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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Apontamentos fotográficos e não só...

... de uma visita rápida à aldeia.

Ando há dias para escrever sobre a minha ida à aldeia beirã. Mas ou falta-me o tempo (outros desafios de "alevantam", eheheheh) ou os afazeres cá de casa com a neta a ser o centro do meu mundo obrigaram-me a adiar etse texto.

A ideia seria escrever as diversas sensações que tive ao percorrer uma série de lugares.  Entretanto desisti da ideia, todavia ficaram os registos fotográficos e em video.

Para mais tarde recordar...

Cheguei ás 10 da manhã e fui descarregar um depósito de 1000 litros vazio para ser cheio com água. A fazenda está quase toda delimitada por este pequeno ribeiro.

Encontrei-me com diversas pessoas com quem tive de ultimar alguns trabalhos. Ainda antes de almoçar fui a outra fazenda perceber como tinham decorridos os trabalhos.

Aqui tive um bonita surpresa porque andava lá a pastar um rebanho de ovelhas, a maioria muito simpática como se pode verificar nas fotos seguintes.

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Porém algumas mais curiosas aproximaram-se sem receio de mim. E eu fiz com que elas ficassem eternas...

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Após o almoço mais contactos e visitas aos terrenos onde captei isto,

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Acabei as visitas numa fazenda que gosto especialmente. Lá obtive estas fotos.

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onde esta charca quase vazia durante os últimos tempos está agora transbordar.

São quase seis da tarde e estou de regresso á capital.

Passo por uma das pontas da Barragem de Santa àgueda e filmei este fim de tarde beirão.

Eis-me chegado!

Saí cedo hoje de casa para viajar até à Beira-Baixa onde se situa a terra natal da minha mulher.

Por lá existem uns pedaços de terra que requerem cuidado e permanente atenção. Deste modo tivemos de ir para pagar a quem foi lá fazendo melhoramentos a nosso pedido.

Cheguei às 10 da manhã para sair às 18 com tudo resolvido e o pessoal pago.

Constatei entretanto que as terras estão inundadas, as charcas cheias,

charca.JPG

os poços a verter, as ribeiras a correr sem descanso

ribeira  da pedregueira.JPG

e a barragem da Marateca ou Santa Águeda, como lhe queiram chamar, quase na cota máxima.

barragem.JPG

Definitivamente este é um ano de muita água.

Vou ali e já volto

Hoje provavelmente não devo chegar a tempo de escrever algo de jeito.

Uma viagem até à Beira Baixa e o seu respectivo regresso obrigar-me-á a passar todo o dia fora.

Ainda por cima aproveito a deslocação e vou visitar os meus pais já vacinados. E idosos.

Deste modo, desculpem-me qualquer coisita e se tudo correr bem, como espero e desejo, terça já aí estarei para escrever mais umas parvoíces.

Fiquem bem e cuidem-se!

A gente lê-se por aí!

(Pode ser que consiga umas fotos!)

Azeitona 2020… sem vírus! #2

(sem virus #1)

II

Hoje sem a necessidade de buscar alfaias cheguei ao olival mais cedo que ontem, ainda não eram sete e meia da manhã.

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Cedo percebi que iria ser um dia quente. O anilado do céu surgia em todo o seu esplendor sem uma única nuvem.

No intuito de fazer um breve esclarecimento comunico que desde há uns anos que adquiri máquinas para varejarar a azeitona. São máquinas eléctricas alimentadas por baterias de carro e que me dão um jeitão... Diria que sem elas demoria mais do dobro do tempo a apanhar a azeitona. Depois a escada por vezes é falsa e são conhecidos os acidentes de quedas das oliveiras... Então estas que são vetustas!

Mas hoje iria ter a colaboração de um jovem habituado a esta vida dura do campo. E sinceramente ele vale o dinheiro que ganha. Ao fim de uma hora as mantadas de azeitona colhida para escolher, começaram a espalhar-se pelo olival.

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Mal se acaba uma oliveira, logo se recolhe o pano e se estende noutra, de forma a que o homem com uma das máquinas não pare.

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As mantadas sucedem-se enquanto só um par de mãos a escolhe para ensacar.

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Entretanto isto, eu sou "pau para toda a obra": colho com uma outra máquina, depois corro a mudar os panos ou vou ajudar a minha mulher a ensacar a azeitona que ela vai escolhendo. Na foto supra já havia três enormes mantas com azeitona.

Depois de escolhida ei-la finalmente em sacos.

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Mas a chuva negra não pára de cair. Ao que parece este ano as oliveiras fizerem fé em dar fruto. Até uma pequena e velha oliveira fez a sua parte,

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já que do seu único ramo saiu pouca azeitona, mas ainda assim tapou o fundo do balde.

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A tarde já cai sobre a aldeia, no entanto há que acabar de escolher. De tal forma que se esgotam os sacos e tenho de levar a azeitona em baldes para o barracão de guarda.

Valeu o dia 27 sacos que a somar aos 11 de ontem dá 38... Portanto contas redondas... 1000 quilos já estão apanhados.

E ainda faltam tantas...

(sem virus #3)

Escapadinha ou rapidinha?

Há quem utilize a escapadinha para fugir por uns dias de Lisboa ou dos centros urbanos. Como gosto de ser imitador também parti ontem às 19 e 34 muito perto de Lisboa e cheguei a uma aldeia no sopé da serra da Gardunha eram 22 e 23.

Conforme se pode comprovar com o computador de bordo do carro.

pc_bordo.jpg

Estava um calor daqueles e com a casa fechada há meses era quase insuportável dormir dentro de casa. Todavia após janelas e portas abertas o ar da noite refrescou o suficiente. E lá fui para "vale de lencóis".

Acordei cedo e às oite da manhã já estava a caminho das fazendas. Depois de uma volta regressei para o carro conduzindo uma viatura que trabalha a gamboas, um novo combustível muito doce.

gamboas_.jpg

 

Ainda antes do almoço fui a outro naco de terra constatar as oliveiras e respectiva azeitona. Ao invés do que julgava encontrei algumas oliveiras bem carregadas

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Entretanto a Mãe natureza também nos mostra abguenação à vida... Como esta oliveira que só tem um ramo verde e ainda assim está carregada.

oliveira.jpg

Após o almoço e mais umas voltas necessárias regressei a Lisboa... ou perto, onde às 19 horas e 22 minutos, isto é quase 24 horas depois.

Fica então a questão: terá sido uma escapadinha ou uma rapidinha?

A primavera aproxima-se...

Notei isso na viagem à Beira Baixa onde os pessegueiros e cerejeiras começam a atapetar os pomares de cores brancas e rosas.

Mas é na terra que se nota a aproximação da estação das flores.

Hoje saí da aldeia beirã, onde estive os últimos três dias, para ir até ao povoado onde residem ainda os meus pais.

Aqui dei uma volta pelas fazendas que tento tratar. O verde mantém-se imponente.

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Mas o que mais me impressionou foi a força que os javalis apresentam. Esfocinham a terra em busca de trufas ou algumas cabeças de nabos selvagens.

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Num chão à base de barro vermelho o estado que a terra apresenta após a passagem daqueles suínos selvagens é este.

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Entretanto as oliveiras começam a dar sinal do que pode vir a ser a próxima colheita de azeitona.

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Natureza pura!

Levantei-me muito cedo. Eram pouco mais das seis da manhã. Mas tendo em conta a previsão daquilo que seria o meu dia, havia que despachar algumas etapas.

Estou na Beira Baixa. Num local abrigado pela Serra da Gardunha sempre tão devastada com os incêndios. Todavia ainda assim aqui respira-se bom ar, colhe-se boa azeitona (eu que o diga!!!), a fruta é de excelência e as couves têm um sabor a terra pura.

Gosto de deambuar pelos terrenos da família. Perceber algum pinheiro caído, um murro derrubado, algum silvado para cortar.

Sendo alguém que foi criado numa povoação onde a água era (e ainda é) um bem muito escasso, quando chego a esta povoação beirã e noto os poços repletos, as charcas cheias e as ribeiras a correr sinto-me imensamente feliz.

Depois... há aqueles ruídos que a natureza nos brinda, nos afaga, nos eternece; o trinados dos pássaros, a água que foge por entre as pedras num qualquer leito de uma ribeira, o coaxar harmonioso das rãs, o doce sibilar do vento por entre as árvores... ou então não e nada disto e a Mãe Natureza prefere o silêncio!

Outono na Beira baixa!

Gosto do Outono, especialmente pelas diferentes cores com que a natureza nos brinda.

Este fim de semana fui novamente à Beira Baixa. Andei quilómetros de carro e depois a pé.

Visitei fazendas, constatei charcas vazias e riachos secos. Poços sem água e fontes nos mínimos

Mas encontrei também figueiras, pessegueiros, cerejeiras ou carvalhos a perderem as folhas. Estes últimos ainda reservaram alguma folhagem para esta foto.

20191207_115811.jpg

 

Crónica breve numa aldeia beirã

São seis da manhã.

Ainda reina a noite e nem o relógio da igreja acordou. O silêncio na aldeia é absoluto.

Os cães sempre tão activos e barulhentos deixaram-se também vencer por Morfeu. Corre uma mui singela brisa que carrega consigo todos os perfumes do casario e arredores.

Percorro a aldeia a pé. Os lampiões emitem uma luz mortiça. Será que eles também ousaram dormir?

Chega-me agora o enântico do engaço da uva que se prepara para passar pelas brasas e se transformar em aguardente. O cheiro do restolho após o corte atrasado da palha, o odor inesquecível dos marmelos já maduros e das suas irmãs gamboas, também elas já prontas.

20191006_080416 (1).jpg

Paira o odor a gado ovino. que daqui a pouco seguirá para a ordenha.

Os meus passos lentos ecoam no empredado das ruas como se eu fosse um fantasma. Aqui e ali nota-se uma já luz acesa na casario. Mais à frente finalmente o aroma perfeito do pão acabado de cozer.

Uma ligeira penumbra surge no horizonte avisando que o dia vem aí. Oiço o primeiro galo. Depois outro e logo a seguir mais um.

Absorvo com incrível prazer todas as fragâncias e escuto os sons de uma aldeia pacata e que se prepara para acordar.

O dia desponta por fim, ainda sem o sol, mas há já luz natural.

Fogem gatos à minha frente. Toca o relógio da igreja.

São sete da manhá.

Melhor que carne!

Descobri há pouco tempo que há na Cova da Beira uma festa que lhes é dedicada. Sei também que são muito procurados naquela região portuguesa.

Adoram uma boa manta de caruma sob a qual se escondem. Na realidade nunca os apanhei, mas conheço quem os encontre com perícia e habilidade.

Falo obviamente dos míscaros, uma espécie de cogumelos que originam na cozinha beirã um pitéu muito especial.

Acabado de chegar da Beira Baixa ainda tive tempo de os arranjar (ui que trabalheira!) e cozinhá-los com arroz.

Como diria alguém muito próximo: Arroz de míscaros é muito melhor que carne!

E é mesmo!

miscaros_1.jpg

(Foto retirada da Internet, com a devida vénia ao autor)

 

 

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