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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Novas aventuras de Astérix

Sob a batuta da dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad é publicado amanhã o 38º livro das aventuras do guerreiro mais conhecido de toda a BD e não só.

Com o título "A filha de Vercingétorix" este novo album irá trazer-nos com toda certeza novas histórias dos irredutíveis gauleses.

Para quem aprecia estas aventuras, o dia 24 de Outubro será um bom dia. Todavia, eu que sou grande apreciador destas livros tenho (mais uma vez!!!) as minhas espectativas muito em baixo já que, desde a morte de René Goscinny em 1977, nunca mais as Aventuras de Astérix tiveram um incremento de qualidade essencialmente ao nível dos diálogos.

Diria que alguns albuns em Portugal foram traduzidos de forma deficiente já que toda a magia inerente às aventuras da dupla Astérix/Obélix se perdeu.

Mas não julguemos já... Aguardemos assim as novas aventuras!

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Mordillo – o humor sem palavras

Um dos meus desenhadores preferidos morreu sábado passado aos 86 anos. Mas só hoje o soube, primeiro através do Delito de Opinião, confirmando mais tarde nalguns sítios de informação.

O desenhador que não usava palavras para a crítica tinha um humor fantástico.

A nona arte perdeu um dos seus génios maiores. Provavelmente irá agora devolver a “bota”.

 

As estranhas amizades na BD

Descobri que a sexualidade na BD e nos bonecos animados é uma evidência, com características quiçá graves e demasiado visíveis.

Se pegarmos em breves exemplos, temos o Pato Donald com três sobrinhos que vivem com ele permanentemente, todavia nunca conheci o pai dos miúdos. Estranho não?

Outro exemplo tem a ver com o próprio Mickey. Sei que há a Minie, só que aquele nunca assumiu a relação e mais de meio século passado ainda ambos continuam solteiros. Piora a coisa com o Pateta metido entre os dois… Hum… ali só pode haver coisa.

No final dos anos 50 nasceu uma dupla amizade: Astérix e Obélix. Trinta e cinco aventuras e quase sessenta anos depois a dupla mantém-se solteira, dormem muitas vezes juntos e abraçam-se muitas vezes. Não dá para desconfiar?

E já nem trago aqui Tintin, Red Dust ou Lucky Luke todos aventureiros solitários ou apenas tendo animais como amigos: Milú, Palomino ou Jolly Jumper. Dá que pensar…

Toda esta brincadeira anterior (que não passa disso!!!) nasceu por causa das declarações sobre duas personagens que fizeram as delícias de milhões de crianças, durante anos. Parece-me realmente imbecil que haja a necessidade de vir dizer que o Egas e o Becas tinha uma relação homossexual.

Não sou homofóbico. Aceito a sexualidade de cada um sem qualquer problema.

No entanto dar a dois bonecos, repito bonecos, uma sexualidade qualquer não tem qualquer cabimento. Nem entendo qual o alcance e a necessidade das declarações.

Querem ver que o Pai Natal também…

Astérix et ses amis

Foi um acaso. Olhei para o escaparate e vi as figuras inconfundíveis de Astérix e Obélix. Primeiro pensei que fosse a última aventura dos irredutíveis gauleses, mas logo percebi que não.

Tratava-se simplesmente de um número especial unicamente sobre "L'art de Astérix", publicado pela revista francesa L'express.

Obviamente que entrei na loja e adquiri a revista.

Assim que pude sentei-me a folhear aquelas mais de cem páginas coloridas e não só e onde numa primeira vista se pode observar e saber muitos pormenores e opiniões sobre a dupla que há 58 anos publicou pela primeira vez numa revista da especialidade, que Udrzo e Goscinny criaram chamada Pilote, as primeiras pranchas de Astérix e o seu fiel amigo.

E tudo em bom francês!

Fiquei de tal maneira absorvido pelas imagens e por alguns textos que pude ler, que fiquei sem almoço.

Mas foi por uma boa causa, dga-se de passagem.

Um documento muito especial, principalmente para os amigos do gaulês de bigodes loiros.

Imperdível.

 

Asterix_express (4).jpg

 

 

Astérix na Itália: um roteiro pobre

Surgiu ontem a última aventura dos gauleses mais conhecidos da 9ª arte. Desta vez um rol de acontecimentos em terras italianas numa estranha corrida de carros.

A história tinha tudo para ser diferente. No entanto os autores voltaram a falhar, tanto no enredo que poderia ser muito mais conseguido, como no humor pouco evidente.

O desenho que continua o traço do seu criador, falhou pela ausência de pormenores que fez dos primeiros livros autênticas obras de arte. Só para completar este meu racíocinio ainda hoje encontro pormenores que nunca havia reparado nas antigas aventuras, mesmo depois de as ter lido centenas de vezes. E basta comparar o planfleto publicitário em o "Domínio dos Deuses" e um que aparece neste livro para se perceber logo a enormíssima diferença.

Entendo que a dupla Astérix/Obélix sejam sinónimo de vendas garantidas. Mas sinceramente não devia valer tudo nesta indústria.

Lamento que Uderzo se tenha deixado "enganar" por estes novos artistas a quem falta sagacidade e muito humor.

Pela primeira vez a folha inicial que indentifica a aldeia e as principais personagens não aparece. Simplesmente lamentável. Não sei de quem foi a culpa, mas que é lamentável é. Já para não falar os nomes das personagens aportuguesadas que perdem muita da graça.

Astérix acompanha-me há demasiados anos. Li as primeiras aventuras um sem número de vezes. E ainda hoje regresso a elas como se as lesse pela primeira vez. No entanto desde Astérix e os Pictos que as aventuras têm vindo a perder... qualidade e encanto.

Será da idade?

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Uma “zaragata” à espanhola

No universo da BD há uma personagem que personifica o líder da Catalunha, Carles Puigdemont. Aquela figura surge no livro chamado “A Zaragata” onde Astérix e o seu inseparável amigo Obélix terão de lutar não só contra as tropas Romanas, mas também contra a maledicência de Tullius Detritus.

Porque faço eu esta comparação? Simplesmente porque o Presidente da Generalitat Catalâ andou meses a incendiar uma região para no momento da verdade fugir à responsabilidade, deixando todos os outros partidos da região e organizações deveras espantadas com o discurso desta tarde.

Sinceramente nem imagino as pressões de Carles terá sofrido para olvidar ou pelo menos adiar este dossier. Todavia esta situação, que não é de agora, foi muito alimentada pelos partidos não afectos ao governo de Madrid.

No entranto com as declarações de hoje. Puigdmont fez com que a montanha parisse um rato.

Percebe-se que uma eventual independência da Catalunha seria uma espécie de “caixa de Pandora” para o celebérrimo autonomismo castelhano. E alimentaria outras ideias semelhantes tanto em Espanha como noutros países (Portugal incluído).

Teria sido, deste modo, muito mais sensato Carles ter negociado uma maior autonomia com o Governo de Rajoy antes de criar esta “Zaragata”..

Mas há quem faça tudo pelos seus cinco minutos de fama.

A BD e as traduções

É sobejamente conhecido o meu gosto pela Nona Arte, culminando numas centenas de livros de muitos autores e quase outros tantos heróis.

Em qualquer Feira do Livro ou alfarrabista que visite é certo trazer mais uns livros para engrossar a minha biblioteca, sejam eles novos ou velhos, não importa.

No entanto tenho vindo a reparar que muitos das actuais edições apresentam traduções, especialmente oriundas do francês, no mínimo... sofríveis. Ora, compreendo que a língua de Balzac e Victor Hugo seja pouco apelativa, já que nestes tempos o inglês ganhou uma maior dinâmica, muito à força da informática. Só que eu comcei a aprender Francês desde muito cedo, especialmente na escola e daí entender muito bem aquela língua, por vezes até melhor que o inglês.

Criei recentemente umas pequenas listas contendo os heróis de BD que povoam a minha estante. Peguei em cada livro, transcrevi o título e inseri-o na lista. Depois fui ao sítio da internet com referência ao herói e procurei os livros publicados de forma a validar o ano da primeira publicação, respectivos autores e naturalmente as editoras.

A verdade é que encontrei diversos títulos em francês incorrectamente traduzidos para português. E mesmo a versão inglesa respeita o título original.

Perante esta estranha evidência, creio ser meu dever chamar a atenção para as editores no sentido de não desvirtuarem o livro com traduções pouco rigorosas.

Tenho consciência que um bom tradutor custa caro. Mas neste mundo das publicações nem tudo deveria ser válido só para se ganhar mais uns euros.

 

Há magia na Banda Desenhada!

Hoje viajei de Metro. Quando entrei na carruagem esta estava quase repleta. Mas encontrei um lugar quase escondido e acabei por me sentar.

A meu lado deparei-me com um jovem que lia um livro, o que hoje é... uma raridade. Ainda por cima não era um livro qualquer mas um album de banda desenhada duma personagem contemporânea minha, já que nasceu em 1959 e a quem baptizaram com o nome de Ásterix.

Obviamente que me meti logo com o infante e fui falando das diversas aventuras e da diferenças de qualidade dos livros escritos e desenhados pela dupla Goscinny/)Uderzo e as obras posteriores à morte do escritor Francês.

Achei graça à sua postura e à sua admiração, quiçá por ver alguém tão velho a falar de BD. Nem imagina ele a quantidade de livros de Banda Desenhada que tenho em casa.

A Nona Arte, como alguns lhe chamam, teve sempre em mim um efeito apaziguador. Há livros que já li inúmeras vezes e não me canso de os reler. São assim uma espécie de carregadores de boa disposição

Tintin, Ásterix, Lucky Luke, Comanche, Gaston Lagaffe, Mafalda, Corto Maltese são meros exemplos de personagens que revisito amiúde.

Mas há mais, muitos mais.

E quando fecho a última página de um destes livros sinto que me renovei!

Esta é a verdadeira magia da BD.

"O papiro de César" - uma aventura menor!

O lançamento da última aventura do Ásterix passou-me perfeitamente ao lado. Não é costume, mas aconteceu!

Por isso quando me perguntaram na semana passada se já tinha lido aquela obra respondi simplesmente que não.

Mas fiquei muito curioso e por isso adquiri a última aventura dos irredutíveis gauleses e dediquei esta noite a lê-la.

O enredo surgiu como algo diferente e curiosamente actual. A ideia da comunicação social nos tempos romanos e respectiva censura, parecia ter pernas para andar... No entanto, nem os autores nem o próprio Albert Uderzo tiveram rasgos de bom humor para fazerem desta aventura um caso único. Perderam uma belíssima oportunidade...

Outro ponto negativo, especialmente para mim que leio Astérix vai para mais de 40 anos, é a tradução. Às personagens foram-lhes atribuídos nomes diferentes daqueles que sempre fui lendo. Creio que já no album anterior se passou o mesmo! E sinceramente não gosto.

Bonemine na versão original foi traduzida para Boapinta e o chefe mudou de Abraracourcix para Matasétix. Até o Bardo teve direito a nova graça: Cacofonix. Mas há mais...

Salva-se o desenho que mantém a mesma qualidade no traço.

Enfim uma aventura pobre e triste, sem o doce e o amargo com que Goscinny e Uderzo tão bem sabiam temperar as suas aventuras.

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Livros? Prefiro os velhos

Adoro livros velhos. Só de pensar nas mãos que folhearam as páginas fico arrepiado.

Tudo começou há muitos anos em casa dos meus avós, na aldeia onde sempre viveram. A biblioteca era obviamente minúscula mas sempre que os visitava, relia como se fosse a primeira vez aqueles livros quase desfeitos. Era assim uma espéciie de tradição muito pessoal e que mantive durante algum tempo.

Daí o meu gosto por coisas velhas e dentro destas os livros são uma permanenete dor de cabeça para a minha mulher... pois arrumá-los torna-se cada vez mais difícil

Hoje numa mui pequena feira encontrei um alfarrabista (neste caso particular era uma senhora). E pronto ali fiquei eu minutos a fio e procurar algo que nem sabia bem o quê. Bem vistas as coisas até sei o que procuro neste momento mas... está dificil encontrar.

Um dos livros que pretendo é de banda desenhada e duma colecção denominada "Comanche". O livro tem por título "Fúria Rebelde" e ainda não o consegui apanhar. Depois há um outro que faz parte de uma colecção da qual já tenho os restantes oito volumes. "Antologia Policial" recolhida por um tal de Ross Pynn (pseudónimo de Rossano Pinto). Desta série de nove volumes publicados pela editora Ibis nos anos sessenta falta-me o número 1.

Depois nestes locais não procuro mais nenhum em especial. Ou como li algures: num alfarrabista não é o comprador que escolhe o livro, mas sim este que escolhe para onde quer ir.

Entretanto esta tarde na tal alfarrabista acabei por comprar 4 albuns de Banda Desenhada do gaulês mais famoso da 9ª arte: Astérix.

Quem me conhece sabe que todas as aventuras de Astérix já cá moram vai para muito tempo. Mas não vos inquieteís. Estes são em Francês. A língua mãe...

 

 

 

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