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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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De Astérix aos dias de hoje!

"Desencadeou-se" foi a feliz expressão que o irredutível Astérix aplicou aquando da luta tribal entre os Godos que ele próprio tinha fomentado.

Aquela palavra pode agora ser outrossim aplicada no mais recente magistério do Presidente da República.

É sabido, tornando-se quase tradição, que os segundos mandatos de Belém são muito mais interventivos que os primeiros, já que não podem, constitucionalmente, ser reeleitos e por isso já nada têm a perder.

Antes das eleições de Janeiro passado para a Presidência da República, falou-se desta forma de estar presidencial que se viu em Eanes, Soares, Sampaio ou Cavaco (talvez este menos devido à Geringonça). Ouvi alguns a afirmar que Marcelo seria seguramente diferente dos seus antecessores, enquanto outros defendiam o oposto, fazendo crer que, logo que pudesse, o antigo líder do PSD iria mostrar-se tal como é, opondo-se ao actual governo socialista.

Paulatinamente fui percebendo alguns recados vindos de Belém direccionados a S. Bento.

Mas o caso tornou-se mais evidente com a  recente aprovação pela Assembleia da República de uma série de leis com ajudas sociais devido à pandemia e à revelia do Orçamento do Estado já aprovado. E que o Senhor Presidente promulgou...

António Costa viu-se de repente metido numa disputa com Belém que há um ano seria, de todo, impensável.

Tenho por isso a forte sensação que o ambiente entre PR e PM tenderá a deteriorar-se. O que numa altura como esta seria de todo desaconselhável.

Irredutivelmente... no Céu!

Em Outubro último, ainda o Mundo era um local aparentamente normal, fez 60 anos que uma revista de BD lançou o seu primeiro fascículo.

Lá dentro, entre muitos heróis e aventuras, apareceram duas personagens que haveriam de mudar o gosto de muita gente pela nona arte.

Falo, como calculam, de Astérix e Obélix, dois indomáveis gauleses que tinham como  único intuito infernizar as guarnições romanas ao redor da aldeia. No entanto estes irredutíveis aldeões só receavam que o "Céu lhes caísse em cima da cabeça".

Esse mesmo Céu recebeu hoje o desenhador-mor daquela dupla, o francês Albert Uderzo, a um mês de fazer 93 anos.

A Banda Desenhada perdeu uma referência, mas ficaram cá os heróis.

Que descanse em paz!

uderzo.jpg

Novas aventuras de Astérix

Sob a batuta da dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad é publicado amanhã o 38º livro das aventuras do guerreiro mais conhecido de toda a BD e não só.

Com o título "A filha de Vercingétorix" este novo album irá trazer-nos com toda certeza novas histórias dos irredutíveis gauleses.

Para quem aprecia estas aventuras, o dia 24 de Outubro será um bom dia. Todavia, eu que sou grande apreciador destas livros tenho (mais uma vez!!!) as minhas espectativas muito em baixo já que, desde a morte de René Goscinny em 1977, nunca mais as Aventuras de Astérix tiveram um incremento de qualidade essencialmente ao nível dos diálogos.

Diria que alguns albuns em Portugal foram traduzidos de forma deficiente já que toda a magia inerente às aventuras da dupla Astérix/Obélix se perdeu.

Mas não julguemos já... Aguardemos assim as novas aventuras!

asterix.jpg

Um trabalho irredutível!

Hoje revi na RTP 2 um filme de 1976: os doze trabalhos de Astérix. A única aventura que nunca foi passada a papel por Goscinny e Uderzo.

Baseada na história dos trabalhos de Hércules, Ásterix e Obélix são nesta história obrigados a ultrapassar doze desafios para provarem que são superiores a César.

A história tem alguma graça mas está obviamente muito longe dos livros que imortizaram a aldeia gaulesa e respectivos habitantes.

No entanto da película retirei este excerto que me parece invulgarmente brilhante. O trabalho consistia em pedir uma autorização de forma a poderem seguir para o trabalho seguinte. Mas antes de entrarem no edifício, os irredutíveis gauleses apercebem-se que a cidade está repleta de gente louca.

Vejam entã o filme infra e percebam porquê...

 

 

Astérix et ses amis

Foi um acaso. Olhei para o escaparate e vi as figuras inconfundíveis de Astérix e Obélix. Primeiro pensei que fosse a última aventura dos irredutíveis gauleses, mas logo percebi que não.

Tratava-se simplesmente de um número especial unicamente sobre "L'art de Astérix", publicado pela revista francesa L'express.

Obviamente que entrei na loja e adquiri a revista.

Assim que pude sentei-me a folhear aquelas mais de cem páginas coloridas e não só e onde numa primeira vista se pode observar e saber muitos pormenores e opiniões sobre a dupla que há 58 anos publicou pela primeira vez numa revista da especialidade, que Udrzo e Goscinny criaram chamada Pilote, as primeiras pranchas de Astérix e o seu fiel amigo.

E tudo em bom francês!

Fiquei de tal maneira absorvido pelas imagens e por alguns textos que pude ler, que fiquei sem almoço.

Mas foi por uma boa causa, dga-se de passagem.

Um documento muito especial, principalmente para os amigos do gaulês de bigodes loiros.

Imperdível.

 

Asterix_express (4).jpg

 

 

Astérix na Itália: um roteiro pobre

Surgiu ontem a última aventura dos gauleses mais conhecidos da 9ª arte. Desta vez um rol de acontecimentos em terras italianas numa estranha corrida de carros.

A história tinha tudo para ser diferente. No entanto os autores voltaram a falhar, tanto no enredo que poderia ser muito mais conseguido, como no humor pouco evidente.

O desenho que continua o traço do seu criador, falhou pela ausência de pormenores que fez dos primeiros livros autênticas obras de arte. Só para completar este meu racíocinio ainda hoje encontro pormenores que nunca havia reparado nas antigas aventuras, mesmo depois de as ter lido centenas de vezes. E basta comparar o planfleto publicitário em o "Domínio dos Deuses" e um que aparece neste livro para se perceber logo a enormíssima diferença.

Entendo que a dupla Astérix/Obélix sejam sinónimo de vendas garantidas. Mas sinceramente não devia valer tudo nesta indústria.

Lamento que Uderzo se tenha deixado "enganar" por estes novos artistas a quem falta sagacidade e muito humor.

Pela primeira vez a folha inicial que indentifica a aldeia e as principais personagens não aparece. Simplesmente lamentável. Não sei de quem foi a culpa, mas que é lamentável é. Já para não falar os nomes das personagens aportuguesadas que perdem muita da graça.

Astérix acompanha-me há demasiados anos. Li as primeiras aventuras um sem número de vezes. E ainda hoje regresso a elas como se as lesse pela primeira vez. No entanto desde Astérix e os Pictos que as aventuras têm vindo a perder... qualidade e encanto.

Será da idade?

asterix_transitalica.jpg

 

 

Há magia na Banda Desenhada!

Hoje viajei de Metro. Quando entrei na carruagem esta estava quase repleta. Mas encontrei um lugar quase escondido e acabei por me sentar.

A meu lado deparei-me com um jovem que lia um livro, o que hoje é... uma raridade. Ainda por cima não era um livro qualquer mas um album de banda desenhada duma personagem contemporânea minha, já que nasceu em 1959 e a quem baptizaram com o nome de Ásterix.

Obviamente que me meti logo com o infante e fui falando das diversas aventuras e da diferenças de qualidade dos livros escritos e desenhados pela dupla Goscinny/)Uderzo e as obras posteriores à morte do escritor Francês.

Achei graça à sua postura e à sua admiração, quiçá por ver alguém tão velho a falar de BD. Nem imagina ele a quantidade de livros de Banda Desenhada que tenho em casa.

A Nona Arte, como alguns lhe chamam, teve sempre em mim um efeito apaziguador. Há livros que já li inúmeras vezes e não me canso de os reler. São assim uma espécie de carregadores de boa disposição

Tintin, Ásterix, Lucky Luke, Comanche, Gaston Lagaffe, Mafalda, Corto Maltese são meros exemplos de personagens que revisito amiúde.

Mas há mais, muitos mais.

E quando fecho a última página de um destes livros sinto que me renovei!

Esta é a verdadeira magia da BD.

"O papiro de César" - uma aventura menor!

O lançamento da última aventura do Ásterix passou-me perfeitamente ao lado. Não é costume, mas aconteceu!

Por isso quando me perguntaram na semana passada se já tinha lido aquela obra respondi simplesmente que não.

Mas fiquei muito curioso e por isso adquiri a última aventura dos irredutíveis gauleses e dediquei esta noite a lê-la.

O enredo surgiu como algo diferente e curiosamente actual. A ideia da comunicação social nos tempos romanos e respectiva censura, parecia ter pernas para andar... No entanto, nem os autores nem o próprio Albert Uderzo tiveram rasgos de bom humor para fazerem desta aventura um caso único. Perderam uma belíssima oportunidade...

Outro ponto negativo, especialmente para mim que leio Astérix vai para mais de 40 anos, é a tradução. Às personagens foram-lhes atribuídos nomes diferentes daqueles que sempre fui lendo. Creio que já no album anterior se passou o mesmo! E sinceramente não gosto.

Bonemine na versão original foi traduzida para Boapinta e o chefe mudou de Abraracourcix para Matasétix. Até o Bardo teve direito a nova graça: Cacofonix. Mas há mais...

Salva-se o desenho que mantém a mesma qualidade no traço.

Enfim uma aventura pobre e triste, sem o doce e o amargo com que Goscinny e Uderzo tão bem sabiam temperar as suas aventuras.

asterix_.jpg

 

 

 

Livros? Prefiro os velhos

Adoro livros velhos. Só de pensar nas mãos que folhearam as páginas fico arrepiado.

Tudo começou há muitos anos em casa dos meus avós, na aldeia onde sempre viveram. A biblioteca era obviamente minúscula mas sempre que os visitava, relia como se fosse a primeira vez aqueles livros quase desfeitos. Era assim uma espéciie de tradição muito pessoal e que mantive durante algum tempo.

Daí o meu gosto por coisas velhas e dentro destas os livros são uma permanenete dor de cabeça para a minha mulher... pois arrumá-los torna-se cada vez mais difícil

Hoje numa mui pequena feira encontrei um alfarrabista (neste caso particular era uma senhora). E pronto ali fiquei eu minutos a fio e procurar algo que nem sabia bem o quê. Bem vistas as coisas até sei o que procuro neste momento mas... está dificil encontrar.

Um dos livros que pretendo é de banda desenhada e duma colecção denominada "Comanche". O livro tem por título "Fúria Rebelde" e ainda não o consegui apanhar. Depois há um outro que faz parte de uma colecção da qual já tenho os restantes oito volumes. "Antologia Policial" recolhida por um tal de Ross Pynn (pseudónimo de Rossano Pinto). Desta série de nove volumes publicados pela editora Ibis nos anos sessenta falta-me o número 1.

Depois nestes locais não procuro mais nenhum em especial. Ou como li algures: num alfarrabista não é o comprador que escolhe o livro, mas sim este que escolhe para onde quer ir.

Entretanto esta tarde na tal alfarrabista acabei por comprar 4 albuns de Banda Desenhada do gaulês mais famoso da 9ª arte: Astérix.

Quem me conhece sabe que todas as aventuras de Astérix já cá moram vai para muito tempo. Mas não vos inquieteís. Estes são em Francês. A língua mãe...

 

 

 

Astérix entre os Pictos – a oportunidade perdida

Foi ontem lançado o novo álbum de BD, com mais uma aventura de Astérix. A espectativa criada à sua volta foi imensa, para uma história que, infelizmente, não mostrou estar ao nível de aventuras anteriores, especialmente daquelas em que Goscinny teve a responsabilidade dos textos. Torna-se assim ainda mais óbvio que, após a morte de René, dificilmente os diálogos ganharão a qualidade e o fulgor incutidos pelo argumentista.

 

Desta vez a aventura decorre na Escócia, para onde Astérix e Obélix partem, levando consigo numa barca um natural da terra dos Pictos.

Devorei a noite passada a versão portuguesa e neste pressuposto não sei até que ponto a tradução consegue ser fiel ao texto original. Porém o que li achei no mínimo estranho e como direi… pobre.

 

Quem, como eu, lê as aventuras de Astérix para mais de quarenta anos é natural que me tenha habituado aos nomes das diversas personagens: Ordalfabétix, Cetautomatix, Bonemine e outros. Todavia os tradutores acharam por bem “aportuguesar” aqueles nomes gauleses. E como ficaram mal… muito mal.

 

A nova dupla Ferri/Conrad não conseguiu dar nova vida a Astérix e seus amigos. Os desenhos são fiéis, todavia a história é no limite um clichê já visto e usado em episódios anteriores.

 

E é uma pena! Faltou claramente originalidade e arrojo.

 

Vai ser mais um livro que ali vai ficar na estante sem ser relido. Uma aposta perdida pela editora.

 

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