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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Leituras e outras ideias

Acabei ontem de ler o livro de Luís Rosa referente aos dois mandatos do Doutor Carlos Costa como Governador do Banco de Portugal.

Governador.jpg 

Como antigo colaborador daquela entidade reguladora e tendo estado muito próximo de alguns Departamentos envolvidos nos maiores casos deste século presumi que seria interessante ler este livro, acima de tudo para validar alguns dados de que tinha tido conhecimento.

O livro não é simpático para muita gente, nomeadamente alguns banqueiros e políticos da nossa praça que não gostarão de ali serem tão sofrivelmente referenciados. Mas quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele... diz o povo!

Cruzei-me diversas vezes com este Governador que sempre me pareceu ser uma pessoa sensata e assertiva. Para além de mostrar muita competência. O livro demonstra isso mesmo.

Porém durante os anos que se seguiram à Resolução do BES e BANIF, o Banco de Portugal foi constantemente capa de jornais pelas piores razões, culpando a instituição, na altura liderada por Carlos Costa, de todos os maus acontecimentos criados pela Banca.

Recordo a este propósito uma extensa entrevista que o Senhor Governador deu ao semanário Expresso e que teve a magia de amenizar o antagonismo da sociedade civil contra o Banco de Portugal.

Este livro esclarece e elucida 10 anos de muitas divergências, muitas guerrilhas e demasiadas tentativas de influência.

Gostei deste esclarecimento público que se desejava e impunha.

Nota final:

Em 2023 já levo dois livros lidos!

Um livros às... Costas!

Ainda não li o livro do ex-Governador do Banco de Portugal, mas espero ler, acima de tudo para tentar ver esclarecidas algumas dúvidas que me assolaram tanto no caso BES como no caso BANIF.

Tenho do Doutor Carlos Costa a ideia de uma pessoa sensata, corajosa e séria.  Aqueles dias de Agosto não foram fáceis. Recordo no caso BES muitas pessoas irem para a porta de sua casa invetivarem o antigo governador, algo que me pareceu na altura perfeitamente aberrante, traduzindo uma falta de respeito pela privacidade de cada um.

Temos mais uma polémica ao redor de uma suposta troca de cartas e mensagens entre o actual primeiro-ministro e o Doutor Carlos Costa. Um pouco de lavar de roupa suja que não enobrece nenhuma das pessoas envolvidas.

Sinceramente não me custa nada acreditar na tentativa de influência por parte do governo em algumas decisões do Banco de Portugal. Geralmente quem governa gosta de estender a sua influência tentacular para além dos limites dos ministérios e secretarias de estado. Faz parte!

Por isso náo entendo esta troca de galhardetes, justificações e esclarecimentos. O que está feito, está feito, ficou no passado. Para quê uma bravata desta envergadura? Parece-me um sacudir de asas para atemorizar adversários ou pior ainda esconder algumas verdades.

Por fim esta parte da história de Portugal, especialmente da área financeira, será um dia revisitada por alguém equidistante e sem quaisquer interesses a não ser apurar a verdade do que se passou a partir de 2014. Talvez nessa altura se faça justiça e culpe quem tem de culpar!

O último bastião de PPC?

O Governador do Banco de Portugal é agora o alvo de todas as setas vindas essencialmente dos partidos da geringonça.

Acima de tudo, creio eu, porque Carlos Costa parece ser o último bastião que ainda resiste a esta nova forma de democrarcia e fazer política. É sabido que o Governador vem do tempo de Passos Coelho e que isso, de certa forma, o condiciona.

Também são conhecidas as animosidades do líder do BdP com o actual Ministro das Finanças. Se juntarmos o caso CGD temos um cocktail perfeito para que C.C. seja substituído rapidamente. Ainda por cima com a Dra. Elisa Ferreira a fazer parte do Conselho que dirige o Banco de Portugal, facilmente se percebe que o Governador pode estar por dias ou semanas.

Mais... é outrossim conhecido que tacitamente o PS e o PSD dividem entre si os principais pelouros dos dois bancos públicos. Ora se na CGD está agora Paulo Macedo, ex-Ministro de Passos Coelho, haveria assim que arranjar maneira de correr com o actual Governador, subindo ao seu lugar a ex-Ministra de Guterres.

Tudo o que escrevi acima não passarão de idiotas teorias da conspiração, mas neste país já me habituei que tudo parece ser possível. Até o impossível!

Sangue jornalístico?

Ponto prévio: não fui mandatado por ninguém, nem exibo de nenhuma procuração para defender as próximas ideias. Feita esta ressalva passo ao que aqui me leva…

Cada um tem o nome que advém quase sempre dos seus antecessores. É apenas identificativo e não deve corresponder a uma chancela positiva ou negativa que se carrega pela vida fora. Abordo este tema devido à forma quase vil como alguns jornais têm tratado o filho do ainda Presidente da Comissão Europeia.

Se o actual técnico do Banco de Portugal fosse filho se um ilustre desconhecido e tivesse recebido o mesmíssimo convite, os jornais falariam disso? No mesmo sentido quantos colaboradores terão até hoje entrado por convite para instituição reguladora, filhos de um qualquer casal?
Mas pior que tudo, é a forma pejorativa como alguns diários abordam o assunto, tentando trucidar um jovem, que como muitos que há por aí, lutam por um melhor lugar na vida. E fosse para onde fosse trabalhar este rapaz estaria sempre marcado pelo nome do pai. No entanto o ser-se filho de alguém público não é marca de competência ou falta dela. O tempo encarregar-se-á de o valorizar, ou não… E nessa altura falaremos!

O jornalismo, mesmo o especializado, deve pautar-se por seriedade e busca da verdade e não retirar conclusões só porque alguém tem nome sonante. E entenda-se este ridículo: até há umas semanas “Espirito Santo” era sinónimo de uma família com prestígio e pergaminhos na sociedade. Hoje, esse mesmo nome caiu em desgraça e sabe-se lá com que irremediáveis consequências para todos os portadores desse apelido.

Mesmo que nunca tenham culpa!

Trinta anos… quanto mais se seguirão?

 

Fez no passado dia 6 de Outubro, 30 longos anos desde o dia em que entrei para a empresa para a qual ainda hoje dou o meu contributo. Mas se parar, assim de repente e olhar para todo este tempo já decorrido, parece que passaram apenas meia dúzia de dias.

Era uma quarta-feira. Acordei cedo, tal era o receio de não chegar a horas. Estreei um fato, fiz o nó da gravata , comi qualquer coisa  e saí. Apanhei o autocarro logo seguido do barco o que me fez chegar muito a tempo. Entrei receoso no hall e um segurança indicou-me simpaticamente a recepção. Outras pessoas já ali se encontravam. Entre elas reconheci, com um misto de surpresa e alegria a Rosa Maria, amiga havia muitos anos. Os interesses profissionais haviam-nos naturalmente desviado a determinado passo, mas esta empresa juntara-nos…

Subimos finalmente ao 3º andar para a imponente sala da assembleia onde fomos recebidos por elementos do Departamento de Pessoal.

E durante dois dias foi-nos mostrada uma empresa assente em história e (muitas) estórias.

- Uma entidade muito tradicionalista – diria a certa altura um dos oradores.

O pior é que, naquele tempo, a tradição já não era o que deveria ser!

Trinta anos a levantar-me cedo, a comparecer cedo, a aceitar cedo o peso da mudança…

Mas fiz amigos… E provavelmente inimigos (e ainda bem, também necessito deles para assim saber avaliar os verdadeiros amigos!)

No dia 6 de Outubro estive longe da cidade que me acolheu nestes últimos anos. E após um dia de muito trabalho no campo nem forças tinha para acabar de soletrar uma frase. Adormeci à primeira oportunidade…

Todavia não me esqueci do dia e não obstante ser com algum atraso quero apenas aqui cumprimentar com um imenso abraço e dar outrossim os parabéns a esta óptima “fornada”, claramente a melhor que entrou em 1982. A saber:

A Sílvia

A Maria João

A Júlia

O Raul

A Isabel

A Helena

A Fernanda

O António Fernando

O José

A Teresa

O Nuno

A Telma

O António Gonçalves

E obviamente a Rosa Maria já referida anteriormente. E por fim eu!

Pretendo, com este texto, agradecer o todos estes “jovens” colegas, a amizade que me têm dispensado nestas últimas três décadas e prometer que organizarei um repasto digno do nosso grupo.

Este texto tem no seu título uma questão. Esta mantém-se.

Quem de vós me saberá responder!

 PS- Se me esqueci de algum nome façam o favor de me avisar. Não terá sido de propósito!

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