Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A Primavera Marcelista... do PS!

Ouvi hoje no rádio do carro aquilo que me pareceu ser o início de uma polémica partidária interna. Tudo por causa de umas declarações proferidas pelo senhor Primeiro Ministro assumindo a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa numa possível recandidatura.

Não tinha apanhado as declarações de António Costa e por isso fui em busca do que havia sido dito. Encontrei-as e escutei com calma o que disse o nosso Primeiro, na visita à AutoEuropa em conjunto com o PR.

Assim, à primeira vista, percebo a consternação da ex-Eurodeputada Ana Gomes, ao analisar num canal televisivo, naquele seu verbo muito peculiar, as palavras do líder do seu partido.

Certamente que António Costa não pretendeu menorizar algum candidato que o seu PS possa eventualmente apresentar, todavia ao dizer o que disse colocou-se a jeito para as críticas internas (que sabemos serem muitas, desde já a conhecida e polémica geringonça!!!).

No entanto António Costa só disse aquilo que muitos portugueses pensam, no que concerne à recandidatura do actual Presidente da República: dificilmente alguém o baterá.

Não esqueçamos que Marcelo ganhou a corrida a Belém com baixo orçamento e quase sem fazer campanha (ou melhor fez uma campanha durante anos).

Com quase cinco anos passados e um número indeterminado de “selfies”, muitos abraços, beijos e mergulhos na praia, Marcelo se se recandidatar, repito se se recandidatar, voltará com toda a certeza à AutoEuropa com António Costa!

Por muito que a Ana Gomes barafuste! E se candidate!

Arruada ou arruaça?

A campanha eleitoral terminou. E terminou em grande já que o Secretário Geral do PS baixou o nível da sua campanha.

Vai ser tema durante alguns dias e quiçá esmiuçado até ao tutano se António Costa perder as eleições ou tiver um resultado muito abaixo do que seria esperado.

Na política há atitudes que não se devem ter. Ora responder daquela forma abrupta a uma acusação que segundo o PM não tinha razão de ser é, obviamente, dar tiros no próprio pé.

O que a mim me admira é que Costa tenha caído na esparrela. Ainda por cima no final da campanha sem hipóteses de lavar a sua imagem.

Creio que ainda iremos ouvir falar muito das consequências desta atitude quase de arruaceiro. Os adversários políticos irão, certamente, agradecer!

Dia 6 à noitinha saberemos.

Brincar aos políticos

O Doutor Pimenta Machado, ilustre dirigente do Vitória de Guimarães, afirmou há muitos anos que no futebol o que hoje é verdade, amanhã será mentira. Tal como na política.

O PSD e o CDS, na ânsia de criticarem tudo o que faz o PS, encostaram-se na passada semana à esquerda e votaram a favor a contagem dos 9 anos, 4 meses e 2 dias do tempo dos professores, sem pensarem muito bem nas devidas consequências.

Apertados à posteriori pelos custos que esta medida poderia acrescentar aos orçamentos vindouros, depressam vieram recuar, colocando-se numa posição tão frágil que António Costa logo aproveitou para sovar (verbalmente) os partidos do centro-direita.

Ao invés do que vou lendo por aí não concordo nada com a ideia de que o PM se aproveitou da situação para angariar simpatias eleitorais, até porque a classe dos professores continuará em luta, até que a medida seja de implementação definitiva. Fez somente o que lhe competia, alertando para os custos inerentes à introdução desta medida. Quiçá de uma forma um tanto inflamada concordo. Todavia numa altura pré-eleitoral parece perfeitamente normal que assim actue.

No entanto foi óbvia a tentativa de aproveitamento político dos partidos da oposição, no intuito de descredibilizar ainda mais o governo de AC. Tal como as antigas bombas de carnaval estas rebentaram nas mãos dos líderes políticos do PSD e do CDS, deixando-os com as mãos chamuscadas. Mas não mais que isso.

O governo do PS está recheado de casos (Pedrogão, Tancos, Galp, relações familiares entre governantes, etc). E estes sim são casos realmente constrangedores e ameaçadores de um bom resultado eleitoral.

O PR foi às compras!

Não sei se tem a ver com os saldos que se aproximam, mas o que é certo é que o senhor Presidente da República foi às compras. Comprou uma guerra como PS.

É certo que António Costa nos últimos tempos assume todos os seus diplomas como garantidos por parte do morador de Belém. A parceria PR/PM que tem sobrevivido a muitos dissabores (incêndios, Tancos, Vila Viçosa) parece viver momentos menos felizes.

No Verão passado o Professor Marcelo vetou a questão dos arrendatários preferenciais, hoje foi a questão da contagem de tempo dos professores.

Percebo que o PS não pretenda dar a estes o que pretendem, desejam e merecem. Se o fizesse provavelmente as contas do deficit do próximo orçamento sairiam com números claramente diferentes dos desejados.

Todavia caberia ao Governo negociar com os professores e não travar um braço de ferro com os principais agentes de educação em Portugal, esquecendo-se de que o PR foi também ele um professor.

Aproxima-se o ano de 2019 com diversas eleições e Marcelo Rebelo de Sousa com este gesto assumiu desde já o apoio de uma enorme classe para a sua futura reeleição em 2021.

Que a seu tempo, naturalmente, contabilizará!

Um Ministro sem Defesa!

O caso de Tancos já há muito que parece uma espécie de telenovela mexicana. Cada dia que passa há mais gente envolvida ou não estando directamente envolvida sabia o que tinha acontecido. Um complexo emaranhado de governantes, militares e quejandos...

Ao invés do que se esperaria, António Costa assobia para o lado, evitando deste modo o que logo na altura deveria ter acontecido: a demissão do Ministro da Defesa.

Mas o nosso PM tem esta simples faculdade de ser surdo quando quer. Já o havia sido aquando dos incêndios do ano passado, com a Ministra da Administração Interna e agora repete o cenário com Azeredo Lopes.

O PR vai ter assim que "puxar dos galões" e dar uma "piçada" ao PM de forma a que este peça a demissão do Ministro da Defesa. Só assim sairá o homem!

Porque se há alguém que não sabe nada dentro de um governo, então o que está lá a fazer? Só se for a ocupar espaço...

Por outro lado estranho que os partidos da geringonça continuem mudos e quedos com todo este rol de tristes eventos. Nem tugem nem mugem... É como nada tivesse acontecido.

Ai se a direita estivesse em S. Bento a braços com um caso destes? Nem sequer imagino o que se diria.

É por estas e muitas outras que a Direita radical está em crescendo pelo Mundo fora. E quando a esquerda acordar deste "sonho maravilhoso" em que dorme pode ser que perceba o pesadelo em que está!

Outros quinhentos!

Gosto pouco que brinquem com o meu dinheiro.  Ainda por cima quando ele me é retirado contra a minha vontade. 

Falo disto por causa dos 500 milhões que Portugal vai emprestar a Angola. Não imagino qual a taxa de juro aplicada mas tendo em conta que algumas delas estão negativas...

Mas sinceramente... não havia mais país nenhum ou organização com capacidade de emprestar tal dinheiro a Angola? Então andámos nós a pagar juros altíssimos, a aceitar uma austeridade como nunca fora vista, para de um momento para o outro... vir um PM e entregar de mão beijada 500 milhões de euros ao Estado Angolano?

Andou um país a quotizar-se para pagar as obras de Pedrógão para agora António Costa pespegar com 500 milhões em África?

Desculpem, mas das duas uma: ou sou eu que vejo teorias estranhas ou alguém anda a comprar amizades.

Como diria um outro: isso são outros 500!

Almoço de Natal!

Não, não vou trazer aqui um menu de acepipes para a mesa de Natal.

O almoço de que fala o título deste texto refere-se simplesmente àquele em que estará presente o Presidente da República na vila de Pedrogão Grande, aceitando não só um convite como cumprindo ao mesmo tempo uma promesssa.

Só que António Costa não surge nesse repasto. O PR desvalorizou a situação quando questionado, mas se eu fosse Primeiro Ministro não me sentiria nada confortável com esta situação. Nada mesmo.

É sabido do gosto que Marcelo tem pela arribalta, ou de como consegue estar em tantos sítios diferentes quase ao mesmo tempo. Percebo que o PR sinta que deve estar mais próximo dos que sofrem, mais solidário com os que mais necessitam, mais congregador de vontades e desejos.

No entanto ainda não entendi se esta postura é realmente sentida, verdadeira ou se faz parte de uma estratégia eleitoralista.

Perguntar-me-ão: Já? Já claro! Se o Professsor Marcelo conseguiu estar 10 anos a dar a cara na televisão para ganhar umas eleições quase sem oposição, acho perfeitamente normal que se esteja, neste momento, a preparar para uma reeleição. E desta vez ganhará ainda com maior percentagem.

Paralelamente a esta posição António Costa, que tem um país a rodar sobre rodas, com a economia a crescer (e a dívida também!!!) e os ratings a subir, mesmo assim não consegue convencer o mesmo eleitorado de Marcelo. A verdade poderá estar na forma como tem gerido os diversos problemas no Governo. Desde o caso dos incêndios de Verão, até ao caso Raríssimas o senhor Primeiro Ministro vai paulatinamente dando tiros nos pés (à boa moda de Passos Coelho enquanto governante).

Talvez por isso (e não só) António Costa almoce no dia de Natal, quiçá, com a sua família de sangue e o PR vá almoçar com a sua família de coração, que são os portugueses.

Zangam-se as comadres...

... E temos Governo e o Presidente da República quase em rota de colisão.

As últimas notícias vindas a lume referem que Marcelo sabia, antes do seu violento discurso proferido em Oliveira do Hospital, o que AC estava a tencionar fazer em relação a uma eventual remodelação governativa. Ao invés, o PR acusa o Governo de não ter percebido o que se passou na sociedade portuguesa, nomeadamente com as vítimas dos fogos.

Verdadeira troca de galhardetes.

Pegando neste assunto e olhando para ele de forma equidistante e desapaixonada  fico com a estranha sensação que as "comadres" governativas se zangaram profundamente. Assim sendo não imagino quais os próximos passos nesta relação que em tempos foi muito profíqua.

Até à entrada deste Verão ninguém em Portugal imaginaria que esta amizade entre uma esquerda demagógica e trauliteira e um Presidente festivaleiro e omnipresente, acabasse nesta espécie de arrufo. Mas veio o Verão quente, seco e assassino e logo tudo o que era amizade e compromisso se toldou numa tempestade.

O Primeiro Ministro não gostou obviamente da chamada de atenção do Professor Marcelo. Sentiu-se diminuido e quase humilhado. Por isso arranjou maneira de através de um conflito institucional se libertar da imagem de um governante frio e distante do povo que não o elegeu.

Não imagino como irá terminar este sarilho. Todavia o que fica é que as relações entre estas "comadres" esfriaram.

A geringonça teve o seu primeiro grande revés. 

... Falta agora descobrir as verdades de parte a parte.

 

                                                                    

Quando o PR é PM!

Sempre achei o actual PR um Presidente espectáculo. Selfies, beijos e danças, tudo tem servido para cativar o povo português.

Faltava no entanto ao Professor Marcelo um momento diferente, que o colocasse perante uma situação que, como Chefe Supremo da Nação, o obrigasse a uma verdadeira atitude de estadista.

Infelizmente houve Pedrogão e este Outubro Vermelho.

Aquela atitude surgiu hoje, num discurso sereno mas assertivo. Colocou os dedos nas feridas e chamou a si alguma responsabilidade dos trágicos acontecimentos. Algo que António Costa nunca teve a coragem de fazer...

Dito de outra maneira o senhor Presidente fez o discurso que deveria ter sido feito pelo chefe do Governo e apontou à senhora Ministra da Administração Interna a porta de saída. Isto é, teve a coragem que faltou ao PM de correr com a Ministra.

Mas mais... Já preparado para a moção de censura do CDS, Marcelo encostou a geringonça à parede, obrigando aquela a ficar refém do PS, se se pretender manter o actual estado de coisas.

Pela primeira vez vi, na democracia portuguesa, um Presidente fazer de PM enquanto António Costa parecia, no seu patético discurso, um mero porta voz de um partido.

Chapeu para o Senhor Presidente!

Mentir, mentir, mentir sempre

A mudança das caras governativas não foi sinónimo de alteração de estratégia governativa. Na verdade Portugal está amarrado, preso, escravo da UE. É desta Europa que vem o dinheiro ou o aval para ele. E o novo governo sabe disso.

E é também com este dinheiro que Portugal vai conseguindo fazer face às despesas. A economia tarda em crescer o suficiente para pagar o défice e deste modo o país continua a recorrer ao mercados para se financiar.

Nada do que atrás escrevi é novidade... foi só para lembrar!

O problema é que o actual governo vê-se envolvido numa série de negociações - que não estão a correr grande coisa - com a Comissão Europeia de forma contentar dois lados. De um lado da barricada está o (tal) eleitorado de esquerda que votou no PS, PCP e Bloco de Esquerda para quem o discurso de que a austeridade já acabou são trinados. Do outro a tróica que não deseja que Portugal mude de políticas só porque mudou de governo.

O actual PM vê-se assim num dilema que pode custar a sua carreira governativa.

Aumentar o imposto sobre os produtos petrolíferos e quiçá implementar o Imposto Sucessório pode dar algum dinheiro, mas retira muitos votos. E o PS sabe isso muito bem!

Portanto em Portugal a mentira continua presente nos nossos políticos, sejam eles de que partidos forem.

Até que a gente queira!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D