase nenhuns.

Entretanto encontrei nos caminhos que a vida me apresentou novas e diferentes pessoas, mas que de uma forma ou de outra mostraram apreço por este "pobre de Cristo".

Gente boa, disponível, simpática, fiel e sincera. E nem vale a pena referir quem são porque se aqui vieram ler este pedaço de má escrita sabem que estou a falar delas ou deles.

Na realidade sinto que a amizade  verdadeira não tem validade nem prazo, mas tão somente exemplo. Mas ainda assim fico quase sem palavras quando alguém alguém se refere a mim como um bom amigo, mesmo que nos tenhamos conhecido há semanas!

No trabalho ficaram muitos colegas, mas poucos amigos. Mas entendo porquê... No fundo, no fundo andamos todos a concorrer para o mesmo concurso ou prémio e assim sendo não pode nem deve haver amigos sob o risco de não conseguirmos chegar mais além.

Repito que tenho feito através deste espaço muitas e boas amizades. Daquelas que gostamos de manter porque temos a certeza que jamais nos magoarão.

Por isso a amizade é definitivamente um sentimento que não tem prazo, patine da antiguidade nem lustro de juventude!

E é tão boooooooom!

Regra é regra!

Tudo começou em Fevereiro deste ano quando o blogue da Fátima "Porque eu Posso" fez 7 anos de existência.

Devido a este aniversário a autora lançou um desafio com livros de prémios.

Cada um à sua maneira foi respeitando as regras impostas (e bem!) pela proprietária do blogue e no final houve um sorteio.

Que deu este resultado.

Desta vez fui bafejado pela sorte e assim recebi em casa o livro infra com um cartão fantástico do blogue.

Livro_Fatima.jpg

Livro_Fatima_1.jpg

Dando ciumprimento ao solicitado eis aqui o texto alusivo e nada mais tenho a acrescentar a não ser um muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito obrigado Fátima.

A seu tempo virá... uma resposta!

A Sarin puxou por mim, desafiou-me. Como não gosto de virar a cara a uma salutar bravata, nem que esta seja somente por palavras e ideias, respondi-lhe pedindo que comentasse este meu postal que publiquei em Setembro último.

Ora vai daí que aquela menina também não se nega a nada e pumbas... respondeu a preceito no seu espaço através deste longo postal que irei ler com muita calma e que será, obviamente, sujeito a uma resposta minha.

Estas trocas de galhardetes são fantásticas e não obstante termos ideias, conceitos e desejos diferentes, aprendo sempre muito com esta menina.

Mais uma vez muito obrigado, Sarin!

Sinto-me um privilegiado da escrita!

Quando escrever é... existir!

O tema saiu assim em amena “converseta” e de repente a questão abriu-se: porque escrevemos, porque publicamos os textos na blogosfera?

No fundo, no fundo, e salvo honrosas excepções, a maioria de nós nem se conhece pessoalmente. Sei lá se o autor que se assina por “Manel das Couves” não é uma idosa mas com mente jovem. Ou quiçá o inverso… a Manuelina dos Santos não é mais que um jovem em busca de estranhas experiências. Mas a questão continua em aberto: porque realmente escrevemos? E desta forma tão pública e gratuita…

Bom, não sou psiquiatra, nem psicólogo ou sociólogo com o simples intuito de explicar… o que, para mim, não tem uma explicação lógica.

Pela minha parte escrevo por que me sinto bem a fazê-lo. E enquanto vou esgalhando alguns textos não tenho preocupações que me atentem. É um mundo paralelo que se me abre e eu adora lá viver...

Vou lendo muita gente que assume ter aberto o blogue só para si. Esqueceu-se, no entanto, que se não o configurar ele ficará público e acessível a todos, passando deste modo a arriscar-se a ser lido por muita gente e a receber reações. A que terá, eventualmente, de responder… Logo a primeira ideia morreu na génese e o que era para si passou a ser para todos.

Por fim tenho consciência de que (quase) todos nós escrevemos para termos a certeza que existimos. Curiosamente esta certeza advém após a devolução que os outros nos fazem daquilo que vamos escrevendo!

Tão-somente!

A gente lê-se por aí!

Agradecimentos devidos!

Não é por andar por aqui há quase 13 anos a esgalhar umas imbecilidades que me dá direito a sentir que sou mais que outros que também por aqui andam. Diria mesmo que é o inverso. Se não existissem tão diferentes blogues provavelmente não me sentira tão feliz por aqui caminhar.

Com o aparecimento da blogosfera, aquela ideia de que escrever era um acto de profunda solidão, deixou de ter cabimento. Escrever é nesta altura da minha vida um gesto de partilha. Comigo e com os outros. Mas esta partilha seria decerto impossível se não fosse devidamente estimulado. Nomeadamente através dos muitos desafios de escrita para os quais fui/sou desafiado. Recordo aqui a Revista Inominável e mais tarde o Desafio dos Pássaros. Destes dois desafios adveio o contacto com outros blogueiros (esta última palavra não me “sabe” bem) que por sua vez criaram outros exercícios de escrita e nos quais tenho vindo a participar. Com muita alegria e sentindo-me um enormíssimo privilegiado.

Já nem falo nos diferentes convites que tenho recebido, e naturalmente aceite, para colaborar com um texto.

Posto isto, quero mui encarecidamente agradecer, a quem teve/tem a gentileza de me convidar a participar nos diversos desafios de escrita assim como nos seus próprios espaços.

Este agradecimento é-vos devido.

Obrigado por me obrigarem a escrever e essencialmente a puxar pelas ideias.

A gente lê-se por aí!

Escrever, escrever muito!

Quando, há muitos anos, entrei neste mundo da blogosfera, jamais imaginei:

- chegar aqui ainda com este espaço aberto;

- ter encontrado neste já longo caminho gente tão boa.

Quando aparecem blogues novos e os visito comento quase sempre o mesmo: para se estar aqui é necessário amor à arte de escrever e muita disciplina.

Muitos acabam por responder que criaram um blogue só porque sim e não pretendem ficar escravos do espaço. Entendo... Mas depois não se queixem que têm poucas visitas ou quase nenhuns comentários.

Ora bem... a minha disciplina de escrita não se prende com leitores e comentadores, mas unicamente comigo mesmo. Estou muito ciente que quanto mais escrevo e leio, melhor poderá ser a minha escrita.

Não é que eu queira ser um dos grandes escritores de Portugal - longe disso -, mas gosto de ser minimamente competente e apresentar alguma qualidade.

Hoje revisitei textos meus antigos, uns manuscritos, outros redigidos à máquina. E se querem saber... assustei-me com o que li. Perguntei a mim mesmo: como pude escrever isto?

Mas faz parte da evolução da pessoa este desfasamento de qualidade de escrita. Tal como conseguimos ver a evolução, por exemplo, em quadros pictóricos. Se bem que aqui por vezes prefira os mais antigos aos mais modernos. Gostos!

Tenho pena, todavia, de ver tanto autor com qualidade que vai nascendo na blogosfera para depois, assim sem mais nem menos, desistir.

Portanto aconselho a quem quer iniciar uma aventura destas que pense primeiro no que que pretende com a sua escrita e a quem deseja chegar. O pior que se pode criar é desilusão nos leitores!

Entretanto espero estar longe disso! E se um dia por aqui vos desiludir não hesitem em chamar-me à atenção. Como diz o povo: "mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado."

43 anos!

Se há dia que adoro festejar é o dia 22 de Novembro. Hoje, portanto!

Desde 1977 que esta data tornou-se para mim um dia muito especial. Todos os anos escrevo qualquer coisa sobre este dia porque há precisamente 43 anos era publicado o meu primeiro texto num jornal regional.

Mesmo que quisesse seria impossível explicar o que senti naquela altura, quando vi o meu nome escarrapachado no final de uma reles crónica, que escrevera meses antes num caderno, que ainda hoje guardo.

Passaram-se 43 anos desde essa terça-feira (acreditem parece que foi ontem!!!). Portugal ainda mal se habituara à liberdade, eu era um jovem em busca do melhor caminho para a minha vida, enquanto a minha escrita era pobre e de qualidade, no mínimo, duvidosa.

Os desafios sucederam-se, tendo-os eu ultrapassado com maior ou menor estoicismo e coragem. Quando hoje olho para aquele meu passado e tento relembrar o que pensava do que seria o meu futuro, descubro que não há nada melhor que deixar que a vida se manifeste nos pormenores.

Hoje sou um homem diferente do que fui outrora, mas a escrita continua a ter um lugar muito especial na minha vida. Sem aquela a prencher os meus dias e pensamentos, seria alguém demasiado incompleto.

Por fim reconheço que a blogosfera foi, ultimamente, o melhor terreno que eu tive para mostrar a minha escrita mais recente. As contrapartidas desta fantástica colaboração resumem-se, numa só palavra: amizade!

Amizade:

- Pelos que me lêem;

- Pelos que me comentam;

- Pelos que me desafiam;

- Pelos que me testam.

Pronto... creio que por agora é tudo!

A gente lê-se por aí!

As saudades que eu tenho...

Todos conhecemos e sentimos o que são saudades. Então nesta altura das nossas vidas este sentimento arranca de nós diferentes reacções.

Há quem chore, grite, barafuste dando de certa forma vazão, mesmo de forma mais truculenta, àquele sentimento. Outros pelo contrário emudecem, interiorizam e aguardam nervosamente que as coisas regressem à rotina. E finalmente há os que aceitam tudo com algum desportivismo, esperançados que rapidamente tudo voltará à normalidade.

No que a mim diz respeito estou naquela fase em que sou um bocadinho de cada. Mas tudo depende do momento, da hora, do tema e até da metereologia... Sou uma espécie de três em um!

Mas curiosamente do que nestes dias de confinamento tenho mais saudades é de quem não conheço. Estranho não é?

Passo a explicar... Desde que ando no imenso mundo da blogosfera passei a relacionar-me com tanta, mas tanta gente e de forma tão afectiva que de súbito essas pessoas passaram a fazer parte de mim. E não necessito de as conhecer pessoalmente, de saber e ver se são altas, baixas, carecas ou com trunfa africana. Ou se são homens, mulheres, brancos, negros ou às pintinhas... Não importa, nem interessa!

A verdade é que passaram a viver comigo, dentro deste pobre coração sempre tão desejoso de afectos. Percorro diariamente óptimos blogues, espaços fantásticos, carregados de imensas energias, onde blancidiamente vou recolhendo as flores que por ali vão deixando e que ora povoam as jarras da minha alma.

É desta gente que tenho muitas saudades... de quem nunca vi e que nunca me viram.

A gente lê-se por aí.

Respostas ao meu desafio...

No ínício deste mês lancei um desafio à comunidade sapiana, e não só, sob o tema "um bloguer pode ser considerado outrossim um escritor?".

As respostas vieram em catadupla. A maioria através da caixa de comentários anexa ao postal que escrevi e que podem ler aqui.

Entretanto alguns bloguers assumiram respostas nos seus próprios espaços e que aqui e agora divulgo. Começo por mim que também respondi:

Desafio - A minha resposta... - LadosAB

Ser ou não escritor, eis a questão! - Desabafos da Mula

Quem é escritor? - Livros que são amigos

Vamos falar de...quem é Escritor? - Bla bla bla

desafio ao charco - Ana de Deus

(em actualização)

Se por acaso tiver lido o meu texto e quiser participar neste desafio seja livre de o fazer... Só agradeço que me avise para vir aqui acrescentar o espaço.

A gente lê-se por aí!

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