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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A primavera aproxima-se...

Notei isso na viagem à Beira Baixa onde os pessegueiros e cerejeiras começam a atapetar os pomares de cores brancas e rosas.

Mas é na terra que se nota a aproximação da estação das flores.

Hoje saí da aldeia beirã, onde estive os últimos três dias, para ir até ao povoado onde residem ainda os meus pais.

Aqui dei uma volta pelas fazendas que tento tratar. O verde mantém-se imponente.

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Mas o que mais me impressionou foi a força que os javalis apresentam. Esfocinham a terra em busca de trufas ou algumas cabeças de nabos selvagens.

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Num chão à base de barro vermelho o estado que a terra apresenta após a passagem daqueles suínos selvagens é este.

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Entretanto as oliveiras começam a dar sinal do que pode vir a ser a próxima colheita de azeitona.

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Natureza pura!

Levantei-me muito cedo. Eram pouco mais das seis da manhã. Mas tendo em conta a previsão daquilo que seria o meu dia, havia que despachar algumas etapas.

Estou na Beira Baixa. Num local abrigado pela Serra da Gardunha sempre tão devastada com os incêndios. Todavia ainda assim aqui respira-se bom ar, colhe-se boa azeitona (eu que o diga!!!), a fruta é de excelência e as couves têm um sabor a terra pura.

Gosto de deambuar pelos terrenos da família. Perceber algum pinheiro caído, um murro derrubado, algum silvado para cortar.

Sendo alguém que foi criado numa povoação onde a água era (e ainda é) um bem muito escasso, quando chego a esta povoação beirã e noto os poços repletos, as charcas cheias e as ribeiras a correr sinto-me imensamente feliz.

Depois... há aqueles ruídos que a natureza nos brinda, nos afaga, nos eternece; o trinados dos pássaros, a água que foge por entre as pedras num qualquer leito de uma ribeira, o coaxar harmonioso das rãs, o doce sibilar do vento por entre as árvores... ou então não e nada disto e a Mãe Natureza prefere o silêncio!

Outono na Beira baixa!

Gosto do Outono, especialmente pelas diferentes cores com que a natureza nos brinda.

Este fim de semana fui novamente à Beira Baixa. Andei quilómetros de carro e depois a pé.

Visitei fazendas, constatei charcas vazias e riachos secos. Poços sem água e fontes nos mínimos

Mas encontrei também figueiras, pessegueiros, cerejeiras ou carvalhos a perderem as folhas. Estes últimos ainda reservaram alguma folhagem para esta foto.

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Crónica breve numa aldeia beirã

São seis da manhã.

Ainda reina a noite e nem o relógio da igreja acordou. O silêncio na aldeia é absoluto.

Os cães sempre tão activos e barulhentos deixaram-se também vencer por Morfeu. Corre uma mui singela brisa que carrega consigo todos os perfumes do casario e arredores.

Percorro a aldeia a pé. Os lampiões emitem uma luz mortiça. Será que eles também ousaram dormir?

Chega-me agora o enântico do engaço da uva que se prepara para passar pelas brasas e se transformar em aguardente. O cheiro do restolho após o corte atrasado da palha, o odor inesquecível dos marmelos já maduros e das suas irmãs gamboas, também elas já prontas.

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Paira o odor a gado ovino. que daqui a pouco seguirá para a ordenha.

Os meus passos lentos ecoam no empredado das ruas como se eu fosse um fantasma. Aqui e ali nota-se uma já luz acesa na casario. Mais à frente finalmente o aroma perfeito do pão acabado de cozer.

Uma ligeira penumbra surge no horizonte avisando que o dia vem aí. Oiço o primeiro galo. Depois outro e logo a seguir mais um.

Absorvo com incrível prazer todas as fragâncias e escuto os sons de uma aldeia pacata e que se prepara para acordar.

O dia desponta por fim, ainda sem o sol, mas há já luz natural.

Fogem gatos à minha frente. Toca o relógio da igreja.

São sete da manhá.

Melhor que carne!

Descobri há pouco tempo que há na Cova da Beira uma festa que lhes é dedicada. Sei também que são muito procurados naquela região portuguesa.

Adoram uma boa manta de caruma sob a qual se escondem. Na realidade nunca os apanhei, mas conheço quem os encontre com perícia e habilidade.

Falo obviamente dos míscaros, uma espécie de cogumelos que originam na cozinha beirã um pitéu muito especial.

Acabado de chegar da Beira Baixa ainda tive tempo de os arranjar (ui que trabalheira!) e cozinhá-los com arroz.

Como diria alguém muito próximo: Arroz de míscaros é muito melhor que carne!

E é mesmo!

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(Foto retirada da Internet, com a devida vénia ao autor)

 

 

Da Beira Baixa para o Mundo!

Tudo parece indicar que António Guterres será o próximo Secretário-Geral da ONU. Mesmo contra alguma campanha feita especialmente pelos países de Leste da Europa que apresentaram à última hora candidatas femininas que ninguém conhecia.

Factualmente o ex-Alto Comissário para os Desalojados ganhou tanta dianteira aos outros adversários que dificilmente perderá hoje a eleição. Só um enormíssimo volte face, que não surge no horizonte como possível, poderia retirar àquele a vitória.

A verdade é que ao contrário do que li por aí não vai ser o “Clube de Bilderberg” a impor a sua vontade (leia-se candidato!). Provavelmente será a Igreja Católica a fazer valer os seus pergaminhos, já que António Guterres sempre se assumiu como católico. Para Portugal será uma honra ter um português a presidir à maior Organização Mundial intergovernamental. Para o antigo Primeiro- ministro luso será o topo de uma vida política muito activa. Para a Beira Baixa o auge de ter um Beirão à frente dos destinos da ONU.

Há somente um singelo senão com Guterres e que tem a ver com as contas que ele faz. Lembram-se disto?

 

 

Viagem em dia de Ano Novo!

Voltei à Beira Baixa.

Ontem à noite quando cheguei até nem parecia estar muito frio… Pura ilusão. Dez minutos mais tarde já todos tiritávamos. Logo se ligou um aquecimento e o ambiente acabou por melhorar.

Hoje levantei-me cedo. O dia começava ainda a nascer e saí em busca de pão fresco. Regressei quase frustrado porque a padaria não havia cozido. Mas não vim de mãos a abanar.

O céu estava límpido e o sol fez a sua imponente aparição. Quando entrei na terra, esta estava branca. O gelo da noite, mesmo banhado pelo astro rei, ainda não desaparecera. Um manto alvo atapetava a erva rasteira e resistente.

Curioso foi a charca. Desta exalava nuvens de vapor como se a água estivesse quente. E estava. Muito mais que a própria manhã.

Também a mina de água, que vai correndo ininterruptamente parece que aqueceu ao surgir do ventre da terra.

Quando finalmente a tarde deu lugar à penumbra da noite, fiquei ali parado a escutar… o silêncio. Não bulia uma aragem que seria suficiente para zunir por entre os pinheiros. Desta vez nem isso.

Um silêncio tão puro que até doía.

Uma maresia gelada recaiu uma vez mais sobre as terras e os corpos. O frio aqui é seco mas tão saudável que até sabe… a vida!

Brrrr! Que frio... V

Abandonei esta tarde a Beira Baixa, fria mas iluminada por um sol apetitoso.

Logo de manhã soprava, vindo da serra rude um vento seco. Se a noite fora de gelo autêntico a brisa matinal ajudava a enregelar ainda mais os corpos.

A roupa que vesti de manhã, bem cedo, estava tão fria e rija que quase parecia que havia sido passada com goma. Como faziam os mais antigos.

Na fonte de pedra garnítica brota do ventre da terra água. Vem fria sim, mas ainda assim mais quente que o próprio dia.. 

A cidade espera uma vez mais por mim... mas decididamente não quero partir.

Já saí tarde!

Brrrr! Que frio... IV

O dia, enquanto durou e astro-rei, esteve relativamente agradável.

A madrugada estava muito fria, como já refrei em texto anteripor. De tal maneira que, quando pelas nove horas saí de casa, encontrei os campos atapetados do gelo da noite.

Um manto brando cobria pastos e couvais. O sol quase se reflectia naquela estrada de gelo.

Quando a tarde caíu sobre a aldeia logo se percebeu a geada que a noite iria trazer. As ruas estão quase desertas pois não há coragem para enfrentar a fresquidão da noite que se aproxima.

Amanhã prevê-se mais um dia de muito frio e consequente gelo.

 

 

 

Brrrr! Que frio... II

Uma das características da Beira Baixa é o frio. O frio que gela as águas nas beiras dos caminhos, que gela o orvalho da madrugada, que coze os repolhos de verde pálido da horta.

Talvez por isso que a jeropiga sabe melhor agora ou a aguardente parece menos áspera neste tempo.

O vento que desce hoje da serra é tão gelado que arrefece quem anda pela rua. Nem um sol límpido parece aquecer estes dias.

Tudo piora no entanto com a noite: o vento e o frio quase congela... até a alma!

É hora de acender a lareira. Acolhedora e quente o calor que exala daquele nicho sabe a vida restaurada.

 

lareira_dez_2014.jpg

 

 

 

 

 

 

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