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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Joacine e Isabel: um Continente a uni-las?

Ainda não percebi bem a quem interessa esta recente catadupa de más notícias sobre a empresária Isabel dos Santos. Tal como não entendo a bravata que o Livre tentou com a Joacine Moreira.

Duas mulheres que ultimamente têm andado na boca do mundo, dizem, pelas piores razões nomeadamente envolvendo petrodólares, por parte da filha do ex-presidente de Angola, e ideias próprias da deputada portuguesa.

Coincidência ou não, as duas assumem que há mentiras nos seus estranhos processos.

Partindo do pressuposto jurídico da presunção de inocência, ainda assim acredito que as duas, cada uma à sua maneira, tenham algumas contas para ajustar com os seus inimigos.

No entanto e ao invés da maioria das pessoas, gosto de quem pensa pela sua própria cabeça, postura que criou, no caso da deputada Joacine, muitos anticorpos dentro do Livre.

Seja como for a luso-guineense foi, a meu ver, ganhando algum respeito fora do seu próprio partido. Teve coragem suficiente para enfrentar os seus adversários políticos o que, diga-se em abono da verdade, no actual contexto não é coisa de somenos.

Quanto a Isabel dos Santos, os chamados "rabos de palha" devem agora estar a arder, mas cheira-me que há muita gente a querer ficar na fila da frente para deitar mão à fortuna da empresária Angolana.

Outros quinhentos!

Gosto pouco que brinquem com o meu dinheiro.  Ainda por cima quando ele me é retirado contra a minha vontade. 

Falo disto por causa dos 500 milhões que Portugal vai emprestar a Angola. Não imagino qual a taxa de juro aplicada mas tendo em conta que algumas delas estão negativas...

Mas sinceramente... não havia mais país nenhum ou organização com capacidade de emprestar tal dinheiro a Angola? Então andámos nós a pagar juros altíssimos, a aceitar uma austeridade como nunca fora vista, para de um momento para o outro... vir um PM e entregar de mão beijada 500 milhões de euros ao Estado Angolano?

Andou um país a quotizar-se para pagar as obras de Pedrógão para agora António Costa pespegar com 500 milhões em África?

Desculpem, mas das duas uma: ou sou eu que vejo teorias estranhas ou alguém anda a comprar amizades.

Como diria um outro: isso são outros 500!

De juras eternas a um divórcio litigioso

As relações entre Portugal e Angola estão numa situação demasiado periclitante. O senhor Presidente da República foi, ao que sei, o único estadista europeu a ir àquela antiga colónia portuguesa assistir à tomada de posse do novo Presidente da República Popular de Angola.

Ora até aqui tudo bem, já que naquele país trabalham muitos portugueses. Era necessário fazer-lhes ver que Portugal está atento.

O que realmente me surpreendeu foi que o novo PR angolano, no seu discurso de tomada de posse, nomeou uma série de países a quem quer dar primazia nas relações. Nesta espécie de lista, o actual Chefe de Estado Angolano, não referiu Portugal.

Penso que de propósito.

Esta posição tristemente marcada pelo novo governante angolano, não deverá ter caído bem nem Marcelo (mesmo que este diga o contrário) nem ao nosso próprio governo, não obstante as declarações esfusiantes de Costa.

Angola foi, desde a sua independência, um parceiro privilegiado de Portugal tanto nas importações como exportações.

Face a esta mais recente postura por parte daquele país Africano, Portugal poderá optar por um de dois caminhos:

1 - ou não liga e tudo acaba por passar como se nada tivesse acontecido, enfraquecendo naturalmente a nossa actual posição naquele país

ou

2 - dá um murro na mesa e pede o divórcio litigioso com consequências ainda por calcular.

Termino com uma máxima que, um dia, uma colega de trabalho me indicou: Antes perder um bom amigo que uma boa resposta.

É a hora de Portugal não deixar cair os seus créditos por mãos alheias, correndo o risco, se não o fizer, de perder toda a credibilidaade na esfera diplomática.

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