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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Parece que não fui apenas eu...

Chegou-me há pouco, à minha caixa de correio electrónico, uma ligação para um belíssimo naco de prosa de alguém que conheço, não de África, onde o autor esteve muitos anos e recentemente traduzidos neste fantástico livro, mas de outros encontros futeboleiros.

A prosa fala da última aventura de Astérix e os seus inseparáveis amigos Obélix e Ideiafix em terras lusas, de uma maneira e num estilo assaz diferente do meu (obviamente que o autor escreve muuuuuuuuito melhor, o que também, reconheço com humildade, não será mui dificil!!!).

Mas de tudo o que li naquela crónica ou análise, conforme queiram chamar, houve algo que me satisfez e que se prende, uma vez mais, com o tema das (más) traduções. É certo que estou tentado a adquirir a versão francesa até porque não gosto de julgar sem ver (ou ler!), mas já em aventuras anteriores notei uma (invulgar) incapacidade de traduzir bem os livros.

O que leva mais uma vez a tentar imaginar o que passará na cabeça dos nossos tradutores quando pegam neste pedaço de BD (mais uma imbelicidade para o nome "Novela gráfica") e traduzirem aquilo com uma linguagem pobre e sem graça, como se os leitores daquelas aventuras fossem ainda crianças em idade pré-escolar! Não são!

Finalmente e para não me alongar mais redirecciono o caro leitor ou leitora para o dito texto que merece ser lido e amplamente partilhado.

https://open.substack.com/pub/alterjpt/p/asterix-na-lusitania?utm_campaign=post&utm_medium=email

Ainda sobre Astérix

Já em 2023 aquando da publicação de Asterix e o Grifo, falei sobre a estranha ideia da editora em alterar os nomes das personagens.

Ainda hoje tenho dificuldade em entender esta mudança tanto mais que as aventuras de Astérix não foram escritas e desenhadas para crianças. Não é que nos livros haja alguma maldade, mas as piadas e referências neles contidas livros seriam incompreensíveis para uma normal criança.

Ora os nomes são parte integrante de todo aquele Mundo gaulês e mudá-los é alterar todo um conjunto de jogos de palavras. Infelizmente.

Esta recente alteração "wook" deve ter algum fundamento, mas gostaria de saber das razões para estas modificações.

Provavelmente ninguém ousaria alterar o nome de "Sherlock Holmes" para "Charloco Gomes" ou o de "Philip Marlwoe" para "Filipe Marouco".

Os nomes não definem as pessoas nem estas os nomes, mas seja como for continuo a considerar uma enormíssima falta de gosto ao atribuir um nome completamente diferente a uma ou mais personagens.

Pegando numa frase de Obelix: estes editoras devem estar loucas!

Astérix na Lusitânia!

Foi lançado hoje em todo o Mundo mais uma aventura de Astérix e do seu inseparável amigo Obélix, desta vez numa visita à Lusitânia.

1507-1.jpg

O livro chegou-me logo de manhã, mas só noite dentro consegui lê-lo.

Sinceramente estava curioso com o que iria ler, até porque as mais recentes aventuras do irredutível gaulês, primavam por uma certa falta de qualidade.

Abri o livro e logo na segunda página dei a primeira de muitas gargalhadas, o que deu logo sinal do que viria a seguir. Não estando ao nível dos seus criadores obviamente, ainda assim os dois aventureiros, finalmente, mostraram graça. Todavia, é nas restantes personagens (soldados romanos incluídos) que (nos) acompanham com muita ousadia e muitas referências à cultura e filosofia popular lusas, que encontramos o melhor deste novo livro de aventuras.

Um álbum que vale a pena comprar e ler mais que não seja pelos amantes da nona arte e dentro desta pelas assertivas piadas muito bem conseguidas. Que o diga o nosso disfarçado Obélix com esta belíssima tirada.

obelix.jpg

Eu e o Astérix!

Conheci Astérix ainda nos tempos de liceu (no meu tempo não havia escolas secundárias!!!).

Levado por um colega para a biblioteca da escola, cada livro de aventuras do irredutível gaulês era, ao mesmo tempo, partilhado por três.  Foi desse tempo que nasceu a minha vontade de um dia comprar toda a colecção.

Vinte anos depois tinha comigo todas as aventuras até então publicadas. Entretanto as restantes estórias gaulesas também já cá moram!

Astérix tem sido um companheiro de aventuras... de leitura. Escusado será dizer que já li algumas estórias dezenas de vezes.

No passado dia 26 de Outubro foi publicado mais uma aventura/estória do conhecido gaulês, sem a pena competente dos seus criadores, Uderzo e Goscinny.

16992027382716107402442147668491.jpg 

O Lirio Branco recorda-nos "Obélix e companhia" numa tentativa de divivir para reinar.

A ideia do enredo tem a sua graça, mas falta-lhe aquela luz que o argumentista Goscinny conseguia transmitir aos leitores através das suas palavras.

Mas pior que a estória sofrível são as alterações que os editores têm vindo a fazer nos nomes das personagens. Não bastava o uso de algumas referências lusas, com pouca graça, a invenção de outras denominações para as velhinhas personagens surgem como ideias absurdas.

Só faltará alterar o nome do herói e do seu inseparável companheiro.

Nesse dia o meu amigo Astérix desaparecerá da minha vida.

Para sempre!

Astérix e o Grifo: a desilusão continua

A receita parece já não resultar. Definitivamente!

As aventuras de Astérix tornaram-se em algo amorfo e sem qualidade. É sabido que com a morte de Goscinny oa diálogos deram um enorme trambolhão no que respeita à ironia e assertividade.

Albert Uderzo ainda tentou manter as Aventuras do irredutível gaulês à tona, quando o naufrágio parecia evidente.

Esta aventura é pobre, enfandonha e triste não obstante algumas evidentes referências a aventuras mais antigas como, por exemplo, a Astérix e os Belgas. No entanto percebe-se que a luz brilhante que iluminou a dupla Uderzo/Goscinny, não é hoje mais que uma ténue chama mortiça e sem fulgor.

Portanto é necessário saber parar.

Creio finalmente que nem com a poção mágica o aventureiro dos grandes bigodes loiros irá suportar as afrontas que tem sofrido ultimamente.

Asterix_grifo.jpg

A luso pequenez!

Há uns anos uma visita entrou na minha casa e perante o tamanho da minha garagem aventou:

- Que bela garagem... Fazia-se aqui uma bela cozinha!

Nem soube o que dizer... Na altura apenas perguntei:

- E o que faço àquela ali dentro? - a apontei para a minha cozinha normal.

- Não se sujava...

Perante a resposta nada mais acrescentei.

Tempos mais tarde visitei a casa de um colega, entretanto falecido, e que me moía o juízo para o ir visitar. Quando me apresentei deparei com uma enorme moradia com uma belíssima piscina e um conjunto de anexos onde se poderia encontrar dois quartos, uma casa de banho e uma cozinha. Depois comunicou-me que já não entrava na casa maior havia dois anos... Vivia apenas nos anexos!

Estes são exemplos infelizmente perfeitos de alguma estreita mentalidade lusa. Ter as coisas só porque sim ou acima de tudo para mostrar... aos outros. Porque usar... nem pensar!

Recordo-me a este pretexto esta prancha de BD da Astérix na aventura "Obélix e Companhia".

Obelix_companhia.jpg

Mas esta estreiteza tão comum na nossa sociedade começa obviamente nos nossos políticos. Basta olhar para a nossa entrada na CEE... Fizemo-nos sócios de um clube de ricos sem termos dinheiro para pagar as quotas.

De Astérix aos dias de hoje!

"Desencadeou-se" foi a feliz expressão que o irredutível Astérix aplicou aquando da luta tribal entre os Godos que ele próprio tinha fomentado.

Aquela palavra pode agora ser outrossim aplicada no mais recente magistério do Presidente da República.

É sabido, tornando-se quase tradição, que os segundos mandatos de Belém são muito mais interventivos que os primeiros, já que não podem, constitucionalmente, ser reeleitos e por isso já nada têm a perder.

Antes das eleições de Janeiro passado para a Presidência da República, falou-se desta forma de estar presidencial que se viu em Eanes, Soares, Sampaio ou Cavaco (talvez este menos devido à Geringonça). Ouvi alguns a afirmar que Marcelo seria seguramente diferente dos seus antecessores, enquanto outros defendiam o oposto, fazendo crer que, logo que pudesse, o antigo líder do PSD iria mostrar-se tal como é, opondo-se ao actual governo socialista.

Paulatinamente fui percebendo alguns recados vindos de Belém direccionados a S. Bento.

Mas o caso tornou-se mais evidente com a  recente aprovação pela Assembleia da República de uma série de leis com ajudas sociais devido à pandemia e à revelia do Orçamento do Estado já aprovado. E que o Senhor Presidente promulgou...

António Costa viu-se de repente metido numa disputa com Belém que há um ano seria, de todo, impensável.

Tenho por isso a forte sensação que o ambiente entre PR e PM tenderá a deteriorar-se. O que numa altura como esta seria de todo desaconselhável.

Irredutivelmente... no Céu!

Em Outubro último, ainda o Mundo era um local aparentamente normal, fez 60 anos que uma revista de BD lançou o seu primeiro fascículo.

Lá dentro, entre muitos heróis e aventuras, apareceram duas personagens que haveriam de mudar o gosto de muita gente pela nona arte.

Falo, como calculam, de Astérix e Obélix, dois indomáveis gauleses que tinham como  único intuito infernizar as guarnições romanas ao redor da aldeia. No entanto estes irredutíveis aldeões só receavam que o "Céu lhes caísse em cima da cabeça".

Esse mesmo Céu recebeu hoje o desenhador-mor daquela dupla, o francês Albert Uderzo, a um mês de fazer 93 anos.

A Banda Desenhada perdeu uma referência, mas ficaram cá os heróis.

Que descanse em paz!

uderzo.jpg

Novas aventuras de Astérix

Sob a batuta da dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad é publicado amanhã o 38º livro das aventuras do guerreiro mais conhecido de toda a BD e não só.

Com o título "A filha de Vercingétorix" este novo album irá trazer-nos com toda certeza novas histórias dos irredutíveis gauleses.

Para quem aprecia estas aventuras, o dia 24 de Outubro será um bom dia. Todavia, eu que sou grande apreciador destas livros tenho (mais uma vez!!!) as minhas espectativas muito em baixo já que, desde a morte de René Goscinny em 1977, nunca mais as Aventuras de Astérix tiveram um incremento de qualidade essencialmente ao nível dos diálogos.

Diria que alguns albuns em Portugal foram traduzidos de forma deficiente já que toda a magia inerente às aventuras da dupla Astérix/Obélix se perdeu.

Mas não julguemos já... Aguardemos assim as novas aventuras!

asterix.jpg

Um trabalho irredutível!

Hoje revi na RTP 2 um filme de 1976: os doze trabalhos de Astérix. A única aventura que nunca foi passada a papel por Goscinny e Uderzo.

Baseada na história dos trabalhos de Hércules, Ásterix e Obélix são nesta história obrigados a ultrapassar doze desafios para provarem que são superiores a César.

A história tem alguma graça mas está obviamente muito longe dos livros que imortizaram a aldeia gaulesa e respectivos habitantes.

No entanto da película retirei este excerto que me parece invulgarmente brilhante. O trabalho consistia em pedir uma autorização de forma a poderem seguir para o trabalho seguinte. Mas antes de entrarem no edifício, os irredutíveis gauleses apercebem-se que a cidade está repleta de gente louca.

Vejam entã o filme infra e percebam porquê...

 

 

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