Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Juro que não te quero!

Hoje de manhã quando fui a pé ao pão deparei com uma quantidade anormal de pequenas moradias, que até há pouquíssimo tempo transbordavam de vida. Hoje, quase todas, apresentavam um catrapázio com a seguinte palavra em tamanho garrafal: vende-se.

Associado à palavra uma qualquer imobiliária. Tristemente óbvio!

O número de habitações à venda nesta zona cresceu exponencialmente e quase de uma dia para o outro. Ainda há pouco tempo alguém passou na rua e perguntou-me se estaria interessado em vender a minha casa. Isto é a procura parecia maior que a oferta.

Hoje leva-me a crer tudo estar relacionado com as recentes e outrossim contínuas subidas das taxas de juro emanadas pelo tal de BCE! Portanto se juntarmos a amortização, mais os juros e demais alcavalas que os empréstimos obrigam, temos que a despesa com uma habitação cresceu muito mais que os rendimentos.

Daí perceber um número anormal de habitações, em segunda mão, à venda.

Reconheço que sou um privilegiado pois pago uma taxa de juro muito abaixo daquela que é apresentada pela banca comercial. Mas mesmo assim em menos de um ano, tendo amortizado perto de 5 mil euros, o valor mensal do meu juro não parou de subir. Dos 10 euros que paguei em Agosto de 2022 passei para mais de 60 euros em Junho deste ano. E pelo que sei continuará a escalar!

Imagino então as pessoas com orçamentos muito limitados, filhos pequenos a necessitarem de infantários ou escolas. A ginástica que não devem fazer para que o orçamento não derrape.

Um problema na actual sociedade lusa e para a qual não vejo uma solução a contento de todos.

O crime da vítima!

O fundador do BPP é hoje um nome sonante pelas piores razões. Depois de ter fugido à justiça lusa, deu demasiadas indicações públicas para que fosse descoberto fazendo com que seja considerado (quase) como uma vítima. Ora todos sabemos como reage o povo aos "coitadinhos"...

Entretanto outros que fizeram bem pior que ele continuam calados, escondidos ou sei lá silenciosos ou silenciados por uma sociedade que não os querem ver, quanto mais ouvi-los.

Custa-me constatar que para os mesmos crimes cometidos pelo ex-Presidente do BPP haja posições e visões da justiça assaz diferentes.

João Rendeiro é neste momento não só um réu da sua ruinosa gestão bancária como uma vítima de criminosos alheios que, ao invés dele, continuam impunes e livres!

Uma verdadeira vítima criminosa!

Caixa Geral de De(spro)pósitos

Definitivamente ainda não percebi a admiração que algumas pessoas têm com o que se passou na CGD. Se na Banca privada aconteceu o que todos nós sabemos porque teria o banco do Estado de ser diferente?

Ainda por cima numa altura em que as máquinas do Estado estavam bem oleadas e num processo de vasos comunicantes.

Entretanto o Banco de Portugal vem uma vez mais à baila. Como sempre, aliás, quando se trata de coisas financeiras. Ora como esta instituição raramente vem a público explicar-se ou defender-se, nada melhor que ser atacado por toda a gente sem direito a contraditório… 

Mas voltando à Caixa… O caso do dinheiro emprestado para comprar acções de uma outra instituição fez parte de uma estratégia de controlo dessa mesma entidade. Obviamente que foi necessário um testa de ferro e o empresário madeirense foi enredado, obviamente com o seu consentimento, nesta trama que tem tramado a nossa sociedade.

Muitos serão, deste modo, os culpados nos mais de 1600 milhões de euros de prejuízo do Banco Estatal.

Creio, no entanto, que ninguém será chamado a repor todo ou parte do dinheiro arrecadado e jamais pago.

Porque em Portugal por vontade política, e não só. a culpa morrerá sempre solteira e na penúria.

Pensamentos

Hoje dei por mim a pensar o seguinte:

 

1 - os partidos de esquerda afirmam a pés juntos que estamos cada vez mais pobres;

2 - ora se estamos mais pobres quer dizer que não temos dinheiro para os bens essenciais;

3 - se isto é assim, também não temos dinheiro para pôr num banco;

 

Face a estas três premissas resta uma questão em aberto: então porque o Estado não liquida todos os bancos em falência? Poupava-se muito "graveto".

Uma coisa é certa... o dinheiro que lá está não é dos pobres! Só dos ricos!

Mais sobre mim

foto do autor

Posts mais comentados

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu livro

Os Contos de Natal

2021
2022

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2009
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2008
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D