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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Dinheiro: o amigo traiçoeiro

Aquando das passagens do ano há dois pedidos que vêm sempre ao de cima na maioria das pessoas.

O primeiro prende-se com a saúde (e faz sentido!). O segundo prende-se invariavelmente com o dinheiro.

Hoje de manhã levantei-me cedo não obstante ter dormido mal e ter-me deitado tarde. Após o pequeno almoço em família com um pijama de doces saímos para tomar um café matinal.

Não havia movimento na rua, mas ainda assim o café estava composto de gente, maioritariamente jovens da minha idade ou mais velhos. Entretanto no chão da rua ainda eram visíveis os restos da folia do “réveillon”.

Aquilo eram garrafas, copos, confettis brilhantes. E no meio destes encontrei ainda em tamanho pediátrico rectângulos com as cores e os desenhos das notas de 500 euros.

Percebi logo que estes espécimes de má qualidade eram a razão visível daquilo que muita gente pretende para estes dias...

Creio que já por aqui falei que o dinheiro é importante, mas não resolve os problemas de todos nós… Pior, para muita gente ter dinheiro é sinónimo de mais preocupações pois não sabem nem estão preparados para gerirem pequenas fortunas que lhes caem nas mãos.

Quem nunca teve (ou viu) muito dinheiro considera que o vil metal é inesgotável e que compra tudo. Pois enganam-se redondamente.

O dinheiro pode ajudar… mas também pode afundar. É um daqueles amigos em quem não confio.

Não seria mau pensarmos nisto.

"Bravo!"

A sala estava quase repleta. A música surgia imponente, marcante, quase feroz. Quando a determinda altura os aplausos amainaram após mais uma valsa, desta vez composta por Tchaikovski, quae do silêncio momentâneo ouve-se uma voz feminina que grita do meio do público:

- Bravo!

Um momento que achei diferente nesta tarde/noite numa Lisboa de intempérie, mas que não me impediu de ir ao antigo Pavilhão Atlântico assistir ao concerto "Música para o novo ano" apresentada pela Orquesta Metropolina de Lisboa soberbamente dirigida pelo Maestro Sebastian Perlowski.

Os ingressos havia-os ganho no Natal, oferta do meu filho mais velho (obrigado M.) e de alguma forma estava céptico quanto à qualidade do concerto. Não pela orquesta, nem o seu maestro mas essencialmente pelo local. Não me parecia que o pavilhão tivesse as condições esssenciais para um espectáculo deste género.

Todavia a surpresa foi boa e consegui ouvir com grande naturalidade e sem grande esforço todo o concerto. Este compôs-se de duas partes sendo que na primeira foram tocados oito trechos entre árias da ópera Carmen de Bizet, valsas de Johann Strauss II e Tchaikovski.

A segunda parte trouxe-nos mais sete temas repetindo as origens da primeira: Bizet com a sua "Carmen", Tchaikowski e Strauss e respectivas valsas, sendo o oitavo tema a famosíssima "Marcha Radetzky" obviamente acompanhada pelo público.

Julguei que terminara. Porém o público insistiu e apareceu um "Intermezzo" tocado pela Orquestra numa forma bem simpática de desejar o bom ano de 2016 à assistência. Para o fim nada melhor que mais uma bonita valsa de Strauss.

Óptimo concerto, bem tocado, fantasticamente bem dirigido e para repetir, com toda certeza!

 

 

Viagem em dia de Ano Novo!

Voltei à Beira Baixa.

Ontem à noite quando cheguei até nem parecia estar muito frio… Pura ilusão. Dez minutos mais tarde já todos tiritávamos. Logo se ligou um aquecimento e o ambiente acabou por melhorar.

Hoje levantei-me cedo. O dia começava ainda a nascer e saí em busca de pão fresco. Regressei quase frustrado porque a padaria não havia cozido. Mas não vim de mãos a abanar.

O céu estava límpido e o sol fez a sua imponente aparição. Quando entrei na terra, esta estava branca. O gelo da noite, mesmo banhado pelo astro rei, ainda não desaparecera. Um manto alvo atapetava a erva rasteira e resistente.

Curioso foi a charca. Desta exalava nuvens de vapor como se a água estivesse quente. E estava. Muito mais que a própria manhã.

Também a mina de água, que vai correndo ininterruptamente parece que aqueceu ao surgir do ventre da terra.

Quando finalmente a tarde deu lugar à penumbra da noite, fiquei ali parado a escutar… o silêncio. Não bulia uma aragem que seria suficiente para zunir por entre os pinheiros. Desta vez nem isso.

Um silêncio tão puro que até doía.

Uma maresia gelada recaiu uma vez mais sobre as terras e os corpos. O frio aqui é seco mas tão saudável que até sabe… a vida!

Mensagem de Ano Novo que não gostei de escrever

Nunca como agora sinto que as pessoas estão com receio do próximo ano. Ninguém sabe bem o que os espera. Mas que não vai ser bom, isso é certo!

O ano de 2012 trouxe ao de cimo muitas das nossas fragilidades. O que julgávamos estar certo até à morte passou a ser incerto. Vivemos tempos assaz difíceis. E o pior não é a dificuldade do momento, mas a profunda incerteza que o futuro nos reserva.

Já ninguém acredita, aceita ou concorda com esta nova forma de viver em Portugal.

Dirão alguns supostos especialistas, que vivemos durante anos a fio acima das nossas possibilidades. Pois é… até acredito que seja verdade. Mas o malogrado Primeiro-Ministro sueco, Olof Palm, dizia que o maior desejo deles era acabar com os pobres. Em Portugal ao contrário daquele, vão-se criando cada vez mais pobres.

E o ano de 2013 vai ser o maior exemplo do que atrás escrevi.

Há quem diga que tivemos de recuar uns bons passos para voltarmos ao caminho correcto. Todavia neste recuo muitas famílias vivem momentos desesperados, sem comida ou dinheiro para o mínimo essencial. E isso não é justo!

Não sei o que estarei a escrever daqui a um ano, mas gostaria muito que as palavras fossem outras bem diferentes das que atrás escrevi.

Ainda assim, desejo a todos o melhor que 2013 vos possa dar.

E acima de tudo, jamais percam a esperança em dias melhores!

Esta é a mensagem que não gostei de escrever…

 

 

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