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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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O atentado em Barcelona

O terrível atentado em Barcelona, cidade que eu conheço bem, leva-me a pensar que os seus perpetradores não chegam a ser terroristas. São vulgares assassinos que a única coisa que pretendem fazer é matar pessoas, sejam elas de qualquer raça, credo ou nacionalidade. E o pior é que o fazem em nome de um Deus qualquer.

A ideia medieval de uma Guerra Santa contra os infiéis que não acreditam em Alá, erguida pelo EI, parece condenada ao insucesso. Desde logo porque cada vez se assume, por todos os outros países, um maior cerrar de fileiras contra esta forma ignóbil de guerrilha, que destrói, mata e enerva é certo, mas não ganha terreno.

Um destes dias acaba-se a dependência do petróleo pelo Mundo e os países apoiantes da causa perderão todo o seu poderio e financiamento. Ora sem dinheiro não haverá armas. E tudo cairá por terra.

Cada vez mais o terrorismo deixou de ser uma forma de guerra, mas unicamente uma postura de se matar somente pelo prazer de matar.

Triste Mundo!

Ainda o atentado de Londres

Decididamente não entendo esta ideia de atentar contra a vida de outrém em nome de uma fé. Eu que também sou um homem de crença jamais seria capaz de matar alguém em nome de Deus.

Poder-se-á dizer que as Cruzadas medievais foram também uma forma de luta contra os infiéis. Mas eram outros tempos, outras civilizações e acima de tudo outras mentalidades. E desde essa altura até hoje já passaram centenas de anos…

Após o atentado de Londres o Estado Islâmico apressou-se a revindicar o acontecimento. É óbvio que não esperava outra coisa. Mas será possível ligar este ataque isolado à luta que o EI tem perpetrado pelo mundo fora? Duvido… Mesmo que arranjem muitas ligações cheira-me que isto foi mais um acto isolado e que houve lógico aproveitamento daquele Estado.

Vivemos num mundo estranho onde em nome dos mais elevados desejos de um povo ou nação se destroem milhares de vidas humanas, a maioria delas inocentes.

Não tenho uma solução para esta nova ordem Mundial, mas gostaria que os meus descendentes não viessem a sofrer por algo que nunca fizeram nem contribuíram.

O ano de 2016

Por esta altura é frequente fazer-se um balanço dos acontecimentos mais relevantes do ano. Não costumo fugir também às contas.

Politicamente falando tivemos dois acontecimentos semelhantes, todavia com resultados diferentes. Se Marcelo Rebelo de Sousa quase não necessitou de fazer campanha eleitoral para se tornar o 20º Presidente desde a Implantação da República, no outro lado do Atlântico, e após uma campanha deveras renhida, Donald Trump vence as eleições face a uma Hillary pouco consistente e sempre demasiado crente nas sondagens, que lhe atribuíam a vitória com alguma folga.

Mas o ano de 2016 trouxe-nos uma vez mais o flagelo dos atentados. Não contando com os inúmeros ataques em zonas de guerra, contei catorze atentados só no ano de 2016. Sendo os piores em Nice com 84 mortos e em Orlando com meia centena de vítimas mortais.

O mais recente foi já esta semana em Berlim. Com 12 mortos...

O ano de 2016 originou também mais refugiados, mais gente que prefere morrer no mar a tentar uma vida melhor para si e para os seus, a ter que ficar numa qualquer cidade e engrossar o número de civis mortos numa estúpida guerra.

O homem jamais aprende! Dificilmente algum país ganhará actualmente uma guerra. Porque as guerras de hoje não são para serem ganhas somente para serem combatidas.

Uma pergunta (ainda) sem resposta

O dia estava fantástico. Após um almoço e de um passeio eis-me de regresso à sala de aulas para continuação da formação. Na sala de espera a televisão estava acesa e no instante em que entro vejo no ecran, para imenso espanto, um avião a entrar por um edifício como faca em manteiga em dia de Verão. Percebi que era nas torres gémeas, na cidade que nunca dorme, para logo a seguir dar conta que não havia sido um mas dois aviões a chocar contra o World Trade Center. O resto já todos sabemos...

Todavia a imagem que nesse dia mais me surpreendeu foi a queda em directo dos dois edifícios. Inimaginável.

A formação ficou por ali, ainda por cima porque o professor era canadiano e não foi capaz de dar mais aulas.

Isto foi há precisamente 15 anos.

Desde aquele dia até hoje o Mundo mudou muito. Para pior!

Depois das Torres Gémeas, foram os atentados em Londres e mais tarde em Madrid. E num, quase indefinido, número de locais por esse Mundo. A insegurança passou assim a fazer parte integrante das nossas vidas.

Sempre achei os atentados às torres gémeas como algo impensável. Essencialmente devido aos sofisticados sistemas de comunicações que os Estados Unidos conseguem controlar. Não quero com isto dizer que defenda uma teoria da conspiração mas que dá que pensar, isso dá.

Quando estes nefastos acontecimentos surgem, quase sem sabermos como, há uma questão que fica sempre em aberto: quem realmente ganhou com a tragédia?

The day after

Esta noite numa breve viagem que fiz acompanhado do meu infante mais jovem acabámos por debater sobre alguns aspectos do atentado de ontem em Nice.

Ele defendeu que o terrorista era louco por ter atirado com um camião de não sei quantas toneladas contra uma multidão indefesa. Eu, desconhecendo de todo as razões que levaram um franco-tinisino a cometer tão hediondo crime, defendi que provavelmente não seria tão louco quanto isso e apenas pretendeu que o seu nome fosse falado. Há muita gente capaz disso!

Obviamente que alguém com a consciência do verdadeiro valor da vida humana jamais levaria a bom termo um ataque desta envergadura. Mas é também necesssário perceber (o que não quer dizer que se concorde!) que há indivíduos capazes de sacrificar-se porque acreditam numa vida melhor no tal de Paraíso Celeste.

O problema está definitivamente instalado e a França tem um sarilho entre mãos que não saberá resolver tão depressa. O medo, o terror, a insegurança vão agora tomar conta dos Franceses por muito tempo.

Há mesmo quem diga que este atentado já fez esquecer o outro... o do passado Domingo.

 

Trágico contraste

As duas notícias foram obviamente relevantes.

Em Inglaterra um lunático atacou e assassinou uma deputada do Partido Trabalhista em plena rua. Um acto bárbaro e cobarde perpetrado por alguém que não percebe o que é a democracia e o viver em liberdade.

Ao invés deste trágico acontecimento o nosso Presidente da República vai à praia sozinho, toma banho, conversa com as pessoas, distribui beijos e deixa-se fotografar em “selfies”.

Tudo isto sem um segurança a acompanhá-lo.

Poderão os mais cépticos apontar diversas razões para esta postura do mais alto Magistrado da Nação e que entroncam na ideia, há muito veiculada e quase por todos assumida, que o PR é unicamente uma figura de estilo.

Pessoalmente não sou enormemente apologista desta postura popular e quiçá populista, de MRS. Mas tenho de lhe reconhecer mérito pela forma como trouxe a Presidência para a rua. Ou dito de outra forma: durante dez anos tivemos um PR que o era 24 horas por dia. E jamais se desviava desse seu registo. Hoje tudo parece ser muito diferente!

Voltando à segurança das figuras públicas, especialmente os políticos, é evidente que nenhum está livre de ser atacado, mas o medo será sempre a grande vitória daqueles para quem a democracia e liberdade serão sempre incompatíveis com as suas pobres vidas.

A guerra do medo!

Continuo sem perceber a razão de um atentado suicída!

Desde o malogrado 11 de Setembro na cidade de Nova Iorque que aquela forma de guerra tem ganho demasiados adeptos.

O que se tornou verdade é que em lado nenhum vivemos descansados. A qualquer hora, momento, instante e sem razão aparente podemos ser vitimas de um qualquer bombista. E sem termos culpa de nada...

Esta éspecie de cruzada contra os países europeus, perpetrado por radicais islâmicos parece não ter fim à vista.

O que cria naturalmente enormes e fundamentadas ondas de revolta.

Numa altura em que a Europa se debate com o maior crise de refugiados desde a 2ª Guerra Mundial, estes atentados só vêem ajudar a quem sempre esteve contra abertura de fronteiras europeias a estas vagas migratórias.

Esta é uma nova guerra que entra pela nossa casa a qualquer hora e a qualquer instante, sem pedir autorização.

E instala o medo!

 

Porquê?

O filósofo grego Sócrates disse um dia: Não sou atenienese nem grego, sou um cidadão do Mundo.

Mas após as notícias da barbárie da noite passada em Paris acredito que o mesmo filósofo helénico, se fosse vivo, jamais proferiria aquela frase. Ninguém quer pertencer a este mundo de constantes ataques terroristas, de incapacidades de se viver com a diferença seja ela religiosa ou política, de tamanha intolerância.

Realmente não percebo, não entendo, nem ouso sequer arranjar uma explicação para o que se passou.

Nestes infelizes acontecimentos surge sempre no final a mesma questão: porquê?

Uma questão apresentada numa só palavra e que esconde tantas e tantas outras perguntas. E todas elas sem qualquer resposta.

Em Janeiro fomos todos "Charlie", hoje somos todos Parisienses. E amanhã seremos o quê? Jamais saberemos...

Há cada vez mais um medo latente em cada europeu. Olhamos na rua, no autocarro, no metro para os que nos rodeiam e ficamos a pensar e a dizer:

- E se...

O mundo está doente, muito doente! E não há ninguém com vontade real de o curar!

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