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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

B(E)ASTA!

Acreditem que cada vez percebo menos desta estória do BES. AInda esta semana li num diário de economia que o banco dirigido por Ricardo Salgado fez também um donativo à Festa do Avante. Não obstante a resposta negativa daquele veículo de informação do Partido Comunista Português, fica a ideia de que o Banco Espírito Santo era o Banco do regime.

É verdade que havia e há a Caixa Geral de Depósitos ou o Banco de Portugal ambos ainda detidos na sua maioria - caso da CGD - e na sua totalidade - BdP - pelo Estado Português. Mas ainda assim nunca foram as entidades deste novo regime. Parece que a candidatura do actual PR foi outrossim brindada com alguns donativos.

Se juntarmos a tudo isto os clubes de futebol, Câmaras e outras entidades públicas percebemos porque não se deixou cair esta instituição. E se calhar bem...

Mas o que me apoquenta é a forma como televisões exploram até ao tutano estas informações como se o país fossem apenas bancos, banqueiros e seus clientes.

Deixem a justiça fazer o seu trabalho e no final façamos todos as nossas contas. Basta por agora de tanta conversa e sarilho!

Sangue jornalístico?

Ponto prévio: não fui mandatado por ninguém, nem exibo de nenhuma procuração para defender as próximas ideias. Feita esta ressalva passo ao que aqui me leva…

Cada um tem o nome que advém quase sempre dos seus antecessores. É apenas identificativo e não deve corresponder a uma chancela positiva ou negativa que se carrega pela vida fora. Abordo este tema devido à forma quase vil como alguns jornais têm tratado o filho do ainda Presidente da Comissão Europeia.

Se o actual técnico do Banco de Portugal fosse filho se um ilustre desconhecido e tivesse recebido o mesmíssimo convite, os jornais falariam disso? No mesmo sentido quantos colaboradores terão até hoje entrado por convite para instituição reguladora, filhos de um qualquer casal?
Mas pior que tudo, é a forma pejorativa como alguns diários abordam o assunto, tentando trucidar um jovem, que como muitos que há por aí, lutam por um melhor lugar na vida. E fosse para onde fosse trabalhar este rapaz estaria sempre marcado pelo nome do pai. No entanto o ser-se filho de alguém público não é marca de competência ou falta dela. O tempo encarregar-se-á de o valorizar, ou não… E nessa altura falaremos!

O jornalismo, mesmo o especializado, deve pautar-se por seriedade e busca da verdade e não retirar conclusões só porque alguém tem nome sonante. E entenda-se este ridículo: até há umas semanas “Espirito Santo” era sinónimo de uma família com prestígio e pergaminhos na sociedade. Hoje, esse mesmo nome caiu em desgraça e sabe-se lá com que irremediáveis consequências para todos os portadores desse apelido.

Mesmo que nunca tenham culpa!

O caso BES visto do lado de cá

O temor dos clientes do BES após a última semana e antes das declarações do Governador do Banco de Portugal, era real e entendível.

Até há uns anos os Bancos eram, supostamente, o último bastião de seriedade e fidelidade de um qualquer luso. Uns parcos tostões amealhados durante uma vida eram entregues a estas instituições com a normal contrapartida de um juro, mesmo que baixo. E (quase) todos viviam felizes…

Foi assim durante muuuuuuitos anos. Até que um dia passou a entrar na nossa casa, fosse através de correspondência ou publicidade televisiva, apelos convidativos a… gastarmos dinheiro. Casas, carros, viagens, eu sei lá que mais, tudo nos era oferecido a preços convidativos.

Milhões de portugueses (e não só!), caíram nesta armadilha montada por uma banca pouco preocupada com o depositante e deveras interessada em vender o dinheiro que os incautos clientes deixavam nos seus cofres.

Em pouco tempo tudo se precipitou… E os bancos deixaram de honrar com os seus compromissos. E quando alguém se aproximava do balcão do seu Banco, era ver os colaboradores fugirem pelas janelas, pelas portas das traseiras porque ninguém tinha coragem de dizer a verdade ao depositante: meu caro Manel, nós aplicámos o seu depósito em produtos que deram para o torto e agora do seu dinheiro... há aqui uma conta para pagar por manutenção…

Pois, pois… mas isto não se diz a ninguém!

O verdadeiro problema é que as instituições que lidam com os (nossos) dinheiros, deixaram há muito de ser “gente” de bem. E no actual mundo financeiro, a população em geral acredita tanto num banco como um americano numa nota de três dólares!

E têm toda a razão!

Da noite para o dia...

Ontem adormeci cliente de um Espírito Santo completamente falido. Após as declarações do Dr. Carlos Costa, acordo hoje cliente de um Novo Banco, rico e repleto de pujança.

Será a isto que as Sagradas Escrituras se referim quando falam da "Boa Nova"?

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