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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Importar campeões?

Portugal terminou a sua participação dos Europeus de Pista Coberta que se realizou em Istambul na Turquia com um saldo de três medalhas, duas de ouro e uma de bronze.

Pedro Pichardo no triplo salto e Auriol Dongmo, no lançamento do peso foram os vencedores das medalhas de ouro, enquanto Patrícia Mamona, também no triplo salto quedou-se pela medalha de bronze.

Antes de mais os meus parabéns a todos os atletas lusos independentemente da classificação que obtiveram, mas obviamente o meu realce vai para os medalhados.

Se fosse há uns anos Portugal jamais conseguiria ter uma representação de qualidade nestes certames de atletismo nomeadamente nas áreas técnicas. Salto em comprimento, triplo saldo, lançamento do peso ou até velocidade eram especialidades a que Portugal nunca conseguia aparecer nas finais quanto mais ousar ganhar medalhas.

Todavia certo dia apareceu um atleta de nome esquisito - Francis Obirah Obikwelu - que não obstante ter nascido na Nigéria foi naturalizado português. Corria muito depressa e num instante (obviamente!!!) se tornou um campeão, acabando mesmo por conseguir a medalha de prata nos Jogos Olimpicos de Atenas em 2004.

Depois dele surgiu Nelson Évora, um atleta campeão e recordista nacional do triplo salto, de origem Cabo-verdiana, mas tendo nascido na Costa do Marfim.

Depois de Nelson eis que aparece Patricia Mamona, se bem que nascida já em Lisboa, tem ascendência angolana e tem carregado muitas medalhas para cá. Pedro Pablo Pichardo um cubano que se "transferiu" para Portugal em 2018 dá ao nosso país uma série de vitórias no triplo-salto.

Mais recentemente aterrou em Portugal Auriol Dongmo oriunda na Nigéria e que num ápice passou a trazer para este país medalhas e muitas vitórias.

Bem vistas as coisas andamos há diversos anos a importar campeões. Seja de África ou das Américas. E ainda bem acrescento pois fico imensamente feliz que todos estes atletas tenham escolhido este país à beira-mar plantado para se tornarem campeões.

Que por cá continuem e por muuuuuuuitos anos!

Obrigado a todos eles!

Ainda os jogos Olímpicos de Tóquio!

Este ano vi poucas provas dos Jogos Olímpicos. Ou quase nenhumas para ser sincero. Também algumas surgiam a desoras...

Li por aí que a participação portuguesa neste ano foi a melhor de sempre, concluidas com 4 medalhas: duas de bronze, uma de prata e outra de ouro (que tanta polémica desnecessária deu!!!) e mais uma série de diplomas!

A alegria e a tristeza nestes tipos de eventos desportivos, normalmente traduzido em lágrimas, é quase sempre sinal da postura de como os atletas chegaram à competição: prontos para a vitória,

Porém só um é que ganha e vai daí houve muitas lágrimas após muitas modalidades. Ou como diria alguém: o segundo é o primeiro dos últimos!

Gostei da participação lusa nos JO, nomeadamente no atletismo. Fica assim provado que temos cá gente capaz para ombrear com outros países em especialidades mais técnicas. Algo que parecia impossível há uma vintena de anos.

Não sei se não estarei a errar ao dizer que foi o atleta Carlos Calado a participar pela primeira vez nas especialidades de salto em comprimento nos Jogos Olímpicos, mas antes dele não me lembro de outro atleta luso nesta especialidade...

Entretanto já há medalhas de ouro!

As lágrimas do nosso atletismo!

O fim de semana mostrou-nos as lágrimas das atletas portuguesas que competiram nos Jogos Olimpicos de Tóquio e que terminaram com resultados diferentes.

Patrícia aos 32 anos tornou-se vice-campeã olímpica no triplo salto com record nacional com um salto de 15,01 metros.

Do outro lado Auriol Dongmo ficou a 5 centímetros de uma medalha. Que seria merecidíssima.

Ambas as atletas choraram. Patrícia, de alegria pelo feito conseguido, Auriol de tristeza por faltar aquele bocadinho que lhe atribuísse uma medalha.

Para ambas,  sem excepção, os meus sinceros parabéns por terem representado Portugal de forma tão grandiosa.

Obrigado!

Uma história com o professor!

Não me canso de escrever sobre o Professor Mário Moniz Pereira.

Trago hoje aqui então uma estória que se passou comigo e com um amigo. Estávamos nos longínquos anos setenta.

Nesse fim de tarde frio e escuro quando o Professor Manuel Faria – o nosso treinador principal – deu por findo o treino, o meu amigo pretendeu testar a sua capacidade de resistência perante o já campeão Carlos Lopes, que continuava serenamente a fazer voltas e mais voltas na velhinha pista de cinza.

Deste modo fui ter com o professor e perguntei:

- Professor há algum problema se dermos uma volta atrás do Carlos Lopes?

Moniz Pereira olhou para Manuel Faria e esboçou um sorriso malandro. Por fim disse:

- Estejam à vontade… desde que não fiquem à frente dele que o podem atrapalhar… Ide à vontade atrás dele…

Finalmente rematou já com um rasgado sorriso:

- Até aguentarem!

Pois… ele sabia do que falava…

Agradecimento

Calculo que Naide Gomes jamais visitará este espaço... Mas é meu dever homenageá-la aqui. Ela que tantos títulos deu ao meu Sporting e ao nosso Portugal. Sei que vai ser mãe. Uma ventura e aventura para uma atleta que nunca virou a cara à luta.

Daqui deste humilde espaço desejo à Naide o melhor que o mundo tiver para lhe oferecer. E quero outrossim agradecer-lhe por tantas e tantas alegrias que me proporcionou.

O futuro pertence-lhe! E é já ali!

naide_gomes.jpg

 

 

António Leitão - Um atleta de corpo inteiro

Faleceu António Leitão.

 

Eu que também fui um atleta, foi com mágoa que recebi a notícia.

 

Leitão era um campeão, daqueles  antes quebrar que torcer.

 

Grande espírito de sacrifíco, engrediente essencial para se ser um campeão, e muita humildade foram as bases deste grande atleta.

 

Foi a doença que o derrotou, não a vida.

 

A ele a minha sincera homenagem.

 

Reconheço que é póstuma mas é sentida.

  

 

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